Escolhas alimentares podem estar diretamente relacionadas ao cansaço e à fadiga.
Não é de hoje que boa parte da população tem deixado de lado as horas de descanso em detrimento de tantas atividades diárias. Na correria, muitos ainda combinam noites mal dormidas a uma alimentação nada saudável, o que não só aumenta o risco de desenvolver diversas doenças crônicas, como também derruba os níveis de energia e disposição. O resultado não podia ser diferente: no Brasil e no mundo, parte significativa da população enfrenta uma luta diária contra a fadiga e o cansaço.
Uma pesquisa feita em 2013 pelo Ibope revelou que 98% dos brasileiros se sentem cansados e 61% deles estão exaustos. “Isso pode ser resultado não só da falta de sono, que desequilibra o ciclo circadiano, mas também de uma dieta desequilibrada, com déficit de nutrientes e excesso de alimentos ultraprocessados, que deixam o organismo inflamado e trazem uma série de desordens, intensificando a falta de disposição”, explica a nutricionista ortomolecular Claudia Luz, da Via Farma.
De forma geral, a falta de foco e energia para as tarefas diárias é sintoma de uma série de doenças, mas também pode ser apenas o resultado de uma rotina mal organizada. O importante é procurar a ajuda de um profissional quando a fadiga se torna persistente, afetando a rotina de forma significativa. “Nesses casos, é preciso de uma investigação médica para entender o que pode estar por trás do cansaço. No entanto, boa parte dos casos pode ser resolvida com o ajuste do sono, uma prática diária de exercícios físicos e a adequação alimentar, com indicação de suplementos, se necessário”, afirma Claudia.
Para ajudar a colocar a “casa em ordem” e melhorar os níveis de energia, a especialista preparou algumas dicas de alimentação, confira:
1. Não pule o café da manhã
Para começar o dia com energia, é importante fazer boas escolhas no café da manhã, já que o organismo passou muitas horas em jejum durante a noite. As melhores opções são os carboidratos complexos (encontrados em alimentos integrais), combinados a proteínas saudáveis, como as do ovo. Frutas acompanhadas de boas doses de fibra (encontradas na aveia, chia e linhaça, por exemplo) ajudam a dar saciedade e manter os níveis de energia constantes nas próximas horas.
2. Faça pratos coloridos
A dieta monótona e repetitiva pode causar déficits de nutrientes importantes para o funcionamento do organismo, afetando não só a disposição, mas a saúde como um todo. Para garantir a ingestão adequada de macro e micronutrientes, a dica é ter um cardápio natural e o mais variado possível. Na hora de montar o prato, vale seguir a regrinha das cinco cores. Quanto mais colorido, melhor!
3. Passe longe do pé na jaca
Não é segredo para ninguém que comer demais afeta a energia para desempenhar as demais atividades do dia. Isso porque, com o excesso de comida ingerida, o organismo precisa dedicar todos os seus esforços à digestão, o que resulta na sensação de sonolência. Por isso, procure respeitar as porções necessárias para que a sensação de saciedade seja alcançada, evitando exageros.
4. Nada de ultraprocessados
No supermercado, leia os rótulos e opte por alimentos com a menor lista de ingredientes possível. Ultraprocessados têm pouco (ou até mesmo nada) de natural em sua composição, contando com gorduras hidrogenadas, corantes e realçadores de sabor, por exemplo. Biscoitos, embutidos, refeições congeladas, barras de cereal e refrigerantes são alguns desses alimentos que, além de serem inflamatórios para o organismo, comprometendo o estado geral de bem-estar e disposição, ainda aumentam a chance de doenças crônicas, como o câncer.
5. Beba mais água!
Indica-se beber diariamente entre 30 e 45ml de água por quilo do indivíduo. Um organismo bem hidratado elimina mais toxinas e distribui melhor todos os nutrientes pelo corpo, transportando a glicose – que é fonte de energia – de maneira mais eficaz. Um dos sinais da falta de água no organismo é, inclusive, o cansaço, a dificuldade de concentração e a sonolência. Por isso, vale carregar a garrafinha de água para todos os cantos ao longo do dia.
6. Valorize seu intestino
Diversos estudos vêm mostrando o quanto o intestino está ligado à saúde geral do organismo e ao humor. Com uma microbiota equilibrada e a ingestão adequada de fibras, o corpo absorve melhor os nutrientes. Além disso, uma boa microbiota estimula maior produção de serotonina, o hormônio do bem-estar, que também traz mais disposição. Para manter essas bactérias do bem, indica-se o consumo de iogurtes naturais, kefir ou até mesmo cápsulas probióticas, encontradas em farmácias de manipulação.
07. Não abuse do café
Quando bate o cansaço no trabalho, é de lei apelar para o cafezinho. Mas o excesso da bebida pode causar efeito rebote após o pico de ação, causando um cansaço ainda maior em seguida. Para dar aquele up sem correr esse risco, vale optar por ativos como a Alpinia galanga, da família do gengibre.
Encontrado em farmácias de manipulação, ele é capaz de dobrar o foco por até cinco horas, sem efeitos colaterais. Já quando a fadiga está instalada e requer um tratamento específico, o médico ou nutricionista podem indicar terapias naturais para melhorar o trabalho das mitocôndrias – as “usinas” de energia celular. Entre as opções, o extrato de carvalho francês é a que mais tem se destacado em estudos, com capacidade de aumentar os níveis de energia em até 48%.
