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Transformação digital pode reverter queda nas vendas de restaurantes?

Wanderson Leite

Ainda é lenta a retomada do setor de alimentação, uma das dez atividades mais prejudicadas pela pandemia de Covid-19. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (Cielo/ICVA), bares e restaurantes alcançaram em outubro 73% do faturamento de antes da pandemia. São números animadores, tendo em vista que em abril a queda foi de 74,2%, mas ainda há um longo caminho na retomada de confiança do consumidor.

Além disso, estudos recentes indicam que o número de casos da doença está voltando a subir em todo o país, tornando necessária a ampliação de medidas de segurança em todos os setores. Se muitos já aproveitavam a flexibilização da quarentena para voltar ao trabalho e às atividades de lazer, agora, tudo isso pode ter de ser novamente reconsiderado.

Os últimos meses impactaram fortemente o comportamento do consumidor. Como bem classificou a CEO da Galunion, empresa especializada em consultoria para food service, Simone Galante, hoje são três “S’s” que norteiam as decisões dos consumidores atualmente: saúde, segurança e solidariedade. Ou seja: para atrair o público para o seu estabelecimento, é preciso investir em ações que demonstrem esses valores.

Uma pesquisa feita pela consultoria destacou que o principal motivo (73% das respostas) que leva uma pessoa a confiar em um estabelecimento são as práticas de higiene e limpeza evidentes, tanto das instalações quanto dos colaboradores. Isso passa pelo cliente encontrar mesas limpas e com álcool em gel disponível, funcionários utilizando luvas e máscaras e utensílios entregues somente no momento da refeição, não expostos nas mesas. Mas, um item que merece bastante atenção, por ser uma importante fonte de transmissão se não higienizado constantemente e da maneira correta, é o cardápio.

Assim como a tecnologia foi importante para manter os restaurantes em atividade no início da pandemia, por meio dos aplicativos de delivery, ela pode ser uma aliada na retomada da confiança do consumidor. Muitos bares e restaurantes têm apostado em cardápios digitais, como o Yes Menu, para evitar o contato dos clientes com itens compartilhados e também com a equipe de funcionários. Além de ser uma solução mais segura em tempos de pandemia, a ferramenta reduz o tempo de atendimento – uma antiga reclamação de boa parte do público – e ainda aumenta a rotatividade das mesas, fazendo com que o estabelecimento possa aumentar as receitas em volume. A facilidade também está em alterar itens do cardápio, para evitar que o cliente peça algo que não está disponível no momento.

Eu costumo dizer que a venda é a consequência de um processo bem feito. Com a redução de tempo, melhoria no atendimento e garantia de segurança para o cliente, o estabelecimento é capaz de faturar mais. O resultado da excelência em cada etapa do atendimento é um cliente satisfeito, que volta a consumir e ainda ajuda o bar ou restaurante a crescer por meio de recomendações para amigos e familiares.

Por fim, em qualquer segmento, é necessário um processo de adaptação e a pandemia acelerou tudo que já vinha sendo apresentado como tendência. A tecnologia deve ser utilizada a nosso favor e os restaurantes precisam estar abertos a inovar. Acredite: os clientes já estão preparados para viver novas experiências, desde que elas prezem por conforto, agilidade e segurança. Colocando a transformação digital em prática, será possível reescrever 2020 em 2021!

Wanderson Leite é o idealizador do YES Menu. Formado em administração de empresas, ele também está à frente da Prospecta Obras, Big Data capaz de mapear obras em andamento e a iniciar em todo o país; da ProAtiva, app de treinamentos corporativos digitais; e da ASAS VR, startup que leva realidade virtual para as empresas.

Visto E-2 permite que investidores brasileiros com dupla cidadania solicitem permanência nos Estados Unidos

Foto reprodução

*Daniel Toledo

Essa modalidade foi criada para que cidadãos de países que têm tratado de navegação e comércio com os Estados Unidos possam trabalhar e viver no país com suas famílias. É temporário e concedido, via de regra, de dois ou até cinco anos, dependendo da análise da imigração. Boa parte dos países da Europa fazem parte deste tratado, com exceção de Portugal.

Os solicitantes que atendem as exigências do E2 conseguem iniciar uma atividade nova sem estar vinculado juridicamente a anterior. É possível abrir outras unidades, inclusive vender franquias startups nos EUA.

