A Verdade sobre o filtro solar oral na rotina de skincare

Em meio ao crescimento da busca por uma rotina de cuidados com a pele (skincare) mais completa, o filtro solar oral passou a despertar o interesse de consumidores e profissionais da saúde. No entanto, o produto ainda gera dúvidas em relação à sua eficácia.

Segundo a Dra. Isadora Ragognete, médica atuante em dermatologia, a fotoproteção oral representa um aliado importante, desde que seja utilizada como um complemento ao protetor solar tradicional. “O filtro solar oral ajuda a diminuir os efeitos maléficos provocados pela radiação ultravioleta, mas ele não substitui o filtro solar tópico. A principal maneira de proteger a pele destes efeitos continua sendo o filtro solar tópico”, afirma.

O filtro solar oral ajuda a diminuir os efeitos maléficos provocados pela radiação ultravioleta, mas ele não substitui o filtro solar tópico. Foto: Magnific

Respaldo científico e ação antioxidante

Nos últimos anos, o uso de suplementos para fotoproteção ganhou respaldo em estudos científicos que demonstram os benefícios de ativos antioxidantes, como o Polypodium leucotomos, carotenoides e outros compostos capazes de reduzir o estresse oxidativo provocado pela exposição solar.

Quando associadas ao uso correto do protetor solar e a outras medidas de proteção, essas substâncias auxiliam na prevenção do fotoenvelhecimento e da hiperpigmentação. “Os antioxidantes ajudam a reduzir os impactos da radiação na pele, principalmente em pessoas com maior sensibilidade ao sol ou predisposição a manchas. Porém, seus benefícios aparecem quando fazem parte de uma estratégia completa de proteção”, explica a médica.

O avanço dos nutricosméticos e os alertas sobre redes sociais

A procura por nutricosméticos segue em crescimento em 2026, impulsionada pelo interesse do público em soluções preventivas voltadas à saúde e à beleza. Apesar da popularização, especialistas alertam para a disseminação de informações incorretas nas redes sociais, que muitas vezes apresentam o filtro solar oral de forma equivocada como um substituto do protetor convencional.

“O suplemento não cria uma barreira física contra os raios ultravioleta. Seu papel é complementar a proteção da pele e nunca eliminar a necessidade do uso diário do filtro solar”, reforça a Dra. Isadora.

O suplemento não cria uma barreira física contra os raios ultravioleta. Foto: Magnific

Indicação individualizada e cuidados contínuos

Além de pessoas expostas com frequência ao sol, o fotoprotetor oral pode ser recomendado para pacientes diagnosticados com melasma, rosácea, fotossensibilidade, ou para aqueles que realizam procedimentos e tratamentos dermatológicos que exigem maior proteção contra a radiação solar.

A indicação, no entanto, deve ser feita de maneira individualizada. “Cada paciente possui necessidades diferentes. A melhor estratégia de fotoproteção é aquela definida de acordo com o perfil de cada pele e associada a hábitos como reaplicar o filtro solar, utilizar barreiras físicas e evitar a exposição nos horários de maior intensidade solar”, destaca.

Mais do que seguir tendências de mercado, a adoção de uma rotina de proteção baseada em evidências científicas reduz os riscos de doenças e contribui para um envelhecimento saudável. “Cuidar da pele diariamente é um investimento em saúde. Quanto mais cedo a fotoproteção se torna um hábito, maiores são os benefícios para o futuro”, conclui a médica.