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Stalking é crime! Como se precaver em situações

*Por Afonso Morais
Afonso Morais – É advogado especializado em cobrança e direito co consumidor e Sócio Fundador da Morais Advogados Associados

Nos dias de hoje, em tempos de acesso fácil à internet e de divulgação de informações importantes a todo momento, manter a privacidade e a segurança tem sido tarefas difíceis, principalmente quando alguém passa a ser perseguido – virtualmente ou na vida real.

O termo “stalking” vem do inglês e significa o ato de perseguir alguém, de forma persistente e contumaz. E isso se dá quando uma pessoa cria uma obsessão por outra, e passa a persegui-la, seja presencialmente, seja online, seja em um condomínio, no trabalho ou em qualquer lugar.

E quando isso acontece, seja por qual motivo for, através dessa obsessão o perseguidor (stalker) passa a monitorar constantemente a vida da pessoa, coletando todas as informações sobre essa ela e cercando-a em vários espaços. Uma de suas intenções é marcar presença na vida da vítima, seja fisicamente ou na internet.

Sabe quando você coloca uma foto na internet e marca onde está e com quem está naquele momento? Um prato cheio para quem fica atento aguardando informações de uma forma geral. Com um simples ato assim, você informa para quem te segue “não estou em casa no momento”, “estou com tais pessoas”, “estas são minhas preferencias”.

Sim, é assustador como uma simples postagem pode revelar muito sobre quem a fez. Por isso todo cuidado é pouco quando se trata de golpes e crimes, que podem até começar nas redes sociais, mas que são reais e perigosos.

Diante do aumento de registro de ocorrências e denúncias nesse sentido, entrou em vigor no último dia 31 de março, a Lei nº 14.132/21.Essa lei muda o status da perseguição, de contravenção penal para crime, incluindo o artigo 147-A ao Código Penal, sendo punido esse crime com reclusão de 6 meses a 2 anos, mais multa a ser fixada pelo Juiz. A pena pode aumentar, caso o delito seja cometido contra criança, adolescente ou idoso; mulheres, ou quando é executado por duas ou mais pessoas.

Perceba ainda que em variações situações de stalking o autor é conhecido da vítima. Pode ser um parceiro, ex-parceiro, colega de trabalho, mas o autor também pode ser um desconhecido, que por qualquer razão, desenvolveu algum tipo de amor platônico pela vítima, como no caso da atriz Anna Hickmann, que ganhou repercussão nacional.

O que é considerado Stalking?

• O envio de inúmeras mensagens, e-mails, telefonemas, tentativas de invasão de contas virtuais, reclamações imoderadas em condomínios.

• A maioria das vezes, o stalker se esconde através de perfis falsos para perseguir a vítima na internet, também ocorre em condomínios, por moradores, colaboradores e, em muitos casos, o próprio síndico. Essa perseguição ocorre das mais variadas formas possíveis e em alguns casos, acaba gerando transtornos psicológicos na vítima.

• Seguir a vítima presencialmente, rondando sua residência e trabalho, e frequentando lugares comuns a vítima.

O que fazer se você se tornar uma vítima de stalking?

  • Colete todas as provas. Guarde o print de todas as mensagens, e-mail, ligações, bem como objetos que receber e apresente posteriormente à polícia.
  • Avise seus conhecidos, é importante não se sentir sozinha nessas situações.
  • Se notar que o agressor está te seguindo, tente fotografar, filmar ou obter testemunhas que possam atestar a situação e chame por ajuda.
  • Denuncie o stalking, dirija-se a uma delegacia de polícia munida das provas que possuir e registre um boletim de ocorrência.
  • Procure orientação de um advogado, que poderá auxiliar com um pedido de medidas protetivas de urgência.
  •  Bloqueie o contato do stalker em suas redes sociais e o denuncie no próprio serviço.

Em busca do bem-estar mental

*Por Bellmond Viga

O bem-estar mental é um importante fator que possibilita o ajuste necessário para lidar com as emoções positivas e negativas. Nos dias atuais, investir em estratégias que possibilitem esse equilíbrio é essencial para um convívio social mais saudável e uma vida mais serena. Há várias maneiras de fazer isso, no meu caso, compartilhar experiências sobre os assuntos que mais gosto, é o melhor para equilibrar meu “eu interior”.

