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A paixão de infância pela bike, transformada em estilo de vida

Apaixonada por ciclismo desde pequena, Viviane Mendonça aproveitou todos os benefícios do esporte e adotou a bicicleta, como estilo de vida. Sua trajetória começou aos 10 anos, quando ganhou uma bicicleta de seu pai. Aos 15, trocou a festa de aniversário, por uma bicicleta melhor. Já em sua fase adulta, mudou-se para Curitiba, insatisfeita com seu sedentarismo descobriu um grupo de pessoas, que pedalava aos finais de semana. Investiu em uma nova bicicleta, juntou-se ao grupo, desenvolvendo ainda mais, sua paixão pelo ciclismo.

Inspirada nas mulheres alemãs que iam de bike e salto alto para o trabalho, Viviane, que até então usava sua bicicleta apenas para cicloturismo, decidiu incluí-la em sua rotina e usá-la como meio de transporte para o trabalho.

O objetivo era fazer o percurso de ida e volta de bike, sem precisar trocar de roupas, ao chegar ao trabalho. No primeiro dia do ano letivo, vestiu-se como sempre se vestia, com uma camiseta, uma calça e um sapato de salto alto e seguiu seu caminho.

“Desde então, levo a minha vida em cima da bike. Não tenho carro, não aprendi a dirigir. Vou a todos os lugares e tenho uma relação gostosa com a cidade, conheço bem os caminhos, os cantinhos, vejo as árvores e a flores, tenho um contato mais próximo com as pessoas. Praticante de cicloturismo a mais de 15 anos Viviane conheceu o mundo em cima da bike.”

Aos 43 anos, Viviane é dona da marca Vou de Bike e Salto Alto, onde produz bermudas, camisetas com cortes e cores femininas, luvas, bandanas, capacetes e os incríveis macaquinhos, que são o maior sucesso e já conquistaram consumidores do mundo todo.

Entre seu Facebook e Instagram, Vivi possui muito mais que 100 mil seguidores, a maioria mulheres. Além disso, todos os anos ela promove palestras e oficinas de conscientização no trânsito, para formar pessoas mais preparadas.

Mais sobre Viviane Mendonça:

Viviane Mendonça, é professora por profissão e ciclista por paixão. Há 15 anos pratica cicloturismo e usa a bicicleta como meio de transporte. Fundadora das redes sociais VouDeBikeeSaltoAlto que desde 2011 incentiva mulheres a pedalar.

Através da educação no trânsito, mobilidade urbana e o uso da bicicleta como esporte e lazer, saúde, bem estar e mobilidade e contato com a natureza.

Ingestão de açúcar e sal é alta entre brasileiros, segundo pesquisa do IBGE

De acordo com levantamento recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 85,4% da população afirmou adoçar o que vai à mesa. A frequência diminuiu (era de 90,8% em 2008), mas este consumo ainda é considerado alto. E o uso exagerado de sal também ganha atenção na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018: Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil (http://bit.ly/3lrof9a ), publicada recentemente pelo órgão.

O prato na mesa do brasileiro apresentou mudanças em dez anos e acabaram alterando o perfil de consumo de alguns nutrientes. Nesse período, a ingestão de gorduras saturadas e o consumo de fibras diminuíram.

“Diminuir o consumo de gorduras saturadas, muito presente em alimentos processados e ultraprocessados é ótimo, mas a diminuição no consumo de fibras traz um alerta, já que a fibra ajuda no funcionamento do intestino e pode melhorar a imunidade”, Tamiris Oliveira, nutricionista da Cia da Consulta.

O uso do sal adicionado em comidas prontas foi mencionado por 13,5% da população, sendo mais frequente em homens adultos (16,5%). O sódio foi ingerido acima do limite por 53,5% da população e o índice foi mais elevado em homens adultos (74,2%).

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é a ingestão de menos de 5 gramas (um pouco menos de uma colher de chá) de sal por dia. A utilização de açúcar para adoçar líquidos ou alimentos não é recomendada. Os açucares dos próprios alimentos, como o das frutas, por exemplo, são suficientes para suprir a necessidade do organismo. A nutricionista explica que, tomando por base uma dieta de 2000 calorias, a recomendação de açúcar estabelecida pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Diabetes é entre 25 a 50 gramas de sacarose/dia.

“Consumo muito acima destes números está ligado ao aumento de diversas doenças, como diabetes e colesterol elevado”, explica o diretor médico de Cia. da Consulta, Felipe Folco.

E para driblar os hábitos ruins, Tamires, nutricionista da Cia. da Consulta, ensina cinco dicas que podem ajudar a diminuir o uso de sal e açúcar na cozinha:

– Não colocar saleiros na mesa;

– Ler rótulos – escolher produtos com baixo teor de sódio até (300 mg)

– Optar por produtos in natura ao invés de congelados;

– Evitar o consumo de alimentos embutidos e ultra processados, como: salgadinhos, biscoito, refrigerante, macarrão instantâneo, molhos prontos, doces e fast-food em geral. Embutidos salsicha, linguiça, mortadela, presunto, peito de peru e salame;

-Evitar consumo de refrigerantes, sucos de caixinha e bebidas alcoólicas.

 

 

Estrogonofe Vegano de Couve-Flor

Adoramos estrogonofe! Essa receita de origem russa sempre dá as caras no cardápio do brasileiro quando pensamos em saborear algo simples e gostoso. Pensando nisso, separamos a versão vegana para você reproduzir em casa. A super dica é substituir o leite animal pela bebida Original da A Tal da Castanha que é 100% natural, vegetal e que deixa qualquer receita mais saborosa. Confira o passo a passo.

Ingredientes do molho de estrogonofe:

1 Couve-flor;
1 cebola;
2 colheres (sopa) de pasta de amendoim;
3 dentes de alho;
2 colheres (sopa) de farinha de mandioca torrada;
2 xícaras da bebida vegetal Original da A Tal da Castanha;
1 colher (sopa) de ketchup;
1 colher (chá) mostarda em pó;
1 colher (chá) de páprica picante;
Óleo de coco a gosto.

Modo de preparo do molho:

Em uma panela doure o alho com uma colher de óleo de coco e, depois, acrescente a cebola picada. Em seguida, coloque a pasta de amendoim, a farinha de mandioca e vá adicionando a bebida vegetal aos poucos. Mexa até engrossar. Bata no processador, volte para a panela e adicione os demais ingredientes.

Modo de preparo da couve-flor:

Cozinhe no vapor, mas por pouco tempo, para ficar com consistência firme. Em seguida, corte em pedaços pequenos e adicione o molho.

 

O que é necessário para manter a boa imunidade?

Combinar vitaminas e minerais favorece o funcionamento do sistema imunológico em adultos e crianças

Há mais de um ano a Organização Mundial da Saúde (OMS), decretou a pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. Nesse período, o mundo observou uma mudança radical de costumes e hábitos e a acentuada preocupação das pessoas em relação a saúde e principalmente nos cuidados para manter uma boa imunidade.

“Combinar vitaminas e minerais favorece o funcionamento do sistema imunológico e isso vale para adultos e crianças. Essa combinação deve estar presente na alimentação. Vitaminas C, D e E, além de zinco e selênio são fundamentais, mas quando a quantidade não supre a necessidade diária a suplementação pode ser uma excelente opção, desde que seja orientada por um médico”, comenta o Dr. Daniel Magnoni, chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.

Com o delicado momento atual da pandemia e o retorno das novas restrições e distanciamento social, as atividades cotidianas voltaram a ser feitas em casa, sobrecarregando consideravelmente as pessoas. E manter uma rotina atribulada é uma das grandes vilãs da dieta saudável.

“Com as atividades em casa é mais difícil manter uma dieta rica em alimentos que forneça as necessidades diárias das principais vitaminas e minerais. Esse é o cenário ideal para a suplementação, que se mostra eficaz e muito prática, inclusive com opções em gomas mastigáveis que podem ser consumidas sem água”, comenta Dr. Magnoni.

O que não pode faltar

Vitamina C – Muito importante na função dos leucócitos, que formam as defesas do organismo, por isso tem o papel de auxiliar com a imunidade e disposição. (1)

Vitamina D – Importante regulador do sistema imune e auxilia com a absorção de minerais como o cálcio, fundamental na formação de ossos e dentes. (1)

Vitamina E – É uma das vitaminas em que a suplementação em concentração acima da recomendada contribui positivamente com a função imune. (1)

Selênio – Essencial para o sistema imune, tanto inato quanto adquirido, com papel fundamental no equilíbrio de oxidação-redução e proteção do DNA. (2)

Zinco – Auxilia no funcionamento do sistema imunológico, cicatrização de ferimentos, além de fortalecimento de unhas e cabelo. (3)

Referências

• Nutrição e imunidade no homem; Sandra Gredel

• Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes – Selênio / ILSI Brasil; Cristiane Cominetti, Graziela Biude Silva Duarte e Silvia Maria Franciscato Cozzolino

• Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes – Zinco / ILSI Brasil; Cristiane Cominetti, Bruna Zavarize Reis e Silvia Maria Franciscato Cozzolino

Que tal trocar o tomate pela beterraba e preparar uma macarronada especial?

Quem não ama uma boa macarronada? Então que tal inovar e preparar um molho saboroso de beterraba? O chef Melchior Neto preparou  para o Cozinhando para o Jeff,  Espaguete ao molho de beterraba com queijo coalho, versão do famoso espaguete ao molho de beterraba acompanhado de bacon crocante e queijo coalho tostado. Confira abaixo o passo a passo.

Ingredientes

250 g de macarrão tipo espaguete

2 beterrabas médias

1 colher (sopa) de sal grosso

Azeite a gosto

Pimenta-do-reino moída na hora a gosto

4 espetos de queijo coalho cortados em cubos

100g de bacon em cubos

Modo de preparo

Descasque e corte a beterraba em 8 partes. Coloque os pedaços de beterraba no centro de um pedaço grande de papel-alumínio, regue com azeite e tempere com o sal grosso e pimenta a gosto. Una as pontas e dobre, formando uma trouxinha, coloque o pacote em uma assadeira e leve para assar em forno pré-aquecido a 200º por cerca de 30 minutos.

Retire a assadeira do forno. Transfira as beterrabas (com o líquido que se formou na trouxinha) para o liquidificador, tempere com azeite e o sal. Adicione 1 xícara da água do cozimento do macarrão e bata até ficar um molho liso.

Em uma frigideira adicione o bacon e deixe fritar até dourar e reserve. Na mesma panela coloque o queijo coalho e até ficar tostado e reserve.

Quando faltar 10 minutos para o tempo da beterraba, leve uma panela média com cerca de 2 litros de água ao fogo alto. Assim que ferver, adicione 1 colher (sopa) de sal, junte 250g de espaguete e misture, deixe cozinhar por 8 minutos ou até ficar al dente.

Assim que estiver cozido, escorra a água e transfira o macarrão para uma tigela grande. Adicione o molho de beterraba e misture até absorver parte do molho e ficar com a cor da beterraba.

Sirva a seguir com o queijo coalho tostado e o bacon.

Rendimento: 4 porções

Tempo de preparo: 45 minutos

 

 

Excesso de tecidos mamários levam homens a fazerem cirurgia

Como o crescimento da mama não é uma situação natural para muitos homens, pode gerar consequências psicológicas, o que merece uma atenção especializada

Enquanto muitas mulheres estão aumentando os seios com silicone, muitos homens querem diminuir a mama desenvolvida. Eles sentem vergonha de se expor em público e sem camisa, não apenas por estarem gordinhos, magros demais ou não serem malhados, mas por estarem incomodados com a glândula mamária que está saliente no corpo.

