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Carne suína na gravidez: médico esclarece mitos e verdades sobre consumo

Proteína suína não apenas é permitida, mas incentivada para a dieta de mulheres grávidas. Créditos: Envato Imagens

Carne suína na gravidez: médico esclarece mitos e verdades sobre consumo

Ao contrário do que diz crença popular, ingestão de proteína suína é amplamente aconselhada durante gravidez; mesmo assim, cuidados devem ser tomados

A preferência pela carne suína disparou durante a pandemia. Segundo dados levantados pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o consumo desse tipo de proteína cresceu 80% em 2020, em comparação com o ano anterior. Por ser a nova ‘queridinha’ do consumidor, velhos mitos sobre a carne suína voltaram à tona, como a contraindicação do consumo durante a gestação.

Mas, segundo médicos, esse é um medo infundado. De acordo com o médico do trabalho da Alegra, João Carlos Santos Martins, a ingestão da proteína suína não apenas é permitida, mas incentivada para a dieta de mulheres grávidas. “Existe um mito, e isso vem de longa data, mas não há proibição de consumo para gestantes. Uma alimentação que contemple esse tipo de proteína é fundamental para o desenvolvimento do feto, devido a todos os aminoácidos presentes na carne suína. A ingestão desse produto, inclusive, deve ser feita diariamente, com porções entre 60g e 100g aproximadamente”, afirma Martins.

Entretanto, o médico ressalta que é preciso conhecer a procedência dos produtos suínos e balanceá-los com outras proteínas, de forma a tornar a dieta rica em nutrientes necessários para uma vida saudável. “Esse é um cuidado importante: saber de onde vem a carne que você coloca dentro da sua casa e qual é o preparo mais indicado. Dessa forma, não há um padrão definido de quantas vezes por semana é apropriado o consumo, mas o equilíbrio com outras proteínas, como peixes e ovos, faz grande diferença no desenvolvimento da criança”, acrescenta.

Introdução alimentar

Recentemente, a Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, também desmentiu outro mito relacionado à carne suína: de que essa opção não seria indicada para o consumo de crianças no período de transição de alimentos líquidos para os sólidos. Segundo o estudo, que analisou 65 bebês e testou dietas à base de carne e laticínios, a proteína suína traz uma série de benefícios nutricionais e no metabolismo de crianças entre seis e 12 meses de idade.

De acordo com a pesquisa, a carne suína fornece micronutrientes importantes, é uma excelente fonte de proteína e pode ser um alimento complementar importante para bebês e crianças pequenas. Cortes como o lombo, por exemplo, possuem pouca gordura e muita proteína, sendo uma ótima opção para incluir nas refeições.

Os desafios de conciliar maternidade e empreendedorismo

Empreendedoras desmistificam o romantismo em torno das mães donas do próprio negócio

Depois de anos viajando todos os dias de Campinas, no interior de São Paulo, para a capital, por conta da carreira como coordenadora de marketing digital em uma empresa de telecomunicações, Lidiane Batoni resolveu que era hora de ter mais tempo disponível para as filhas e, abriu uma empresa com o marido. “Amo minha profissão, mas o coração ficava apertado por todas as vezes que perdi a oportunidade de levar minhas filhas para a escola, para apresentações, pelas reuniões que não pude ir, entre outros tantos acontecimentos”, conta.

No mundo dos negócios, não é difícil encontrar mulheres que, com a chegada dos filhos, decidem abrir a própria empresa a fim de ressignificar sua relação com a família. Muitas delas, assim como Lidiane (que, em apenas nove meses, viu a empresa ter um excelente retorno financeiro), se tornam empreendedoras bem-sucedidas. No entanto, o caminho entre a decisão de empreender até alcançar o sucesso ou mesmo o retorno financeiro é cheio de desafios.

A começar pelo fato de que, para muitas mães, o empreendedorismo surge como necessidade e não escolha. “Existe uma fantasia quando falamos sobre empreendedorismo e maternidade. Empreendemos porque, quando nos tornamos mães, muitas de nós são demitidas. Empreendemos para ter mais tempo com nossos filhos, pois eles precisam de tempo, e não essa falácia de tempo de qualidade. Empreendemos numa tentativa de criar um mercado de trabalho mais receptivo com as nossas necessidades”, avalia a professora do curso de Marketing Digital da Digital House, Caroline dos Santos. Em plena pandemia, para dar conta de trabalhar e cuidar sozinha da filha de três anos, ela decidiu renunciar a uma colocação CLT para abrir sua própria consultoria de marketing digital. “Um emprego CLT me cobraria uma carga horária fixa, horários rígidos, que eu não podia atender”, conta.

