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A política na era digital: possibilidade da formação de nichos de opinião

Por Francisco Gomes Jr.

Vivemos tempos de polarização e a análise política é habitada de subjetivismos. Redes sociais trouxeram a possibilidade da formação de nichos de opinião, onde se fala para uma plateia determinada, com possibilidade de seleção através de bloqueios e cancelamentos. O discurso para um público específico se estendeu às grandes mídias, onde já se sabe de antemão o que será dito por aquele jornalista ou emissora, nunca houve tanto descaramento quanto à imparcialidade analítica.

O formador de opinião que falava para todos está com os dias contados, substituído por influencers de mídias digitais. A assistência hoje só vê e lê aquilo que quer. Houve a supressão do diálogo político e da linguagem comum que permitia uma intersecção de entendimentos e argumentos. A audiência não quer mais ouvir comentário de quem discorda, o feed das redes sociais implantou o hábito de cada um só ler e visualizar o que espera, a sua “verdade”. Sim, a verdade não é mais única, indiscutível. Ela é múltipla mesmo para um único fato.

A “pós verdade” não é mais só um neologismo, possibilita interpretar fatos e a própria História da maneira que melhor lhe convenha. Uma mudança incompreensível para o pensamento tradicional, cartesiano e aristotélico.

Negar tais mudanças interpretativas, linguísticas e comportamentais é manter-se em uma zona de conforto de onde não se quer sair. Jornalistas, juristas e cientistas políticos atribuem a quem não segue a verdade, a lógica e a ciência a pecha de negacionistas, mas não percebem que são também negacionistas aqueles que não aceitam a nova realidade que as mídias sociais trouxeram.

Muitas pessoas só leem notícias e se atualizam pelas redes sociais. E mesmo assim boa parte dos analistas não se esforça para conhecer as mídias digitais, usa lugares comuns em comentários sobre a disseminação de notícias, falando em robôs, sem saber como funcionam algoritmos ou dados anonimizados, estão na pré-história. E tais mídias são cada vez mais decisivas em qualquer movimento político, eleitoral ou de ruptura, dando vantagem a quem melhor utilizá-las para disseminar sua “verdade”.

A tradicional análise, metódica e mesmo matemática desatualizou-se. Dados objetivos como por exemplo renda per capita, índice inflacionário, nível de desemprego, resultado do PIB, não mobilizam a maioria dos cidadãos. Pode-se brigar com esses e qualquer índice, que serão taxados de fraudulentos, falsos ou manipulados, sem a necessidade de se provar nada.

A pós verdade permite agredir instituições em nome da liberdade de expressão, permite armar a população em nome de uma suposta segurança, e assim por diante. Contribui para a disseminação desse modo de ver as coisas o atoleiro político em que o país se enfiou.

A esquerda ainda fala de 64, com discurso revanchista, louva Lula por tirar milhões da pobreza e choram com o golpe institucional que vitimou Dilma Roussef e não fazem auto crítica sobre a corrupção em seus governos. Cada partido de esquerda tem seu próprio mundo que não se conecta com os demais, dividem-se cada vez mais e falam em “frente ampla”. O centro é ocupado por um superlativo, um “centrão”, essa sim uma frente ampla que muitos acreditam servir apenas aos próprios interesses.

A direita, inclusive a extrema, adaptou-se às mídias sociais. Não perde tempo argumentando com o adversário, chama-o de ladrão, vagabundo e discussão encerrada. Analistas continuam condenando a postura deseducada e primária, mas a direita vem lacrando nas redes.

Steve Bannon, estrategista da campanha de Trump, diz que o “personagem” deve dar declarações diárias, polêmicas, mesmo que absurdas e contraditórias, com um único objetivo, o de disputar espaço no noticiário. Com isso sobra menos espaço para críticas. Quanto mais absurda a declaração, mais chamará a atenção e mobilizará as audiências. O “personagem” será visto todos os dias, pautará o noticiário com seus assuntos e confundirá sobre todos os assuntos, desconstruindo a verdade aos poucos.

Não é uma novidade, é uma digitalização da dialética erística, uma versão 4.0 do pensamento de Schopenhauer na obra “Como vencer um debate sem precisar ter razão”, onde apresentam-se esquemas argumentativos enganosos para persuadir o público.

Com o suporte das mídias digitais esses argumentos ganham proporções inimagináveis, ganham eleições. Inegável que a direita se prepara cada vez mais para essas batalhas digitais, com um verdadeiro exército (não de robôs, mas de células multiplicadoras), enquanto outros campos políticos perdem seu tempo discutindo a pauta colocada pelo “personagem”. Sem a desconstrução desse arcabouço, a tendência aponta para a perpetuação no poder daqueles que melhor lidam com o meio digital, que pode servir a muitos fins.

