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Registrar a vida animal não é uma tarefa fácil

Maysa Santoro, bióloga e membro da família GoPro conta como as redes sociais vem ajudando na conscientização da preservação da vida animal selvagem para um turismo mais consciente.

Registrar a vida animal não é uma tarefa fácil. Requer paciência, muito respeito e, claro, o equipamento adequado. A bióloga Maysa Santoro trabalha há algum tempo como voluntária em diversos projetos de proteção animal em vários países. As viagens e a experiência vêm sendo registradas por suas câmeras GoPro e com isso, ela vem se especializando em capturar esses momentos como uma maneira de ajudar na conscientização ambiental.

“Comecei a registrar a vida animal com a GoPro em uma viagem que eu fiz para a Indonésia, com a minha primeira câmera da marca, a HERO3, e foi incrível! Primeiro porque eu pude registrar o mundo embaixo d´água, algo que até então seria caro demais, capturando animais marinhos sensíveis como estrelas do mar, cavalos marinhos e uma diversidade espetacular de corais. Já no ambiente terrestre, foi a primeira vez que eu pude capturar um animal selvagem tão grande sem que ele notasse a presença da câmera”, conta.

Suas redes sociais estão cheias de conteúdo incrível, de nadar com baleias a cuidar de guepardos ou tratar de primatas resgatados. Tudo sempre apontando a necessidade de cuidar dos animais de diversos ecossistemas.

Para a bióloga, a produção e a divulgação de um bom conteúdo, que engage as pessoas ao meio ambiente, é essencial para sua proteção.

“Conhecer é preservar. Percebi ao longo dos anos trabalhando com o meu Instagram que muitas pessoas começaram a viajar e prestar mais atenção na natureza, até mesmo mudando algumas atitudes. Um exemplo foi quando mergulhei com a minha GoPro em Oahu no Havaí e registrei o mergulho com golfinhos livres e selvagens. Usei o conteúdo para incentivar as pessoas a verem os animais em vida livre ao invés de parques aquáticos e muitos refletiram sobre esse desejo”, conta Maysa. Fotos:GoPro

E isso se estende a outras reflexões, como não pegar ou tocar em animais no seu habitat natural, como uma estrela do mar para tirar apenas uma foto, por exemplo. Aí entra o uso de alguns acessórios. A PROTIP da Maysa é o 3-way que funciona como tripé, bastão de selfie e é articulado, assim é mais fácil para garantir o ângulo esperado sem importunar o bicho. 

Dicas e Destinos

Lugares pelo mundo não faltam. Mas a gente pediu pra Maysa apontar alguns destinos especiais aqui no Brasil para o turismo ecológico que renda imagens incríveis.

Para quem quer experimentar o mergulho não pode deixar de conhecer Fernando de Noronha (PE), Bonito (MS), Abrolhos (BA), o Refúgio de Vida Silvestre dos Alcatrazes em São Sebastião, Litoral Norte de São Paulo, e ainda a Ilha Grande em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

Enquanto Fernando de Noronha impressiona com seu intenso mar cheio de vida marinha e diversas praias, Bonito é uma opção para quem curte mais água doce, as grutas, cavernas e cachoeiras impressionam com águas transparentes. Também é uma boa pedida para os amantes de trilhas e esportes radicais

Já Abrolhos é um destino diferente. Conhecido como principal berçário das baleias jubarte no Atlântico Sul, o parque nacional é composto por cinco ilhas que abrigam uma diversidade incrível de vida marinha. “Aviso aos navegantes: essa é uma viagem para quem ama mergulhar e passar tempo no mar. Não é permitido atracas nas ilhas, justamente para ajudarmos a preservamos o ambiente! Ainda assim, acompanhado das agências de turismo, o passeio é muito rico e o encontro com os animais é inevitável e incrível”, conta Maysa.

Também conhecido como “Galápagos do Brasil”, Alcatrazes é aberto para o turismo náutico, assim como Abrolhos. Além das belezas em baixo d´água, visitantes se impressionam com a quantidade de pássaros, esse é o lar de um dos maiores ninhais no Brasil, ou seja, contemplação das aves na certa.

Para quem procura um mix de opções de passeios, Ilha Grande é um daqueles destinos que consegue agradar todo mundo, dos aventureiros aos que querem mais descanso. São mais de 100 praias e ilhotas e muitas opções de trilhas e cachoeiras – amantes da natureza tem um prato cheio para aproveitar a estadia.

