Início Coluna Diária O movimento silencioso dos ultra ricos brasileiros em 2026

O movimento silencioso dos ultra ricos brasileiros em 2026

Em meio à volatilidade econômica global, juros elevados e reconfiguração geopolítica, um grupo específico segue expandindo patrimônio de forma estratégica: os ultra high net worth individuals (UHNWIs) — aqueles com ativos superiores a US$ 30 milhões.

Relatórios internacionais de wealth management indicam que o Brasil permanece entre os países da América Latina com maior concentração desse perfil. Estimativas recentes apontam crescimento consistente desse grupo nos últimos anos, mesmo em cenários de instabilidade interna.

Mas o dado mais interessante não é o crescimento.
É a mudança de comportamento.

Relatórios internacionais de wealth management indicam que o Brasil permanece entre os países da América Latina com maior concentração de ultra ricos. Foto: Freepik

Menos ostentação, mais engenharia financeira

O luxo ostensivo perdeu protagonismo. No lugar dele, surge um capital mais técnico, silencioso e estruturado.

Entre os principais movimentos observados:

• Aumento na abertura de estruturas internacionais (trusts e holdings).
• Crescimento de family offices independentes e profissionalizados.
• Diversificação cambial com forte exposição a ativos dolarizados.
• Alocação em private equity, tecnologia e fundos estruturados.
• Investimento estratégico em imóveis ultra prime.

Não se trata mais de visibilidade. Trata-se de blindagem e perpetuação.

São Paulo consolida-se como hub latino-americano

Mesmo com parte relevante do capital migrando para fora, São Paulo se fortalece como centro financeiro regional.

Empreendimentos residenciais de altíssimo padrão — principalmente compactos de luxo com serviços agregados — tornaram-se ativos de alocação patrimonial, não apenas moradia.

O mercado imobiliário premium deixou de ser símbolo de status para se tornar instrumento de proteção e diversificação.

Mesmo com parte relevante do capital migrando para fora, São Paulo se fortalece como centro financeiro regional. Foto: Pexels

A nova geração de herdeiros

A nova geração de grandes fortunas é mais técnica, globalizada e menos impulsiva. Muitos estudam em centros financeiros internacionais, estruturam governança familiar cedo e tratam patrimônio como legado estratégico — não como vitrine social.

Existe uma mudança clara de mentalidade: menos consumo imediato, mais visão de longo prazo.

Existe uma mudança clara de mentalidade: menos consumo imediato, mais visão de longo prazo. Foto: Freepik

O que isso sinaliza?

Quando o capital sofisticado muda de comportamento, ele antecipa tendências.

O movimento silencioso dos ultra ricos brasileiros em 2026 revela algo maior: há uma reorganização estrutural do dinheiro no país.

Não é sobre fuga.
É sobre posicionamento.

Enquanto parte do mercado reage ao noticiário, o topo da pirâmide reorganiza estruturas, diversifica riscos e fortalece bases.

E, historicamente, é esse capital que dita os próximos ciclos.

Porque no Brasil, o dinheiro pode até mudar de endereço — mas nunca deixa de observar onde estão as próximas oportunidades.

Jefferson de Almeida
Jornalista e colunista social

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Maria Braz e Silvia Braz marcaram presença, no tradicional desfile de encerramento da London Fashion Week. Foto: Divulgação

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O grupo LVMH reportou crescimento de dois dígitos nas vendas nos Estados Unidos e no Japão, compensando a desaceleração na China. Foto: Divulgação

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