O turismo segue como um dos grandes motores da economia nacional. Um novo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) revela que a atividade gerada pelo Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia brasileira em 2025, consolidando o aluguel por temporada como um dos principais impulsionadores da geração de renda, empregos e desenvolvimento de destinos turísticos em todo o país.
Nos últimos anos, a forma de viajar mudou significativamente. Cada vez mais, os turistas buscam experiências personalizadas, maior conexão com a cultura local e opções de hospedagem que proporcionem conforto e autenticidade. Nesse cenário, plataformas como o Airbnb passaram a desempenhar um papel relevante não apenas para os viajantes, mas também para a economia brasileira.
De acordo com um estudo atualizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a atividade gerada pelo Airbnb movimentou mais de R$ 113 bilhões na economia nacional em 2025, representando um crescimento de 13% em relação ao ano anterior. O levantamento aponta ainda uma contribuição de quase R$ 63 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além da geração de mais de 700 mil postos de trabalho e aproximadamente R$ 9 bilhões em tributos diretos.
Os números demonstram que o impacto do turismo vai muito além das hospedagens. Restaurantes, supermercados, motoristas de aplicativos, prestadores de serviços, profissionais de limpeza, pequenos comerciantes e empreendedores locais fazem parte de uma extensa cadeia econômica beneficiada pelo aumento do fluxo de visitantes. Segundo a FGV, somente a renda do trabalho associada à atividade do Airbnb alcançou quase R$ 32 bilhões em 2025, crescimento de cerca de 12% em comparação ao ano anterior.
O estudo também reforça uma tendência observada em diversos destinos brasileiros: a descentralização do turismo. Com a ampliação da oferta de acomodações, cidades fora dos tradicionais roteiros turísticos passaram a receber visitantes, distribuindo de forma mais equilibrada os benefícios econômicos da atividade. Esse movimento fortalece o comércio local, estimula novos investimentos e cria oportunidades para moradores que encontram no aluguel por temporada uma importante fonte complementar de renda.
Outro dado relevante é o crescimento contínuo da demanda. O número de noites reservadas por viajantes brasileiros no Airbnb registrou alta superior a 20% no primeiro trimestre de 2026, marcando o terceiro trimestre consecutivo de expansão. O desempenho reflete não apenas a retomada das viagens, mas também uma mudança no comportamento dos consumidores, que buscam cada vez mais experiências autênticas e personalizadas.
A importância da plataforma para o setor turístico brasileiro também ganhou um novo capítulo com a entrada do Airbnb no quadro de associados do Visite São Paulo Convention Bureau. A parceria tem como objetivo fortalecer a experiência dos visitantes na capital paulista, promovendo ações de hospitalidade, orientação turística e valorização da economia do visitante.
A colaboração já apresenta resultados concretos. Um exemplo foi o guia oficial de hospitalidade desenvolvido para o Lollapalooza Brasil, reunindo informações, roteiros e dicas para que turistas pudessem explorar São Paulo de forma mais completa. A expectativa é que novas iniciativas ampliem ainda mais o potencial de atração de visitantes para a maior cidade do país.
Mais do que números expressivos, o estudo da FGV evidencia uma transformação no mercado turístico. O aluguel por temporada deixou de ser uma alternativa para se tornar um componente importante da infraestrutura de hospedagem brasileira, contribuindo para democratizar o turismo, estimular o empreendedorismo e gerar desenvolvimento econômico em diferentes regiões.
Em um país com dimensões continentais e enorme diversidade cultural, ampliar as possibilidades de hospedagem significa também ampliar oportunidades. E os resultados apresentados mostram que, quando mais pessoas viajam, toda a economia se movimenta.