“Outra opção para quem busca um contato mais íntimo com os animais e ainda poder ajudar uma Instituição sem fins lucrativos a continuar resgatando animais vítimas das ações humanos, indico conhecerem e se voluntariar no Projeto Mucky, onde trabalho. É uma ONG que atua no resgate e na recuperação de primatas brasileiros”, sugere Maysa.

Contar histórias é a maneira mais natural e antiga para ambientar e conscientizar as pessoas. A evolução das formas, maneiras e propósitos vem mudando também. Para quem quiser acompanhar essa narrativa e entender mais sobre preservação ambiental não pode deixar de conhecer o trabalho da Maysa nas redes sociais e acompanhá-la desbravando o mundo com a sua GoPro.

Walt Disney World Resort celebra Mês da História Negra com exposição inspirada em Soul

Mês da História Negra nos Estados Unidos – o Walt Disney World Resort apresentará ao público novas experiências que homenageiam a cultura e herança negra por meio de música, comida, arte e muito mais. As novidades começam este mês no Lugar Mais Mágico da Terra, e se estendem por tempo indeterminado no EPCOT e na Disney Springs. Confira:

‘The Soul of Jazz: An American Adventure’ no EPCOT.

“The Soul of Jazz: An American Adventure” será lançado em 1º de fevereiro de 2021 e continuará após o final do mês no The American Adventure, dentro do EPCOT.

Apresentando Joe Gardner de “Soul” (filme da Disney e da Pixar), a nova exposição mostra artefatos históricos de músicos de jazz famosos e convida os visitantes para uma turnê musical pelos Estados Unidos. Nesta aventura, será possível aprender mais sobre este gênero musical colorido, inspirador e em constante evolução.

‘Celebrate Soulfully at Disney Springs’

Também a partir de fevereiro, o “Celebrate Soulfully at Disney Springs” reúne diversas ofertas inéditas no distrito de compras, restaurantes e entretenimento do Walt Disney World. Com performances inspiradas no jazz, novas exibições de arte, menus de comidas especiais e outras novidades, todos poderão aproveitar muito toda a celebração.

Haverá quatro novas obras de arte inspiradas em “Soul” criadas por artistas negros emergentes: Bee Harris, Bianca Pastel, Arrington Porter e Cory Van Lew. Originalmente desenvolvido em colaboração com a Disney e a Pixar como parte de uma coleção da “HUE Unlimited” de arte vestível, as obras refletem a interpretação de cada artista sobre o filme.

Três noites por semana – Segundas de Motown, Jazz de Quintas e Domingos de Smooth – os músicos se apresentarão no Disney Springs em apresentações que certamente vão tocar a alma de todos. Além disso, alguns restaurantes apresentarão itens especiais no menu, incluindo a Patisserie da Amorette, que oferece iguarias inspiradas em “Soul” e na “Princesa e o Sapo” do Walt Disney Animation Studio.

Também na Disney Springs, vários locais de varejo colocarão em destaque produtos de designers, artistas e visionários negros.

‘Filmes Sob as Estrelas’ nos Resorts Disney

Como parte do programa “Filmes sob as Estrelas”, alguns hotéis do Disney Resort exibirão filmes que celebram a cultura negra, como “A Princesa e o Sapo”, durante todo o mês de fevereiro. As exibições de filmes estão disponíveis para os hóspedes dos hotéis Disney Resort, oferecendo um entretenimento noturno para que toda a família possa relaxar em um ambiente sereno ao ar livre.

Esta é apenas uma amostra das novidades que a Walt Disney World trará em fevereiro em comemoração ao Mês da História Negra, há mais novidades por vir. Para ficar por dentro de todas as informações, acesse WDWNews.com e DisneyParksBlog.com

 

Aprenda a fazer Frozen de Uva com Açaí

Para se refrescar nos dias de calor intenso, nada melhor do que uma bebida geladinha e saborosa, certo? Para ir além dos sucos, a Superbom, apresenta a receita de Frozen de Uva com Açaí. Refrescante e prática de fazer, a bebida é ideal também para servir em encontros com amigos e familiares, além de trazer benefícios para o organismo.

