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Oito cuidados para desafiar o corpo sem colocar o coração em risco

Saiba como reconhecer os limites do corpo e manter uma rotina ativa com segurança. Foto: Magnific

Correr uma prova, aumentar a carga na musculação ou iniciar uma nova modalidade esportiva depois dos 50 anos são metas cada vez mais frequentes na rotina de quem busca envelhecer com autonomia. A idade, por si só, não constitui um obstáculo para assumir novos desafios físicos.

Contudo, o processo de envelhecimento acarreta alterações fisiológicas naturais que influenciam a resposta ao esforço. Adicionalmente, condições como hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia (colesterol elevado) tornam-se mais prevalentes com o passar dos anos. Diante disso, a avaliação do histórico clínico, do condicionamento prévio e das particularidades de cada indivíduo é indispensável.

Confira 8 cuidados para desafiar o corpo sem colocar o coração em risco. Créditos: Magnific

O cardiologista Dr. Augusto Neno, da MedSênior, reitera que a prática de exercícios permanece como uma importante aliada da saúde cardiovascular na maturidade.

“Não existe uma idade que, isoladamente, determine que uma pessoa não possa correr, fazer musculação ou praticar uma atividade mais intensa. O que precisamos considerar é o conjunto de histórico de saúde, presença de fatores de risco, condicionamento e experiência com aquele exercício. Uma pessoa de 60 anos que treina regularmente há anos pode estar mais preparada para determinado esforço do que alguém mais jovem que está saindo do sedentarismo”, explica o médico.

Para manter o corpo ativo e encarar novas metas com segurança, confira as principais recomendações dos especialistas:

1. Respeito ao Condicionamento Atual

Quem inicia ou contorna uma rotina de exercícios após os 50 anos deve evitar a tentativa de compensar rapidamente o período de inatividade. O organismo exige tempo para adaptar-se ao estresse mecânico e cardiovascular. A evolução da duração, frequência e intensidade dos treinos deve ocorrer de forma gradativa, respeitando as respostas individuais.

Quem inicia ou contorna uma rotina de exercícios após os 50 anos deve evitar a tentativa de compensar rapidamente o período de inatividade. Foto: Magnific

2. Reconhecimento dos Sinais de Alerta do Corpo

Aumento da frequência cardíaca, sudorese e aceleração respiratória são respostas esperadas durante o esforço. Contudo, determinados sintomas indicam necessidade de interrupção imediata.

“Dor ou pressão no peito, falta de ar desproporcional, tontura, sensação de desmaio ou palpitações acompanhadas de mal-estar são sinais que merecem atenção. Se isso acontecer, a orientação é interromper a atividade e buscar avaliação, principalmente quando o sintoma é intenso, persiste ou volta a acontecer”, alerta o Dr. Augusto Neno.

3. Progressão Gradual de Carga e Intensidade

O incremento de peso, o aumento de distâncias percorridas ou a melhoria do ritmo de corrida devem acompanhar a capacidade de adaptação do organismo. Em vez de perseguir padrões genéricos, a recomendação é monitorar a própria resposta individual, considerando recuperação, nível de condicionamento e status de saúde.

O incremento de peso, o aumento de distâncias percorridas ou a melhoria do ritmo de corrida devem acompanhar a capacidade de adaptação do organismo. Foto: Magnific

4. Cautela Com Desafios de Redes Sociais

Embora treinos e metas compartilhados em plataformas digitais sirvam como estímulo, eles não devem ser reproduzidos como prescrições universais. Pessoas da mesma faixa etária podem apresentar níveis de capacidade física e estados clínicos completamente divergentes.

“As redes sociais podem incentivar as pessoas a se movimentarem, o que é positivo, mas a inspiração não deve virar comparação. O treino que funciona para uma pessoa não necessariamente é adequado para outra. Respeitar a individualidade é fundamental para que o exercício seja sustentável e contribua para um envelhecimento saudável”, ressalta o Dr. Roni Mukamal, geriatra e superintendente do Programa Bem Envelhecer da MedSênior.

5. Exercício e Doenças Crônicas

O diagnóstico de hipertensão, diabetes ou colesterol elevado não exige o abandono das atividades físicas. Pelo contrário, a prática orientada compõe o tratamento dessas condições, desde que a modalidade e a intensidade sejam alinhadas ao quadro clínico e ao controle medicamentoso do paciente. Para quem possui histórico cardiovascular ou deseja migrar para treinos intensos após longo período sedentário, a avaliação médica prévia auxilia no direcionamento seguro.

O diagnóstico de hipertensão, diabetes ou colesterol elevado não exige o abandono das atividades físicas. Foto: Magnific

6. Foco na Consistência e Capacidade Funcional

O objetivo primário do treinamento na maturidade deve ser a construção de uma rotina sustentável ao longo dos anos, superando a busca exclusiva por marcas de desempenho imediato. A combinação de exercícios aeróbicos, fortalecimento muscular, equilíbrio e mobilidade contribui diretamente para a preservação da autonomia.

“Quando falamos em envelhecimento saudável, não estamos pensando apenas em viver mais, mas em preservar a capacidade de realizar as atividades do dia a dia com independência. A atividade física contribui para manter força, mobilidade e condicionamento. Mais do que buscar recordes a cada treino, é importante manter o corpo ativo de forma consistente ao longo dos anos”, conclui o geriatra.

Louboutin transforma saltos em protagonistas do visual de verão

O verão brasileiro demanda peças que acompanhem a vibração da estação e, para a temporada Primavera/Verão 2027, o designer Christian Louboutin propõe uma abordagem mais expressiva para os saltos. Com criações que exploram o brilho, a fantasia e o excesso, a maison transforma o calçado no elemento central do visual, reiterando o glamour como forma de expressão autoral.

Apresentada no desfile Eternal Youth, realizado no Théâtre du Châtelet, em Paris, a nova linha reflete o encantamento que orienta a coleção. Aplicações de cristais, strass e acabamentos reluzentes integram construções que alternam delicadeza e exuberância, com variações de alturas e silhuetas que conferem identidade a cada modelo.

Entre as criações em destaque está o Rosa Z Crystal Glam, em tom rosa suave, que une acabamento espelhado a cristais multicoloridos em uma estética joalheira. A peça harmoniza com a leveza do verão, adequando-se tanto a produções de gala quanto a visuais minimalistas nos quais o sapato atua como protagonista.

SS27 Rosa Z Crystal Glam 100 Nappa Specchio Misty Rose Lin Leche. Foto: Christian Louboutin/
Divulgação

Outro modelo, o Cherry 100, confeccionado em veludo preto, aposta no contraste entre a estrutura clássica do scarpin e um adorno prateado de inspiração orgânica, composto por pérola e detalhes brilhantes. A proposta revisita códigos tradicionais da feminilidade sob uma ótica teatral e inesperada.

SS27 Cherry 100 Velvet Black. Foto: Christian Louboutin/Divulgação

Para composições de maior impacto visual, a Corasandal Strass 120 apresenta-se em azul vibrante, desenvolvida em tecido metalizado com estrutura ornamentada que percorre o salto e a parte posterior do calçado. O modelo exemplifica a tendência da temporada em criar peças que ultrapassam a função básica de acessório, assumindo presença cenográfica.

SS27 Corasandal Strass 120 Jacq Lurex Symbiola Sue Met Oxy Blue Lin Oxy. Foto: Christian Louboutin

No contexto do verão no Brasil, caracterizado por eventos e produções que transitam entre o dia e a noite, os saltos funcionam como elementos de transformação do visual. Os modelos da maison propõem doses de brilho e identidade alinhadas à proposta da coleção Eternal Youth: resgatar o glamour como ferramenta para imaginar novas formas de vestir.

Com isso, a temporada SS27 da marca reforça que não há necessidade de optar entre elegância e excentricidade, posicionando a união dos dois conceitos como uma assinatura de estilo pessoal.

A sobremesa perfeita: Brigadeirão com toque crocante de wafer

Brigadeirão com wafer de chocolate Foto: Divulgação/Vitarella

O clássico brigadeirão ganha uma nova versão com pedaços de wafer de chocolate, trazendo crocância e personalidade. Simples de preparar, mas com resultado digno de elogios. Ideal para sobremesas ou um lanche da tarde com a família e os amigos.

Confira o passo a passo!

