Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the security-malware-firewall domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/jefferso/public_html/wp-includes/functions.php on line 6131
Cuidado íntimo feminino e o impacto na autoestima e no prazer - Jefferson de Almeida
Início Editoriais Cuidado íntimo feminino e o impacto na autoestima e no prazer

Cuidado íntimo feminino e o impacto na autoestima e no prazer

Foto: HK Kim por Pixabay

*Por Dra Mirelle José Ruivo

Diversas mulheres enfrentam desafios relacionados ao bem-estar ginecológico ao longo da vida. Esses problemas não afetam apenas a saúde física, mas também podem influenciar o dia a dia e as relações sexuais, abalando o emocional. Questões como ressecamento vaginal, desconforto durante o sexo e infecções recorrentes, como a candidíase, são queixas comuns. No entanto, esses sintomas são frequentemente ignorados ou considerados “normais”, embora existam soluções que podem restaurar a qualidade de vida.

Segundo uma pesquisa realizada pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) em 2023, 61% das mulheres brasileiras já enfrentaram candidíase ao menos uma vez na vida, um aumento em relação aos 52% registrados em 2020. O estudo também destacou que 85% das mulheres que sofreram com essa condição buscaram cuidados médicos adequados, refletindo o crescente reconhecimento da importância do tratamento correto.

Segundo uma pesquisa realizada pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica (Ipec) em 2023, 61% das mulheres brasileiras já enfrentaram candidíase ao menos uma vez na vida. Foto: Jamila Polatova Pixabay

A condição também afeta a confiança nas relações. Um levantamento da International Society for the Study of Women’s Sexual Health (ISSWSH) em 2019 apontou que cerca de 50% das mulheres na pós-menopausa relataram sintomas como secura vaginal e incômodo, prejudicando diretamente a vida íntima e emocional.

O impacto do desconforto

Quando uma mulher enfrenta incômodos ao vestir uma calça justa, ao sentar-se ou ao lidar com sensações dolorosas e condições infecciosas frequentes, é natural que sua autoestima seja afetada. Além disso, o desconforto durante a relação sexual, o receio de infecções e até a sensação de solidão nesse processo podem comprometer a autoconfiança.

Muitas mulheres deixam de procurar ajuda devido ao medo de serem julgadas ou por não compreenderem que essas condições são tratáveis. Na realidade, são problemas que podem ser resolvidos com a orientação médica certa. Por isso, é importante quebrar tabus e falar abertamente sobre o tema, entendendo que buscar ajuda profissional é o primeiro passo para recuperar a confiança.

Soluções modernas para restaurar o bem-estar íntimo

Com os avanços tecnológicos na área da saúde, novos tratamentos surgiram para prevenir e tratar disfunções ginecológicas de forma eficaz. Um dos mais promissores é o laser íntimo de CO₂, um procedimento minimamente invasivo indicado para atrofia vaginal, vaginismo, secura, incontinência urinária leve e candidíase recorrente. Sua ação estimula a produção de colágeno e elastina, além de melhorar a vascularização da mucosa vaginal, proporcionando alívio dos sintomas de forma rápida e eficaz. Seguro e praticamente indolor, o tratamento permite que as pacientes retomem suas atividades normais no mesmo dia.

Com os avanços tecnológicos na área da saúde, novos tratamentos surgiram para prevenir e tratar disfunções ginecológicas de forma eficaz. Foto: Maryseh por Pixabay

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em 2020 comparou a eficácia do laser de CO₂ fracionado com o uso de estrogênio vaginal em mulheres pós-menopausa com síndrome geniturinária. Os resultados indicaram que ambos os métodos melhoraram a espessura do epitélio vaginal e a função sexual das pacientes. No entanto, o laser se destacou como uma alternativa eficaz ao estrogênio, promovendo alívio dos sintomas, aumento da lubrificação e recuperação do conforto íntimo, sem a necessidade de terapia hormonal.

Dra. Mirelle José Ruivo é médica formada pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO).