*Por José Expedito da Silva

Com a aproximação do período eleitoral de 2026, a Igreja Católica reforça a necessidade de sabedoria e diálogo para assegurar um pleito focado na cidadania e livre de hostilidades ideológicas. Sem apresentar ou indicar candidatos e partidos políticos, a instituição concentra sua atuação na formação da consciência dos eleitores, fundamentada em princípios éticos, morais e na Doutrina Social da Igreja.
Em mensagem oficial divulgada pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o episcopado reafirmou o compromisso com a dignidade humana e o bem comum. Guiada pelo trecho bíblico “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21), a mensagem define a participação política consciente como uma elevada expressão de caridade e serviço à sociedade.
Segundo a manifestação dos bispos, o processo eleitoral vai além da escolha de governantes e representantes: trata-se de um momento para renovar compromissos com a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Material formativo e metodologia sinodal
Para aprofundar o debate junto à sociedade, o Centro Nacional de Fé e Política, organismo vinculado à CNBB, lançou o subsídio intitulado “Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum”. O material sugere encontros comunitários de oração e reflexão ética com base na metodologia da “Conversa no Espírito”, inspirada nas diretrizes sinodais do Papa Francisco.
Atuação das bases e do Movimento dos Focolares
A difusão desse itinerário formativo é conduzida por meio das pastorais e movimentos eclesiais nas comunidades. Entre as iniciativas citadas está o Movimento dos Focolares, que atua a partir do “carisma da unidade” na busca por uma política orientada ao diálogo e à fraternidade.
A organização conta com um segmento voltado ao tema, o Movimento Político pela Unidade (MPPU). O grupo promove campanhas de conscientização sobre o voto ético, qualificação do debate público e manutenção do diálogo no período pós-eleitoral como forma de assegurar o bem comum.
A mensagem do episcopado conclui destacando que a construção de pontes, a promoção do encontro e o cultivo da amizade social permanecem como exigências centrais para o fortalecimento da democracia no país.

José Expedito da Silva é assessor de imprensa da Fundação João Paulo II / Canção Nova