De acordo com Cyntia Maureen, nutricionista da empresa, o açaí é um poderoso antioxidante, que ajuda a prevenir o envelhecimento precoce das células. Além de ser uma ótima fonte de energia para o organismo.

Ingredientes:

· 1 xícara (chá) de suco de uva integral
· Meia xícara (chá) de água de coco
· 1 polpa de açaí congelada
· 1 colher (sopa) de mel
· Pedras de gelo

Modo de preparo: Em um liquidificador, bata bem todos os ingredientes. Sirva gelado.

Tempo de preparo: 10 minutos.

Rendimento: 2 porções.

Japan House São Paulo abre exposição: O caminho de Shoko Kanazawa

‘DŌ: O caminho de Shoko Kanazawa’ nova exposição da Japan House São Paulo explora o universo da caligrafia japonesa

A partir de hoje, 02 de fevereiro, a JapanHouse São Paulo apresenta mais uma importante vertente da cultura japonesa, a arte da caligrafia, por meio de trabalhos da artista Shoko Kanazawa. Programação irá contar com palestras e workshops desta tradição japonesa.

Dando continuidade às expressões da filosofia DŌ, essencial para compreensão do Japão, a exposição gratuita e inédita ‘DŌ: o caminho de Shoko Kanazawa’. Desta vez, a instituição cultural oferece mostras do Shodō, a caligrafia, uma manifestação poética e filosófica extremamente conhecida e popular no Japão. Na mostra serão exibidas obras de Shoko Kanazawa, que utiliza técnicas e saberes milenares e os atualiza, trazendo seus conceitos para a contemporaneidade.

Os trabalhos da artista desvendam e retratam a filosofia do Shodō (書道) que significa, em japonês, o caminho da escrita, em que ‘Shō’ exprime o ato de representar letras e palavras com métodos e formas variadas. Este trabalho visa dar vazão às emoções através da escrita e é uma arte e disciplina ensinada às crianças japonesas durante a educação primária. É praticada tanto com caracteres ideogramáticos – kanji – quanto com os fonéticos – hiragana e katakana. A caligrafia é conhecida por exigir alta precisão do calígrafo, cada caractere dos kanji devem ser escritos segundo uma ordem de traços específica, aumentando dessa forma a disciplina necessária daqueles que praticam esta arte. A liberdade de cada artista nesse gestual e interpretação é o que determina o estilo individual.

Escrita com o uso do sumi (tinta preta) e pincéis variados sobre o papel japonês, a arte da caligrafia é considerada uma metáfora para a própria vida. Assim, alternam-se pinceladas fortes com outras mais delicadas, produzindo diferentes efeitos conforme a velocidade, o ritmo, a pressão sobre o papel, o intervalo entre traços e o próprio material utilizado.

Na exposição instalada no piso térreo da Japan House São Paulo serão exibidas 11 obras – minuciosamente selecionadas. Dez pergaminhos e um biombo, muitos deles de grande escala com até dois metros de comprimento, que fazem parte do repertório de trabalhos de Kanazawa, que pratica, sobretudo a caligrafia performática, fazendo uso de grandes pincéis que demandam um envolvimento direto de todo seu corpo na aplicação da tinta sumi sobre o papel. ”

As obras de Shoko Kanazawa trazem uma nova perspectiva dentro do Shodō, manifestação artística importante que reflete tão bem a cultura e a estética japonesa. Essa arte milenar, tradicional e extremamente popular no país é explorada pela artista de forma única e significativa, unindo esse caráter performático e corporal com todo o lado conceitual e espiritual do Shodo. É uma grande honra poder apresentá-la pela primeira vez no Brasil em nossa sede”, relata Natasha Barzaghi Geenen, Diretora Cultural da Japan House São Paulo e curadora da mostra.

Repleta de significados, as obras escolhidas para a mostra valorizam o acaso, os espaços vazios e a expressividade dos traços. As palavras e expressões escolhidas pela artista não são aleatórias, pois possuem conceitos poéticos e subjetivos, com mensagens esperançosas e positivas, e aparecem em destaque com o intuito de trazer a essência da cultura nipônica. Outro elemento importante dessa exposição são os traços fluidos presentes nas obras de Shoko, que exigem o engajamento de todo o corpo assim como o seu compromisso e prática para alcançar leveza, equilíbrio e excelência.