Sobre Francisco Gomes Júnior:

Advogado sócio da OGF Advogados, formado pela PUC-SP, pós-graduado em Direito de Telecomunicações pela UNB e Processo Civil pela GV Law – Fundação Getúlio Vargas. Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB.

 

Simples não é favor, é determinação constitucional

O assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, é o entrevistado da semana da Agência Sebrae de Notícias

O entrevistado dessa semana da Agência Sebrae de Notícias é o atual assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos, que comandou o Sebrae Nacional entre os anos de 2015 e 2019. Ao lado do ministro Paulo Guedes, ele continua atuando na defesa do empreendedorismo no país.

Afif é um dos arquitetos do sistema Simples de tributação (regime de tributação diferenciado, voltado a micro e pequenas empresas dependendo da receita bruta anual auferida). Durante o período que esteve à frente do Sebrae, Afif não só acompanhou, como também participou da criação de medidas fundamentais para o empreendedor brasileiro, como a figura do Microempreendedor Individual (MEI) e do Fampe (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas), que durante a pandemia passou por uma reformulação para dar mais apoio aos empresários neste momento delicado.

Na entrevista à Agência Sebrae de Notícias, Afif comenta sobre a importância de medidas que aumentem o acesso ao crédito aos donos de pequenos negócios e defende a consolidação de medidas emergenciais lançadas durante a pandemia, como é o caso do Pronampe. Ele defende ainda o Simples Nacional das críticas de quem considera o sistema tributário uma renúncia fiscal.

O Sebrae completa 50 anos em 2021. Como o senhor avalia a trajetória da instituição no cumprimento do seu papel de fomentar o empreendedorismo no país?

Eu considero o Sebrae uma das mais importantes instituições do nosso país e nesses 50 anos de existência – começando com o Sebrae com C ainda vinculado ao governo federal e depois transformado em serviço social autônomo, que deu mais autonomia para a organização. Ainda temos um imenso desafio pela frente pois o Sebrae é a única instituição que tem um olhar para nada mais, nada menos, do que 98% do universo empresarial brasileiro. Portanto, para atingir todas essas pessoas precisamos fazer um esforço permanente para fortalecer a missão e o papel do Sebrae, a fim de assistir e orientar o micro e pequeno empresário.

Mesmo com a pandemia em 2020, o Sebrae comemorou avanços significativos tais como a marca de 10 milhões de MEIs registrados e a aprovação do Marco Legal das Startups, o Pronampe como política permanente, entre outros. Quais são os principais desafios para as micro e pequenas empresas e para o Sebrae neste momento?

Eu não tenho dúvida que tivermos ações importantes e agora é tempo de sedimentar essas conquistas. O número de MEIs está dentro da previsão quando a figura jurídica do MEI foi criada, em 2008. Eu fui o autor da ideia, que começou pelo regime do empreendedor urbano pessoa física. Depois, ele foi transformado em MEI.

À época, prevíamos 1 milhão de formalizações por ano. E, de fato, isso aconteceu. Hoje em dia, com a pandemia da Covid-19, as pessoas estão buscando trabalhar por conta própria porque há falta de perspectiva dos empregos formais. O empreendedorismo por necessidade está muito presente e principalmente agora temos que consolidar essa política.

Veja aí o Pronampe: ele surgiu de uma ideia antiga nossa que era o fundo garantidor, o Fampe. Criamos há 28 anos (quando fui presidente do conselho do Sebrae). O Fampe é o fundo garantidor de crédito ao pequeno empresário. Os bancos exigem um conjunto de garantias reais para esses empréstimos e a falta disso isolava o pequeno empresário dentro do sistema financeiro.

Ele não conseguia acesso. Sabendo disso, criamos o Fampe – que começou acanhado, não foi abraçado com toda força porque ainda não se via o crédito como a mola mestra do desenvolvimento. Inspirado nessa medida, o governo federal criou o Pronampe. Participei desse processo dentro do Ministério da Economia e, inclusive, propus ao ministro Paulo Guedes utilizar a capilaridade da Receita Federal para comunicar à população que o Tesouro Nacional seria o grande garantidor do recurso emprestado pelo Pronampe.

A instituição fez o papel de fundo de garantia para o recurso que é originário do FGO do Banco do Brasil. O FGO permitiu que parte das pequenas empresas na pandemia (infelizmente muita gente ficou de fora) conseguisse ter acesso ao crédito. Essas medidas elaboradas devido à pandemia devem ser consolidadas daqui para a frente.