Geralmente, as mamas não se desenvolvem nos homens, porém, algumas vezes, podem aparecer e se destacar por alterações hormonais sofridas ou pelo excesso de peso. “Pode não importar, mas isto causa um grande desconforto estético e emocional. Fere aquilo que alguns chamam de masculinidade”, conta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional – Cirurgia Plástica.

A cirurgia plástica conhecida por resolver este problema masculino é a Ginecomastia. Apesar de parecer complexa e de ter certos cuidados, não é uma cirurgia que demore muito a ser feita, por isso o paciente fica internado na clínica apenas no dia em que ela será realizada. Dependendo do caso, qualquer um pode fazer.

A cirurgia de correção é feita por uma incisão, de uma maneira muito discreta ao redor da aréola, local onde a pele do homem é mais escura. O excesso de gordura, caso houver, é resolvido com uma pequena lipoaspiração local, e, se necessário, o tecido mamário é removido com bisturi. Os pontos são feitos com fios que reduzem ao mínimo os vestígios da cirurgia. Em outras palavras, a cicatriz não fica aparente.

Vale lembrar que o resultado é excelente, mas que só após seis meses é que se pode dizer que está definitivo. Porém, se a dificuldade é custear a cirurgia, sempre é bom lembrar que hoje é possível parcela ou recorrer a uma intermediador administrativo-financeiro, como o Centro Nacional – Cirurgia Plástica, que ajuda o paciente a encontrar as melhores formas de pagamento com uma instituição médica ou cirurgiões profissionais.

“Nos primeiros 30 dias após a cirurgia, o paciente deve utilizar uma faixa elástica com pressão. E logo o homem poderá voltar ao trabalho, em questão de dias, dependendo das atividades exercidas com o braço, que, aliás, são muito recomendadas neste caso.”, afirma Arnaldo Korn. A drenagem linfática pode ser uma boa indicação neste tipo de pós-operatório.

Costelinha ao molho Barbecue pronta em menos de 1 hora

Ribs on the barbie, Baby Back Ribs, Costelinha ao molho Barbecue são alguns dos nomes desse prato tradicional no sul dos Estados Unidos. Cada um dos estados americanos tem sua versão e modo de preparo, mas o que não pode faltar em nenhuma delas é a carne descolando do osso e um saboroso molho. Para conseguir a textura correta no forno ou churrasqueira a carne precisa assar por pelo menos 2 horas, pensando nisso o chef Melchior Neto elaborou a sua versão que é vapt-vupt.

Nessa receita o que leva mais tempo é a marinada. A carne precisa descansar por pelo menos 30 minutos com os temperos, mas o ideal é deixar de um dia para o outro. Depois disso, são 15 minutos na pressão e mais 15 para a redução do molho e está pronto!

Ingredientes

1 Kg de costela suína
1 sachê de molho de tomate
1 garrafa long neck de cerveja
Sal de Parrila
Dry Rub
2 colheres (sopa) de açúcar mascavo
2 colheres (sopa) de molho inglês
2 colheres (sopa) de ketchup
Pimenta e salsa a gosto
Azeite
50ml de Conhaque para flambar

Modo de preparo
Corte a costela em ripas e tempere com sal e o dry rub. Em uma travessa coloque as ripas de costela e cubra com a cerveja, deixe marinar na geladeira de um dia para o outro.
Retire da geladeira e reserve a marinada. Frite as costelas em uma frigideira grande até dourar e reserve a frigideira sem lavar. Transfira as costelas para uma panela de pressão, coloque toda a marinada e depois que apitar deixe 15 minutos.
Deixe sair a pressão e volte a costela para a frigideira, adicione o conhaque para flambar e deglacear todo o sabor do fundo da panela. Acrescente o caldo do cozimento, o molho de tomate, o molho inglês, o açúcar mascavo e o ketchup. Misture bem e deixe reduzir em fogo baixo, finalize com salsa.