Brigadeirão com Wafer de Chocolate

Ingredientes

Massa:

  • 1 lata de leite condensado
  • 1 pacote de Biscoito Wafer de Chocolate
  • 1 lata de creme de leite
  • 1 colher de sopa manteiga
  • 3 ovos
  • 1 xícara de achocolatado
Foto: Divulgação/Vitarella

Cobertura:

  • 1 lata de leite condensado
  • 3 colheres de achocolatado
  • 1 colher de sopa de margarina
  • Granulado

Modo de Preparo:

Bata no liquidificador o leite condensado, o creme de leite, ovos, o achocolatado e a manteiga. Misture com o biscoito wafer quebrado e coloque em uma forma untada com manteiga e polvilhada com açúcar.

Leve ao forno em banho maria coberto com papel alumínio a 180º C por volta de 1 hora ou 1h30.

Espere esfriar para desenformar. Deixe na geladeira por volta de 3 horas.

Faça um brigadeiro mole para a cobertura e jogue por cima do brigadeirão e decore com o granulado.

Plástica no fim de ano: prazos, recuperação e dicas de especialista

Com a proximidade das férias e das festas de fim de ano, planejamento, tempo de recuperação e cuidados com a exposição ao sol devem ser considerados antes da decisão. Foto: karelys Ruiz na Unsplash

A proximidade do verão, das férias e das festas de fim de ano costuma impulsionar a busca por procedimentos de cirurgia plástica, sobretudo aqueles voltados às mamas e ao contorno corporal. Contudo, para quem planeja operar nos próximos meses, a contagem regressiva até o recesso não deve ser o único fator a ser pesado. A avaliação médica, o cumprimento de exames, a preparação pré-operatória e o tempo de recuperação exigem alinhamento no cronograma.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Luan Aguiar Ferretti, especialista em cirurgia plástica pós bariátrica e contorno corporal após grandes emagrecimentos, as cirurgias mamárias e as intervenções de contorno corporal a exemplo de abdominoplastias e lipoaspirações lideram a procura neste período que antecede a estação quente.

“De forma geral, o ideal é começar o planejamento com dois a três meses de antecedência. Esse período permite realizar a avaliação médica, solicitar os exames necessários, conversar sobre a técnica indicada e organizar o pós-operatório com mais segurança”, explica o médico.

A avaliação médica, o cumprimento de exames, a preparação pré-operatória e o tempo de recuperação exigem alinhamento no cronograma. Foto: Pexels

Prazos de Recuperação e Cuidados Com a Exposição Solar

O tempo de reabilitação varia conforme o porte da intervenção. Procedimentos com incisões mais extensas, como a abdominoplastia e determinados modelos de cirurgia mamária, demandam atenção redobrada quanto aos prazos, especialmente para pacientes com viagens ou exposição ao sol programadas no curto prazo.

A incidência de raios solares sobre a pele durante o processo cicatricial pode comprometer a evolução estética. A depender da localização das cicatrizes e da resposta individual, faz-se necessário vetar ou restringir o sol, além de aplicar cuidados específicos nas incisões.

“É importante não pensar apenas na data da cirurgia, mas em todo o período que vem depois. Se a pessoa tem uma viagem marcada, pretende frequentar praia ou piscina ou terá uma exposição maior ao sol, isso precisa ser considerado antes de definir o momento do procedimento”, afirma Dr. Luan Ferretti.

É importante não pensar apenas na data da cirurgia, mas em todo o período que vem depois. Foto: Pexels

Combinação de Procedimentos e Apoio Tecnológico

Associar diferentes intervenções em um mesmo ato cirúrgico é viável em casos selecionados, mas exige critérios criteriosos que extrapolam o desejo do paciente de solucionar tudo em uma só internação. A indicação observa a condição clínica individual, o tempo cirúrgico total previsto, os riscos inerentes e a infraestrutura hospitalar disponível.

“A associação de cirurgias pode ser indicada para alguns pacientes, mas a segurança precisa estar sempre em primeiro lugar. É necessário avaliar o quadro clínico, o porte dos procedimentos e se aquela combinação é adequada para aquela pessoa”, pondera o especialista.