Além da dupla cidadania, o solicitante precisa dispor de uma quantia que varia entre 120 a 150 mil dólares, além do capital de giro e disposição para empreender e investir. A complexidade deste visto está presente na análise de risco e implantação de negócio, que é algo totalmente subjetivo. Diferente do L1 ou EB, em que a apuração é feita baseada em documentos, a conclusão do E2 envolve interpretação muitas vezes repletas de critérios.

O sucesso de todo o projeto vai depender também do profissional que fará a assessoria para o investidor. Caso não fique claramente caraterizado o risco, a solicitação será negada.

Franquias já estruturada e conhecidas que estejam consolidadas não podem fazer parte desta proposta, apenas as que estão iniciando suas atividades. Somente as startups que visam um novo mercado e que estão abrindo a primeira loja nos Estados Unidos atendem ao pré-requisito. Investir em uma unidade do Mc Donalds, por exemplo, não caracteriza o risco.

Recentemente tive contato com um cliente que possui dois restaurantes em São Paulo, uma esfiharia e uma pizzaria, e ele tinha interesse em iniciar um novo negócio nos Estados Unidos utilizando o visto E-2, reforçando que ele possui cidadania espanhola. Um dos pontos levantados foi sobre abrir uma nova pizzaria, mas é algo que existe em abundância no país, sendo ainda mais difícil concorrer com os preços das marcas já estabelecidas.

Vamos supor que um estabelecimento venda 100 pizzas por dia por 5 dólares cada, trabalhando todos os dias da semana ao final do mês o rendimento é de 15 mil dólares: é importante lembrar dos custos, como água, luz, marketing, internet, funcionários, despesas com matéria prima etc. Considerando tudo isso, o lucro que volta para o investidor é mínimo.

Por conta de tudo isso, concluímos que não era uma boa ideia e passamos a pensar em algo mais inovador, como um brainstorm do que seria a melhor opção: chegamos a uma pizza em formato de cone, com uma massa crocante e recheios diferenciados, coisas que pudessem ter um valor agregado. Depois de alguns testes nas lojas brasileiras, seguimos com o planejamento para o visto E-2, que foi aplicado no ano de 2019 e deu certo. Assim que fizeram a mudança começaram os trabalhos e então: pandemia.

Ao contrário do que foi esperado, o negócio continuou a prosperar nos Estados Unidos, porque esse mercado oferece uma opção fundamental para esse momento, que é o delivery. Mesmo com a quarentena, o faturamento foi de 12% acima do previsto, então logicamente o negócio cresceu, precisou até mesmo aumentar o número de funcionários.

A dica é que esse mercado traz benefícios muito positivos para quem tem interesse nesse visto, além de abrir muitas portas. Outra vantagem é que não necessita de um investimento tão alto, como uma churrascaria, por exemplo. É o caso de um produto novo e adaptado que deu certo.

Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais e palestrante.

Movimento “O Pantanal Chama”, conta com apoio de Luan Santana

Foto divulgação

O cantor sertanejo decidiu fazer algo grandioso para chamar atenção para o desastre no Pantanal e apoiar as ações de recuperação do bioma. Ele escreveu uma música, lançada recentemente em seu canal no YouTube, intitulada: “Um grito entre as cinzas”, e fará um show, agendado para 22 de novembro, em pleno Rio Paraguai, diretamente de uma chalana, com exibição ao vivo pelos canais de Luan Santana e no canal National Geographic Brasil.

Live

Artistas da região, ou não, serão convidados a se juntarem a Luan neste palco excepcional, unindo esforços para potencializar as doações, como o cantor já demonstrou atrair em outros shows ao vivo durante esta pandemia. Toda o recurso arrecadado com a live e com a música, serão destinados ao Movimento, através do Instituto SOS Pantanal. Acesse o site: opantanalchama.sospantanal.org.br, assine, doe e compartilhe!

Movimento “O Pantanal Chama”

O movimento foi co-criado pelo Instituto SOS Pantanal, UniãoBR e por Luan Santana, com os objetivos de: Prestar suporte emergencial à fauna e (Resgate de animais feridos ou debilitados e distribuição de alimentos em áreas queimadas) Prestar apoio à comunidades em vulnerabilidade (Distribuição de insumos básicos para comunidades em vulnerabilidade)
Promover a restauração de áreas degradadas através do plantio de mudas nativas.
Estruturar de brigadas rurais voluntárias fixas pelo bioma, treinadas, equipadas e integradas aos bombeiros.

Mercado livre de energia 1

Com um crescimento de oito pontos percentuais no acumulado de 2020, Mato Grosso do Sul lidera o avanço do mercado livre na região Centro-Oeste neste ano. Apesar do estado ter começado o ano com uma queda de percentual, o MS conseguiu se recuperar nos meses seguintes, passando de 19% a 27%. Os dados são do Boletim da Energia Livre feito pela Associação Brasileira de Comercializadores de Energia (Abraceel) no mês de Outubro.

Mercado livre de energia 2

Segundo o levantamento, mercado livre de energia correspondia a 19% do consumo de energia no estado em janeiro, ficando em 20% em fevereiro e março. Durante o primeiro semestre, houve duas quedas percentuais, em abril, porém o estado se recuperou em seguida, alcançando um patamar de 27% de consumo no mercado livre em agosto.

Congresso de Cardiologia

A SBC trouxe para o 75º Congresso Brasileiro de Cardiologia convidados que abordarão o que de mais atual há no mundo em se tratando de Covid-19 e a especialidade. No dia 21, sábado, as 16:40, haverá uma sessão especial denominada: COVID-19 e o Coração , que trará o presidente da SBC, Dr. Marcelo Queiroga, o Dr. Fabio Fernandes (Incor HC FMUSP); o Dr. José Rocha Faria Neto (Pontifícia Universidade Católica PR) e a Dra. Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora extraordinária de Ciência Tecnologia e Inovação da SBC. A programação completa está disponível no site do Congresso, onde há uma ferramenta de busca por assunto.nestelink

… Bom dia! “Seguir pra frente… é simples, é o que nós deixamos para trás que é difícil.” (Clarice Lispector)

... Trocam de idade hoje: Wagner Bernardes Júnior, Fabiano Rondon, Priscila Marinho de Oliveira, Lucas Queiroz, José Audax César Oliva, Daque Oliva, Tânia Miguel Duarte e Marcelo Masacottes. Happy birthday!

… A Uniderp está com o Vestibular 2021 aberto para ingresso no curso de Medicina. Em razão da pandemia de Covid-19, a aplicação da prova será feita exclusivamente na modalidade online no dia 5 de dezembro. As inscrições podem ser feitas pelo site da instituição até o dia 27 de novembro.

… A partir de 24 de novembro de 2020, a Emirates lançará um quarto voo semanal de São Paulo para Dubai, permitindo aos clientes conectividade adicional para viajar de São Paulo para Dubai e outros destinos da rede da companhia aérea. Os clientes no Brasil agora podem aproveitar as opções de parcelamento em 12 vezes sem juros na compra de passagens da Emirates. 

Renata Rezende posando para fotos ao lado dos seus filhos, os gêmeos João Paulo e Eduardo Kroetz .Foto: Ricardo Valêncio

Como a abertura de IPO de pessoas públicas está ajudando a democratizar o mundo dos investimentos

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*Por Ricardo Wendel, fundador e CEO da DIVI-hub

O mundo dos investimentos está passando por uma revolução. De um mercado mais restrito, dominado por experts e economistas, o setor tem se tornado cada vez mais inclusivo – tanto pelo avanço da transformação digital como pela ampliação de conteúdos sobre o assunto sendo divulgados nas plataformas de redes sociais. Investir está se tornando uma atividade mais acessível, extrapolando o domínio tradicional dos especialistas, despertando o interesse do cidadão “comum”.

Com os altos e baixos da economia, as pessoas estão buscando proteger ou ampliar seu patrimônio, indo atrás de alternativas mais rentáveis para investir e aplicar o seu dinheiro – o que, no caso do Brasil, significa mirar para além da poupança ou mesmo do Tesouro Direto.

É exatamente nesse momento de mudanças que surgem as novas oportunidades. Investimentos em bolsa de valores geralmente são feitos em grandes empresas, como as “blue chips”, certo? Sim e não. A verdade é que hoje, em nível mundial, as chamadas “pessoas públicas”, de olho em conquistar uma fatia dos recursos disponíveis, oferecem sua própria imagem como ativo a ser negociado no mercado.