O ato de roer as unhas é recorrente e não está relacionado com a faixa etária de uma pessoa. Os motivos para a prática mudam de acordo com o indivíduo, por exemplo, nervosismo, ansiedade, fome, insegurança, tédio ou até mesmo decepção.
Além disso, a onicofagia – termo técnico para o costume de roer as unhas – pode desencadear problemas psicossociais significativos e impactar de maneira negativa a qualidade de vida desse indivíduo. “A unha e a pele são nossa proteção contra bactérias e doenças externas, quando removemos uma cutícula, por exemplo, automaticamente estamos rompendo a proteção. Dessa forma, ficamos expostos a inúmeros perigos”, alerta Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas.
O vício pode provocar ainda graves problemas gastrointestinais como esofagite infecciosa, gastrite, entre outros, até prejudicar a dentição, a musculatura do maxilar e a articulação. Além desses, o ato de levar a mão à boca deixa a pessoa mais exposta a outras bactérias que podem desencadear doenças futuras, como diarreia, hepatite A, caxumba, rubéola, sarampo, entre outras.
A prática de roer as unhas é prejudicial para o corpo e mente. É necessário procurar ajuda de profissionais especializados para identificar o motivo da “compulsão” e as consequências. Pensando nisso, Luzia listou cinco dicas – que ela sugere para suas clientes – para ajudar a controlar esse hábito corriqueiro.
Confira:
Identifique os momentos que despertam a mania – Nada melhor do que o autoconhecimento. Saiba identificar o momento exato que desperta a vontade de roer as unhas. Esse é o primeiro passo para saber se o hábito está relacionado a problemas no trabalho, na vida pessoal, e assim por diante.
Roer as unhas é um alerta:
Muitas pessoas associam a prática com a ansiedade. Estudos mostram que pode estar relacionado, mas que esse sentimento não é o único que desencadeia essa compulsão. Ansiedade, tédio, estresse, tristeza, tudo isso pode interferir de maneira direta no costume. Procure um médico ou especialista para fazer um acompanhamento.
Mantenha a boca ocupada:
Mastigue um chiclete, bala ou algo do gênero, mudar o foco é importante principalmente em momentos de ansiedade ou incertezas. Quando estiver em uma posição difícil, respire fundo e tente controlar suas emoções.
Tenha um kit manicure por perto –
Toda vez que você pensar em roer as unhas, tire da bolsa um “kit manicure”, use alicate, lixas, etc. Com o hábito de lixar ou cortar, amenizamos a ação de roer. Tente manter sua mão longe da boca. Importante: Não compartilhe o seu kit com ninguém, isso pode acarretar em problemas futuros.
Mantenha as unhas feitas –
Esse truque é ótimo. Mantenha as unhas feitas, o que aumenta a chance de não levar a mão na boca para não estragar.
Confira alguns produtos que te auxiliarão no cuidado diário com suas unhas:
Nutri Nails: Ideal para pessoas com unhas fracas, esse produto fortalece, prevenindo quebras, descamações e lascas. Você verá resultados em 15 dias de uso!
Hidract-E: este produto é excelente regenerador, pois contém ácidos graxos essenciais, capazes de restaurar a maciez e retirar o aspecto ressecado das cutículas e até mesmo das unhas.
Removedor de cutículas: quer diminuir as cutículas? Então este produto irá te auxiliar. O Removedor foi desenvolvido especialmente para amolecer as cutículas proporcionando rápida e eficiente remoção.
Hidratante Intensive: este produto irá manter a umidade natural das mãos, protegendo sua pele com filme protetor de silicone, impedindo ataques de agentes agressores causadores do ressecamento por longa duração.
Multi Esfoliante: é ideal para mãos e pés. Contém pequenos grãos de sementes de damasco que desobstruem os poros, removendo impurezas, oleosidade excessiva, células mortas e qualquer ressecamento.
O procedimento promete sobrancelhas lindas e cheias e atrai cada vez mais mulheres, mas é preciso ter alguns cuidados ao optar pela técnica
A sobrancelha de henna é um dos procedimentos mais procurados pelas mulheres brasileiras. A técnica tem como objetivo a correção de pequenas falhas na região, além de contribuir para a definição de um desenho mais harmonioso para o rosto da mulher. Mas, apesar de estar entre os queridinhos das brasileiras, ainda há muitas dúvidas envolvendo o método.
“Henna, na verdade, é o nome em árabe da planta Lawsonia Inermis, encontrada na África e na Ásia. É a partir desta planta que é extraído o corante em pó utilizado como ingrediente base para a fabricação do produto aplicado nas sobrancelhas. Este corante passa por um processamento em conjunto com água e outras substâncias naturais, tornando-o aplicável na pele. Este mesmo produto é utilizado também em tatuagens provisórias e para pintura de cabelos”, conta Regina Jordão, CEO do Pello Menos, rede especializada em depilação.
Preenchimento de fios
Segundo ela, a sobrancelha de henna é uma técnica utilizada para preencher os fios dessa região com tal pigmento. Portanto, o procedimento é indicado para pessoas que sofrem com falhas, para as que desejam aprimorar o design das sobrancelhas ou apenas para dar mais volume para os fios. “Durante o procedimento, utilizamos um equipamento com o produto que será aplicado nas sobrancelhas para pigmentar a pele. O processo é indolor e não dura mais do que alguns minutos”, explica a especialista.