Rendimento: Serve 4 pessoas

 

Os mitos do e-mail marketing

(*) Paulo Vieira

 

Quando o assunto é garantir o sucesso de um programa de e-mail marketing, há inúmeras concepções erradas entre os profissionais da área que podem prejudicar, seriamente, o planejamento e, consequentemente, o Retorno Sobre Investimento (ROI). É importante manter-se ciente dos principais mitos que podem desviar as ações de uma empresa do caminho certo para seu negócio.

O primeiro mito está relacionado ao provedor de serviço de e-mail (ou ESP, na sigla em inglês), que, para muitos, é o responsável por garantir a entrega das mensagens na caixa de entrada, o que chamamos de “entregabilidade”. Isso geralmente não é verdade, uma vez que essa é uma responsabilidade do remetente, que também é incumbido de manter a chamada “reputação de remetente”. Essa reputação é determinada por uma soma de fatores que inclui a qualidade das listas de envio, o número de reclamações (os assinantes que marcam o e-mail como spam, por exemplo), a natureza das mensagens e o histórico de envio. E esses são aspectos controlados pelo remetente e não pelo ESP.

Outro erro comum é acreditar que uma boa reputação de remetente garante uma entregabilidade de 100%, ou seja, a entrega de todas as mensagens na caixa de entrada. Na verdade, a reputação é só um entre os diversos filtros analisados pelos provedores de e-mail. Outro deles é o engajamento dos assinantes, que hoje é uma métrica decisiva no momento da filtragem. Por outro lado, o oposto muitas vezes pode ser verdade: uma baixa reputação de remetente aponta para más práticas de envio, o que faz que os provedores direcionem a mensagem diretamente para o spam.

É claro que o ESP pode ser, em alguns casos, responsável por problemas de entrega. Isso acontece se a infraestrutura não estiver configurada de maneira correta ou se foi atribuído ao remetente um endereço de IP compartilhado com deficiências de entrega, sujeito às más práticas de outros remetentes que o utilizam. No entanto, esses cenários são exceção. Lidar com a causa raiz de uma má reputação garante que os ESPs consigam entregar seus e-mails na caixa de entrada.

Na hipótese de a baixa entregabilidade estar, realmente, relacionada à má reputação, ao contrário do que muitos podem imaginar, não se deve usar como artifício a troca para um endereço de IP e domínio novos como forma de os e-mails voltarem às caixas de entrada. Essa prática pode, até mesmo, piorar a situação.

Migrar de um endereço de IP para outro é uma tática comum de spammers. E, para combater essa ação, os provedores de e-mail, geralmente, acabam bloqueando ou limitando o volume enviado a partir de novos endereços de IP até que possam entender de qual tipo de remetente procede. Se essa questão não for solucionada, o remetente terá os mesmos problemas de reputação em seus novos endereços de IP e domínio. Por esse motivo, o melhor caminho é abordar e corrigir os motivos subjacentes da má reputação.

Outro mito está relacionado ao conteúdo da mensagem. Diferentemente do que se pode imaginar, palavras-chave não levantam suspeitas de spam e problemas de entrega na caixa de entrada. Isso porque o conteúdo tem papel muito pequeno nas decisões de filtragem atuais em comparação à reputação do remetente e ao engajamento dos assinantes.