Artista com síndrome de Down, Kanazawa-san sempre foi inspirada e estimulada por sua mãe, e teve sua primeira exposição aos 20 anos de idade. Em homenagem ao seu trabalho artístico, foi nomeada uma das artistas oficiais da Olimpíada de Tóquio e é uma figura exemplar em lutas pela causa de pessoas com deficiência e também tem ressignificado o Shodo, atraindo cada vez mais jovens a aprenderem essa arte tradicional e estimulando outras pessoas como ela a expressarem-se por meio de sua criatividade. A Japan House São Paulo apresentou seu trabalho pela primeira vez, durante o evento “Sem Barreiras – Festival de Acessibilidade e Artistas com Deficiência’’, realizado em ambiente totalmente virtual em dezembro de 2020.

Sobre Shoko Kanazawa

Nascida em Tóquio no ano de 1985, Shoko Kanazawa começou a estudar caligrafia aos 5 anos, com sua mãe, que lecionava Shodo para crianças. Ao longo do tempo, foi se destacando e sua produção ganhou notoriedade. Seu domínio das variações mais sutis da linha, das noções de composição e posicionamento das formas e também do uso da tinta, com suas saturações são notáveis.

Em 2005, Shoko Kanazawa realizou sua primeira exposição individual, aos 20 anos, chamada “The World of Caligraphy”, marco de sua produção, sendo de grande importância para a divulgação de seu trabalho por todo Japão. Desde então, exibiu suas obras em templos japoneses muito conhecidos, como Kenchōji (Kamakura), Kenninji (Quioto) e Tōdaiji (Nara).

Internacionalmente, já expôs em países como Estados Unidos (The Nippon Gallery, Nova York), República Tcheca e Singapura. Além disso, foi uma das convidadas para realizar um dos posters para a próxima Olimpíada, em Tóquio, e, em 2015, apresentou um discurso na sede da ONU em ocasião do Dia Internacional da Síndrome de Down.

Serviço:

‘DŌ: O caminho de Shoko Kanazawa’

02 de fevereiro a 28 de fevereiro

Piso Térreo

Entrada gratuita

Reserva online antecipada (opcional): https://agendamento.japanhousesp.com.br/

Japan House São Paulo – Avenida Paulista, 52

Horário de funcionamento:

Terça-feira a Domingo, das 11h às 17h

Entrada gratuita

※Devido ao coronavírus, estamos funcionando com capacidade reduzida. Para mais informações, acesse o site da Japan House São Paulo.

Ilha da Madeira lança incentivo para nômades digitais

Ponta do Sol ©Francisco Correia

Projeto oferece facilidades para aqueles que desejam viver uma temporada de trabalho remoto no destino português.

Eleita seis vezes como o “Melhor Destino Insular do Mundo”, a Ilha da Madeira é um tesouro escondido em meio ao Oceano Atlântico, com paisagens magníficas de falésias, clima quente, piscinas naturais e montanhas. E,  desde ontem, 1º de fevereiro, esse pode ser o novo escritório daqueles que trabalham remotamente. Com as condições perfeitas para receber este público, o destino lança o projeto Nômades Digitais Madeira, fruto de uma parceria entre o governo local, a startup Madeira e Gonçalo Hall, digital nomadism consultant, com um espaço totalmente equipado para receber esses digital nomads.

Bica da Cana_Paul da Serra1©Francisco Correia:

O destino escolhido para abrigar o espaço de trabalho é a pequena Ponta do Sol, que conta com 8 mil habitantes. Um paraíso na costa sul da Madeira, a cidade tem esse nome por ser considerado o local mais quente da ilha e é perfeito para aproveitar um belo dia de sol com tranquilidade, rodeado por natureza e com fácil acesso ao mar. É aqui que está situado o planalto de Paul da Serra, que proporciona uma fascinante vista do município. As edificações históricas do local também são imperdíveis, como o Palacete do Lugar de Baixo, a Ponte do Caminho Real, a Igreja de Nossa Senhora da Luz, a matriz da cidade, e o Centro Cultural John de Passos, que irá abrigar o ambiente de trabalho criado para o projeto.