Regina faz apenas uma ressalva, a sobrancelha de henna vai promover apenas um efeito temporário de preenchimento dos fios, sendo necessário uma manutenção para que o efeito permaneça por mais tempo. “As aplicações funcionam como uma espécie de tratamento progressivo, ou seja, a frequência do método contribui para tornar a sobrancelha mais volumosa, uma vez que estimula o crescimento de novos fios. “Por ser feito com ingredientes orgânicos, as chances do método causar algum tipo de alergia são realmente mínimas”, pontua Regina.
Vantagem
Outra vantagem é que não há contraindicações para o uso de henna, pode ser aplicada independente do tom de pele e cabelo. O pigmento ainda possui propriedades anti-inflamatórias, adstringentes e anti bacterianas, o que ajuda a melhorar a saúde dos fios e da pele da região. O único adendo é que as mulheres loiras precisam ter cuidado quanto ao tom correto, por isso é essencial procurar um profissional especializado. “Para conquistar um resultado o mais natural possível, será preciso manipular a tinta da henna, de modo a chegar num tom que se assemelhe ao máximo ao do cabelo”, pondera Regina e frisa que há no mercado tons de henna no loiro escuro, castanho claro e marrom.
“Muitas mulheres temem um resultado muito artificial e é fato que durante a aplicação do produto, a sobrancelha fica um pouco marcante. Porém, isso acontece apenas para que a coloração possa fixar nos fios, com o tempo esse resultado forte vai amenizando, deixando uma aparência bem natural”, finaliza a executiva. ⠀
Apenas “sinto muito” nem sempre é o suficiente; especialista em psicologia positiva ensina o que mais precisa ser dito
Cometemos erros o tempo todo. São eles, afinal, o que nos torna humanos. Até quando não pensamos que fizemos algo de errado, outras pessoas encontrarão falhas em nossos caminhos. Se isso acontecer, devemos ou não nos desculpar? Pedir perdão ao magoar ou ofender alguém sempre é uma atitude a ser considerada, mesmo se achamos ter um bom motivo para o que aconteceu. Isso é o que explica Flora Victoria, mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.
Segundo a especialista, frequentemente, o impacto da nossa ação não é o que pretendíamos. No entanto, o resultado é muito mais importante do que a intenção. “Parte da felicidade é construída, justamente, pela profundidade das nossas conexões sociais. Ou seja, relacionamentos com amigos, familiares, parceiros, vizinhos e colegas de trabalho. Portanto, quando esses laços são rompidos ou desgastados, geralmente, vale a pena consertá-los”, diz.
Não corrigimos um problema nas interações sociais apenas o ignorando ou atribuindo o desacerto ao outro. Então, o que fazer? “Tudo começa com um sincero pedido de desculpas”, conta Flora. Ela ensina quais são as três etapas essenciais para fazer isso, de acordo com o método criado por Aaron Lazare, professor de psiquiatria da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos.
Etapa 1: diga o que você sente
Normalmente, começamos dizendo “sinto muito” para expressar remorso. “Sinto muito” é mais eficaz quando falamos sobre os nossos sentimentos. Por exemplo: “sinto muito e fico triste em saber que a minha falta de comunicação o deixou tão zangado”. Ou: “sinto muito e estou envergonhado pelo meu comentário ter causado tanto alvoroço”.
Nessas horas, porém, não é construtivo se armar de ressentimento ou atitude defensiva, como: “sinto muito, mas você está exagerando, sendo tão crítico”.
Etapa 2: admita o seu erro e o impacto negativo que ele teve
Esta é a parte mais difícil, pois requer assumir a responsabilidade por nossas ações ou comportamentos. Pode chegar a parecer impossível se realmente não acreditamos que cometemos um erro ou se nossas intenções foram boas.
Pergunte a si mesmo: como a outra pessoa está se sentindo? O que eu fiz que causou isso nela? Poderia ter agido de uma maneira diferente?
Tenha empatia e demonstre que está disposto a entender o lado dela. Por exemplo: “vi que o meu comentário fez mal e sei que você não está se sentindo bem por isso”.
Porém, não fale nada até realmente chegar a essa conclusão. Se não conseguir se colocar no lugar do próximo, suas desculpas soarão falsas.
Também deixe de fora explicações vagas. Esqueça isso para não parecer que está na defensiva. Lembre-se: o objetivo é reparar o relacionamento, não fazer a outra pessoa acreditar que você estava certo.
Caso precise mesmo explicar por que fez aquilo, tome cuidado. Não ajuda em nada lamentar ou dizer simplesmente: “eu realmente não sabia que você ficaria magoado”. Apenas admita o impacto negativo que causou.
Etapa 3: conserte a situação
Boas desculpas incluem alguma reparação real ou simbólica. É possível criar uma situação para a pessoa recuperar a credibilidade ou você admitir o seu erro publicamente. Em muitos relacionamentos, um simples abraço já é o bastante.
Explique o que fará de maneira diferente na próxima vez, para não repetir a ação ou comportamento ofensivo. Isso ajuda a reconstruir a confiança.
Se não tiver certeza de como consertar, pergunte: “há algo que eu possa fazer para compensá-lo?”
