Com a chegada da primavera e a proximidade do verão, começa o período de safra das mangas, uma das frutas tropicais mais consumidas globalmente. Apreciada por seu sabor e aroma, a fruta é amplamente consumida in natura e aplicada em preparos como sucos, sorvetes, geleias e doces, além de fornecer nutrientes essenciais para uma alimentação equilibrada.
No Brasil, o cultivo abrange diversos tipos de manga, cada um com particularidades de textura, tamanho, sabor e aplicação culinária. Para auxiliar o consumidor na escolha ideal na hora da compra ou do preparo de receitas, Cláudia Mulero, nutricionista da rede Água Doce Sabores do Brasil, esclarece as principais distinções entre os tipos disponíveis no mercado.

“As principais diferenças estão no sabor, na quantidade de fibras e na aparência. Algumas variedades, como a Ubá, se destacam pelo sabor doce e marcante, sendo uma boa opção para sobremesas. A Rosa, por sua vez, apresenta sabor adocicado e aroma característico. Já algumas possuem maior quantidade de fibras, como a espada, enquanto outras, como a Kent, têm polpa com menos fibras. Um detalhe importante é que a cor da casca não é um indicador totalmente confiável de maturação da fruta. Algumas mangas, como a Keitt, permanecem verdes mesmo quando maduras. Por isso, é importante conhecer as características de cada variedade para escolher a mais adequada para cada preparação”, detalha Cláudia.
Confira as Principais Variedades Cultivadas no País:
Palmer: Uma das mais populares, destaca-se pela polpa firme, suculenta e com baixo teor de fibras. De tamanho grande e alongado, ganha tons avermelhados e arroxeados quando madura, sendo indicada para consumo puro, sucos, vitaminas e saladas de frutas.

Rosa: Tradicional e menor que a Palmer, possui casca rosada ou avermelhada ao amadurecer. Apresenta aroma intenso, sabor adocicado e polpa suculenta com fibras.

Keitt: Conhecida pelo porte grande e sabor doce, com pouca fibra. Como pode manter a casca verde mesmo quando madura, a coloração não deve ser o único parâmetro de escolha.

Tommy Atkins: Ampla produção no país, conta com casca avermelhada ou alaranjada e polpa firme levemente ácida. Possui mais fibras que as versões Palmer e Keitt e alta durabilidade de transporte.
Haden: Variedade grande com casca em tons de vermelho, amarelo e verde. Oferece polpa macia, sabor marcante e quantidade moderada de fibras.

Ubá: Tradicionalmente brasileira, é menor, arredondada e bastante doce. Com polpa macia e pouca fibra, é utilizada na produção de sucos, sorvetes, geleias e doces.
Bourbon: Possui porte médio, formato ovalado e casca verde-amarelada ou avermelhada. É consumida tanto pura quanto no preparo de bebidas e doces.
Kent: Destaca-se pela textura cremosa e ausência quase total de fibras. Assim como a Keitt, pode permanecer esverdeada na maturação, exigindo verificação pelo toque e aroma.
Espada: Apresenta formato alongado, aroma marcante e sabor concentrado. Possui maior presença de fibras na polpa em comparação a outros tipos.
Coquinho: Pequena e arredondada, tem casca verde-amarelada ao amadurecer e polpa macia, suculenta e com textura fibrosa.