No cenário em que vivemos, buscar alternativas que possibilitem a harmonia de suas relações é uma urgente necessidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o conceito de saúde é bem mais abrangente que a ausência ou presença de uma doença, é um completo estado de bem-estar físico, mental e social, precisando de atenção em todas suas vertentes.

Assim como a saúde física, a parte mental é integrante e complementar, sua manutenção auxilia nas funções orgânicas, ou seja, para executar suas habilidades pessoais e profissionais. Entender a importância da estabilidade de sua saúde e sua intensa relação com o seu bem-estar é fundamental. Fazendo com que importantes fatores possam influenciar nesta manutenção, como a atividade física, alimentação saudável, ferramentas que proporcionam desenvolvimento como livros, teatros, músicas, troca de experiências e terapias.

O estímulo mental e físico contribui intensamente no desenvolvimento humano e na espiritualidade, por isso, devemos reservar parte do nosso dia para este cultivo, assim podemos passar pelas transições nos mantendo cada vez mais conscientes.

Muitas vezes o poder de se aprofundar em novas culturas, conhecimentos ou experiências, que se conectam à nossa jornada evolutiva é essencial, pois todos nós seres humanos estamos falando sobre a mesma coisa, com diferentes linguagens, conteúdos e formas, quanto mais ferramentas, mais instrumentos temos para cultivar o bem-estar mental.

Diariamente sofremos um bombardeio de informações que nos fazem perceber um grande número de pessoas cansadas em nossa sociedade. Cada pessoa é única e vivemos em um ambiente onde partilhamos de diferentes e intensas responsabilidades em nossas vidas, casa, carro, família, financeiro, trabalho, filhos, relacionamentos, entre outros, muitas vezes não nos sentimos confortáveis e alinhados com o que queremos, o que pode potencializar este cansaço, muito conhecido como Burnout.

A síndrome de esgotamento tem afetado especialmente as gerações mais jovens, principalmente as novas lideranças, segundo pesquisa feita pela LHH do Grupo Adecco, empresa suíça de recursos humanos que atua em 60 países, 38% das pessoas ouvidas dizem ter sofrido da síndrome de Burnout; 45% fazem parte da Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), os Millennials ou Geração Y (nascidos entre 1983 e 1994), 42% sentiram o desequilíbrio em sua saúde mental. Já para a geração X (nascidos entre 1961 e 1982), 35%, e entre os Baby Boomers (nascidos entre 1945 a 1960) 27% puderam sentir o esgotamento da síndrome.

Utilizar suas horas de lazer para trocar experiências de qualidade, inclusive tendo a tecnologia como sua aliada, pode ser um trivial passo na jornada em busca do bem-estar mental e físico. Neste período pós-pandêmico, provamos que a tecnologia ajuda sim no desenvolvimento humano e principalmente em seu autoconhecimento, por muito tempo tínhamos que estar em um local físico para aprender, assistir filmes ou até mesmo para partilhar vivências, e com a chegada dela, tivemos fácil acesso a diversos pontos, como, por exemplo, assistir aulas online, filmes e podcasts, além de nos permitir compartilhar nosso dia em redes sociais. Utilizar a tecnologia com consciência, principalmente em funções que nos agreguem forças positivas, é o futuro.

Descobrir novos horizontes, ou até mesmo universos, trocar experiências em comum, ajuda os jovens a desenvolverem sua inteligência emocional e espiritual, uma educação consciente, principalmente para os que buscam bem-estar mental e físico.

Ter um lugar onde podemos trazer essa consciência digital, levando os olhares para uma preocupação maior, como o meio ambiente, o autoconhecimento humano, o bem-estar físico e mental, qualidade de vida, hábitos sustentáveis, pode trazer infinitas novas possibilidades de desenvolvimento. Sendo vital para o ser humano nos dias atuais.

Bellmond Viga é cofundador e Diretor de Operações da Kornerz. 

Doenças alérgicas que manifestam em climas mais quentes

Assim como o inverno, a chegada do verão, que no Brasil, também pode trazer algumas doenças alérgicas, principalmente por conta da imunidade. Com a mudança brusca de temperaturas entre os meses de dezembro e março, a imunidade do corpo tende a oscilar também. Além disso, o contato prolongado com o sol e a areia, além da picada de mosquitos e outros insetos comuns nesta época do ano podem resultar em alergias de verão.

“As alergias são respostas autoimunes do corpo para situações adversas e que normalmente acontecem na região superior do corpo, como braços e rosto, e embora a maioria não tenha consequências muito severas, é importante saber como prevenir e remediar”, explica o Dr. Antonio Condino-Neto, Presidente do Departamento de Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e Coordenador do Laboratório de Imunologia Humana do ICB-USP.