Mas, acima de tudo, cumpra todas as promessas. Quando nos sentimos culpados ou envergonhados, às vezes, nos corrigimos demais na tentativa de obter perdão. Se o outro está exigindo algo que você não pode dar, pense em outra alternativa.
“Saber como se desculpar bem é uma grande habilidade que nós podemos desenvolver. Para começar a praticar mais, reflita: quando um pedido de desculpas fez toda a diferença em sua vida?”, finaliza Flora, que também é Embaixadora da Felicidade no Brasil pela World Happiness Summit.
Gisele Medeiros, autora do livro Ser Humana e especialista em Psicologia Positiva e Ciência do Bem-Estar, aponta como lidar com dúvidas sobre propósito e felicidade
Final de ano vem aí. É hora de colocar tudo na balança, avaliar se as metas foram cumpridas e repensar a vida – ainda mais em um ano desafiador como 2020, em que lidamos com pandemia, perdas e outras complexidades. Com isso, questionamentos sobre propósito, felicidade e sentido da vida ganham holofotes. Gisele Medeiros, autora e especialista em Psicologia Positiva e Ciência do Bem Estar pela PUC, destaca que a maturidade tende a trazer mais clareza acerca das expectativas sobre a vida, a carreira e os relacionamentos, porém, mesmo assim, é necessário um plano de ação para uma boa tomada de decisões.
“Existem períodos da vida em que temos crises de identidade e ações externas não favorecem mais soluções. É como se precisássemos fazer uma ‘faxina na alma’. Temos que descobrir nosso papel no mundo, dar uma reviravolta e ter coragem para recomeçar. E é normal surgirem muitas dúvidas de por onde começar”, comenta Gisele, autora do livro a Ser Humana, que está na segunda edição e pode ser adquirido em formato impresso no site https://www.thebravenewlife.com/ser-humana ou em versão digital no Kindle ou loja da Amazon.
Pensando nisso, Gisele organizou 7 sugestões para quem está em meio a estes pensamentos, compartilhando um pouco de sua experiência, ao se mudar há dois anos com dois filhos pequenos e o marido para Holanda. Ela reinventou sua relação entre a vida e o tempo, encarou um lifestyle minimalista e mudou de profissão.
Gisele Medeiros, autora do livro Ser Humana e especialista em Psicologia Positiva
Veja a seguir as 7 dicas da especialista para repensar a vida:
1. Dê uma trégua para o propósito
Estamos vivendo uma epidemia de propósito. Nossa meta passou a ser desvendar a charada, encontrá-lo, e junto dele nossa melhor versão. Alguns equívocos comuns contudo nos tiram a paz quando falamos sobre este tema, entre eles, que o propósito é uma coisa que precisa ser encontrado. Porém, ele é algo que construímos ao longo do caminho, portanto, não é um momento “Eureca”.
Ele também não é uma coisa única ou necessariamente relacionado ao trabalho. Somos seres compostos de várias partes, então nada mais natural do que termos um propósito, por exemplo, relacionado à saúde, outro para a criação dos filhos, um propósito relacionado ao trabalho, e assim por diante.
Por fim, ele não é para sempre. Nossos objetivos mudam ao longo da vida, na medida em que mudam os desafios e a maturidade. Nossos propósitos se transformam conosco e a parte boa é que podemos descobri-los em coisas muito simples, ainda que extremamente importantes para cada um nós.
2. Faça Pequenos experimentos
Não tente mudar completamente sua vida com um plano numa tarde de domingo ou tome decisões em momentos de crise. Tente, ao invés disso, comprometer-se com um único experimento. As mudanças mais difíceis não são normalmente desafios técnicos, mas adaptativos.
Pense em algo que possa ser transformado em sua rotina e que tenha significado somente para você e então, veja como se sente em relação àquela atividade. Tente experimentar algo em pequenas doses, como um estudioso numa pesquisa de campo. Não fique apenas na imaginação, experimente.
3. Conecte os pontos
Faça uma linha do tempo com as coisas que você gostava de fazer quando era criança, com os cursos que fez, o que aprendeu e o desenho pouco usual que sua história traçou pelo caminho.
Esta é a sua originalidade. Uma mudança radical de vida não significa necessariamente um rompimento brusco, muitas vezes pequenas adaptações funcionam como pecinhas de dominó empilhadas e empurrando perfeitamente umas às outras.
4. Saia do armário
As capacidades são necessidades. Elas clamam para serem usadas. Como pequenas entidades dentro da gente, que precisam ser utilizadas, caso contrário, definham. Precisamos colocar pra fora o que fomos programados (ou agraciados) para fazer.
Se você parar por 15 minutos para pensar nos elogios que normalmente recebe dos amigos certamente conseguirá desenhar uma lista com 4 ou 5 coisas em que se destaca. Aquele tipo de coisa com que as pessoas normalmente te pedem ajuda. Aquilo que parece difícil para alguém mas que você faz com naturalidade. Aí pode estar o começo de uma linda jornada de descoberta e autoconhecimento, mas acima de tudo, um presente seu para o mundo.