Em outubro deste ano, a BTS, banda jovem coreana do segmento K-pop foi uma das primeiras a abrir seu capital, por meio de uma Oferta Pública Inicial, ou IPO, na sigla em inglês. Isso significa que seus fãs (ou qualquer pessoa interessada) podem comprar uma “parte” da banda, ao adquirir suas ações – e lucrar com a valorização da imagem do grupo. Em sua estreia na bolsa coreana, as ações da BTS fecharam o primeiro dia com alta de 90%, elevando os sete membros da banda ao seleto grupo de milionários da indústria da música.

A oferta pública foi intermediada pela gravadora da boy band, a Big Hit Entertainment, e foi a maior colocação de ações no mercado da Coreia do Sul nos últimos três anos – rendendo 100 milhões de dólares para cada integrante, segundo dados do Dealogic, umas das principais plataformas de análises do mercado financeiro.

Será que a tendência abrirá portas para outros famosos? Se depender da a resposta é sim. Após deixar as passarelas, Chiara conquistou o Instagram, compartilhando seu estilo de vida, arregimentando 21 milhões de seguidores ao redor do mundo, e fazendo de sua própria vida um lucrativo negócio. A modelo, que é patrocinada por grandes marcas, vê a possibilidade de aumentar ainda mais o seu faturamento, e anunciou estar considerando entrar no mercado de ações e fazer uma IPO de si mesma.

Segundo a Reuters, que anunciou o novo projeto, o grupo de empresas da ex-supermodelo pode valer 80 milhões de euros, o que pode não parecer alto em termos de bolsa de valores, mas é considerado relevante por ser a primeira IPO de uma marca individual construída totalmente no mundo da Internet.

A empreitada da modelo italiana (e outras semelhantes) tem o potencial de atrair o interesse de um novo público, não-especializado, para este tipo de IPO – democratizando assim o acesso ao setor. Não será diferente no Brasil. Influenciadores digitais nacionais estão cada vez mais atentos ao mercado onde atuam, seja ele o de games, música ou moda, e já comprovaram que o marketing de influência chegou para ficar. Alguém duvida disso?

*Ricardo Wendel é fundador e CEO da DIVI•hub – a primeira plataforma de investimentos em ativos digitais do mundo. Graduado em Publicidade pela ESPM, conduziu por 15 anos o desenvolvimento de projetos de grandes marcas na agência cofundada por ele, a Citrus7. Foi convidado pela San Jose State University, no Vale do Silício, para integrar o Global Entrepreneurship Program em 2019 e hoje comanda a startup premiada pela Amazon e HubSpot em San Francisco.

É tempo de aprender…. Música!

Foto reprodução

E lá se vai 1/3 do ano trancado em casa. Desde março, pais que trabalham, filhos que estudam, todos se abrigaram em seus lares e uma pergunta começou a ressoar: o que fazer nesse tempo de reclusão? E eu, como bom professor de música, vou ser direto na resposta: aprenda canto ou um instrumento musical.

Obviamente, após uma resposta tão direta, vocês irão me devolver pelo menos duas perguntas. Por que aprender um instrumento? É possível aprender um instrumento à distância? É sobre essas duas questões que pretendo discorrer nos parágrafos seguintes.

Por muitos anos, ministrei aulas de violão e canto, individuais ou em grupo, para pessoas de diversas faixas etárias e observei que, normalmente, quem procura um professor ou uma escola de música tem consciência dos benefícios que o aprendizado musical pode trazer aos indivíduos.

Na web podemos encontrar diversos vídeos, artigos, posts em blogs e redes sociais com os seguintes títulos chamativos: 5 motivos, 12 vantagens, 18 benefícios de se aprender um instrumento musical. E entre estes tópicos destacam-se ganhos cognitivos, desenvolvimento da memória, aprimoramento da coordenação motora, etc. E sempre a música ocupando o posto de ferramenta para a finalidades distintas.

Aprender música, na verdade, é tão importante quanto aprender matemática ou línguas. O psicólogo Howard Gardner possui uma das teorias mais aceitas na atualidade em relação ao funcionamento do cérebro: a das Inteligências Múltiplas. Para ele, há nove tipos de inteligência que determinam o perfil de cada pessoa, e uma delas é a inteligência musical.

