Durante anos, os cosméticos foram desenvolvidos para atender milhões de pessoas ao mesmo tempo. Agora, uma nova tendência da medicina regenerativa começa a chamar atenção por seguir o caminho oposto: utilizar material biológico do próprio paciente para personalizar os cuidados com a pele. Em alguns casos, o próprio organismo passa a fornecer os recursos utilizados ao longo do tratamento, levando a personalização a um nível que até pouco tempo parecia restrito à ficção científica.
Segundo o cirurgião plástico Leandro Faustino, CEO da Revion International Clinic, em São Paulo, essa mudança acompanha uma busca crescente por tratamentos mais individualizados. “Existe um interesse cada vez maior por soluções que façam sentido para as características biológicas de cada paciente. Muitas pessoas querem entender como prolongar os benefícios obtidos durante os tratamentos e valorizam abordagens que respeitem as particularidades do próprio organismo”, afirma.

Dentro desse movimento, uma das possibilidades que mais despertam curiosidade envolve a utilização de material biológico do próprio paciente para complementar os cuidados após o tratamento. Na prática, parte do material utilizado durante o protocolo pode servir de base para a formulação de um creme personalizado, criado exclusivamente para aquele paciente. A proposta faz com que o organismo deixe de ser apenas receptor do tratamento e passe a participar ativamente do processo, levando a personalização dos cuidados a um novo nível.

Na avaliação de Leandro Faustino, iniciativas desse tipo refletem uma mudança mais ampla na forma como o autocuidado passou a ser percebido. “Estamos saindo de uma fase em que os tratamentos eram pensados de forma padronizada para uma realidade muito mais individualizada. O futuro da estética passa por compreender cada paciente de forma única e personalizar cada vez mais os cuidados”, conclui o cirurgião plástico.