5. Permita-se dar um tempo
Vivemos numa era de startups, onde o ritmo imposto é cada vez mais alucinante e termos como “exponencial” e “fail fast” entraram em nosso vocabulário para tratar de temas que definitivamente não condizem com velocidade. Transformação demanda tempo, embora nossa percepção de tempo seja linear, horizontal. É como se andássemos numa linha reta, sem olhar para os lados, em direção ao nosso futuro. Porém, o tempo não precisa ser previsto ou antecipado, precisa ser sentido. É um processo, tem seu próprio ritmo. Precisamos de um estado de espírito livre e disponível para percebê-lo.
Ou seja, para todos os assuntos em que a mente reverbera a pergunta do “quando” – vou achar aquela pessoa, vou conseguir aquele emprego, vou me mudar desse lugar – vem a resposta como uma onda. Acredite. Não tente controlar. Vai acontecer e na hora certa.
6. Apenas comece
Em quase todas as entrevistas que faço de mulheres em carreiras criativas, em diversas partes do mundo, percebo um padrão comum: elas não mudaram suas carreiras ou sua vida a partir de um plano elaborado e condições perfeitamente adequadas. Elas simplesmente começaram. Havia um sonho ou uma habilidade, que em 99% das iniciativas começou pequena. Numa cozinha, numa escrivaninha ou num computador.
Com isso não quero dizer que não é necessário se preparar técnica, financeiramente e até mesmo emocionalmente para as mudanças, mas que é preciso dar um primeiro passo. É preciso se expor e correr algum risco. É preciso elaborar algo e ofertar para que alguém possa dar um feedback.
7. Seja gentil e abasteça-se do que é bom
Ninguém gosta de falhas e decepções, mas se há uma certeza é a de que em algum momento vamos errar, e muito. Por isso uma dose extra de resiliência e gentileza será necessário para não jogar a toalha depois do primeiro tombo. Um pouco de stress e senso de inadequação é até positivo para nos impulsionar, mas é preciso saber dosar o descontamento.
Na hora em que a “coisa apertar”, saia para uma corrida, escreva, ligue para um amigo ou quem sabe apenas descanse. Dê pequenos presentes para o seu “eu” de hoje e para aquele que você deseja encontrar lá na frente. Seja gentil com você mesmo enquanto estiver aprendendo sua nova versão.
Nutricionista Adriana Stavro explica a ampla variedade de opções de produtos em forma de leite.
Quando se trata de leite, são muitas as opções. Se você é intolerante a lactose, alérgico a proteína do leite de vaca (APLV), vegano, alérgico a nozes, soja ou coco, não se preocupe, nas prateleiras dos supermercados você encontra diferentes opções, que com certeza, vai atender às suas necessidades com bons perfis nutricionais e sabores diferentes.
Leite de Vaca Integral, Semidesnatado, Desnatado ou 0 Lactose
A principal diferença é o teor de gordura, e, portanto, a quantidade de calorias. O leite integral é o que contém mais gordura (mínimo de 3% de sua composição). O leite semidesnatado é mais leve em relação ao integral. No processo de fabricação, parte da gordura é retirada, mantendo os níveis entre 0,6 e 2,9%. O leite desnatado tem menos gordura, porém, ele não contém as vitaminas A e D. Com exceção das vitaminas A e D do leite desnatado, todas as versões contém as mesmas quantidades de proteínas, sódio, potássio, cálcio, magnésio, fósforo, e vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, biotina, ácido fólico, B12, C, D, E, e K. É importante ressaltar que as quantidades de carboidratos nas 3 versões são as mesmas (em média 9,0g por 200ml).
Com uma ampla variedade de extratos vegetais disponíveis, pode ser difícil saber qual é o melhor. É importante ficar atento aos ingredientes ocultos que possam ter impacto negativo na sua saúde. Aqui estão alguns pontos importantes a considerar:
Conteúdo de cálcio: O leite de vaca é rico em cálcio, essencial para ossos saudáveis e para prevenir a osteoporose. A maioria dos extratos vegetais é enriquecida com cálcio, portanto, escolha um que contenha no mínimo 120 mg de cálcio por 100 ml.
Vitamina B12: A vitamina B12 é encontrada naturalmente em produtos de origem animal. Pessoas que limitam ou evitam estes produtos devem escolher produtos enriquecidos com esta vitamina.
Alergias e intolerâncias alimentares: algumas pessoas têm alergias ou intolerâncias a certos ingredientes usadosem leites à base de plantas, como glúten, nozes e soja. Verifique os rótulos se você tiver alergias ou intolerâncias.
Intolerância à lactose é diferente de alergia ao leite. Consulte seu médico.
Açúcar: O açúcar é disfarçado por muitos nomes (dextrose, frutose, galactose, glicose, lactose, maltose, sacarose entre outros). É importante ficar atento e evitar produtos com adição de açúcar e de adoçantes artificiais.
Estabilizadores como goma de gel: goma de gel é um polissacarídeo produzido pela bactéria Sphingomonas Elodea. É frequentemente combinado com o agente espessante de gomaxantana, que pode ter efeito laxante quando consumido em grandes quantidades.
Reguladores de ácido: Reguladores de ácido, como fosfatos, são adicionados às alternativas de leite para manter o pH durante o armazenamento. No entanto, há muita controvérsia em torno do uso de altas concentrações de fosfatos como aditivo alimentar, razão pela qual eles devem ser consumidos apenas em pequenas quantidades.
Lembre-se de ler a lista de ingredientes antes de adquirir alternativas ao leite de vaca.