Os filtros de spam com base em conteúdo retornam muitos “falsos positivos”, não são confiáveis e podem ser, facilmente, contornados por spammers. Na maioria das vezes, a boa reputação do remetente suplanta qualquer filtro de conteúdo. No entanto, isso não significa que esse nunca seja um fator a ser considerado. Se, por exemplo, determinado envio estiver relacionado a um teor ou modelo usado por outros remetentes, pode ser configurada má reputação por associação. Além disso, é importante lembrar que o conteúdo de spam pode muito bem desencadear reclamações por parte dos assinantes, o que também, ao longo do tempo, causa problemas de entrega na caixa de entrada.

Sobre reclamações existe também o mito de que uma baixa taxa de reclamação garante a entrega de e-mails na caixa de entrada. Essa taxa é calculada levando em consideração, além das marcações como spam (reclamação), a soma de mensagens entregues na caixa de entrada. Isso porque, se os e-mails são entregues na pasta de spam, consequentemente, os índices de reclamação são baixos, uma vez que não é possível marcar como spam uma mensagem que já se encontra nesta pasta.

Além disso, existem diversos outros fatores analisados durante a filtragem dos provedores que compõem a decisão final sobre a classificação do e-mail. A taxa de reclamação ajuda a mensurar as preferências dos assinantes e serve como um alerta antecipado de possíveis problemas. No entanto, ela deve ser analisada junto com outras métricas para melhor compreensão do desempenho de seu conteúdo.

Entre tantos mitos, uma verdade tem se tornado cada vez mais relevante: o engajamento dos assinantes é um dos fatores determinantes na análise do provedor sobre onde a mensagem será entregue. Hoje sabemos que a jornada do e-mail não termina quando chega à caixa de entrada e, sim, após a interação (positiva ou negativa) dos assinantes com aquela mensagem.

A filtragem com base em engajamento não tirou a importância da entregabilidade. É preciso acessar e compreender ambas as métricas para uma visão geral do desempenho do seu programa. No que diz respeito à entregabilidade, a análise é focada em onde os e-mails são entregues (caixa de entrada, spam ou perdidos/bloqueados) e funciona como base para avaliar a eficácia dos programas de e-mails.

As métricas de engajamento fazem exatamente o que sugere seu nome: analisam como os clientes se engajam com os e-mails que recebem e não apenas se eles os receberam. Isso quer dizer que o que o assinante faz com seu e-mail uma vez que chegou à caixa de entrada é o que compõe a métrica de engajamento. São considerados engajamento positivo a abertura, leitura e taxa de clique dos e-mails, bem como as taxas de encaminhamento e resposta da mensagem enviada.

Ao contrário do que pode parecer, é importante ter em mente que o e-mail é um canal de marketing complexo e alcançar seu verdadeiro potencial requer certo trabalho. A não ser que se tenha acesso a dados corretos — e se saiba onde procurá-los —, problemas inesperados podem ocorrer. Analisar as métricas de entregabilidade e de engajamento é a única forma de obter uma visão completa do programa de e-mails, compreender seu desempenho e identificar possíveis problemas. Uma vez que estejam chegando à caixa de entrada, otimizar os envios ajuda a engajar e reter cada vez mais assinantes.

(*) Paulo Vieira, gerente de Customer Success da Validity

 

 

O desafio de engajar um time na direção de um sonho ousado

* Por Carlos Furlan

Muitas vezes nos pegamos dizendo que tal empresa “faz” isso, aquela empresa “é” assim, e por aí vai… mas afinal quem é “a empresa”? Uma empresa não é apenas um CNPJ que tenta comercializar produtos ou serviços, mas um conjunto de pessoas que carregam consigo experiências passadas, preocupações presentes e ambições futuras. Da mesma forma, os clientes não são meros agentes numa relação de compra e venda, são pessoas com nome, histórias, sonhos, medos, etc. Para mim, tudo ganha mais sentido quando penso que são pessoas que estão por trás de tudo, e que fazem as engrenagens do mercado girarem.

Como CEO, estou, neste momento, diante de um grande desafio de fazer com que nosso trabalho, que já beneficiou centenas de milhares de pessoas, impacte positivamente a vida de milhões de brasileiros nos próximos anos. Diante disso, surge um questionamento: como engajar o time para atingir um sonho tão ousado como este?