Uma condição muito comum nesse período é a dermatite atópica, que leva ao ressecamento e o surgimento de erupções na pele. O tratamento adequado deve ser realizado em conjunto com um dermatologista, que irá indicar pomadas e cremes para cada caso.

A conjuntivite alérgica, por sua vez, é outra doença que pode surgir no verão, por conta do ressecamento ao redor dos olhos, causando uma irritação da conjuntiva, a membrana que protege o olho. Essa alergia deve ser tratada hidratando a região, lavando-a com água corrente e fazendo compressas de água quente.

Outra alergia comum do verão, especialmente entre os pequenos, são as brotoejas: “Tratam-se de pequenas erupções na pele, que se não forem tratadas adequadamente, podem deixar manchas e a pele marcada. Surgem com o acúmulo de gordura e suor, e o mais indicado é evitar o contato direto com o sol, com produtos para a pele e banho quente. O uso de roupas mais leves também é indicado para evitar atrito com a região”, recomenda o especialista, que também é sócio-fundador da Immunogenic, primeiro laboratório especializado em triagem neonatal dos Erros Inatos da Imunidade por meio do teste do pezinho.

Muito mais do que tratar as alergias, é importante saber como evitá-las. Para isso, o Dr. Condino-Neto recomenda uma boa limpeza dos ambientes da casa e locais de trabalho, evitando o acúmulo de poeira, fungos e bactérias que podem afetar o sistema imunológico, além de manter-se sempre hidratado, bebendo idealmente 35ml de água por quilo, ou seja pelo menos 2l de água para uma pessoa de 60kg. “E no caso de piora do quadro alérgico, é de extrema importância buscar um profissional médico”, finaliza.

James Bond: relembre carros icônicos dos filmes

Há mais de 50 anos, James Bond vem cativando fãs ao redor do mundo com narrativas recheadas de adrenalina, paisagens incríveis, estilo impecável e supercarros icônicos que surpreendem com elegância e tecnologia. As cenas de perseguição são momentos marcantes dos filmes e, com o lançamento do mais novo “007: Sem Tempo Para Morrer” em 2021, a Jaguar Land Rover celebra 38 anos fazendo parte da história do agente secreto britânico mais admirado do mundo.

Dando continuidade à parceria de décadas, a montadora segue entregando veículos com performance à altura das cenas mais velozes e a robustez necessária para a realização de manobras especiais, que deixam o espectador de boca aberta, como visto no recente vídeo de backstage com o Defender e em outro com o Range Rover Sport SVR.

O 25º filme da franquia chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de setembro. Para refrescar a memória, relembre os 12 modelos mais icônicos da Jaguar Land Rover que já passaram pelas telas de cinema ao lado do agente secreto e os que ainda passarão, dirigidos por Bond e seus parceiros ou pelos vilões mais temidos e astutos:

Land Rover Series 3 (“Marcado para a Morte” e “007: Sem Tempo Para Morrer”)

Anteriormente considerado um carro clássico dos filmes de James Bond, o Land Rover Series 3 foi usado originalmente em “Marcado Para a Morte”, de 1987, protagonizando cenas de fuga de um assassino perseguido por James Bond com a paisagem do Rochedo de Gibraltar ao fundo, logo no começo do filme. O modelo também já está com presença confirmada no novo longa-metragem “007: Sem Tempo Para Morrer”.

Jaguar XKR (“007: Um Novo Dia Para Morrer”)

O Jaguar XKR teve grande destaque no filme “007: Um Novo Dia Para Morrer”, lançado em 2002. O veículo, o primeiro da Jaguar com motor de 8 cilindros, era propriedade do vilão norte-coreano Zao (Rick Yune) e impressionava pelo poder de aceleração. No filme, o veículo de cor verde era equipado com morteiros de longa distância e um painel de porta-mísseis, além de metralhadoras na grade dianteira que adicionavam adrenalina ao modelo. O carro foi peça fundamental na cena mais memorável do longa, na qual James Bond (Pierce Brosnan) é perseguido pelo vilão a bordo de seu Jaguar.

