Mato Grosso do Sul enfrenta um período de tempo quente e seco até a próxima quarta-feira (19). As temperaturas podem atingir a marca dos 40°C em algumas regiões do Estado, acompanhadas por índices preocupantes de umidade relativa do ar, que devem oscilar entre 10% e 30%.
Conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), a persistência do calor e dos baixos níveis de umidade é impulsionada pela atuação de um sistema de alta pressão atmosférica. As condições meteorológicas exigem atenção reforçada, especialmente na preservação da saúde de crianças, idosos e portadores de doenças respiratórias.

Vulnerabilidade dos grupos de risco
A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera de Campo Grande, Sandra Demétrio Lara, reforça que a adoção de medidas preventivas é indispensável devido à fragilidade biológica de idosos e crianças diante do calor intenso.
“O sistema de controle da temperatura corporal das crianças ainda está em desenvolvimento, o que dificulta a manutenção de uma temperatura interna estável. Já os idosos possuem um sistema de termorregulação menos eficiente, prejudicando a capacidade do organismo de dissipar o calor”, explica a especialista.
Sandra ressalta ainda que doenças crônicas comuns na terceira idade, como problemas cardiovasculares e diabetes, podem agravar os impactos das altas temperaturas. Quando submetido ao calor excessivo, o corpo humano dilata os vasos sanguíneos para tentar liberar energia térmica, direcionando maior fluxo de sangue para a pele e estimulando o suor.

Riscos de desidratação e queda de pressão
A sudorese constante sem a devida reposição hídrica representa um risco substancial. “A perda de líquidos sem a ingestão adequada de água pode reduzir o volume sanguíneo circulante. Isso favorece a queda da pressão arterial e, em quadros mais graves, pode desencadear uma desidratação severa”, alerta Sandra.
Além da menor proporção de água corporal total, os idosos costumam ter a percepção da sede reduzida, o que compromete a capacidade fisiológica de regular a temperatura interna e a pressão arterial.

“Quando exposto a temperaturas elevadas, o organismo do idoso encontra dificuldades para eliminar o calor excessivo. Esse aumento na temperatura interna não é decorrente de febre, mas sim da incapacidade do próprio corpo de se autorregular”, salienta.
Em relação ao público infantil, a especialista ressalta que o cuidado deve incluir também a proteção contra a exposição direta aos raios solares, que causam danos significativamente maiores à pele sensível das crianças.





