Cabelo e barba: confira os estilos do elenco da Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira retornou aos gramados nesta sexta-feira, 25 de setembro, em seu primeiro compromisso após o campeonato mundial. O técnico Carlo Ancelotti levou a campo uma formação que combinou nomes já conhecidos e novidades contra a equipe da Austrália. Entre os titulares, fizeram suas estreias pela equipe principal os jogadores Matheuzinho e Vitor Reis, ao lado de Endrick e Hugo Souza.

Para além da renovação tática, os atletas chamaram atenção pelas diferentes referências de estética masculina. Visuais que vão do volume crespo ao corte baixo, passando por acabamentos “na régua”, laterais sutis e bigodes marcados ilustram escolhas frequentes nas barbearias brasileiras. Segundo Seu Elias, especialista em estética masculina, a adaptação correta do visual passa pela compreensão do perfil de cada pessoa.

“Hoje o homem chega à barbearia com muitas referências, mas o objetivo não deve ser reproduzir uma foto de forma automática. O visagismo permite adaptar aquele corte ao formato do rosto, à textura do cabelo, às proporções e até à barba, para que a referência valorize os traços e realce a beleza de cada cliente”, avalia Elias.

Análise dos Cortes dos Estreantes

Matheuzinho (Corinthians): O lateral-direito adotou um estilo com contornos definidos e fios curtos no topo, preservando a curvatura natural. As laterais, têmporas e a linha frontal apresentam o acabamento conhecido como corte “na régua”. A composição traz ainda um bigode cheio acompanhado de barba concentrada no queixo. “A linha frontal precisa estar limpa, as têmporas bem desenhadas e a transição das laterais precisa acompanhar o formato da cabeça. No Matheuzinho, o bigode também deixa de ser apenas complemento e participa da identidade do visual”, aponta Seu Elias.

Matheuzinho, o lateral-direito adotou um estilo com contornos definidos e fios curtos no topo, preservando a curvatura natural. Reprodução: Instagram

Vitor Reis (Manchester City): O zagueiro utiliza um corte clássico atualizado, com topo mais longo e penteado com movimento. As laterais do cabelo mantêm um caimento controlado, sem contraste abrupto de raspagem entre a pele e os fios, permitindo variações na finalização cotidiana.

Vitor Reis, o zagueiro utiliza um corte clássico atualizado, com topo mais longo e penteado com movimento. Reprodução: Instagram

Variações em Cabelos com Curvatura

A utilização do volume e da transição nos fios crespos também ganha destaque nas escolhas dos atletas:

  • Endrick (Real Madrid): O atacante utiliza o cabelo baixo com transição em degradê (ou esfumado) nas laterais, técnica em que a alteração de comprimento ocorre de forma gradual e sem divisões aparentes. “Existe muita dúvida sobre os termos degradê e esfumado, mas eles costumam se referir à mesma técnica de transição gradual entre diferentes comprimentos, sem linhas marcadas. No Endrick, esse efeito aparece em um corte baixo, com as laterais reduzidas de forma progressiva e a textura dos fios preservada no topo”, explica o especialista.
Endrick, o atacante utiliza o cabelo baixo com transição em degradê (ou esfumado) nas laterais, técnica em que a alteração de comprimento ocorre de forma gradual e sem divisões aparentes. Reprodução: Instagram
  • Hugo Souza (Corinthians): O goleiro opta pela preservação do volume e pela forma arredondada dos fios crespos, destacando a densidade natural. O trabalho do corte visa estruturar as proporções e o equilíbrio do formato, sem retirar comprimento em excesso.
Hugo Souza, o goleiro opta pela preservação do volume e pela forma arredondada dos fios crespos, destacando a densidade natural. Reprodução: Instagram

Seu Elias ressalta que características individuais determinam o resultado final: “Dois cabelos com curvatura podem produzir resultados totalmente diferentes. O Endrick trabalha comprimento curto e acabamento próximo à cabeça, enquanto o Hugo preserva volume e deixa a textura assumir boa parte do visual. Antes de escolher uma referência, é importante observar densidade, curvatura, crescimento e quanto de manutenção a pessoa está disposta a fazer”.