O atual assessor especial do Ministério da Economia, Guilherme Afif Domingos

O acesso ao crédito ainda é uma das maiores queixas dos empreendedores no país. Como o governo tem atuado para melhorar a relação dos micros e pequenos negócios com os bancos?

A grande revolução que estamos vendo, sem dúvida, é o aumento da concorrência no sistema bancário brasileiro. Temos as cooperativas de crédito, as Fintechs, os sistemas eletrônicos de acesso criados pelo Banco Central. Hoje há uma série de alternativas que permitem desobstruir o caminho do crédito. O Sebrae tem um papel fundamental na oferta de crédito assistido.

Quem procura o Sebrae quer orientação, consultoria sobre o seu negócio, mas no fundo sonha em ter acesso ao crédito com aval da instituição que está lhe assistindo. Por isso a importância de unir o fundo de aval com o crédito. Muitas iniciativas ocorrem hoje no Brasil como alternativa para o crédito fora do sistema bancário tradicional. Esse sistema só opera com as empresas mais estruturadas, organizadas e que têm bens para dar como garantia ao empréstimo.

Mas como a grande massa precisa de orientação e de aval para dar de garantia real, o Sebrae tem papel fundamental. Eu insisto nisso. Muita gente do Sebrae foge da ideia de se comprometer com o cliente que precisa de crédito. Por isso, defendo que a instituição seja uma alavanca, uma chave forte que abra a porta do crédito para o pequeno crescer. Em 2021 e 2022 deveremos sedimentar essa política, que é uma conquista dos pequenos empresários durante o período da pandemia. Sempre uso a frase que é a seguinte: nós temos que usar as experiências em tempos de guerra para serem aplicadas em tempos de paz.

Sendo um dos idealizadores da Empresa Simples de Crédito, aprovada por lei em 2019, o senhor acredita que elas estão desempenhando o papel de desburocratizar o acesso ao crédito e estimulando a concorrência no setor?

Ainda não. Embora haja mais de 800 empresas simples de crédito (ESC) inscritas e legalizadas, acho que nós ainda não demos a devida atenção ao microcrédito localizado. Isso vai vir com o tempo porque nós fomos fortemente abalados com a pandemia, a busca do crédito fiscal, a busca do Pronampe, atropelou isso.

Essas medidas alternativas não permitiram que a gente visualizasse o papel da ESC. Acredito que o Sebrae pode ajudar, principalmente, nas pequenas comunidades a incentivar as pessoas a adquirirem o crédito na sua localidade, com gente conhecida. É o chamado “negócio do fio do bigode”.

Se a pessoa tem talento e está precisando de crédito para comprar uma máquina de costura, um forno, a estrutura oferecida pela ESC de microcrédito funciona. Vamos esperar que a ESC entre no hall das medidas importantes para abrir o caminho do crédito para o pequeno empresário.

Desde que foi criado o Simples Nacional sempre foi alvo de críticos que apontam essa modalidade de tributação uma espécie de renúncia fiscal. Qual sua resposta a esses críticos? Como defender a permanência do Simples?

Isso é um problema. O pessoal contrário insiste nisso. Eles não gostam do Simples porque é exatamente simples! Criamos um modelo de regime especial no qual o empresário faz apenas um único pagamento, numa guia, de mais de oito impostos federais, estaduais ou municipais.

Aliás, o Simples tem que ser o modelo da futura reforma tributária no Brasil. Quem não está no Simples cai no complicado. E quem fica no complicado não sobrevive O regime especial nasce de uma disposição constitucional, portanto os tecnocratas, burocratas, economistas de cabeça de planilha, que não conhecem a realidade do dia-a-dia, consideram o Simples como renúncia fiscal.

Na verdade, quem está no Simples paga imposto de uma forma simplificada. Isso não significa que o governo está fazendo um favor de conceder à pequena empresa o sistema diferenciado de recolhimento.

Não é favor coisíssima nenhuma! É determinação constitucional escrita no artigo 179 da Carta Magna. Não se deve falar do Simples como renúncia fiscal e, sim, como um sistema de simplificação. O que devemos fazer é transformar o complicado em simples. E não transformar o nosso Simples em complicado. Os contrários estão invertendo a ordem da discussão política. E isso nós vamos combater até o fim.