Essas inteligências atuam de forma coordenada para resolver problemas e, por isso, todas elas são importantes. Podemos dizer, portanto, que desenvolver essa inteligência musical simplesmente nos deixa mais inteligentes. Além disso, para os amantes de música, dominar a voz ou um instrumento significa se apropriar da música, fazendo dela a expressão dos próprios sentimentos, mesmo quando criada por outra pessoa.

Vencemos o primeiro passo. O segundo seria viabilizar esse aprendizado a distância, e esse processo já iniciou há um certo tempo. No Brasil, um dos pioneiros a oferecer conteúdo para ensino de violão de maneira remota foi o site Cifra Club. A princípio, as vídeo-aulas tinham o objetivo de ensinar a tocar músicas específicas, mas com o tempo vieram aulas voltadas também ao desenvolvimento técnico-teórico dos alunos.

Nos últimos 10 anos, com o aumento da capacidade de armazenamento dos dispositivos, a oferta de cursos de instrumentos musicais e de canto se multiplicou por conta das facilidades permitidas pela tecnologia. Algumas das melhorias foram o aumento de velocidade de transmissão de dados, a acessibilidade a softwares livres de edição de áudio e vídeo, o desenvolvimento de tecnologias educacionais para internet, além do aprimoramento de redes sociais e aplicativos de streaming e conferências.

Não se trata apenas de fazer uma chamada de vídeo e realizar uma aula como se fosse presencial. Isso é o básico que a tecnologia nos permite fazer, mas a relação professor-aluno de música pode ir muito além, compartilhando produções, utilizando ferramentas educacionais de maneira compartilhada e produzindo uma diversidade de materiais que podem complementar os estudos a partir das ferramentas tecnológicas disponíveis.

Em poucas palavras, é possível ensinar, aprender e avaliar o processo nas aulas de música via remota. Agora, o próximo passo é seu: aproveite bem seu tempo ficando mais inteligente, mais musical e, consequentemente, mais feliz.

Autor: Alysson Siqueira é mestre em Etnomusicologia e professor no curso de licenciatura em Música do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

 

Os impactos mundiais do conflito entre China e Estados Unidos

*Por Daniel Toledo

Confesso que, já tem um bom tempo, que não acredito em democracia. E não vejo sentido nesse sistema fora do âmbito imaginário ou filosófico, em que muitas vezes tenta controlar as grandes massas com a ilusão de um falso poder. Pessoalmente, creio que a democracia tem mais fundamento filosófico do que prático, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Supostamente, o poder é transferido do povo para uma pessoa e, se necessário, o poder também é devolvido ao povo, mas na prática, não é isso que ocorre.

Vamos pegar como exemplo os Estados Unidos, e as políticas que estão sendo adotadas em relação à China. É importante citar que no processo de eleição, as decisões com relação ao comércio exterior podem ser barradas e outras situações sejam impostas, mas no momento, existe um certo movimento para evitar que o país seja a grande potência que pode dominar o mundo. Atualmente, muitas pessoas estão preocupadas em relação ao país devido a pandemia do coronavírus, mas penso que a pirotecnia em torno desse problema é maior do que ele realmente representa.

Atualmente, a China é um dos países com o maior número de habitantes no mundo e eles sofrem com o problema de excesso populacional, que promove uma série de desafios internos, como a falta de insumos para a sobrevivência. No entanto, o comunismo dá para a população, que é base da pirâmide, o mínimo do suporte necessário com o intuito de manter esse regime, seja por meio do medo, respeito ou fome e dessa forma existe a transferência de poder do povo.

Quem conhece o país sabe que as áreas metropolitanas são realmente muito abastadas e belíssimas, mas bastam alguns quilômetros para fora dessas regiões e é possível ver a miséria. Algo interessante de pontuar sobre a situação é que os chineses não comem morcegos por serem uma iguaria, um alimento rico em proteína ou gordura, mas sim porque não há o que comer. Embora seja algo cultural, o motivo sempre foi o mesmo: a necessidade.