Ponta do Sol ©Hugo Reis

Esse espaço estará aberto das 8h às 22h e será dedicado exclusivamente aos nômades digitais, com diversas facilidades gratuitas, como mesas e cadeiras, internet ilimitada e eventos de socialização entre os participantes. A hospedagem não está incluída, mas os interessados terão uma consultoria gratuita e excelentes oportunidades por meio de parcerias do projeto com empresas madeirenses, como imobiliárias, hotéis e locadoras de carros. Inclusive, o governo local irá facilitar alojamentos àqueles que desejam viver em outras comunidades da Madeira, como a capital Funchal, Machico, Calheta, entre outras.

A primeira fase do projeto de incentivo segue até o dia 30 de junho e a previsão é que tenha um impacto muito positivo na economia local com o aumento do consumo no comércio, diante da redução do número de turistas devido à pandemia. A ideia é receber até 100 pessoas que se comprometam em permanecer por, no mínimo, um mês na Ilha da Madeira. Para se inscrever no projeto ou obter mais informações, acesse https://digitalnomads.startupmadeira.eu/.

Também viste o site www.madeiraallyear.com e saiba mais sobre o que a Ilha da Madeira proporciona aos visitantes e nômades digitais.

Cais da Ponta do Sol ©Francisco Correia

Sobre a Ilha da Madeira

Considerado o melhor destino insular do mundo, a Ilha da Madeira é um pequeno paraíso português situado em meio à imensidão do Oceano Atlântico. De origem vulcânica, sua localização privilegiada proporciona clima ameno e mar com temperatura agradável o ano inteiro, além de impressionantes cenários de montanhas, vales e penhascos, todos cobertos pela exuberante vegetação Laurissilva, nomeada Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

O arquipélago é formado por um conjunto de ilhas, sendo as principais e únicas habitadas Madeira e Porto Santo. Há excelentes opções em balneários, monumentos históricos e ótimos hotéis e restaurantes, onde se pode provar a deliciosa gastronomia e os premiados vinhos madeirenses.

Bica da Cana_Paul da Serra ©Francisco Correia:

 

 

Curta de animação brasileiro pode concorrer ao Oscar 2021

Animador brasileiro, André Fellipe, afirma que ter um produção do Brasil na disputa já é um ganho para todos que trabalham na indústria de animação do país

Um curta-metragem de animação brasileiro pode concorrer ao Oscar 2021. A produção Umbrella foi a única do gênero a ser indicada à disputa pela estatueta em março deste ano e, caso seja selecionada, vai ser a primeira do Brasil a concorrer pela categoria curta de animação. Para profissionais do setor, a indicação já é uma grande conquista para a indústria de animação do país e é uma chance de mostrar ao resto do mundo o que tem sido feito aqui.

“A gente percebe que a cada ano a animação no Brasil vai ganhando mais espaço e abrindo portas para novos profissionais, novos segmentos e dando visibilidade para o que está sendo feito aqui”, comentou o animador e empresário do canal Anima Gospel (que conta com mais de 1 milhão de seguidores de cinco países, incluindo o Brasil), André Fellipe. “Uma produção brasileira ter a chance de concorrer ao Oscar é, sem dúvida, um ganho para todo mundo que trabalha com isso no país”, afirmou.

Animador brasileiro, André Fellipe, afirma que ter um produção do Brasil na disputa já é um ganho para todos que trabalham na indústria de animação do país

No curta, inspirado em fatos reais, a paranaense Helena Hilário e seu marido, o italiano Mario Pece, retratam a história de um garoto morador de um abrigo, que deseja reencontrar o pai. Ao longo de 8 minutos, a animação é capaz de tirar lágrimas e sorrisos dos espectadores.

Todos os dias, o Anima Gospel divulga vídeos produzidos por uma equipe de profissionais de animação, legendagem, edição e locução. André Fellipe está disponível para participar de entrevistas e falar sobre o assunto. Fotos: acervo pessoal e reprodução Youtube.

 

 

 

Benefícios Fiscais de ICMS e o novo entendimento da RFB sobre a LC nº 160/17

*André Alves de Melo e Roberto Barrieu

A Receita Federal do Brasil (RFB) recentemente restringiu o seu entendimento e, por meio da Solução de Consulta nº 145, de 15 de dezembro de 2020, esclareceu que apenas os incentivos fiscais de ICMS que “tenham sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos” poderiam ser considerados como subvenções para investimento e deixar de ser computados na determinação do lucro real.