 

 

Aprenda a preparar uma saborosa Pappardelle alla carbonara

Dicas de Dicover Cruises

Ingredientes

1 quilo de farinha multiuso (sobra para polvilhar)
60 g de gemas de ovo, à temperatura ambiente (dependendo do tamanho entre 3 e 4 gemas)
Sal
Semolina, quantidade necessária para borrifar
Dica: Nas receitas comuns são calculados em ovos grandes, para estas calcula-se que o peso total é 50/60 g, composto por 20/25 g de gema e 30/35 g de clara.

Molho Carbonara

1 colher de sopa de azeite de oliva extra virgem
125 g de bacon (bacon), picado
½ cebola picada
1 ½ dente de alho picado
½ xícara de creme de leite (125 cm3)
¼ xícara de leite (60 ml)
½ ovo, levemente batido
¼ xícara de Parmigiano Reggiano Ralado
Manjericão fresco picado
Sal e pimenta a gosto

Preparação da massa
Peneire a farinha sobre a superfície de trabalho (bancada ou balcão), formando um vulcão com um buraco no centro.
Bata as gemas com uma pitada de sal e despeje no centro da farinha. Integre os ingredientes e sove à mão. Sove até ficar bem integrado e macio, cerca de 2 minutos.
Deixe a massa descansar coberta, sem receber ar, pelo menos meia hora.
Sobre a superfície enfarinhada, abra a massa com um rolo, virando. Se necessário, divida a massa em partes. Estenda até ficar bem fino, 1 mm, polvilhe com a sêmola e deixe cada massa secar por 10 minutos.
Após este tempo, enrole sem pressionar e com uma faca afiada, corte em rodelas de 3 cm de largura. Desembrulhe as tiras com cuidado, polvilhe com a sêmola e mexa delicadamente para separar. Estenda-os e cubra-os com um pano de prato. Eles podem ser mantidos em um saco por até 2 meses no freezer).
Numa panela grande, aqueça bastante água (para cozinhar o macarrão). Cozinhar a massa leva de 3 a 5 minutos (dependendo da espessura). A hora de cozinhar o macarrão será enquanto cozinhamos a cebola. Lembre-se de adicionar sal à água antes de introduzir a massa.

Preparação do molho e cozimento

Coloque uma frigideira grande em fogo médio-alto. Leve em consideração que o macarrão será integrado posteriormente. Quando estiver bem quente, adicione o azeite de oliva para revestir, adicione o bacon e refogue até dourar.
Reduza o fogo ao mínimo e adicione as cebolas picadas. Refogue até ficar macio e translúcido, cerca de 4 minutos. Adicione o alho e cozinhe por um minuto.
Bata as natas, o leite e o ovo com um garfo até ficar bem integrados.
Nesse momento teremos o macarrão cozido e escorrido. Será hora de adicioná-lo à panela e mexer para integrar ao molho. Adicionamos a mistura de creme e ovo.
Cozinhe em fogo baixo por 1-2 minutos, sem ferver. Se necessário tempere com sal e pimenta.
Polvilhe com Parmigiano Reggiano e manjericão. Sirva imediatamente.

 

Autismo: um olhar por inteiro

Obra traz abordagem abrangente sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e mostra que desmistificá-lo é o primeiro passo para a verdadeira inclusão

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Transtorno do Espectro Autista (TEA) atinge 1 em cada 160 crianças no mundo. Entretanto, a condição ainda gera dúvidas e discriminações, de acordo com especialistas, pois o autismo não se resume a uma característica única.

O TEA se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação, na linguagem e por uma gama estreita de interesses e atividades que são singulares para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva. O transtorno começa na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, as condições são aparentes durante os primeiros cinco anos de vida.

O livro “Autismo: um olhar por inteiro”, lançado pela Literare Books International traz uma abordagem abrangente sobre o transtorno do espectro autista, entrelaçando conceitos relacionados aos desafios iniciais do desenvolvimento infantil com visões práticas e teóricas sobre as dificuldades vivenciadas pelo autista e por sua família em todas as fases da vida, nos contextos acadêmico, profissional e sexual.

Psicólogos, educadores, neuropsicólogos e profissionais de diversas áreas apontam caminhos para que o autista tenha uma vida integral e saudável, discorrendo sobre o papel da educação na vida das crianças autistas, a prática de intervenções alternativas, o desenvolvimento de habilidades sociais, a entrada no mercado de trabalho, entre outros assuntos. Relatos de mães inseridas nesse contexto compõem esse vasto manual sobre o transtorno.