Extrato Vegetal de Soja
Tem sido o substituto não lácteo mais popular porque seu perfil nutricional se assemelha muito ao leite de vaca. algumas marcas, são enriquecidas com cálcio e vitamina D, portanto, verifique o rótulo nutricional. Uma xícara (240 ml) de leite de soja sem açúcar contém 80-90 calorias, 4-5 gramas de gordura, 7-9 gramas de proteína e 4 gramas de carboidratos.
Leite de Soja
Extrato Vegetal de Amêndoas
É feito com amêndoas e água. Tem uma textura leve e um sabor ligeiramente doce. Pode ser adicionado ao café e chá, misturado em smoothies e usado como substituto do leite de vaca em sobremesas e assados.
Uma xícara (240 ml) de extrato de amêndoa sem açúcar contém 30 a 35 calorias, 2,5 gramas de gordura, 1 grama de proteína e 1 a 2 gramas de carboidratos
Comparado ao leite de vaca, contém menos calorias e menos gorduras. Também é significativamente mais baixo em proteínas e carboidratos
É um dos extratos vegetais de menor teor calórico disponíveis, e é uma ótima opção para aqueles que desejam ou precisam diminuir o número de calorias
Escolha marcas que contenham um conteúdo mais alto de amêndoas, em torno de 7 a 15%.
As amêndoas também contêm ácido fítico, uma substância que se liga ao ferro, zinco e cálcio para reduzir sua absorção no organismo. Isso pode diminuir um pouco a absorção desses nutrientes pelo extrato de amêndoa
Extrato Vegetal de Coco
O extrato de coco é feito da água e da polpa branca dos cocos marrons. Tem uma textura cremosa e um sabor doce, mais sutil que o coco.
Um copo (240 ml) contém 45 calorias, 4 gramas de gordura, nenhuma proteína e quase nenhum carboidrato
Contém um terço das calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos.
Tem o menor teor de proteínas e carboidratos dos extratos não lácteos. Por isso pode não ser a melhor opção para aqueles com maiores necessidades de proteína, mas seria adequado para quem procura reduzir a ingestão de carboidratos.
Além disso, cerca de 90% das calorias do extrato de coco são provenientes de gordura saturada, conhecida como triglicerídeos de cadeia média.
Leite de coco
Extrato Vegetal de Aveia
O extrato de aveia é feito a partir de uma mistura de aveia e água. No entanto, os fabricantes costumam adicionar ingredientes extras, como gomas , óleos e sal, para produzir sabor e textura agradáveis. É naturalmente doce e de sabor suave. Pode ser usado para cozinhar da mesma maneira que o leite de vaca e é ótimo com cereais ou smoothies.
Um copo (240 ml) contém 140-170 calorias, 4-5 gramas de gordura, 2-5 gramas de proteína e 19-29 gramas de carboidratos.
Contém um número semelhante de calorias que o leite de vaca, e cerca de metade da quantidade de proteína e gordura.
Curiosamente, o extrato de aveia é rico em fibras totais e beta glucana, um tipo de fibra solúvel que forma um gel espesso à medida que passa pelo intestino.
O gel de beta glucana se liga ao colesterol, reduzindo sua absorção no organismo. Isso ajuda a diminuir os níveis de colesterol, principalmente o colesterol LDL, o tipo associado a um risco aumentado de doença cardíaca.
Pesquisas mostraram que as beta glucanas ajudam a aumentar a sensação de saciedade, e diminuem os níveis de açúcar no sangue após uma refeição. O extrato de aveia também é barato e fácil de fazer em casa.
Extrato Vegetal de Arroz
É feito de água e arroz branco ou marrom moído. Tal como acontece com outros não lácteos, geralmente contém espessantes para melhorar a textura e o sabor. O extrato de arroz é o menos alergênico dos não lácteos. Isso o torna uma opção segura para pessoas com alergias ou intolerâncias a laticínios, glúten, soja ou nozes. Tem sabor suave e naturalmente doce com consistência levemente aquosa. É ótimo para beber, preparar smoothies e sobremesas.
Uma xícara (240 ml) contém 130-140 calorias, 2-3 gramas de gordura, 1 grama de proteína e 27-38 gramas de carboidratos. O extrato de arroz contém calorias semelhantes ao leite de vaca. Ele também contém consideravelmente menos proteína e gordura.
De todas as alternativas não lácteo, o extrato de arroz contém mais carboidratos, cerca de três vezes mais que os outros.
Além disso, tem um alto índice glicêmico (IG) de 79 a 92, o que significa que é absorvido rapidamente no intestino, e aumenta rapidamente os níveis de açúcar no sangue. Por esse motivo, pode não ser a melhor opção para pessoas com diabetes.
Devido ao seu baixo teor de proteínas, também pode não ser a melhor opção para crianças, atletas e idosos. Essas populações têm maiores necessidades de proteína.
Leite de arroz
Extrato Vegetal de Caju
É feito de uma mistura de castanha de caju e água. É cremoso e tem um sabor doce e sutil de nozes. Tal como acontece com a maioria dos extratos à base de nozes, a polpa é extraída do leite. Isso significa que as fibras, proteínas, vitaminas e minerais de todo o caju são perdidos.