A tecnologia pode contribuir para aprimorar diferentes etapas do procedimento, mas não substitui a avaliação médica, a indicação correta e o conhecimento técnico do cirurgião. Foto: sandro porfirio na Unsplash

No campo do contorno corporal e da lipoaspiração, os avanços técnicos e tecnológicos surgem como aliados do procedimento. O especialista ressalta, contudo, que recursos modernos constituem ferramentas complementares e não garantem resultados isolados. Elementos como anatomia, elasticidade cutânea, distribuição gordurosa, histórico de perda ponderal e objetivos do paciente balizam a escolha da abordagem.

“A tecnologia pode contribuir para aprimorar diferentes etapas do procedimento, mas não substitui a avaliação médica, a indicação correta e o conhecimento técnico do cirurgião. Cada paciente tem características e necessidades diferentes”, reitera.

Escolha do Profissional e Estrutura Hospitalar

A etapa prévia do planejamento requer atenção minuciosa na escolha do cirurgião plástico e da instituição de saúde. A checagem da formação técnica do médico, sua especialização, área de atuação e a infraestrutura do hospital onde ocorrerá a operação são medidas indispensáveis de segurança.

A consulta prévia deve ser aproveitada para sanar todas as dúvidas sobre diagnósticos, indicações, riscos, manejo pós-operatório e possíveis complicações.

“Uma cirurgia plástica não começa no centro cirúrgico. Existe todo um processo anterior, que envolve avaliação, planejamento e preparação, e outro posterior, relacionado ao acompanhamento e à recuperação. O paciente precisa entender esse processo antes de tomar a decisão”, orienta o cirurgião.

Para quem busca realizar uma cirurgia antes das festividades de final de ano, a recomendação final é evitar agendamentos em cima da hora. Quanto maior o porte cirúrgico e mais próxima a data das férias ou do período de praia, mais rigorosa deve ser a organização do tempo.

Crianças na era da IA: o risco de ter a criatividade substituída

Com a IA, o risco transcende a ocupação do tempo, podendo substituir o esforço de elaborar, aprender e criar. Foto: Imagem ilustrativa/ Freepik

*Por Carla Meneghini

Carla Meneghini. Foto: Monica Ramalho

“Toda criança é um artista. O problema é como permanecer artista depois de crescer”, teria dito Pablo Picasso. Diante das transformações tecnológicas atuais, surge uma nova inquietação: como as crianças podem continuar sendo artistas na era da Inteligência Artificial (IA)? Quando a máquina passa a inventar a história, solucionar o problema e nomear o afeto, ela passa a ocupar o espaço onde nascem a curiosidade, a imaginação e a expressão autoral.

A dimensão dessa mudança é evidenciada pela pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025, que aponta que 42% dos usuários de internet entre 9 e 10 anos já utilizaram ferramentas de IA. Entre os jovens de 13 e 14 anos, o índice atinge 75%. O cenário levanta um questionamento sobre o perfil de formação das novas gerações quando a IA começa a pensar e criar pelas crianças. Na infância, o uso dessas tecnologias pode subtrair experiências essenciais dessa fase da vida, como o contato com o mundo real, a brincadeira, o tédio, a frustração, a leitura e a troca interpessoal. Com a IA, o risco transcende a ocupação do tempo, podendo substituir o esforço de elaborar, aprender e criar.

O cenário levanta um questionamento sobre o perfil de formação das novas gerações quando a IA começa a pensar e criar pelas crianças. Foto: Magnific

A criatividade não representa um talento decorativo nem um privilégio exclusivo dos artistas. Conforme propôs o psicanalista Donald W. Winnicott, a criatividade constitui uma dimensão fundamental do viver: a possibilidade de atribuir sentido às experiências e de sentir que a vida nos pertence. É ela que permite imaginar alternativas, suportar o desconhecido e transformar vivências em palavras, desenhos e brincadeiras que auxiliam na conexão com o outro. É nesse jogo de representações que a criança descobre quem é e expressa sua visão de mundo.

Essa reflexão é central no livro infantil Era uma vez uma história. A obra apresenta experiências e ensinamentos claros às crianças a partir de uma narrativa que nasce na mente de uma escritora e busca um caminho para se tornar livro e alcançar outros leitores. A história não surge pronta: em sua travessia, precisa suportar a dúvida, sonhar, escutar e ser escutada para se desenvolver e encontrar seu lugar no mundo.