A obra possui artigos dos seguintes profissionais: Adriana Assis, Amanda Machado de Magalhães Peixoto, Ana Carolina Porcari, Ana Cordeiro, Ana Nossack, Andrea Lorena Stravogiannis, Andreza Aparecida Oliveira Santos, Caroline Loezer, Célia de Fátima Macagnan, Cilene Maria Cavalcanti, Claudia Moura, Daisy Miranda, Débora Fukuoca, Edilaine Geres, Eliziane da Silva Lima, Erika Reggiani Lavia, Ester Melo, Fabio de Oliveira Santos, Flávia Cavalcanti, Gabriela A. Cruz, Glicéria Martins Cleter, Hannah Iamut Said, Jacineide Santos Cintra Silva, Jacqueline Menengrone, Jaqueline Silva, João Miguel Marques, Karen Thomsen Correa, Lenice Silva Munhoz, Liana Vale dos Santos Marques, Lídia Silveira, Luanda Garcez Ranha, Luciana Garcia de Lima, Milene Rocha Lima, Nadia Giaretta, Neli Maria Tavares, Osmarina Montrezol de Oliveira, Paula Adriana Zanchin, Priscila Sorrentino, Ricardo Schers de Goes, Simoni Hoffmann, Suzana Kelly Soares Lara, Talita Nangle, Tatiane Hollandini, Tito Lívio De Figueiredo, Virna Valadares, Viviane Mattos Battistello, Wilson Candido Braga e Yuri Riera Nicolau.

Sobre a coordenadora editorial
Andrea Lorena Stravogiannis – Doutora e mestre pela Faculdade de Medicina da USP. Neuropsicóloga pelo CEPSIC-HC-USP; Neuropsicóloga no Hospital Sírio-Libanês; Supervisora e professora no curso de pós-graduação em Neuropsicologia no Hospital Albert Einstein. Coordenadora dos setores de pesquisa e tratamento do Amor Patológico e Ciúme Excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso (PRO-AMITI) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq-HC-FMUSP). Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo Ambulatório de Ansiedade no IPq-HC-FMUSP. Especialista em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Sobre o livro
Autismo: um olhar por inteiro
Coordenação editorial: Andrea Lorena Stravogiannis
Editora: Literare Books International
Formato: 15,8 x 23 cm – 1ª edição – 336 páginas
ISBN: 9786586939620
Loja Literare Books: http://bit.ly/autismo-inteiro-literare
À venda nas principais lojas físicas e e-commerce

 

Como escolher a torneira ideal para o banheiro ou a cozinha

No momento da escolha da torneira para compor banheiros e cozinhas, geralmente há dúvidas entre comprar torneiras ou misturadores. As opções no mercado são diversas, mas quais condições e atributos devemos levar em consideração? A Lorenzetti, reuniu algumas dicas práticas e inteligentes sobre o assunto.

Você sabia? A diferença entre torneiras e misturadores é que a primeira tem somente uma entrada de água e a segunda opção, como o nome sugere, tem duas entradas de água, uma para água quente e outra fria, realizando a mistura entre as duas. Saber a diferença entre um misturador monocomando e um duplo comando também é essencial na definição da escolha da peça. O misturador duplo comando é composto por dois acionamentos, fornecendo em um deles água fria e no outro, água quente. No monocomando, a mistura da água ocorre sob o mesmo acionamento, de maneira gradual, controlando a vazão e temperatura da água. Para o uso de misturador é necessário um sistema de aquecimento de água independente, que pode ser a gás, solar ou elétrico.

“É preciso se atentar ao fato do misturador monocomando demandar uma pressão de água maior, a partir de 4 m.c.a. (metro de coluna d’água), para atender de forma eficiente o ponto de uso”, destaca Edson Suguino, engenheiro da Lorenzetti.

Torneira de Bica Alta com Cuba de Apoio

Banheiro e lavabo

Um dos aspectos que impactam na escolha da torneira é o tipo de cuba utilizada. Há uma grande variedade de cubas para banheiros disponíveis no mercado. Os modelos mais procurados são: de apoio, de embutir e de sobrepor. As cubas de apoio convencionais, por exemplo, demandam torneiras ou misturadores mais altos e costumam ser mais utilizadas com as versões instaladas na bancada. Em contrapartida, existe o modelo de cuba de apoio com mesa (ou deck), o qual é instalado diretamente na louça, em que a cuba já apresenta furos demarcados, tanto para torneira, quanto para misturadores monocomando ou duplo comando, facilitando a instalação.