Um copo (240 ml) de extrato de caju sem açúcar contém apenas 25 a 50 calorias, 2 a 4 gramas de gordura, 0 a 1 grama de proteína e 1 a 2 gramas de carboidratos. O extrato de caju contém menos calorias do leite de vaca, metade da gordura e significativamente menos proteínas e carboidratos.
Devido ao seu baixo teor de proteínas, pode não ser a melhor opção para pessoas com maiores necessidades como idosos, crianças e atletas.
Com apenas 25 a 50 calorias por xícara (240 ml), o extrato de caju sem açúcar é uma ótima opção de baixa caloria para quem procura reduzir sua ingestão calórica.
O baixo teor de carboidratos e açúcar também a torna uma opção adequada para pessoas que precisam monitorar sua ingestão de carboidratos, como diabéticos. Por fim, o extrato de caju é um dos extratos mais fáceis de fazer em casa.
Extrato Vegetal de Macadâmia
O extrato de macadâmia é feito principalmente de água e cerca de 3% de macadâmia. É relativamente novo no mercado. Tem sabor suave e é mais cremoso que a maioria dos extratos vegetais.
Um copo (240 ml) contém 50 a 55 calorias, 4-5 gramas de gordura, 3-5 gramas de proteína. Isso faz com que seja uma ótima opção para quem tenta reduzir a ingestão de calorias.
Contém menos calorias e gordura em relação ao leite de vaca. Também tem menos proteínas e carboidratos.
Além disso, o extrato de macadâmia é uma ótima fonte de gorduras monoinsaturadas saudáveis , com 3,8 gramas por xícara (240 ml).
Aumentar a ingestão de gorduras monoinsaturadas pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol no sangue, a pressão sanguínea e o risco de doença cardíaca, especialmente se ele substituir alguma gordura saturada ou carboidrato em sua dieta
Extrato Vegetal de Cânhamo
É produzido a partir das sementes da planta de cânhamo. O extrato de cânhamo tem um sabor levemente adocicado e uma textura fina e aquosa.
Uma xícara (240 ml) de extrato de cânhamo sem açúcar contém 60 a 80 calorias, 4,5 a 8g de gordura e 1 a 2g de carboidratos. Contém quantidade semelhante de gordura ao leite de vaca, mas cerca da metade das calorias e proteínas. Ele também contém significativamente menos carboidratos em relação ao leite.
É uma boa opção para veganos e vegetarianos, pois um copo fornece 2 a 3g de proteína com todos os aminoácidos essenciais.
É baixo em carboidratos, tornando-o uma ótima opção para quem deseja reduzir a ingestão. Evite variedades adocicadas, pois elas podem conter até 20 gramas de carboidratos por xícara (240 ml)
Extrato Vegetal de Quinoa
Embora a quinoa tenha se tornado um superalimento muito popular nos últimos anos, o extrato é relativamente novo no mercado. Por esse motivo, é um pouco mais caro que outros extratos e pode ser um pouco mais difícil de encontrar.
Um copo (240 ml) contém 70 calorias, 1 grama de gordura, 2 gramas de proteína e 12 gramas de carboidratos em média.
É composto principalmente de água e de 5 a 10% de quinoa. Isso significa que a maioria das proteínas, fibras, vitaminas e minerais da quinoa são diluídas.
Possui um perfil nutricional bastante equilibrado em comparação com outros extratos. É relativamente baixo em gordura, com quantidades moderadas de proteínas, calorias e carboidratos.
É uma boa fonte de proteína para vegetarianos e veganos. Se estiver disponível no supermercado, pode valer a pena apostar.
Pensar em maior produtividade é pensar em cuidar da saúde. O trabalho enobrece, mas desgasta, ele suga a energia e nos deixa estafados, enquanto cuidar da saúde, praticar exercício físico e cuidar da alimentação, aumenta a sua energia vital.
O cérebro reage como um músculo, atrofia com o desuso. Aí você pode dizer: “Quem falou que eu não uso meu cérebro?”. Sim, Ok. Se isso é fato em sua vida, mas você não pratica exercício físico, então a pessoa está muito provavelmente sob os efeitos do estresse, que desgasta as conexões das bilhões de células nervosas, um desgaste que pode levar a depressão, que ao contrário da expansão, contrai certas áreas cerebrais.
Para Personal Trainer Giulliano Esperança, o exercício físico, ele expande suas áreas cerebrais, ele promove de uma forma singular, alterações biológicas que aumentam as conexões entre as células neuronais. Aumenta também os níveis de adrenalina, dopamina, serotonina e endorfina.
Personal Trainner Giulliano Esperança
Quando os neurocientistas começaram a estudar os efeitos do exercício nas células cerebrais, identificaram melhora nas habilidades cognitivas, na saúde mental, devido a fatores de crescimento neuronais, com uma condição: “O movimento físico, é a única forma de promover o aumento dos fatores de crescimentos neurais.” Giulliano ainda questiona” Entende que antes de emagrecer, muita coisa vai acontecer em seu metabolismo?” Pode ser que você não ligue para questões estéticas e nem goste de fazer exercício físico, mas praticar atividade física faz com que o indivíduo se torne mais inteligente.
O chefe Pedro Siqueira ensina a receita de atum selado, guacamole e salada de milho tostado. Veja só:
Guacamole
2 abacates maduros
2 limões
5g Coentro desfolhado
2g Sal
2g Pimenta
5ml Tabasco
100ml Azeite
Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador adicionando o azeite aos poucos.