Essa nova Solução de Consulta reforma a Solução de Consulta Cosit nº 11/2020 (publicada em março do mesmo ano), a qual consignava expressamente que, a partir do advento da Lei Complementar nº 160/2017 (LC 160/2017), consideram-se como subvenções para investimento todos os incentivos e os benefícios fiscais ou econômico-fiscais atinentes ao ICMS.

Como se sabe, no decorrer dos anos foi instaurado grande contencioso entre contribuintes e o fisco a respeito da tributação de valores classificados pelos contribuintes como subvenções para investimento. Em suma, a RFB vem questionando exclusões dessa natureza, sob o argumento de que, em verdade, trata-se de receitas decorrentes de subvenções para custeio. Os questionamentos sofridos pelos contribuintes são os mais variados possíveis, a exemplo de: ausência de efetiva ampliação ou implementação de empreendimento, falta de sincronia entre a fruição do benefício e a aplicação dos recursos, limitação da exclusão das receitas de subvenção de investimento até os valores dos projetos subvencionados, etc.

A LC 160/2017, ao inserir os §§ 4º e 5º ao art. 30 da Lei 12.973/2014, dispôs que os incentivos de ICMS serão considerados subvenções para investimento para fins de IRPJ e CSLL, vedando a exigência de quaisquer outros requisitos não previstos no art. 30 da Lei n° 12.973/14. Essa alteração deve ser aplicada inclusive aos processos administrativos e judiciais ainda não definitivamente julgados.

Com o novo entendimento da Solução de Consulta 145/2020, a RFB reforça que o incentivo tem que ter sido concedido como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos. Com isso, uma análise detalhada, caso a caso, ainda se faz necessária, não só para identificar riscos, mas, principalmente, para definir a melhor estratégia para a questão.

* André Alves de Melo e Roberto Barrieu são sócios em Tributário do Cescon Barrieu

Receita de Mil Folhas de Mandioca: ideal para momentos festivos

Este Mil Folhas de Mandioca é ideal para momentos festivos ou para ser servido no almoço de domingo. A receita foi compartilhada por Patrícia Helu e ela aprendeu em uma das suas andanças pelo Brasil, com o chef Ofir Oliveira em Belém. “Quem for por aquelas bandas, vale muito a experiência. Ele te recebe na casa dele, e os pratos são regados com um papo gostoso e muitas boas histórias. O segredo dessa refeição é caprichar na marinada e colocar ingredientes que lembram o sabor do mar”, comenta Helú. Confira o passo a passo a seguir.

Ingredientes:

600g de mandioca descascada;
3 tomates sem semente cortados em meia lua;
1 cebola em finas tiras meia lua;
1 ou 2 batatas cortadas meia lua;
1 punhado de salsinha picada;
1 punhado de cebolete picada;
½ de xícara de azeitonaS picadas;
Bastante Azeite.

Marinada:

½ xícara de leite vegetal @ataldacastanha;
2 cebolas grande;
4 tomates grande sem semente;
3 dentes de alho;
½ xícara de azeite;
1/2 de xícara de nutricional yeast (marca bragg) opcional);
1 colher de sopa de missô claro;
½ xícara de shoyu sem glutamato;
2 folhas de alga nori;
2 colheres de sopa de vinagre de maçã;
1 colher de chá de sal rosa;
1 colher de sopa de sal de especiarias;
2 colher de sopa de lemon pepper;
2 colheres de sopa de ervas secas;
1 colher de sopa de melado de cana.

Modo de Preparo:

Com um mandoline corte a mandioca (na horizontal) em finas tiras de 1,5 mm de altura. Com um ralador rale rusticamente para ficar com pedaços maiores e outros menores. Em seguida, incorpore o azeite, sal e pimenta do reino e deixe por 30 minutos.

Faça a marinada batendo todos os ingredientes até deixar uma textura bem aveludada e sem pedaços. Distribua a mandioca e os demais ingredientes em um refratário que vá ao forno e vá incorporando ¾ da marinada.