Um relatório divulgado em janeiro pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostrou que 52,9% dos cerca de 14 milhões de brasileiros que terminaram 2020 sem uma ocupação remunerada são mulheres. Com dificuldade de se recolocar no mercado, fato agravado ainda mais pela pandemia do novo coronavírus, elas foram em busca de inspirações para iniciar no mundo do empreendedorismo. É o que mostra o Pinterest Predicts, relatório anual de tendências do Pinterest, o qual apontou que em 2020 houve um crescimento de 50 vezes na busca das mulheres por temas relacionados a “pequenas empresas”.

Em alta no mercado por conta da grande demanda por profissionais, as carreiras ligadas às habilidades digitais que, cada vez mais despertam o interesse de mulheres, se apresentam como alternativa de empreendedorismo para aquelas que precisam de maior flexibilidade na rotina de trabalho para dar conta das necessidades dos filhos e da família. “As carreiras digitais têm o bônus do home office, que, embora esteja em alta hoje por conta do isolamento social, já existia e deve se manter no pós-pandemia. Além disso, vender um serviço e não um produto ajuda a ter uma margem de ganho maior”, avalia Caroline.

Um levantamento da Digital House, escola de habilidades digitais com presença em todo o País, por meio de seus cursos online, mostra que em 2018 as mulheres representavam 18% dos alunos da escola. Em 2020, o interesse delas pelos cursos oferecidos nas áreas de Programação, UX, Marketing Digital, Dados e Negócios resultou em 26% das matrículas. Já em 2021, as mulheres representam 36% dos alunos da escola.

A Lidiane é uma dessas alunas. Depois do sucesso da sua empresa em uma plataforma de marketplace, ela encontrou no curso “Consultor de Vendas do Mercado Livre”, oferecido pela Digital House, mais uma forma de empreender, agora prestando consultoria sobre os seus conhecimentos como empresária. Feliz com a possibilidade de conciliar sua agenda com as necessidades das filhas, ela revela que em nenhum dia, desde que começou a empreender, trabalhou menos do que trabalhava quando era CLT. “Se ilude quem pensa que empreender é trabalhar na hora que se quer. Mas, sem dúvida, é possível administrar o seu tempo de forma adequada e poder também estar presente em momentos importantes. E tomar um sorvete com suas filhas às três da tarde de uma quarta feira porque percebeu que estavam tristes, não tem preço”, diz.

“A grande verdade é que não existe isso de passar mais tempo com os filhos só por decidir empreender. Ainda precisamos de rede de apoio, escola, cuidadores etc. Temos sim mais flexibilidade. Consigo trabalhar enquanto minha filha dorme. Consigo trabalhar no sábado e passear num dia da semana”, corrobora Caroline ao lembrar que as mulheres são responsáveis financeiramente pela maioria dos lares brasileiros e que o empreendedorismo também faz parte de suas trajetórias.

“Quando uma mulher empreende, ela não está focando apenas em renda extra. Empreender sempre fez parte da nossa vida. Uma mãe que trabalha com limpeza doméstica também é uma empreendedora. Empreender está no DNA não apenas dos homens, mas das mulheres também. A questão é que, aos olhos da sociedade, o empreendedorismo feminino ou materno é sempre relacionado a um hobby, quando na verdade é daí que saem as grandes ideias e o sustento de muitos lares”, sintetiza a consultora e professora de marketing digital.

Seis tipos de mães e os drinks que combinam com elas!

Que mãe só tem uma, a gente sabe. Mas há características típicas que fazem com que as identifiquemos prontamente. De clássicas às mamães irreverentes, descubra o drink que irá agradá-la e proponha o brinde neste Dia das Mães!