Jaguar XJ8 (“007: Cassino Royale”)

O Jaguar XJ8 foi desenhado para não ser muito chamativo, já que o vilão Mr. White (Jesper Christensen), proprietário do veículo no filme “007: Cassino Royale” (2006), era famoso pela discrição. Ainda assim, por baixo da carroceria preta sóbria, havia um motor V8 que alcançava 249 km/h e ia de 0 a 100 em 6,3 segundos. As cenas filmadas com esse modelo tornaram o carro famoso por ser surpreendente.

Jaguar X308 (“007: Quantum of Solace”)

Seguindo a fama de equipar os vilões, o modelo X308 era a escolha de Mr. Greene (Mathieu Amalric) em “007: Quantum of Solace” (2008) quando queria algo mais potente. O carro, discreto e muito elegante, tinha suspensão reforçada e interior customizado à mão, e era reconhecido por sua traseira inconfundível com detalhes prateados.

Land Rover Defender 110 Double Cab (“007: Operação Skyfall”)

Dirigido na sequência de abertura do filme “007: Operação Skyfall” (2012) pela personagem Eve Moneypenny (Naomie Harris), outro Defender que marcou passagem pelo cinema foi o Defender 110 Double Cab Pick Up na cor Stornway Grey Metallic. Além de fazer parte da história do agente 007, o veículo usado no filme chegou a ser colocado em display na vitrine da famosa loja britânica de departamento de luxo, a Harrods, localizada na movimentada Brompton Road, em Londres.

Jaguar XJ (“007: Operação SkyFall”)

Já no filme “007: Operação SkyFall” (2012), o Jaguar utilizado é o modelo XJ ou X351. Nesse caso, o carro que aparece em diversas cenas nas ruas de Londres e chega a ser dirigido pelo próprio James Bond (Daniel Craig) é de propriedade da empresa da mandachuva Ms. M (Judi Dench). Com espaço interno extra e visual arrojado, o modelo de motor V8 e câmbio de seis velocidades chega a alcançar 250 km/h.

Land Rover Defender Big Foot (“007 Contra Spectre”)

No filme “007 Contra Spectre” (2015), outro veículo icônico fez sua estreia: o Defender “Big Foot”, apelidado dessa forma por ter sido projetado pela divisão de Veículos Especiais da Jaguar Land Rover (SVO, do inglês Special Vehicle Operations) com enormes pneus de 37 polegadas de diâmetro, além de suspensão customizada e carroceria reforçada. No filme, o modelo teve sua robustez colocada à prova no clima e nos terrenos instáveis das montanhas austríacas, enquanto protagonizava uma cena de perseguição envolvendo o sequestro da personagem Madeleine Swann (Léa Seydoux).

Jaguar CX75 (“007 Contra Spectre”)

Em “007 Contra Spectre”, a Jaguar ganhou destaque nas cenas de ação com o híbrido C-X75 e seus 850 cavalos de potência sendo colocados à prova nas ruas de Roma. O protótipo, que nunca chegou a ser produzido em série, foi criado para celebrar os 75 anos da marca e, no filme, é guiado pela capital italiana por um vilão: dessa vez, Mr. Hinx (Dave Bautista).

Range Rover SVR Clássico e Carbon Edition (“007 Contra Spectre” e “007: Sem Tempo Para Morrer”)

Desenvolvido pela equipe da divisão de Veículos Especiais da Land Rover, o Range Rover SVR já havia feito uma aparição no filme de 2015 “007 Contra Spectre”, no qual exibiu, nas cenas de perseguição, o equilíbrio entre performance e elegância. Em 2021, o modelo mais potente já criado pela montadora, com motor V8 5.0 Supercharged que produz 550 cavalos, retornará às telas de cinema no novo “007: Sem Tempo Para Morrer” na cor Eiger Grey e com detalhes em fibra de carbono que tornam seu design ainda mais exclusivo, equipado com rodas de liga leve Narvik Black de 22 polegadas, com capacidade de aceleração de 0-100 km/h em 4,5 segundos,  velocidade máxima de 283km/h e suspensão especialmente ajustada pelos engenheiros da Land Rover Special Vehicle Operations. As imagens recentes dos bastidores do filme já deixam claro que podemos esperar manobrar especiais e acrobacias impressionantes feitas com esse modelo.

Para um lanche saboroso: receita de Pudim de Pão

Aproveite a semana do Dia do Pão e aposte em pudim que leva poucos ingredientes e fica uma delícia.