Tampe com papel manteiga e deixe assar no forno pré-aquecido por 40 ou 50 minutos com forno em 180°C .Retire o papel, incorpore o restante da marinada e deixe assar até secar um pouco e a mandioca ficar molinha (aproximadamente 20 ou 30 minutos) Se necessário, acerte os temperos e coloque um pouco de água. Finalize com batatinhas palhas

 

Material feito com CO2 é capaz de evitar infecções por fungos e bactérias

Tecnologia desenvolvida na USP poderá ser utilizada como curativos de feridas crônicas e revestimento de implantes ortopédicos e odontológicos

Um biomaterial capaz de proteger implantes médicos e odontológicos da contaminação por microrganismos como bactérias e fungos, evitando eventuais infecções que possam complicar o estado de saúde do paciente. E tudo isso ainda ajudando o meio ambiente, por meio do uso de gás carbônico (CO2) que pode ser retirado da atmosfera e utilizado como matéria prima em sua produção. A tecnologia, desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da USP, gerou um artigo que foi publicado na Journal of Sol-Gel Science and Technology, revista científica internacional.

“O biomaterial poderá ser empregado como filme para revestir a superfície de um implante ou ainda ser utilizado como membrana para curativos de feridas crônicas. A vantagem desse material em relação aos já rotineiramente utilizados é a sustentabilidade associada ao seu processo de obtenção (por meio da utilização de CO2) e também sua elevada atividade antimicrobiana, sendo efetivo até mesmo contra alguns microrganismos resistentes a antibióticos. Vale ressaltar que uma das principais causas de falhas de implantes são infecções causadas por fungos e bactérias, e solucionar esse problema tem sido objeto de grandes esforços da ciência”, explica Elton de Souza Lima, autor da pesquisa, realizada durante seu doutorado no IQSC.

O material tem um nome diferente, se chama polihidroxiuretana (PHU) ou ainda Poliuretana Livre de Isocianato (NIPU). Atualmente as PHUs possuem “mil e uma utilidades”, podendo ser aplicadas na construção civil, indústria de sapatos, veículos, mobiliários, tecidos, dispositivos biomédicos, roupas, recobrimentos de paredes ou utilizadas como adesivos, espumas, etc. O protótipo desenvolvido durante a pesquisa da USP, especificamente, além de utilizar o CO2 como matéria prima, possui em sua composição silicato, que é um tipo de mineral, ácido fosfórico e silicone, este último componente, um dos diferenciais da tecnologia. “Nós fomos os primeiros pesquisadores a preparar hidroxiuretanas com segmentos siliconados e mostrar a sua aplicabilidade em revestimentos. O benefício do uso do silicone é que ele permite que o material seja mais flexível e resistente a umidade, água e a meios agressivos, como em soluções com ácido sulfúrico e soda cáustica”, explica Ubirajara Pereira Rodrigues Filho, professor do IQSC e um dos autores do trabalho.

O docente afirma que a nova tecnologia pode ainda ser utilizada como revestimento anticorrosão em placas de aço e ligas de titânio, que normalmente são utilizadas em implantes, evitando, assim, o desgaste do material. E não para por aí. Outra possível aplicação da tecnologia criada na USP é sua utilidade como cola para aderir camadas de vidro em janelas, por exemplo. A expectativa é de que o produto esteja no mercado em até dois anos.

Segurança e eficácia contra patógenos – Para avaliar a eficácia do biomaterial contra microrganismos e a segurança de sua aplicação, os pesquisadores contaram com universidades parceiras, que foram responsáveis pela realização de diversos testes, entre eles, o que demonstrou que o produto não é tóxico quando aplicado em fibroblastos, que são as principais células envolvidas na cicatrização e responsáveis pela manutenção da integridade da pele. Em outro teste, chamado de “molhabilidade”, o objetivo foi investigar uma possível deformação do material em meio líquido, o que não aconteceu com a polihidroxiuretana da USP, pelo contrário, ela se mostrou hidrofóbica, ou seja, consegue se “proteger” da água, contribuindo para que qualquer metal que seja revestido por ela não sofra corrosão em ambientes aquosos. Por fim, mas não menos importante, foram realizados ensaios para analisar a atividade antimicrobiana do material. Na Universidade Anhanguera, sob a coordenação do Professor Márcio L Santos, a tecnologia foi testada com três bactérias: Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecium (resistente ao antibiótico vancomicina), organismos capazes de causar desde pequenas intoxicações até pneumonia e meningite. Os resultados comprovaram a eficiência do material do IQSC para a eliminação de 95 a 100 % dos patógenos.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o material foi testado contra diversos tipos de fungos, dois deles muito perigosos para os seres humanos pelo risco de causar infecções e levar a óbito pacientes internados ou com a imunidade comprometida. São eles: o Candida albicans e o Aspergillus fumigatus. A taxa de mortalidade desses patógenos pode chegar a 60% em pessoas imunodeprimidas.