Misturador Flex Duplo Comando

Escolha gourmet

Devido ao crescimento de espaços gastronômicos presentes nos lares brasileiros e à integração de espaços, a procura por metais gourmet ganhou destaque. Para esse ambiente é recomendado contar com metais que possam receber água quente, o que garante diversas vantagens como: rapidez no preparo dos alimentos, facilidade para remoção de gordura das louças, melhor higienização dos alimentos, evitando a proliferação de bactérias e além disso, conforto térmico para as mãos, sobretudo nos dias frios de inverno. “Outra dica importante para esse espaço é apostar em modelos com bica móvel, que permite a rotação em 360º, com liberdade para a execução das tarefas gastronômicas”, aponta Suguino.

Praticidade no manuseio

A escolha pelo acionamento é outro item importante, pois deve atender a necessidade do usuário. Atualmente, grande parte dos metais sanitários contam com o tradicional mecanismo cerâmico ¼ de volta, capaz de evitar o desperdício devido à rapidez na abertura e fechamento da água. “Para lugares públicos, que requerem produtos higiênicos, os produtos mais indicados são aqueles com acionamento por sensor ou automático, que garantem também a economia de água, resultando em até 70% de redução no consumo hídrico”, acrescenta Suguino.

Monocomando em Cuba com mesa

Curiosidade

É possível evitar o desperdício hídrico com a utilização de dispositivos economizadores, que podem ser instalados em todos os modelos de torneiras e misturadores de mesa, possibilitando, em média, 50% de economia, podendo chegar a 70%, de acordo com a regulagem e a pressão da água no local da instalação. O EcoCasa, da Lorenzetti, é um exemplo de regulador de vazão.

 

 

Chá a bebida funcional mais popular do mundo

Entenda os diferentes benefícios dos diferentes tipos de chás e qual é o melhor para o seu objetivo. Sommelier de chá Fabi Calvo dá dicas para o preparo perfeito

Você sabia que o chá é a segunda bebida mais consumida do mundo, atrás apenas da água? São consumidos anualmente cerca de 331 bilhões de litros de chá quente e 41 bilhões de litros de chá gelado, de acordo com uma pesquisa da Euromonitor. A popularidade desta bebida milenar, preparada a partir das folhas da planta Camellia Sinensis, não é à toa. Entre os motivos que os amantes da bebida têm para não abrir mão do consumo regular vão desde benefícios à saúde, emagrecimento, aliado da concentração e até como parte de tratamento de beleza.

“O poder do chá está fortemente relacionado às altas concentrações de antioxidantes presentes em suas folhas e que são liberados no líquido após a infusão, que pode ser realizada à quente ou a frio”, pontua a sommelier de chá Fabi Calvo. Essas substâncias protegem contra doenças do coração, AVC e câncer, além de auxiliarem na redução do mau colesterol – o LDL.

Além de mais qualidade de vida, o consumo da bebida pode conter o segredo para uma vida mais longa. De acordo com um estudo publicado no periódico científico da Sociedade Europeia de Cardiologia o consumo semanal de pelo menos 3 xícaras de chá pode acrescentar anos de vida. Fotos: Thiago Morgado

Dicas para obter o máximo de sabor e benefícios do chá

Para extrair o máximo do potencial do chá, alguns cuidados precisam ser levados em conta na hora do preparo. “O tempo ideal de infusão varia de acordo com cada qualidade de chá, branco, verde, matcha, preto, amarelo… A temperatura da água é outro ponto que exige atenção, pois também precisa ser adequada, começando em 70º para chás mais delicados como o amarelo e o branco, podendo ir até 85 ou 90º para chás escuros. Se a água for quente demais as folhas queimarão o que compromete o sabor e a qualidade da bebida”, destaca Fabi Calvo.

Diferentes chás para cada objetivo

Emagrecimento:

O chá é uma excelente opção de bebida para quem está de dieta, buscando uma vida mais saudável ou mesmo tentando eliminar alguns quilinhos. A bebida é naturalmente sem calorias e ainda pode ajudar a acelerar o metabolismo.

O chá puerh – o chá fermentado conhecido no Brasil como chá vermelho é o mais adequado para auxiliar no processo de emagrecimento. Pois, a cafeína, somada aos polifenóis, ajudam na diminuição da absorção de gordura potencializando a queima de gordura e perda de peso. “ Além disso, é importante não adoçar a bebida com açúcar, mel ou melado, pois isso adiciona calorias e pode causar ganho de peso”, pontua a sommelier de chá.

Os chás comprados prontos em latas e garrafas podem ser armadilhas, muitas das composições vendidas no mercado apresentam adição de açúcares, adoçantes artificiais e outros ingredientes que podem comprometer a tabela nutricional do produto.