Kir-Royal

A mãe clássica:

Ela gosta de transmitir uma imagem tradicional, desde o corte de cabelo até as roupas que decide usar. Como tem preferência por símbolos atemporais, que não dão brecha a erros, brinde com ela com um Kir Royal, um drink refrescante e elegante, que combina licor de cassis Gabriel Boudier com espumante e é sempre uma escolha certeira. Modo de preparo: Coloque 50 ml do licor em uma taça do tipo flute, complete com espumante e decore com frutas vermelhas. Pronto, você terá um drink sofisticado e delicioso, que nunca sai da moda.

Carajillo 43 shakeado

A mãe poderosa:

Ela é sofisticada, vaidosa e cheia de energia. Sua presença invade todos os espaços – é conhecida e admirada na escola, no parque, nas salas médicas – e seus filhos são motivo de orgulho. Quer surpreendê-la? Aposte do drink Carajillo 43, a união do mítico Licor 43 com café, que resulta em uma harmoniosa mistura de sabores. Modo de preparo: coloque 3 pedras de gelo em um copo baixo, 50 ml de Licor 43 e adicione 50 ml de café espresso. Misture todos os ingredientes e complete com mais gelo. Para a versão batida, basta adicionar todos os ingredientes em uma coqueteleira e bater vigorosamente.

Fizzy Peachtree.

A mãe prática:

A maternidade não é algo de outro mundo e, sim, ela mais aproveita o paraíso do que padece nele. A criança caiu? Levanta que sara, sem muito tempo para os dramas. Essa mãe procura equilibrar as dores e delícias do dia a dia na criação dos filhos. Se sua mãe tem esse perfil, ensine a ela um drink fácil e rápido como o Fizzy Peachtree. Seu principal ingrediente, o licor de pêssego Peachtree, dá o toque especial ao coquetel. Modo de preparo: sirva em uma taça de vinho com gelo 50ml de Peachtree, 10ml de suco de limão e complete com água com gás.

Stoli Moscow Mule.

A mãe fitness:

Ela ama esportes e incentiva os filhos a praticá-los desde cedo. Ioga, natação, futebol, dança ou o que for, o importante é movimentar o corpo. A alimentação saudável também é prioridade em sua vida, por isso para brindar o Dia das Mães com ela escolha um drink sem glúten como o Stoli Moscow Mule. Modo de preparo: você irá precisar de 60 ml da vodca Stoli Gluten Free, 45 ml de suco fresco de limão, 15 ml de mel agave, 5 folhas de hortelã, 1 pedaço pequeno de gengibre macerado e água com gás. Adicione os ingredientes, menos a água, em uma coqueteleira e bata. Coe e sirva sobre gelo moído em uma caneca. Finalize com água com gás.

Elit Vodka – indicada para o Dry Martini

A mãe obstinada:

Ela é exigente em sua maternidade e espera o mesmo dos filhos. Quer nota 10 porque acredita que sua prole é capaz de chegar ao nível máximo do que quer que seja. Experimente oferecer a esta mãe um potente Dry Martini feito com Elit by Stolichnaya, a vodka Ultra Luxury que foi consagrada com o prêmio ‘2020 Best Vodka’. Irá combinar perfeitamente com esta mãe! Modo de preparo: coloque gelo em uma taça Martíni, e em um mixing glass; adicione 10ml de vermute branco seco no mixing class e misture por 10 segundos com uma colher bailarina, até ficar bem gelado. Pegue o copo pela base, para não esquentar, e dispense o gelo derretido; em seguida acrescente 100ml de Elit e misture por 10 segundos. Volte à taça Martíni, dispense o gelo (que estava ali apenas para gelá-la) e transfira o drinque a ela. Por fim, decore com a azeitona ou um zest de limão.

Taça de Gin&Tonic com MOM Love

A mãe irreverente:

A mente aberta, não tem assunto tabu que a deixe constrangida. Procura quebrar regras na educação dos filhos, claro que com responsabilidade. Quando as crianças crescem, quer buscá-las de madrugada nas festas, conhecer seus amigos e conversar de igual para igual. Está antenada aos drinks do momento, por isso uma taça de Gin&Tonic com MOM Love – o pink gin da mulher moderna infusionado com morangos – irá conquistá-la. Modo de preparo: ofereça uma dose de MOM Gin em uma taça baloon com morangos, folhas de hortelã e muito gelo.

Prepare carbonara vegano no Dia das Mães

Para comemorar o dia das mães de uma forma segura e sem aglomeração a Chef Lidiane Barbosa preparou essa receita deliciosa e super fácil para ser feita em casa.