Para o professor da UFSCar Iran Malavazi, os resultados foram animadores e mostram um caminho promissor: “Nos testes que realizamos, as poliuretanas demonstraram, contra diversos tipos de fungos, tanto atividades biocidas (conseguiram matar os fungos) como biostáticas (frearam a multiplicação/crescimento dos microrganismos). Além disso, como não estamos falando de um remédio que será ingerido pelo paciente e que pode desencadear a resistência dos fungos depois de algum tempo de aplicação, teremos um grande ganho dentro do ambiente hospitalar. Vale ressaltar ainda a capacidade desse biomaterial ser produzido em larga escala, além de seu mecanismo de ação ser capaz de atacar não somente um alvo específico, mas vários”, diz o docente.

Segundo o especialista, as doenças ocasionadas por fungos são negligenciadas, embora elas acometam muita gente ao redor do mundo. “Se nós somarmos todas as infecções e mortes causadas por fungos, teríamos uma letalidade muito maior do que, por exemplo, a da malária. As pessoas conhecem pouco sobre fungos, não têm muita informação sobre os problemas que eles causam. Alguns, inclusive, podem desencadear pandemias e muitos têm desenvolvido mecanismos de defesa e resistência contra as drogas disponíveis atualmente no mercado. Diferentemente do combate às bactérias, em que temos um arsenal terapêutico maior, para os fungos nós temos poucas opções, apenas três classes terapêuticas, que já são muito antigas”, completa.

Produção sustentável 

Pensar em formas mais seguras e sustentáveis para a produção do material também foram preocupações dos cientistas. Além de utilizar um produto que contribui com o meio ambiente, o paciente que tiver contato com essa tecnologia correrá menos riscos de sofrer com alergias e infecções em um eventual procedimento médico: “A primeira vantagem em se utilizar o gás carbônico numa rota química de produção de um material é a oferta de uma forma de mitigação deste gás, que tem características de reter o calor na superfície da terra e, consequentemente, contribuir para o aquecimento do planeta. Em termos de processo produtivo, utilizando a rota com o gás carbônico foi possível substituir o isocianato, matéria-prima utilizada nos processos tradicionais de produção de poliuretanas e que é altamente tóxica aos seres humanos e ao meio ambiente”, explica Kelen M. Flores de Aguiar, ex-doutoranda do IQSC e uma das autoras do artigo publicado.

A cientista, que atualmente trabalha como professora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), acrescenta ainda que, para produzir o material, seria possível, inclusive, captar o gás carbônico diretamente de indústrias, que muitas vezes lançam o CO2 diretamente para a atmosfera durante seus processos fabris. Futuramente, outra possibilidade seria utilizar a tecnologia de Captura Direta do Ar (DAC, do inglês Direct Air Capture) para sequestrar o CO2 direto da atmosfera, tecnologia essa que tem ganhado destaque devido aos efeitos do aquecimento global e o prêmio oferecido pelo CEO da Tesla, Elon Musk, de US$100 milhões para quem desenvolver a melhor solução para essa finalidade.

Os pesquisadores reiteram que a nova tecnologia desenvolvida no IQSC é bastante promissora, uma vez que os primeiros resultados apontam para um material com processo de obtenção sustentável e com potencial para ajudar no grande desafio que é evitar infecções microbianas que frequentemente levam implantes médicos e odontológicos a alguma falha. Nos próximos passos do estudo, os pesquisadores pretendem testar a ação do material contra outros microrganismos, aprofundarem-se sobre os mecanismos de ação da tecnologia e, finalmente, avaliar sua biocompatibilidade para uma eventual aplicação em implantes. Nesse sentido, serão fundamentais as parcerias com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba, da UNICAMP, por meio do professor Flávio B. Aguiar, com o Instituto Fraunhofer de Materiais Avançados, na pessoa do Dr. Klaus Rischka, e com o Frankfurt Orofacial Regenerative Medicine da Universidade de Frankfurt, através da colaboração do professor Shahram Ghanaati.

A pesquisa foi financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), através do Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

Texto e fotos: por Henrique Fontes, da Assessoria de Comunicação do IQSC/USP