Em contrapartida, a IA opera sob uma lógica distinta, preenchendo lacunas com respostas e certezas imediatas. Foto: Magnific

Em contrapartida, a IA opera sob uma lógica distinta, preenchendo lacunas com respostas e certezas imediatas. Embora funcione como uma ferramenta potente para diversas atividades, a tecnologia não deve ocupar o espaço em que a criança precisa experimentar, errar e se surpreender.

Quando toda dúvida encontra resposta imediata e todo início recebe uma continuação automática, corre-se o risco de gerar intolerância ao vazio e ao conflito elementos que constituem a matéria-prima da imaginação. A presença da IA é uma realidade consolidada, não se tratando de simplesmente combatê-la. O desafio central reside em preservar as condições para que as crianças continuem sendo autoras de suas próprias experiências.

A presença da IA é uma realidade consolidada, não se tratando de simplesmente combatê-la. Foto: Magnific

Para isso, necessitam de tempo vago, leitura, diálogo e brincadeiras livres para descobrir o que desejam contar e de que forma. Cuidar desse movimento a capacidade de imaginar, atribuir sentidos e transformar o que se recebe é fundamental, sendo a leitura em família um caminho promissor para esse processo.

Carla Meneghini é psicanalista e autora de Era uma vez uma história  

Primavera e Rinite: entenda os gatilhos e veja como evitar as crises

Mudanças climáticas da estação, proliferação de ácaros e dispersão de pólen exigem cuidados com o ambiente e a saúde nasal. Foto: Divulgação

A transição para a primavera é acompanhada de um aumento expressivo nas queixas de alergias respiratórias. Sintomas como espirros frequentes, coceira intensa no nariz e nos olhos, secreção fluida e obstrução nasal passam a impactar a rotina de milhares de brasileiros. O período é caracterizado por oscilações térmicas e variações na umidade do ar, fatores que alteram o equilíbrio das vias aéreas e facilitam o surgimento de crises.

Embora o florescimento das plantas e a dispersão de pólen sejam tradicionalmente associados à estação, o peso desse fator varia conforme a região do país. Na Região Sul, onde há grande presença de gramíneas e árvores com polinização pelo ar, a alergia ao pólen (polinose) possui papel relevante. Já nas demais regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o agravamento das alergias na primavera decorre principalmente da maior proliferação de alérgenos em ambientes fechados, como ácaros e fungos, além da poluição atmosférica e da fumaça, que atuam como gatilhos para a inflamação da mucosa nasal.

Na primavera, a combinação de fatores ambientais e mudanças de temperatura pode sobrecarregar o sistema respiratório de pessoas com predisposição alérgica. Foto: Magnific

“Na primavera, a combinação de fatores ambientais e mudanças de temperatura pode sobrecarregar o sistema respiratório de pessoas com predisposição alérgica. Contudo, nem toda crise é provocada por plantas ou flores. A exposição a ácaros no ambiente doméstico, o acúmulo de poeira e a poluição urbana desempenham papéis decisivos. Como o clima e o perfil de vegetação variam entre as regiões brasileiras, a resposta do organismo e os agentes desencadeantes também mudam conforme a sensibilidade de cada paciente”, explica o Dr. Gustavo Marcelo, supervisor da medicina do trabalho do Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM).

Diferenças Entre Rinite e Resfriado

Os sintomas da rinite alérgica são frequentemente confundidos com os de um resfriado comum, o que pode atrasar a busca pelo cuidado adequado. A diferença fundamental reside no fato de o resfriado ser uma infecção viral, costumando apresentar febre baixa, dores corporais e regressão em poucos dias. A rinite alérgica, por sua vez, cursa sem febre e mantém seus sintomas enquanto persistir o contato com os alérgenos. Sem o devido controle, as crises afetam o sono, causam fadiga diurna, reduzem a concentração e o rendimento diário, além de abrirem margem para complicações por infecções bacterianas, como otites, sinusites, amigdalites e faringites.