Ingredientes:
• 300g de massa sem glúten
• 200g de champignon fresco
• 2 colheres de sopa de óleo de coco extra virgem ou azeite de oliva extra virgem
• 1 colher de chá de páprica defumada
• 1 colher de sopa de levedura nutricional
• Salsinha bem picadinha a gosto
• Pimenta calabresa a gosto
• Noz moscada a gosto

Modo de preparo:
Limpe e higienize os cogumelos. Pique bem o cogumelo e em um bowl, misture com a páprica, levedura e óleo de coco ou azeite de oliva. Leve a uma frigideira e deixe em fogo médio, por uns 10 minutos. Mexa para não queimar. Mas não muito para que os cogumelos não soltem muita água. Eles precisam ficar crocantes.

Enquanto isso, cozinhe o macarrão. Mesmo o pupunha eu cozinho 5 minutinhos. Escorra bem a água. Retire os cogumelos da frigideira e reserve. Nesta mesma frigideira, coloque o macarrão já cozido. Aproveite o fundinho que ficou. Acrescente (opcional) salsinha, noz moscada, pimenta calabresa. E finalize com os cogumelos

Saúde feminina: dicas de cuidados com a coluna no home office

Photo by Surface on Unsplash

Dores nas costas são queixas comuns de quem trabalha em casa há mais de um ano

A pandemia do novo coronavírus já se estende há mais de um ano, e definitivamente alterou hábitos e rotinas.

O home office virou realidade para muitas pessoas e, junto com ele, vieram alguns efeitos colaterais, como a maior necessidade de ficar diante de telas e, consequentemente, mais tempo sentado na cadeira.

Se nos escritórios a estrutura era mais confortável, por outro lado muita gente teve que improvisar espaços de trabalho em mesas de jantar, cômodas, ou até mesmo no sofá com o notebook no colo.

E não ficou barato para a coluna: as dores nas costas passaram a ser uma das principais queixas. Para ajudar a aliviar o quadro, confira algumas dicas importantes.

1) De olho na cadeira

A cadeira é o item de maior importância no mobiliário do home office. Ela precisa oferecer apoio adequado para as costas, ter assento confortável e contar com apoio para os braços.

A principal dica é: ao sentar, a coxa deve estar inteiramente posicionada sobre o assento e os pés precisam encostar por completo no chão. Caso necessário, utilize um apoio para os pés.

2) Levante-se frequentemente

Passar horas e horas a fio na cadeira, sem se levantar, pode fazer muito mal para a coluna e também para a saúde do corpo de forma geral.

Portanto, estabeleça intervalos ao longo do dia para levantar, esticar as pernas e alongar os braços. Uma dica é se levantar a cada 30 minutos, alongando ombros e costas durante 15 segundos.

3) Atenção para os pés

Os pés devem permanecer apoiados, seja no chão ou em um descanso para pés com altura apropriada. Dessa forma, evita-se problemas de circulação, inchaço, dores, sobrecarga e demais desconfortos.

Aliás, conforto para os pés é algo primordial também para a saúde da coluna, inclusive para quem não abre mão de se vestir como se estivesse trabalhando no escritório. Desde o início da quarentena, os saltos deram lugar aos sapatos de salto baixo.

“O uso de calçados como rasteiras, alpargatas e sapatilhas cresceu bastante desde o início da pandemia. Anabelas baixas e calçados flats se transformaram em uma grande tendência que une o estilo e o conforto necessários para quem trabalha em casa”, explica Bruna Grein, estilista da La Femme, referência em calçados flats no Brasil.

4) Mexa o corpo

Trabalhar a estrutura muscular é essencial para a estabilidade da coluna. Os exercícios físicos regulares fortalecem a musculatura das costas e melhoram a postura, reduzindo dores e desconfortos.

Flexões, alongamentos, agachamentos e prancha são algumas das atividades que ajudam a tornar a região fortalecida.

5) Evite a automedicação

Se as dores aparecerem, faça compressas quentes no local da dor. O calor auxilia no relaxamento da musculatura, trazendo alívio.

Caso a dor persista mesmo assim, procure ajuda médica – preferencialmente por consultas via telemedicina, que é a alternativa mais segura durante a pandemia.

 

Que tal um Baião de Dois neste Dia das Mães?