Pudim de Pão

Ingredientes Pudim:

  • 4 ovos
  • 2 ½ pães franceses
  • 600 ml de leite integral
  • 1 xícara de açúcar

Ingredientes Calda:

  • 250 gramas de açúcar
  • 125 ml de água

Modo de preparo:

Pudim:

No liquidificador, bata os ovos com o leite até ficar homogêneo. Corte o pão em pedaços e vá acrescentando aos poucos até se misturar completamente. Por fim, coloque o açúcar e bata mais um pouco.

Calda de caramelo:

Em uma panela, coloque o açúcar sempre mexendo para não queimar até derreter. Após derretido, acrescente a água e mexa para deixar a calda uniforme. Monte como um pudim normal, com o caramelo em uma forma adequada e a massa do pudim. Assar em banho maria 180ºC por 1 hora.

Rendimento: 10 porções.  Tempo de preparo: 1h10.    Fonte: Divino Fogão.

União estável paralela: quais são os direitos da “amante”?

*Por Anderson Albuquerque

É possível uma mulher que vive um relacionamento com um homem casado conseguir que sua relação seja considerada pela Justiça como união estável? Teria a amante direito a pensão alimentícia ou herança desse homem, no caso de seu falecimento?

Segundo o advogado Anderson Albuquerque, especializado em Direito da Mulher e de Família, sócio do escritório Albuquerque & Alvarenga, o assunto é bastante polêmico e gerou três correntes no Direito.

A primeira é bastante conservadora, pois não reconhece, em nenhuma hipótese, a família paralela, entende que o Estado escolheu o relacionamento monogâmico para a constituição familiar e que a bigamia é um delito, descrito no artigo 235 do Código Penal Brasileiro, sujeito a sanções penais.

A segunda corrente admite a união estável putativa, ou seja, admite que possa existir a união estável nos casos em que existir boa-fé, quando a parceira desconhece a existência da união anterior do seu parceiro.

A terceira, de cunho liberal, defende que todas as uniões poderiam ser reconhecidas, a fim de garantir à família paralela respaldo jurídico. Essa corrente entende que a monogamia é um valor moral, e não um preceito estabelecido por lei.

Dr. Albuquerque diz que, para a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é incabível o reconhecimento de união estável simultânea, mesmo que ela tenha tido início antes do casamento. “Em decisão unânime, esse foi o entendimento do recurso especial interposto por uma mulher que teve três anos de convivência com um homem antes de ele se casar, e que manteve esse relacionamento por mais 25 anos”, comenta.

Segundo ele, o STJ proveu parcialmente o recurso ao considerar que não há impedimento ao reconhecimento da união estável no período anterior ao casamento. No entanto, o colegiado considerou que, após esse momento, a união se transformou em concubinato, e também não reconheceu a triação (a partilha de bens em três partes iguais). “Concubinato é a relação não eventual entre o homem e a mulher, impedidos de se casar, como estabelece o artigo 1727 do Código Civil. Tal relação não pode, portanto, ser considerada como uma entidade familiar”, cita o especialista.

Exceções

Como o assunto é bastante polêmico, segundo o advogado, há exceções. Há casos em que a mulher considerada “amante” pode ser julgada como companheira, ou seja, ter a união estável reconhecida. “Esses casos, como mencionado, são chamados de união estável putativa – uma interpretação em analogia ao casamento putativo, que ocorre de boa-fé, quando um dos companheiros acreditava estar em um relacionamento sem qualquer impedimento jurídico, com uma pessoa livre”, elucida Dr. Albuquerque.

 

Conforme o advogado especializado em Direito da Mulher, em tese, somente nesses casos, portanto, em que a mulher desconhecia que o homem com quem mantinha um relacionamento estável não era uma pessoa solteira pela lei, a união estável, chamada de putativa, deve ser reconhecida.

Como ficam os direitos dos filhos?

Dr. Anderson Albuquerque esclarece que os filhos de um relacionamento extraconjugal, de qualquer natureza, sejam rápido ou duradouro, terão seus direitos sempre resguardados. “Todos os filhos têm direito a pensão alimentícia e, em caso de falecimento, à herança”, finaliza.

Saiba os responsável pela maioria dos casos de alergia facial

Esmalte de unha é responsável pela maioria dos casos de alergia facial, aponta estudo. 
Tintas para cabelo, perfumes e fragrâncias também estão no topo do ranking.