Os sintomas da rinite alérgica são frequentemente confundidos com os de um resfriado comum, o que pode atrasar a busca pelo cuidado adequado. Foto: Magnific

Medidas Preventivas e Higiene Ambiental

Para mitigar a exposição aos agentes causadores, são recomendadas práticas diárias de higiene. A limpeza residencial deve ser realizada preferencialmente com pano úmido, evitando o uso de vassouras ou espanadores que suspendem a poeira. A lavagem frequente das roupas de cama e a ventilação diária dos ambientes auxiliam na contenção de mofo e ácaros.

Já o uso de aparelhos deve ser dosado: em períodos secos, o umidificador ajuda a hidratar o ar, porém o uso em excesso pode favorecer o surgimento de fungos; por sua vez, o ar-condicionado exige manutenção preventiva e limpeza constante dos filtros.

“Medidas simples de higiene ambiental e a lavagem nasal diária com solução fisiológica funcionam como uma primeira barreira física, ajudando a remover os alérgenos da mucosa antes que progridam para um quadro inflamatório mais intenso. No entanto, essas práticas de autocuidado devem ser adaptadas à rotina e ao ambiente em que a pessoa vive”, ressalta o médico.

A limpeza residencial deve ser realizada preferencialmente com pano úmido, evitando o uso de vassouras ou espanadores que suspendem a poeira. Foto: Magnific

Alerta Contra a Automedicação

Em cenários de crises recorrentes ou impacto na qualidade de vida, a recomendação médica é buscar avaliação especializada. A automedicação é contraindicada, com alerta específico para o uso contínuo e prolongado de descongestionantes nasais tópicos, prática que pode acarretar efeito rebote e agravar o entupimento nasal.

“Sintomas recorrentes de rinite não devem ser encarados como um desconforto normal da estação. Quando o quadro prejudica o sono ou as atividades diárias, é fundamental procurar a Unidade Básica de Saúde para uma avaliação médica adequada. O acompanhamento profissional permite controlar a inflamação nasal e prevenir as complicações”, conclui o especialista do CEJAM.

A automedicação é contraindicada, com alerta específico para o uso contínuo e prolongado de descongestionantes nasais tópicos. Foto: Magnific

A exaustão invisível de quem vive no papel de cuidar

Foto: Magnific

*Por Karina Picon

Karina Picon. Foto: Divulgação

A imagem de uma tomada repleta de cabos e adaptadores conectados simultaneamente ilustra com clareza a dinâmica da rotina contemporânea. Diante de um cansaço intenso, é comum atribuir a exaustão à falta de capacidade ou à perda de força pessoal. No entanto, raramente se avalia o fator central: o volume de tarefas, cobranças e dependências que recaem sobre uma única fonte sem o devido tempo para recuperação e reabastecimento.

Essa sobrecarga afeta de maneira mais acentuada quem desempenha papéis voltados ao cuidado. Mães, pais, professores, profissionais de saúde e indivíduos que sustentam a estabilidade emocional de terceiros assumem frequentemente a função de uma central de energia, sob a expectativa social de permanecerem constantemente disponíveis, firmes e resolutivos.

O ato de cuidar, contudo, não deve se estruturar como uma via de mão única. Foto: Magnific

O ato de cuidar, contudo, não deve se estruturar como uma via de mão única. Aqueles que cuidam costumam absorver a premissa de que o próprio cansaço, a dor e os limites pessoais devem ser postergados. Essa conduta culmina em um esgotamento invisível, na ausência de espaço para a expressão das próprias dores e no hábito frequente de reprimir sentimentos.

Nenhuma estrutura suporta exigências contínuas acima de sua capacidade sem sofrer danos. Diante disso, estender suporte e atenção a quem cuida constitui uma medida fundamental para a preservação do bem-estar e da integridade física e emocional dessas pessoas.

Em vez de uma exigência ininterrupta por presença e produtividade, torna-se indispensável viabilizar momentos de pausa. Foto: Magnific

A responsabilidade por esse amparo não deve recair individualmente. Redes familiares, ambientes corporativos e círculos de amizade precisam enxergar a pessoa por trás da figura do cuidador. Esse público também demanda escuta ativa, intervalos de descanso, auxílio prático e acolhimento.

Em vez de uma exigência ininterrupta por presença e produtividade, torna-se indispensável viabilizar momentos de pausa. Estabelecer limites, recusar excessos e desconectar-se pontualmente não configuram atitudes egoístas, mas sim práticas essenciais para evitar a exaustão definitiva.

