Documentário dirigido por Edu Diaz revisita a criação do biquíni, a história da marca cearense fundada por Liana Thomaz e as transformações do comportamento ao longo de quatro décadas
Por: Jefferson de Almeida
Quatro décadas de moda, empreendedorismo, criatividade e brasilidade ganharam as telas com a estreia do documentário “Quarenta Verões”, em São Paulo. A produção encerra as comemorações pelos 40 anos da Água de Coco e transforma a trajetória da marca cearense em um registro sobre a construção e a projeção internacional da moda praia brasileira.
A première foi realizada na quarta-feira, 2 de setembro, reunindo representantes da moda, da cultura e do entretenimento. Liana Thomaz e Renato Thomaz apresentaram a sessão acompanhados por Célio Thomaz e Taís Araújo, uma das personalidades que participam do documentário.
A presença de Taís também resgata uma ligação especial com a história da marca: o primeiro desfile do qual a atriz participou foi justamente para a Água de Coco. No filme, essa e outras memórias ajudam a mostrar como relações construídas ao longo dos anos acompanharam o crescimento da empresa e as mudanças ocorridas na moda brasileira.
A exibição reuniu nomes como Lilian Pacce, Erika Palomino, Paulo Borges, Thássia Naves, Carol Trentini, Gianne Albertoni, Maria Braz, Teté Conde, Ma Tranchesi, Jordanna Maia, Vitória Fiore, Helena Barbero, Reis Rodrigues, Pam Barja, Clara Santandrea, Chico Lachowski, Rafa Gasparini, Fabio Monerat e Giuliny, entre outros convidados.
Dirigido por Edu Diaz, “Quarenta Verões” parte da criação do biquíni, apresentada pelo francês Louis Réard em 1946, para conduzir duas narrativas que se encontram ao longo do tempo. De um lado, acompanha a evolução de uma peça que se tornou símbolo de liberdade, comportamento e transformação social. De outro, revisita o caminho percorrido pela empresa fundada por Liana Thomaz em Fortaleza, em 1985.
A trajetória de Liana ocupa posição central no documentário. Ao criar uma marca de moda praia longe do tradicional eixo Rio–São Paulo, a empresária ajudou a ampliar a geografia da moda nacional e levou para suas criações referências profundamente ligadas às paisagens, às cores, ao artesanato e à cultura do Ceará.
O filme também observa como o biquíni deixou de ser apenas uma roupa destinada ao banho de mar para ocupar editoriais, passarelas, capas de revistas e diferentes manifestações da cultura contemporânea. No Brasil, a peça ganhou identidade própria, associada à diversidade dos corpos, à relação com o litoral e à liberdade de expressão.
Ao longo das últimas quatro décadas, a moda praia brasileira conquistou reconhecimento por suas estampas, modelagens, técnicas artesanais e capacidade de combinar inovação e identidade cultural. “Quarenta Verões” utiliza a história da Água de Coco como fio condutor para compreender esse processo e mostrar como o beachwear brasileiro passou a ser reconhecido em diferentes mercados.
A narrativa é construída por meio de imagens de arquivo e depoimentos de quase 50 profissionais e personalidades que acompanharam o surgimento da marca e as transformações da moda, do comportamento e da cultura nacional. Os relatos ajudam a reconstruir não apenas momentos importantes da empresa, mas também mudanças mais amplas ocorridas na sociedade brasileira.
Entre memória e contemporaneidade, a produção apresenta uma trilha sonora original composta integralmente com o uso de inteligência artificial. A escolha aproxima tecnologia e passado em um documentário dedicado justamente à passagem do tempo e à capacidade de uma indústria se transformar sem abandonar sua identidade.
Com registro na Agência Nacional do Cinema, a Ancine, o documentário terá uma première em Fortaleza no dia 15 de setembro. Depois, seguirá para exibições especiais em outras capitais brasileiras e em espaços educacionais e culturais.
A programação prevê apresentações em universidades, faculdades de moda, design e comunicação, escolas de negócios, feiras e encontros de empreendedorismo. A proposta é levar a experiência da marca para além do universo comercial e transformar sua história em material de reflexão sobre criatividade, gestão, identidade e construção de legado.
O documentário já está disponível gratuitamente no YouTube, ampliando o acesso do público a uma narrativa que ultrapassa a celebração de um aniversário. Mais do que olhar para o passado, “Quarenta Verões” registra a força de uma empresa fundada por uma mulher nordestina que conquistou espaço no Brasil e no exterior a partir de uma visão própria sobre moda e brasilidade.
Ao reunir memória, comportamento, cultura e empreendedorismo, o filme encerra um ciclo comemorativo e inaugura outro. A história da Água de Coco passa a integrar um registro audiovisual sobre a evolução da moda praia brasileira e sobre a coragem necessária para criar, inovar e construir uma trajetória duradoura no Brasil.

…Bom dia! “O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo.
… Um abraço aos aniversariantes de hoje: Katia Locatelli, Synara Miranda, Bia Meneghini, Soraya Seba Saigali, Selma Suleiman Auxiliadora de Figueiredo, Ana Maria Padilha Corral, Luiz Carlos Alves Feitosa e Livia Valiente, Luzimeire de Fonseca. Happy birthday!
… Sonia Abrão será uma das atrações da Bienal Internacional do Livro de São Paulo no próximo sábado, dia 12 de setembro. A apresentadora participará, às 17h, de uma sessão de autógrafos de “Abaixo a Mulher Capacho”, no estande C28 da Drummond Livraria.
… Publicada pela DISRUPTalks, a nova edição da obra tem 166 páginas e propõe uma reflexão sobre autoestima, dependência emocional e relacionamentos marcados pela anulação, pelo desrespeito e pelo desequilíbrio de poder.
… Sonia parte de histórias que ouviu durante sua trajetória no rádio, de experiências familiares e de vivências pessoais para discutir por que tantas mulheres permanecem em relações que provocam sofrimento e como podem reconstruir a própria identidade.
… Dividido em duas partes, o livro apresenta diferentes perfis da chamada “mulher capacho” e aborda assuntos como violência doméstica, violência psicológica e Lei Maria da Penha. Na sequência, o foco passa para a reconstrução da autoestima, com sinais de alerta e sugestões para recuperar a autonomia emocional.
… A obra também reúne casos reais conhecidos por Sonia ao longo de sua carreira. Os nomes foram substituídos para preservar as identidades, mas os relatos mostram diferentes situações de dependência, traição, paixão, submissão e dificuldade para romper ciclos afetivos.
… Depois da participação na Bienal, Sonia Abrão também prepara uma noite de autógrafos para dezembro, na Galeria Magalu, na Avenida Paulista, em São Paulo.