O Dia das Mães pede uma comemoração com prato de aquecer o coração. Mesmo com poucas pessoas à mesa, devido ao isolamento social, a homenageada do dia merece um almoço especial.

O chef Melchior Neto ensina uma receita tipicamente brasileira, que apesar de bem elaborada é muito fácil de fazer. Confira!

Ingredientes

2 xícaras de arroz cozido

1 xícara de chá de feijão fradinho

200g de carne seca desfiada

3 queijo coalho cortado em cubos

1 litro de água

3 pimentos inteiros (vermelho, amarelo e verde)

1 cebola picada

2 dentes de alho

1 folha de louro

2 colheres de sopa de azeite

2 colheres de sopa de manteiga

Coentro a gosto

Sal a Gosto

Pimenta calabresa a gosto

Cominho a gosto

Modo de Preparo

Comece a receita cozinhando 1 xícara de chá de feijão fradinho em 1 litro de água, a folha de louro e sal a gosto. Deixe cozinhar por 10 minutos depois que apitar a pressão. Separe duas xícaras de arroz cozido e reserve.

Leve para assar os 3 pimentões inteiros, o vermelho, o amarelo e o verde. Além do sabor, será fácil de remover a pele depois que esfriar. Pique e reserve.

Em uma panela, coloque o azeite e a manteiga, refogue a cebola e o alho e junte com a carne seca desfiada, com os pimentões sem pele e acrescente uma pitada de pimenta calabresa e uma pitada de cominho. Feito isso, misture bem com o feijão já cozido e o arroz. Dê uma rápida grelhada no queijo coalho em cubos e acrescente no final da receita. Finalize com coentro a gosto.

 

Semana do MEI 2021 apresenta tendências e oportunidades para pequenos negócios

O Sebrae preparou uma semana inteira com oficinas práticas e palestras com especialistas para microempreendedores individuais (MEI) e para quem deseja abrir o próprio negócio. Entre os dias 10 e 14 de maio, a Semana do MEI oferece uma programação totalmente online e gratuita para todo o país, com a participação de 45 palestrantes, entre especialistas da entidade e convidados. O tema da edição deste ano é “Uma nova visão para o futuro do seu negócio”, inspirado no bordão do empreendedor, influenciador digital e escritor, Rick Chester, que ficou conhecido nas redes sociais após viralizar com um vídeo no Youtube onde ensina como lucrar vendendo água no Rio de Janeiro. Ele será a grande atração do último dia da edição da Semana do MEI 2021, com a palestra de encerramento “Pega a Visão”.

Ao longo da semana, os inscritos na Semana do MEI terão a oportunidade de participar de uma jornada de conhecimento para encontrar inspiração para empreender, conhecer tendências e oportunidades de negócios, aprender como se planejar para começar da forma adequada e cuidar das finanças, além de interagir com especialistas convidados que trarão dicas para vender mais na internet. A programação nacional tem a colaboração de unidades regionais do Sebrae, sempre com atividades práticas no período da manhã e lives inspiradoras e com dicas durante a tarde.

De acordo com a coordenadora do evento, Renata Malheiros, os assuntos do 1º dia tem foco no momento de crise enfrentado pelos empreendedores. “Vamos começar tratando de inteligência emocional, motivação, resiliência e criatividade, com apoio de especialistas”, contou. Já o dia 11 será voltado para oportunidades de negócios, com grandes tendências, principalmente para o setor de alimentos e beleza. As lives terão a participação de Heloísa Nóbrega, especialista do Sebrae em redes sociais, sobretudo o Tik Tok, e da maquiadora Janaína Mayane, embaixadora MEI que promove cursos online. No dia 12, os participantes poderão aprender sobre a importância do planejamento e vendas pela internet com a ajuda de Felipe Siqueira, sócio do Grupo Reserva, e de Mayra Moreli, gerente de negócios da B2W Marketplace.

A equipe do Sebrae estará disponível no dia 15 para orientar os empreendedores na organização das contas, como fazer o dinheiro render e estratégias financeiras. A ganhadora do prêmio ‘Mulheres que transformam’, da XP, Bia Santos, abordará o tema educação financeira. As oportunidades do PIX para o MEI também serão tema de outra palestra, com a especialista do Banco Central, Mayara Yano. No último dia, serão oferecidas oficinas para ajudar a vender mais, com foco no mercado digital, com convidados do Facebook, HostGator (multinacional de hospedagem de sites) e da Kyte (plataforma online de vendas).

