O impacto oculto dos fogos na saúde dos animais

Grandes eventos esportivos e festividades tradicionais trazem um desafio frequente e preocupante para os tutores de animais de estimação. O barulho de fogos de artifício, buzinas e comemorações ruidosas altera a rotina dos lares e impacta de forma direta o comportamento e a saúde de cães e gatos, exigindo atenção redobrada com o manejo preventivo dentro de casa.

A reação de pânico que muitos pets apresentam diante dos estampidos possui uma explicação fisiológica clara: cães e gatos têm uma capacidade auditiva muito superior à humana, conseguindo captar sons em frequências mais amplas e em volumes extremamente intensos.

Cães e gatos têm uma capacidade auditiva muito superior à humana, conseguindo captar sons em frequências mais amplas e em volumes extremamente intensos. Foto: Divulgação

“Os estampidos dos fogos de artifício, associados às vibrações, flashes luminosos e à imprevisibilidade do ambiente, são interpretados pelo animal como uma ameaça. Eles não conseguem identificar a origem desse som, o que aumenta a sensação de insegurança e desencadeia a reação imediata de querer fugir e procurar um local seguro”, explica a médica-veterinária Jessica Moreira, gerente Nacional de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó Pet.

Os Riscos do Estresse Agudo para a Saúde

As consequências do medo englobam fatores comportamentais e físicos sérios. Diante de uma situação compreendida como perigo iminente, o organismo do animal reage de forma instintiva.

“Quando o animal se sente estressado e acuado, ele passa a apresentar tremores, fica ofegante e com salivação intensa, podendo desencadear posteriormente taquicardia e aumento da pressão arterial. Isso pode se agravar de forma severa, principalmente se ele já possui alguma doença crônica, como cardiopatias, ou no caso de animais idosos”, alerta a especialista.

Além dos danos internos, o desespero provoca tentativas de fuga intempestivas. Esse comportamento frequentemente resulta em acidentes domésticos graves, traumas físicos e desaparecimento dos animais.

As consequências do medo englobam fatores comportamentais e físicos sérios. Foto: Magnific

Manejo do Ambiente e Cuidado Preventivo

Amenizar o sofrimento dos pets exige um planejamento estruturado por parte do tutor. No dia dos eventos ruidosos, a recomendação técnica é manter portas e janelas trancadas, usar cortinas grossas e deixar a televisão ligada ou utilizar aparelhos de ruído branco para ajudar a camuflar o som externo.

“O responsável pelo pet deve disponibilizar brinquedos e petiscos próprios para distração, evitar punições ou reforçar comportamentos de medo e permanecer próximo ao pet. É preciso respeitar o espaço dele, mas mantê-lo sempre sob supervisão”, orienta Jessica Moreira.

O responsável pelo pet deve disponibilizar brinquedos e petiscos próprios para distração, evitar punições ou reforçar comportamentos de medo e permanecer próximo ao pet. Foto: Magnific

Para obter melhores resultados no controle da ansiedade, o cuidado deve começar bem antes das comemorações. A rotina do animal precisa incluir gastos de energia com atividades físicas e enriquecimento ambiental constante. Especialistas destacam que técnicas de dessensibilização, condicionamento positivo e o suporte de suplementos nutricionais voltados ao bem-estar emocional apresentam efeitos mais consolidados quando iniciados com, no mínimo, três dias de antecedência aos eventos ruidosos.

Suporte Nutricional como Estratégia Aliada

Como parte dessa estratégia de cuidado e suporte, o mercado veterinário dispõe de soluções focadas no equilíbrio metabólico dos animais em momentos de estresse. O portfólio da Biogénesis Bagó Pet, por exemplo, conta com a linha Nutrisana Pet Akalme. A versão em tabletes mastigáveis e palatáveis combina triptofano, aminoácidos essenciais, vitaminas e o probiótico Saccharomyces boulardii, nutrientes que contribuem para a manutenção do metabolismo e o bem-estar geral.

A companhia também disponibiliza uma versão em seringa, que traz uma formulação exclusiva com triptofano, prebióticos MOS e FOS, vitaminas B3 e B6, além de betaglucana. Juntos, o triptofano e os aminoácidos participam diretamente da síntese de neurotransmissores no organismo do animal.

“Com a combinação desses ativos, contribuímos para um ambiente favorável ao metabolismo de nutrientes importantes para o organismo, podendo ser utilizado tanto em situações pontuais quanto para o manejo de animais intensamente ansiosos”, finaliza a médica-veterinária.