Conhecido por seus horizontes amplos e paisagens abertas que convidam ao contato com a natureza, o Alentejo preserva nos céus uma tradição milenar. A falcoaria — prática dedicada ao treino e ao voo de aves de rapina como falcões, águias e açores — permanece ativa na região portuguesa, oferecendo aos visitantes a oportunidade de vivenciar uma atividade histórica.

Originada há mais de quatro mil anos como método de caça e obtenção de alimentos, a falcoaria incorporou ao longo dos séculos dimensões culturais, sociais e de conservação ambiental. No Alentejo, o conhecimento é transmitido entre gerações por meio da formação prática, com foco no bem-estar animal e no respeito aos habitats. Desde 2016, a prática integra o Inventário Nacional do Patrimônio Cultural Imaterial de Portugal reconhecido pela Unesco.
A atividade divide-se entre modalidades tradicionais como o alto-voo — no qual falcões sobem a grandes altitudes para perseguir presas no ar — e o baixo-voo, em que açores e águias partem do punho do falcoeiro para trajetórias mais baixas e ágeis em terrenos vegetados.
Turistas que desejam acompanhar a prática encontram opções estruturadas na região:
- Vila Galé Collection Alter Real (Alter do Chão): em parceria com a Coudelaria de Alter, a propriedade abriga um Museu de Falcoaria e oferece workshops, manuseio de equipamentos e apresentação de espécies.

- Badoca Safari Park (Santiago do Cacém): disponibiliza experiências guiadas por treinadores, permitindo que os visitantes aprendam princípios básicos da atividade e participem de treinos de voo livre com aves de rapina.

As atrações buscam aproximar o público da vida selvagem, promovendo a educação ambiental e a preservação do patrimônio cultural do Alentejo.
Para roteiros personalizados, experiências exclusivas e viagens nacionais e internacionais:
Jefferson de Almeida Turismo e Eventos
(67) 98425-6330