Disposição:

Para quem não gosta de café, ou deseja reduzir o consumo da bebida, mas precisa de um “gás” a mais no dia para dar conta das tarefas, o chá preto e matcha podem ser excelentes aliados. “Logo pela manhã tomar uma xícara de chá preto ou matcha ajuda a mandar o desânimo pra longe. O consumo do Matcha, que é um pó verde bem intenso e fininho, deve ser limitado a até 3 xícaras por dia, evitando o período da tarde e da noite e não excedendo 5 xícaras diárias, pois é extremamente estimulante devido à alta concentração de cafeína”, orienta a especialista em chás Fabi Calvo.

Digestão:

Sabe aquela sensação de que exagerou na comida? Ao invés de correr para a farmacinha para se auto-medicar, dê uma chance ao chá. Uma xícara de chá Oolong, também conhecido como chá azul, após o almoço ajuda a reduzir a sensação de estômago pesado por facilitar o processo digestivo.

Antes de dormir:

O mito de que não se deve tomar chá antes de dormir é na verdade um mal entendido. “De fato, algumas variáveis, como alguns Oolongs e Matcha devem ser evitados antes de dormir por possuírem ação estimulante. Contudo, nos chás branco, amarelo e verde, as substâncias responsáveis por essa excitação estão menos presentes e não interferem no sono, podendo inclusive ser aliados no processo de relaxamento”, explica Fabi Calvo.

Christian Louboutin apresenta coleções feminina e masculina de Outono-Inverno 2021

Por meio de uma experiência digital interativa que simula uma aeronave, a Loubi Airways convida você a embarcar nas novidades da marca francesa para a próxima temporada

Para revelar suas coleções de Outono-Inverno 2021, Christian Louboutin imaginou uma apresentação digital única inspirada em seu amor infinito por viagens, físicas ou imaginárias. Dando continuidade às experiências inovadoras e imersivas nas plataformas Drest e Zepeto, a maison explora a tecnologia 3D nessa temporada. Um avião completamente interativo foi concebido para receber o momento exclusivo que revela a coleção de Christian Louboutin através de uma viagem aérea onírica. A experiência pode ser acessada aqui: https://loubiairways.christianlouboutin.com/

O encontro é no icônico terminal TWA do aeroporto JFK, em Nova York, um espaço futurista ousado projetado pelo famoso arquiteto Eero Saarinen, que incorpora perfeitamente a glamurosa Era Dourada das viagens aéreas. A Loubicrew, um elenco de figuras dinâmicas, atravessa o espaço, analisado dos pés à cabeça por passageiros esperando para embarcar. Uma parada ainda é necessária na checagem de segurança. Alerta vermelho! O scanner de raio-X está sobrecarregado! A Kypipouch gigante do piloto esconde a nova bolsa Caracaba e a nova fragrância de Christian Louboutin. Os tênis Loubishark e Louis Spikes ativam o alarme e o oficial de segurança se apaixona pela bolsa Blaster.

Bagagens verificadas? Vamos embarcar no Loubiplane, um espaço inteiramente redesenhado com os detalhes icônicos da maison, desde o piso vermelho até os assentos customizados sob medida com estampas e cintos que trazem o logo da Loubi Airways. Imaginada como uma completa imersão no universo de Christian Louboutin, a jornada de avião é a sucessão de nove animações interativas com os temas-chave da coleção.

Mas segurança em primeiro lugar. A tripulação reinventa o tradicional vídeo de segurança de uma forma divertida e estilosa. O tom está definido! Para mais instruções, olhe o cartão em frente ao seu assento destacando a variedade de solas de borracha dessa temporada, em sandálias, botas e loafers, combinando a elegância de Christian Louboutin com um ar contemporâneo.
Precisa esticar as pernas? Dê uma caminhada e descubra dois corners customizados, apresentando as últimas fragrâncias e batons da maison, e uma seleção de sapatos confortáveis e acessórios que podem ser usados em ambientes internos ou externos. O designer escolheu materiais como pele de cordeiro falsa para slides e veludo iridescente para maximizar o conforto, preservando o luxo e o estilo.