Salada Refrescante
20g de guacamole
10g de milho na manteiga
10g de tomate
5g de coentro desfolhado
5g de cebola roxa em juliene
Preparo:
Cozinhe o milho fresco e refogue na frigideira com manteiga para tostá-lo. Misture os ingredientes e tempere com sal e pimenta a gosto.
Atum
120g de atum limpo e branqueado
20g de guacamole
30g de saladinha refrescante
2g sal
2g pimenta moída
Raspas de limão
Azeite
Preparo do atum:
Limpar o lombo do atum e branquear rapidamente em água fervendo e em seguida colocando no gelo. Depois porcionar em 120g. Selar em frigideira bem quente para dar a coloração de fora e deixar o meio vermelhinho.
O começo de ano é sempre uma incógnita para todos. Muitos planejamentos de atividades, metas com números e orçamentos financeiros. Mas, este ano, em particular, o foco será um pouco diferente. É um período de muito cuidado e as pessoas anseiam pela recuperação econômica e social do Brasil e do mundo.
Para os planejadores e financistas de plantão, o trabalho de avaliar o macroambiente, o mercado e as variáveis incontroláveis nunca foram tão difíceis como agora. Para se ter uma ideia, no ano passado haveria um crescimento ou pelo menos uma melhor condição de produção e vendas. E para a nossa surpresa, um fator incontrolável e não orçado apareceu, causando um movimento nunca antes passado no nosso mundo globalizado.
Mas a ideia não é colocar aqui as imensas manobras que as empresas, executivos e empreendedores tiveram que fazer para sobreviver. Mas sim os “saberes” que tivemos para este ano trabalharmos com muito afinco.
Na temática do desenvolvimento sustentável houve um crescimento de empresas preocupadas em aprender sobre os inúmeros tópicos que compõe este tema. Segundo o Pacto Global Rede Brasil, a rede do nosso país comparado com as outras foi a que mais cresceu de signatários em 2020 para os “Dez Princípios do Pacto Global” chegando a 1.100 organizações.
Este movimento foi lançado em 2000 pelo então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. O Pacto Global busca empresas que alinhem as suas estratégias de operações e desenvolvam ações que contribuam para a melhora dos desafios que compõe a sociedade. Os 10 princípios universais do Pacto que as empresas se comprometem estão nas áreas de Direitos Humanos, Trabalho, Meio Ambiente e Anticorrupção. Sendo hoje a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo.
O ESG (Environmental, Social and Governance) ou ASG (Ambiental, Social e Governança), em português, ganhou destaque nos principais jornais e sites de notícias do país, colocando as questões Ambientais, Sociais e de Governança como um foco de atenção principalmente para os investidores. E este novo modelo mental de gerar valor começa a entrar nas estratégias de negócios das grandes empresas, pois os acionistas entenderam que estes conjuntos de indicadores precisam fazer parte das entregas, além da lucratividade. Os riscos associados a estas três letrinhas podem derrubar grandes empresas e esvaziar o valor da marca em alguns segundos nas bolsas, se não bem cuidado.
Muitos fundos com carteira de ações de empresas, que se preocupam com estes temas começaram a mostrar que não é só por “ajudar” o meio ambiente ou as pessoas, como alguns executivos classificam esta área pejorativamente, mas sim uma forma de ter mais controle, menos riscos e estar de acordo com a missão, visão e valores que ficam muito bem nas entradas de suas organizações.
A B3 anunciou a sua carteira ISE B3 no final do ano de 2020 e que começa a vigorar a partir de 4 de janeiro até o final do ano de 2021. Desde que foi criada em 2005, esta carteira mostrou uma rentabilidade de +294,73% contra +245,06% do Ibovespa. Nesta carteira só entram empresas que mostram os seus indicadores por meio de um questionário (e são auditados) que comporta 7 dimensões: Econômico–Financeiro, Geral, Ambiental, Governança Corporativa, Social, Mudança do Clima e Natureza do Produto.
Gerar valor não somente para os clientes, acionistas ou executivos, mas também para a sociedade em geral, para os funcionários e todos os outros públicos de relacionamento, os famosos e importantes stakeholders. No Fórum Econômico Mundial do ano passado, este novo movimento foi chamado de Economia ou Capitalismo dos Stakeholder.
Mas a jornada para trazer estes indicadores, que ficam muito bonitos em fotos, relatórios de sustentabilidade ou em projetos pontuais, ainda é longa. É preciso sair da teoria dos planejamentos e ir para a prática do dia a dia. Grandes bancos começam inclusive a colocar profissionais especialistas nestas temáticas em sua “bancada” de conselheiros na governança da empresa. Outros não estão mais financiando projetos e empresas que possam ter “problemas” com o ESG. Ou seja, o setor financeiro, que popularizou estas três letras para economizar os termos sustentabilidade corporativa ou desenvolvimento sustentável, está tentando mostrar que se adapta para esta nova realidade.
E a sua empresa, também já está se preparando neste ano para a grande jornada das temáticas do ESG?
* Marcus Nakagawa é professor da ESPM; coordenador do Centro ESPM de Desenvolvimento Socioambiental (CEDS); idealizador e conselheiro da Abrapswww. @ProfNaka