Por conta desse problema, a China vem enfrentando uma crise com a falta de alimentos frente a uma enorme população e, como “solução”, estão enviando frotas de navios para realizar pesca em áreas internacionais. Algo parecido com o que eles já fazem com a construção de uma ilha utilizada para fins militares, embora tenham afirmado que fosse para uso civil. Nesse local eventualmente há ameaças a países próximos e até mesmo testes com lança-foguetes, com o objetivo de reagrupar outras ilhas, e aumentar o espaço territorial do país. Como resultado, outros lugares perdem a possibilidade de pesca na região e acabam sofrendo com a falta desse insumo.

Um dos primeiros países a contrariar esse sistema de pesca predatória foi o Japão, que já colocou em posição suas frotas para a defesa da costa. No entanto, os navios chineses passam a se aproximar da América Central e inclusive da Ilha de Galápagos, um dos maiores patrimônios naturais do mundo, com grande variedade de vida marinha e também de animais terrestres.

Todos esses fatores geram algumas teorias que, querendo ou não, tem fundamento. Uma delas é que o coronavírus teria sido criado em laboratório com o objetivo simples de realizar o controle populacional, mas acabou vazando e impactando outros países, e por esse motivo não existiu divulgação aberta sobre os números reais da doença no país. Algo interessante é que no primeiro trimestre de 2020, com o mundo em estado caótico e procurando métodos para evitar o contágio e as mortes, a China já estava preparada com a manufatura de respiradores, máscaras e outros equipamentos de proteção.

Por isso, é interessante pensar em qual vai ser o cenário mais interessante no resultado das eleições americanas. Um governo democrata que pode permitir que o problema se torne mais grave ou o republicano que impõe um limite firme para a situação? Muitas pessoas acreditam que o único país que pode impedir o crescimento da China são os Estados Unidos e, se a questão for armamentista, realmente pode ser que sim. Mas os países que fazem exportação de alimentos também podem causar um grande dano aos chineses, como é o caso do Brasil.

Sobre Daniel Toledo

Daniel Toledo é advogado especializado em direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e fundador do escritório Toledo e Advogados Associados. Ele também possui um canal no YouTube com mais de 78 mil seguidores https://www.youtube.com/danieltoledoeassociados com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Toledo é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB São Paulo e membro da Comissão de Direito Internacional da OAB santos.

 

 

 

Aprenda a preparar o Molho Pesto

Quer apreciar da gastronomia do Pippo Restaurante em sua casa? O Molho Pesto é fácil de preparar e pode servir de acompanhamento para diversos tipos de massas.

O Pippo Restaurante ocupa uma das esquinas do conjunto de casarões que abriga a Pousada do Sandi, ícone de elegância e hospitalidade, que em 2020 celebra 30 anos de história em Paraty. O ambiente é inspirado nos anos 60 e no cinema da época, em meio às fotografias em preto-e-branco do famoso paparazzo Marcello Geppeto.

Confira a seguir o passo a passo:

Ingredientes:

  • 100 gramas de folhas de manjericão
  • 250 ml de azeite extra virgem
  • 1 dente de alho
  • 70 gramas de queijo parmesão
  • 30 gramas de Pinoli (ou castanha de caju ou do Pará crua)
  • Sal e pimenta do reino a gosto

 Modo de preparo:

  • Bata todos os ingredientes no liquidificador.
  • Coloque 700 gramas de massa de sua escolha em água salgada por 8 minutos. Escorra a massa al dente em um recipiente de louça com metade do molho ao fundo
  • Despeje o restante do molho por cima e mexa vigorosamente até a massa ficar uniformemente verde.
  • Sirva em seguida

 Rendimento: 6 porções

 

 

 

Anvisa aprova nova medicação: biossimilar Ghemaxan

Imagem retirada do site http://imeq.pb.gov.br/

Em parceria com a italiana Chemi SpA, biofarmacêutica brasileira trará ao país Enoxoparina Sódica, referência para profilaxia e tratamento de problemas circulatórios e cardiovasculares

Aprovação da Anvisa

A Biomm, em acordo de distribuição exclusiva com a companhia farmacêutica italiana Chemi SpA, recebeu aprovação da Anvisa, nesta segunda-feira (16), para comercializar o biossimilar Ghemaxan, que tem como princípio ativo a Enoxaparina Sódica. A empresa ainda aguarda a precificação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) para que o produto possa ser distribuído no Brasil.