Karina Picon é psicóloga, palestrante e autora do livro “Arte de Sentir”, que convida o leitor a criar um espaço de pausa, expressão e reconexão consigo mesmo.

Turismo nas Bahamas: 16 ilhas paradisíacas para desconectar

Quando o assunto são as Bahamas, a imagem imediata costuma se associar aos grandes resorts de Nassau ou Paradise Island. No entanto, a essência do arquipélago reside nas Out Islands. Compostas por 16 ilhas principais, essas localidades representam o lado mais preservado do território, destacando-se por paisagens intocadas, praias isoladas e uma atmosfera autêntica distante do turismo de massa.

Nesse cenário, consolidou-se o conceito de Barefoot Luxury (“Luxo Descalço”): uma proposta de hospitalidade em que a exclusividade é traduzida pela simplicidade sofisticada, pela privacidade e pelo contato direto com a natureza.

Com atrativos singulares em cada ilha, os viajantes destacam com frequência destinos como Exumas. Crédito: The Bahamas Ministry of Tourism 

Com atrativos singulares em cada ilha, os viajantes destacam com frequência destinos como Exumas, Eleuthera, Harbour Island, Bimini, Abacos e Andros. Nessas áreas, a hospedagem é composta por hotéis boutique, vilas privativas e eco-lodges integrados ao ambiente, onde é comum a rotina de caminhar descalço pela areia ao longo de toda a estadia.

A procura pelas Out Islands acompanha a evolução do perfil dos viajantes, que buscam evitar aglomerações e vivenciar rotinas personalizadas, sustentáveis e ligadas à cultura local. Toda a infraestrutura hoteleira e de serviços opera em ritmo desacelerado, alinhada às marés e à tranquilidade caribenha.

Exploração Entre Ilhas e Atividades Exclusivas

Com águas translúcidas, o arquipélago favorece a prática do island hopping a navegação constante entre ilhas para a descoberta de novas paisagens. Em Abaco e Exumas, passeios de barco permitem visitar cayos, praias desertas e ilhotas a cada itinerário.

As particularidades das Out Islands atendem a diferentes perfis de viajantes:

  • Andros e Bimini: Referências para mergulho e pesca esportiva. Em Bimini, destaca-se o nado com golfinhos em habitat natural. Em Andros, os blue holes (cavernas submarinas profundas) atraem mergulhadores do mundo todo, enquanto os recifes abrigam biodiversidade favorável à pesca do peixe macabí (bonefish).
Em Andros, os blue holes (cavernas submarinas profundas) atraem mergulhadores do mundo todo. Crédito: The Bahamas Ministry of Tourism
  • Abacos e Exumas: Considerados polos para a navegação, oferecem águas abrigadas para velejadores e proprietários de embarcações, sendo indicados para rotas marítimas, pesca oceânica e turismo familiar.
The Abacos considerados polos para a navegação, oferecem águas abrigadas para velejadores e proprietários de embarcações. Crédito: The Bahamas Ministry of Tourism

O ecossistema local também atua como santuário para mais de 100 espécies de aves migratórias, abrigando 43 espécies endêmicas, além do papagaio-das-Bahamas e de populações de flamingos-rosados.

Conectividade e Turismo Romântico

A chegada às Out Islands conta com rotas aéreos e marítimas frequentes, funcionando como extensão de viagens a partir do sul dos Estados Unidos. Com partidas de Miami e Fort Lauderdale, voos curtos e ferries rápidos conectam o continente às ilhas de forma direta.

A privacidade e as extensões de praias de areia branca e rosada tornam o destino procurado para viagens a dois. Sem grandes aglomerações ou trânsito, o local se consolidou como polo para luas de mel, renovações de votos e celebrações de destino. A hotelaria oferece programas sob medida, que incluem bangalôs privativos à beira-mar, babymoons, pedidos de casamento e piqueniques gourmet em cayos desabitados.

A combinação de descanso com atividades ao ar livre como caminhadas na orla, exploração de cavernas, golfe à beira-mar e trilhas reforça a percepção dos visitantes de que uma única viagem não é suficiente para percorrer todas as 16 ilhas da região.

Beach Bimini. Foto: The Bahamas Ministry of Tourism

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