O cantor Léo Santana encontrou nas bolsas de grife um novo elemento para estruturar sua imagem de moda. Conhecido pelos figurinos marcantes que exibe nos palcos, o artista passou a compartilhar nas redes sociais produções em que os acessórios de luxo ocupam posição central. Em uma de suas publicações mais recentes, o cantor surgiu combinando diferentes looks com bolsas de marcas renomadas, arrancando elogios de seguidores e de colegas como Ivete Sangalo. Sua esposa, a dançarina Lore Improta, também reagiu ao registro com emojis de coração.
A adesão de Léo Santana ao acessório acompanha um movimento de transformação nos códigos do guarda-roupa masculino. Itens historicamente associados ao universo feminino vêm ganhando espaço na composição de homens que utilizam o vestuário e os acessórios como ferramentas de expressão e identidade.

A estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo Tamara Lorenzoni aponta que essa escolha reflete uma mudança na construção da imagem pública masculina. “A bolsa deixa de ser vista apenas como um objeto funcional e passa a integrar a linguagem de estilo. Quando existe uma escolha consciente, ela comunica repertório, capital cultural e uma determinada leitura estética”, analisa a especialista.
No caso do artista baiano, o equilíbrio entre as peças de vestuário, os acessórios e sua personalidade contribui para a criação de uma assinatura visual própria. Para Tamara, a coerência do visual é o ponto que diferencia o simples consumo de uma declaração de estilo. “No universo do luxo, não é a quantidade de peças que constrói desejo. É a curadoria. A escolha de um acessório pode revelar referências, gosto e até uma relação com a herança daquela marca”, avalia.
A especialista ressalta ainda que a tendência vai além de seguir modismos passageiros. “O luxo não precisa seguir códigos prontos. Ele pode criar novas possibilidades de expressão. Quando um homem incorpora uma bolsa ao próprio estilo sem perder sua identidade, existe singularidade. A peça passa a fazer parte da presença dele, e não o contrário”, conclui Tamara.