Ghemaxan

O Ghemaxan é um anticoagulante indicado, prioritariamente, para profilaxia e tratamento da trombose venosa profunda e embolia pulmonar, da angina instável (dor recorrente no peito causada pela redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco) e em casos de infarto agudo do miocárdio.

Covid-19

A medicação também faz parte do protocolo de profilaxia e tratamento de coágulos associados à Covid-19, justamente por ajudar no combate dos distúrbios de coagulação que afetam os vasos das pernas e dos pulmões e prejudicam a oxigenação de pacientes hospitalizados. O uso é indicado por sociedades médicas de diversos países e está no Covid-19 Treatment Guidelines Working Group¹ do Instituto de Saúde Pública dos Estados Unidos (National Institutes Of Health – NIIH).

Câncer do Colo do Útero 1

Hoje (17), às 20h  (horário de Brasília), a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), em parceria com o Instituto Oncoguia e diversas outras instituições do Movimento Brasil Sem Câncer do Colo do Útero, realizará uma live para discutir os desafios relacionados ao enfrentamento dessa doença. A proposta é contribuir com a divulgação da Estratégia Global para Eliminação do Câncer do Colo do Útero, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS ).Participe em: www.bit.ly/Cancer_Colo_Utero.

Câncer do Colo do Útero 2

O câncer do colo de útero é o terceiro mais incidente e a quarta causa morte em mulheres, somando anualmente cerca de 16 mil casos e sendo responsável por mais de 5 mil óbitos no Brasil, números que o classificam como grave problema de saúde pública no país. É causada pelo Papilomavírus Humano (HPV) em mais de 90% dos casos e trata-se de uma doença passível de prevenção e curável quando diagnosticada em estágios iniciais.

HPV

Para Dra. Angélica Nogueira, diretora e Coordenadora do Comitê de Tumores Ginecológicos da SBOC, embora a vacina anti-HPV esteja amplamente disponível na rede pública (SUS), há a necessidade de melhorar sua divulgação e buscar melhor aderência da população-alvo, que são meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos. “Nos últimos anos, com a retirada da vacinação contra o HPV das escolas públicas, tivemos uma queda significativa dos índices de cobertura vacinal médica, partindo de 90% em 2014, para 52% em meninas e 22% em meninos em 2019”, comenta.

Registros de mormo

O Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG) busca informações técnicas sobre os registros de mormo em equinos no Brasil, uma doença aguda causada por bactéria, que tem sacrificado tropas e causado prejuízos à produtores rurais. A intenção do Sindicato é avaliar se as ocorrências registradas, são realmente mormo, ou outras doenças, menos prejudiciais, como apontam especialistas na equinocultura.

O Presidente SRCG, Alessandro Coelho

Luminária Cloche

Depois do sucesso da cadeira Gogoya lançada em 2018, e tendo o acrílico com DNA de sua marca, Alex Athayde em uma conexão com Lilian Pacce criou uma peça exclusiva para o design brasileiro: a Luminária Cloche Lilian Pacce , inspirada no chapéu icônico de mesmo nome, símbolo da liberação feminina cem anos atrás, unindo assim moda e design.

A coleção denominada como Luminárias CLOCHE por Lilian Pacce para Athas Design reúne peças para mesa e piso a partir de R$3.900,00.

… Bom dia! “Você é o que faz, não o que diz!”

Trocam de idade hoje: Lucas Melo, Silvia Bispo Júlia Zanchi, Melissa Saravy, Wilson Buzinaro, Taís  Eberbardt, Eduardo Youssef Ibrahim. Happy birthday!

… Serão muitas as personalidades que darão depoimentos sobre a longevidade saudável e produtiva, durante a Maratona Digital da Longevidade Expo + Fórum 2020, que será realizada nos dias 20 e 21 de novembro, das 9 às 21 horas, e no dia 22 de novembro, das 9 às 13 horas.

O casal Patrícia e Eduardo Youssef Ibrahim. Ele aniversariando hoje. Happy birthday!

Quem acompanhar a Maratona Digital da Longevidade Expo + Fórum via plataforma do evento, Facebook, ou YouTube, terá acesso a mais de 30 painéis com mais de 65 palestrantes e personalidades envolvidos com o público sênior.