Um estudo feito por pesquisadores brasileiros, publicado no final de 2020, apontou que os esmaltes usados para pintar as unhas são responsáveis por cerca de 30% dos casos de dermatite alérgica de contato. Em relação ao local da alergia, a região facial é a mais afetada em 26% dos casos, especialmente área das pálpebras.

Segundo a oftalmologista Dra. Tatiana Nahas, especialista em cirurgia plástica ocular e doenças das pálpebras, a pesquisa corrobora o que acontece na prática clínica.

“É muito comum receber pacientes, na maioria das vezes mulheres, com reações alérgicas importantes na região das pálpebras. Quase sempre, essa alergia é desencadeada por produtos cosméticos, em especial esmaltes, tinturas de cabelo e cremes para o rosto”.

Outro dado levantado pela pesquisa é que, em média, as mulheres usam 12 produtos cosméticos por dia, colocando cerca de 168 diferentes componentes químicos em contato com a pele. No ranking do estudo, logo após o esmalte de unha, os produtos que mais causam alergia são as tinturas para cabelo, perfumes e fragrâncias, shampoos e cremes para o corpo.

Investimento na face
O mercado de produtos de higiene pessoal e cosméticos é um dos que mais crescem no Brasil. Mesmo em um ano de pandemia, com queda de renda e perda de empregos, o setor cresceu 5,8% em 2020, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Os produtos para a pele tiveram um crescimento ainda mais robusto: 21,8%. E se você acha que é muito, prepare-se: máscaras e tratamentos faciais cresceram 91% em 2020.

O fator de risco mais importante para desenvolver a dermatite de contato é justamente o aumento do uso de cosméticos. As mulheres, entre 20 e 55 anos, são as mais afetadas.

Sinais e sintomas
Dra. Tatiana explica que há duas formas da dermatite de contato: a irritativa e a alérgica. “A forma irritativa costuma ocorrer no primeiro contato com a substância. As lesões ficam restritas a área em que o produto foi aplicado, causando muita ardência, queimação ou coceira”.

Já a dermatite de contato alérgica, em geral, aparece após o uso frequente e prolongado de um produto. “Pode demorar anos para aparecer. Surgem erupções na pele, especialmente onde houve contato com a substância. Essas lesões podem inchar, ficar vermelhas, formar bolhas ou crostas e dar a sensação de rubor (calor)”, explica a especialista.

Procure seu médico
A principal recomendação ao perceber que houve uma reação alérgica é lavar com água, de forma abundante. Caso não melhore, o ideal é procurar o médico.

“Quando a pessoa identifica qual foi o produto, fica mais fácil evitar recorrência do problema. Isso para os casos das dermatites irritantes. Entretanto, as dermatites alérgicas podem demandar uma investigação mais apurada para descobrir qual ou quais produtos têm causado a alergia”

De olho na validade
A oftalmologista alerta: é preciso controlar a data de validade dos produtos. “Em geral, as mulheres não se preocupam muito com o vencimento das maquiagens. E produtos fora do prazo de duração têm um potencial maior para causar alergias. Isso vale para qualquer cosmético”, reforça Dra. Tatiana.

Alergia ocular
A reação alérgica pode afetar tanto a pele das pálpebras quanto o globo ocular. Nesses casos, a atitude é a mesma: lavar com água de forma abundante e procurar o oftalmologista, se não houver melhora. Não use nenhum tipo de colírio ou outra substância.

Por fim, a médica faz um alerta: “Nos últimos anos, o uso dos óleos essenciais se tornou mais frequente no Brasil. Entretanto, esses produtos são bastante concentrados. Assim, deve-se evitar o uso desses óleos na região facial, especialmente em volta e nas pálpebras”, finaliza Dra. Tatiana.

 

Janeiro Branco: campanha alerta sobre a saúde mental e emocional

O início do ano é marcado pela campanha Janeiro Branco, dedicada à construção de uma cultura da saúde mental e emocional na humanidade. Essa temática nunca esteve em tanta evidência, principalmente considerando os efeitos da pandemia. Em uma pesquisa encomendada pelo Fórum Econômico Mundial, 53% dos brasileiros declararam ter tido piora no bem-estar mental nesse período.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que cerca de 12 milhões de brasileiros sofrem de depressão, deixando o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos no ranking. Além disso, uma classificação recente da OMS colocou a saúde mental em pauta novamente. Desde 1º de janeiro, a Síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, passou a ser enquadrada como doença ocupacional.