Aprendizado à distância

A analista do Sebrae, Graziele Vilela, explica que os participantes vão aprender como vender melhor pela internet, usar as redes sociais a favor do negócio, além de conhecer mais sobre ferramentais digitais. “O grande diferencial deste ano é que será um evento com conteúdos mais voltados para a prática. Levaremos temas que auxiliem os MEI no dia a dia, já que eles atuam praticamente sozinhos”, ressalta.

Na opinião da analista do Sebrae Pollyana Dietz Ferreira, o formato online da Semana do MEI 2021 possibilita uma maior participação e interatividade com os microempreendedores individuais e potenciais empreendedores em todo país. “A maior parte desses conteúdos ficará disponível gratuitamente no Portal Sebrae após o término do evento, além de um time de especialistas em nossos canais de atendimento preparados para orientar os MEI e todos os que desejam empreender”.

Benefícios do MEI

Atualmente, existem 11,3 milhões de microempreendedores individuais em atividade no país e ainda há muito espaço para crescimento. De acordo com o último Perfil do MEI, elaborado pelo Sebrae, 76% possuem o empreendedorismo como única fonte de renda e apenas 2% eram empreendedores formais antes de se tornar MEI. O estudo também revela que 51% dos MEI em atividade tinham carteira assinada antes de se formalizar e 12% eram empreendedores informais.

A possibilidade de vender ou prestar serviços para o governo, ter um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), acesso a produtos e serviços bancários, como crédito, são algumas das principais vantagens de ser um MEI. Sobre os direitos e benefícios previdenciários, a aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte estão na lista dos principais. Segundo a analista do Sebrae, o MEI é considerado um dos maiores programas de formalização do mundo e o Sebrae tem um papel fundamental na promoção e disseminação do conhecimento”, apontou Pollyana.

Para se inscrever na Semana do MEI 2021, basta clicar aqui.

Whisky Port Charlotte chega ao Brasil a partir de R$1.689,57

Novidade chega ao Brasil dentro do portfólio premium da importadora

O Port Charlotte 10 Years Old, whisky produzido pela destilaria premium Bruichladdich, chega ao Brasil com exclusividade pela Interfood. Introduzido como a principal expressão de Port Charlotte, de malte 100% escocês e 10 anos de envelhecimento, foi concebido, destilado, envelhecido e engarrafado na Ilha de Islay, a mais meridional das ilhas Hébridas e ícone do arquipélago de Argyll , na Escó cia. Conhecida por seu terroir de características muito peculiares, confere notas trufadas, picantes e de sabor intenso a esta joia do portfólio do grupo.

Produzido por um time de profissionais de mentalidade independente, o whisky traz um conceito contemporâneo e moderno à bebida. Com 40ppm, ele é extraído de uma combinação de barris de uísque americano de primeiro uso (65%), barris de uísque americano de segundo uso (10%) e também barris de vinho francês (25%).

O whisky resultante é grande e turfado, apresentando um sabor rico e defumado, com um toque marítimo – a equipe de Bruichladdich afirma que é porque seus armazéns ficam perto do mar. No paladar, tem textura macia, equilibrado, notas defumadas equilibradas com dulçor, coco, baunilha, mel e toques salinos. Seu aroma traz notas de brownie, caramelo salgado, chocolate, gengibre, noz moscada, casca de laranja flambada e um fundo de algas marinhas. O final é elegante e muito persistente, apresentando notas defumadas com um frescor cítrico, toques de pêssego e baunilha. Não à toa, o Port Charlotte 10YO foi coroado o Whisky do Ano em 2020 e 2021 pelo The Whisky Exchange.

A Bruichladdich Distillery, fundada em 1881, produz principalmente whisky escocês de single malte e é uma das nove destilarias em funcionamento em Islay. A ilha faz parte do arquipélago de Argyll, Hébridas, na Escócia e possui cerca de três mil habitantes, apenas. Além disso, a destilaria também é uma B certification company, um grande selo de sustentabilidade mundial de empresas que se comprometem a combater os maiores desafios globais. Desde 2012, ela faz parte do grupo francês Rémy Cointreau, com um portfólio de bebidas excepcionais e com a mesma cultura de excelência.