… Os empresários Abílio Diniz e Caito Maia, a jornalista Glória Maria, o coreógrafo Ivaldo Bertazzo, o sociólogo Domenico de Masi, o diretor do Instituto do Coração de São Paulo, David Uip, o músico, Antônio Nóbrega, além de atores, cantores e apresentadores, como Zezé Motta, Ronnie Von, Miguel Falabella, Ary Fontoura, Odilon Wagner e Lima Duarte vão debater o tema central proposto pela organização do evento: “A maturidade no cenário pós-Covid-19”.

Para participar da Maratona Digital da Longevidade Expo + Fórum e interagir com os speakers, enviando perguntas pelo WhatsApp, é necessária inscrição prévia no site www.longevidade.com.br. As inscrições são gratuitas.

 

Estudo inédito comprova eficácia de novo tratamento para doenças cardíacas

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Publicada no renomado The New England Journal of Medicine, principal periódico científico mundial, pesquisa reconhece anticoagulante Rivaroxabana como opção segura, eficaz e com menor riscos aos pacientes.

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Pesquisa inédita liderada por especialistas do HCor, publicada no último sábado (14) no The New England Journal, reconhece uma nova opção de tratamento para pacientes que convivem com fibrilação atrial e doença cardíaca valvar, doenças que têm como maior consequência o risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC).

O anticoagulante Rivaroxabana se mostrou tão eficaz e seguro quanto a medicação de referência no tratamento, a Varfarina, além de proporcionar mais comodidade e qualidade de vida aos pacientes por reduzir as consultas de monitoramento frequente e ter menos interações medicamentosas ou com alimentos.

No total, foram acompanhados 1.005 pacientes, de 49 centros médicos, com doença valvar – que fazem uso de prótese biológica (produzida a partir do tecido de porco ou boi) – e fibrilação atrial. O estudo denominado River dividiu os participantes aleatoriamente em dois diferentes grupos: o primeiro, designado ao uso de Rivaroxabana, e o segundo, que manteve o tratamento clínico padrão com Varfarina. Ambos foram acompanhados durante 12 meses avaliando-se a ocorrência de óbito, problemas cardiovasculares graves ou sangramentos sérios.

A pesquisa confirmou a não-inferioridade da Rivaroxabana em comparação à Varfarina, ou seja, assegura a médicos e pacientes que a medicação pode ser utilizada como nova opção de tratamento. “Estudos de não-inferioridade são desenvolvidos com o objetivo de determinar se um novo tratamento ou procedimento preserva a eficácia e segurança de outro já estabelecido”, explica o superintendente do Instituto de Pesquisa do HCor (IP-HCor) Alexandre Biasi.

Os resultados podem mudar o protocolo utilizado internacionalmente para tratar quem precisa se submeter à cirurgia de troca de valva para corrigir disfunções no coração. O estudo eleva o HCor ao patamar de duas publicações no maior jornal da área médica, feito inédito no segmento hospitalar.

A pesquisa foi conduzida no Brasil como iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), liderado pelo Ministério da Saúde, e também contou com a parceria da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) e a doação de medicamentos da farmacêutica Bayer.

 

Fibrilação atrial e doença cardíaca valvar

A fibrilação atrial é o tipo mais comum de arritmia cardíaca e decorre da irregularidade da transmissão dos impulsos elétricos que coordenam as batidas do coração. Por causa disso, os átrios, localizados na parte superior do músculo cardíaco, se contraem de forma irregular e o número de batidas por minuto pode aumentar de repente. A fibrilação provoca má circulação sanguínea e os anticoagulantes são prescritos para evitar o risco de AVC e até infarto.

Já a doença cardíaca valvar ocorre quando uma das quatro válvulas do coração, que são responsáveis por manter o fluxo de sangue na direção adequada, não funciona normalmente. Para corrigir esse problema, o paciente passa por uma cirurgia de reparação ou mesmo para implantar uma válvula mecânica (de metal) ou biológica.

A estimativa é de que 300 mil válvulas sejam implantadas a cada ano. No Brasil, o quadro representa uma das principais causas de hospitalização devido a problemas cardíacos. “A associação entre o implante e o risco maior de eventos trombóticos faz com que o uso de anticoagulantes orais seja indicado a longo prazo, ou até pelo resto da vida”, explica o médico e pesquisador sênior do estudo Otávio Berwanger.