“As pessoas estão adoecendo em quantidade e ritmo preocupantes. O ponto positivo é que elas têm se aberto mais para o diálogo sobre a saúde mental e, com isso, veio o aumento na busca por tratamentos”, afirma Milene Rosenthal, psicóloga e co-fundadora da clínica digital de saúde mental Telavita. A própria empresa percebeu essa movimentação, ao encerrar 2021 com um crescimento de 300% sobre 2020. Hoje, a clínica já soma 4,5 milhões de vidas atendidas.

Milene explica que o mês de janeiro carrega o simbolismo de novas oportunidades e inclusive essa é uma das motivações da campanha, já que nesse período as pessoas estão mais inclinadas a repensarem suas vidas e emoções. Processos terapêuticos têm importante papel nisso.

“As pessoas estão compreendendo como é importante a jornada do autoconhecimento para uma evolução constante em todas as áreas da vida e janeiro pode ser o melhor momento para isso começar, sem perder de vista que resultados efetivos serão alcançados somente se esse cuidado se estender ao longo do ano. É como enxergar um livro em branco com 365 novas oportunidades de crescimento e de colocar a saúde mental em primeiro lugar”, explica a psicóloga.

Vale lembrar que, seja qual for o quadro emocional ou mental enfrentado, apesar da sensação que os sintomas provocam, ninguém está de fato sozinho. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e atua na prevenção do suicídio, de forma voluntária e gratuita, atendendo todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, pelo número 188, 24 horas todos os dias. Para um acompanhamento terapêutico regular, a Telavita disponibiliza profissionais altamente capacitados, que atendem online por plano de saúde.

Empresas estão migrando dos banners digitais para o marketing conversacional?

*Por Glaucia Hora

A pandemia da Covid-19 mudou o mundo que conhecemos. As pessoas estão vivendo, trabalhando e até mesmo comprando de forma diferente do que estávamos acostumados há dois anos atrás. Com os consumidores olhando os produtos e marcas através de uma nova lente, o atendimento ao cliente e os anúncios digitais precisaram ser adaptados.

Neste novo cenário, o primeiro passo foi iniciar um processo de estreitar o relacionamento com os consumidores por meio de anúncios interativos. Os usuários foram bombardeados com uma enorme quantidade de conteúdo, o que diminuiu drasticamente a eficácia do uso de banners em sites. Pesquisa realizada pela CM.com, empresa holandesa em comércio conversacional (ConvComm) mostra que, no mercado brasileiro 67% da geração Z, jovens entre 16 e 25 anos, prefere as redes sociais para se comunicar com as empresas. Portanto, as marcas precisam estar presentes onde os seus usuários estão.

Existe uma clara mudança nas expectativas do consumidor quando falamos de interações mais personalizadas e imediatas com as empresas razão suficiente para o Marketing Conversacional surfar na onda. O conceito chega como uma maneira atraente e eficaz para que os profissionais de marketing criem uma comunicação capaz de interagir e impulsionar o relacionamento com seu público. Um relatório da Juniper Research estima que os gastos totais em canais de comércio conversacional chegará a US$ 290 bilhões até 2025. Com isso, o uso de plataformas como o WhatsApp, Instagram, Apple Messages for Business, Google Business Messages, Facebook Messenger e Telegram, chegam como poderosos aliados para criar interações relevantes e personalizadas durante toda a jornada do cliente no ambiente digital. O WhatsApp, por exemplo, possui uma interface simples e fácil de usar e oferece diversas funcionalidades para que as marcas possam criar vínculos com seus consumidores. A plataforma do Meta passa a ser um novo canal de vendas, capaz de otimizar o tempo de trabalho da equipe e agilizar as operações fornecendo um valor real de satisfação aos clientes.

Além disso, por meio dessa tecnologia as empresas conseguem prospectar clientes, enviar informações de novas campanhas em datas comemorativas e auxiliar os usuários em demandas personalizadas.

Para quem pensa que estes canais estão restritos exclusivamente para o setor de varejo, saiba que instituições financeiras, seguradoras e até mesmo construtoras estão aproveitando as facilidades do Marketing Conversacional para manter contato com seus clientes e ajudá-los com informações para uma melhor tomada de decisão.

Considerando o aumento do uso dos canais de mensageria, o que eu posso afirmar é que os próximos capítulos do atendimento ao consumidor serão escritos (ou digitados) pelo Marketing Conversacional e será ele que estará no centro de qualquer experiência para gerar valor para o cliente e conversão para os negócios.