Antes de voltar ao seu assento, espere um momento para despachar a bagagem no lounge, onde estão as mais novas criações de Christian Louboutin com uma exclusiva e divertida estampa Oh Xtian! Feita a partir de uma colagem de muitas inspirações, como revistas de moda, pôsteres retrô, propagandas, fotos vintage de flores e cenas de filmes.
Caso você queira adicionar um brilho à sua jornada, dê uma olhada nos compartimentos superiores: uma animação de raio-X apresenta os novos saltos incrustados de cristais dessa temporada, introduzidos no estilo retrô com cores brilhantes e um típico padrão francês Vichy.
O avião encontra turbulência da moda? Relaxe e aproveite com a revista Loubi Inflight, que introduz o grupo de Christian Louboutin inspirado no rock & swing, trazendo para os detalhes de loafers, slippers e botas os consagrados spikes. Mais para pensar? O jornal Loubi Times está à sua disposição. E não esqueça de algumas das últimas fofocas sobre a maison na revista OMG!

Uma última bebida antes de pousar? Vá para o bar no fundo do avião onde uma mesa de adivinhação vai te introduzir à uma estampa exclusiva que decora sapatos icônicos, bem como servindo de inspiração para a bolsa Caracaba dessa temporada.

 

10 de março é o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo

Sedentarismo aumentou 43% durante a pandemia. Restrições à prática de atividade física elevaram de 35 para 50% a parcela da população que não se exercita, aponta pesquisa; 10 de março é o Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo

Pesquisa encomendada pela Smart Fit, líder no setor de fitness no Brasil, revela agravamento no quadro do sedentarismo no Brasil. Somados aos tradicionais motivos para não se exercitar, como falta de tempo e de disposição, o medo da pandemia passou a ser um fator importante para as pessoas se tornarem sedentárias.

Antes da pandemia, 65% dos entrevistados praticavam exercícios e esse número caiu para 50% após as restrições impostas pelo período. Já a quantidade de pessoas que deixou de praticar exercícios aumentou de 35% para 50%.

Ao se considerar a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), de prática de atividade física entre 150 e 300 minutos semanais, a situação fica ainda mais grave. O número de pessoas consideradas sedentárias sobe de 50% para 66%.

A pesquisa realizada pela Opinion Box com homens e mulheres, entre 18 e 45 anos, aponta que apenas 5% dos pesquisados treinam todos os dias, seja ao ar livre, em casa ou em academias.
“A prática regular de atividade física colabora para o fortalecimento da musculatura, prevenção às doenças das articulações, reduz ou melhora sintomas de doenças crônicas, além de promover o bem-estar físico e mental. A ausência dessa rotina em metade dos entrevistados da pesquisa da Smart Fit e a baixa adesão, principalmente, entre pessoas jovens e ativas, indica que a população brasileira ainda não tem o conhecimento sobre a importância de alguma prática física, seja um esporte, caminhada ou musculação, realizadas em casa ou na academia”, explica Luiz Carlos Carnevali, diretor técnico da Smart Fit.

Em 2020, no início da quarentena, a Smart Fit desenvolveu a plataforma gratuita Treine em Casa, com o objetivo de manter as pessoas em movimento durante o isolamento social. O site teve mais de 25 milhões de acessos em toda a América Latina e oferece exercícios rápidos de diferentes modalidades.

 

 Debate com Glória Kalil e Christiane Aché o protagonismo da mulher na era “ageful”

Em comemoração à semana da mulher, webinar recebe duas das mulheres mais influentes do país para discutir o conceito que se tornou uma tendência na sociedade

O webinar Arena de Ideias desta quinta-feira (11) será especial. Com o tema “O protagonismo da mulher na era ageful”, a jornalista e sócia-diretora da agência, Patrícia Marins, recebe a jornalista, empresária, consultora de moda e comportamento, Glória Kalil, e a fundadora e CEO da JUA Consultoria, conselheira de empresas, institutos e associações, Christiane Aché. O bate-papo será transmitido às 9h30, pelo YouTube e Linkedin da In Press Oficina.

O termo “ageful” significa a idade em que o ser humano atinge o seu desenvolvimento completo, seja na vida pessoal ou profissional. A experiência e o conhecimento das mulheres têm se transformado numa tendência e sido cada vez mais valorizados no mercado de trabalho. E a comunicação cumpre um papel fundamental para derrubar barreiras e preconceitos em relação à idade, que afetam especialmente as mulheres.

O debate faz parte do webinar Arena de Ideias, bate-papo virtual e semanal da In Press Oficina, que traz convidados ilustres para debater assuntos relevantes e que estão em discussão na sociedade. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas pelo link https://web.inpressoficina.com.br/webinar-45. Não deixe de participar.

Serviço

Arena de Ideias In Press Oficina
Tema: “O protagonismo da mulher na era ageful”
Data: 11 de março, quinta-feira
Horário: 9h30 (horário de Brasília)
Link: https://www.youtube.com/watch?v=S1UbV75f24o