Aqui na empresa, tudo passa por enxergar as relações humanas em cada etapa desta jornada.

Em primeiro lugar, procuramos deixar muito claro, através de uma comunicação aberta e transparente, qual é o propósito e quais são os objetivos maiores da empresa. Todo mundo que está aqui é impulsionado por um mesmo propósito: transformar a vida dos brasileiros através da educação. E para cumpri-lo, precisamos mirar nos objetivos-macro de (1) ser uma empresa que pensa e age pelo cliente, (2) ser líder em soluções financeiras para educação e (3) ter orgulho de todo o universo das nossas ações, dos nossos posicionamentos, dos nossos produtos, das nossas pessoas.

Só que, às vezes, isso tudo pode parecer um pouco intangível. Transformar a vida dos brasileiros através da educação é, sem dúvida, um propósito nobre. Mas como vemos o impacto disso na prática? Para que a gente possa entender melhor os resultados do nosso trabalho, nós gostamos de trazer exemplos reais ao nosso dia a dia. Quem são os alunos beneficiados, o que eles conseguiram alcançar graças ao curso que a gente financiou, como a vida deles se transformou por conta da educação, enfim, sempre que possível nós confrontamos o nosso time com essa realidade.

De certa forma, tangibilizar aquilo que fazemos também se conecta com a transformação da nossa estrutura de objetivos organizacionais. Por exemplo, uma coisa é pedir para alguém levar 500 caixas do ponto A ao ponto B. Outra bem diferente é pedir que alguém retire 500 caixas de alimentos não-perecíveis arrecadadas em um evento beneficente e as leve a uma ONG que faz um trabalho de erradicação da fome no país e que vai distribuí-las em comunidades carentes.

Por isso, nos desafiamos para fazer com que os objetivos táticos estejam conectados diretamente aos objetivos estratégicos da empresa E como os nossos objetivos são bastante aspiracionais, eles têm o poder de elevar o desempenho do time e de incentivar que a gente alcance resultados bem ambiciosos.

Além disso, a partir dessa nova mentalidade, tentamos cada vez menos estar divididos por áreas, mas sim por times, grupos multidisciplinares que reúnem pessoas de diversas áreas de negócio em torno de um mesmo objetivo, ou na solução de um problema comum. Além da aumentar a agilidade e a performance, essa estrutura estimula a colaboração entre pessoas e entre os times. Compartilhar conquistas, celebrar evoluções e corrigir a rota através de aprendizados, são formas de fazer com que todos se sintam parte do processo e, consequentemente, engajados em torno de um propósito em comum.

Portanto, se eu tivesse que elencar alguns elementos importantes para suscitar o engajamento de um time e fazê-lo perdurar ao longo do tempo, eu destacaria os seguintes:  Manter o time munido de dados e informações para que todo mundo possa acompanhar o que está acontecendo no dia a dia da empresa; Deixar claro qual o impacto que o trabalho que está sendo realizado tem sobre a vida dos clientes, a comunidade em que se atua, e o país;Celebrar as pequenas conquistas e valorizar cada passo que foi dado em direção do grande objetivo maior.

No final das contas, como falei no início, tudo passa pela humanização das relações, pelo entendimento que lidamos com pessoas e que pessoas precisam de informação, de contato entre si, de reconhecimento, de liberdade para serem quem realmente são, de sonhos para serem alimentados. Por mais diferente que cada um seja, todos estamos lidando com gente em tudo que fazemos. Enxergar as coisas por esse prisma muda tudo.

E você, o que faz para se sentir engajado? E para engajar outras pessoas?

*Carlos Furlan, CEO do Pravaler: Formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em programas de extensão na Harvard Business School, Wharton, Kellogg e Stanford, nos Estados Unidos