O lançamento estará disponível em especialistas em whisky como Caledonia Whisky & Co, Whisky Rio e Single Malt por um preço sugerido de R$1.689,57.

Sobre a Remy Cointreau

Grupo familiar francês com experiência de alto padrão e focada em clientes exigentes. As habilidades da empresa são aprimoradas e passadas de geração em geração, protegendo seus terroirs, cultivando destilados centenários e se comprometendo a preservar a eterna modernidade. O portfólio do Grupo inclui marcas finais e singulares, como os conhaques Rémy Martin e Louis XIII, e o licor Cointreau. Rémy Cointreau está listada na Euronext Paris.

A Cointreau tem uma única ambição: se tornar o líder mundial em destilados excepcionais. Para tanto, conta com o compromisso e a criatividade de seus 1.850 funcionários e em suas subsidiárias de distribuição estabelecidas em mercados estratégicos do Grupo.

Sobre a Interfood

A Interfood Importação é uma empresa nacional, fundada em 1985 e possui dois amplos depósitos, situados estrategicamente nos estados de São Paulo e Espírito Santo. Sua estrutura logística é uma das mais confiáveis e qualificadas para atender todas as regiões do país. A Interfood atende aos principais canais de distribuição, incluindo venda direta ao consumidor final, apoiando-se em tecnologia de extrema qualidade (http://www.todovino.com.br). Seus produtos, consagrados mundialmente, originam-se dos principais centros produtores como: Chile, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, África do Sul, Portugal, Espanha, França, Itália, Holanda, Alemanha e Escócia. Site: http://www.interfood.com.br

A CPI da COVID, o presidente, governadores, prefeitos e a Constituição/88

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária semipresencial.

*Alexandre Aroeira Salles

É atordoante o grau de desinformação que boa parte classe política consegue gerar entorno dos mais variados temas. A chamada CPI da COVID-19 é apenas mais um.

O governo federal vem divulgando as somas de recursos enviados para os Estados, atestando o cumprimento da sua parte. Governadores e prefeitos, por sua vez, alegam que não conseguiram fazer muito com o que receberam, a despeito das elevadas somas, e que ainda tiveram que lutar contra o exemplo de um presidente que negligencia a gravidade desse vírus. Quem tem razão?

Como não sou médico, restrinjo-me apenas à análise do tema sob a perspectiva jurídico-constitucional.

A CF/88, em seu artigo 21, diz que compete à União “planejar e promover a defesa contra as calamidades públicas”, assim como “elaborar e executar os planos nacionais (…) de desenvolvimento social”, e os serviços de navegação aérea, transporte interestadual e internacional de passageiros, mantendo relações com países estrangeiros. Incumbe também à União (art. 22) legislar sobre as diretrizes da política nacional de transportes, política de crédito e requisições civil e militares em caso de iminente perigo.

Não obstante, é competência comum da União, dos Estados e dos Municípios (art. 23) cuidarem da saúde e assistência pública, cabendo aos Estados e à União (art. 24) legislarem sobre proteção e defesa da saúde, concernindo à União estabelecer normas gerais, e apenas na hipótese de sua omissão, podendo os Estados atenderem as suas peculiaridades (§ 3º, art. 24). Por fim, vale lembrar que compete aos Município (art. 30) legislar sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e a estadual no que couber.

A Constituição traz consigo uma lógica simples: tudo que envolva dois ou mais municípios é de competência do respectivo Estado Membro atuar; tudo que transborde as fronteiras de um ou mais Estados é de competência da União liderar; assim como aquilo que vem do exterior, é responsabilidade da União gerir.

O esperado constitucionalmente para o Brasil teria sido o Governo Federal, desde fevereiro de 2020, ter conseguido liderar um esforço nacional de proteção e combate ao COVID-19, promovendo diretrizes que minorassem os seus efeitos. Tais diretrizes referem-se a competências de âmbito da União, tais como planos nacionais, transporte interestadual e internacional, relações internacionais e com organizações multilaterais, suprimentos nacionais e programa nacional de imunização.

Contudo, as omissões, falas e posturas do Presidente da República e do Ministério da Saúde trouxeram sérias dúvidas e enorme insegurança sobre suas eficácias na prevenção e controle do vírus, acarretando um salve-se quem puder, de modo que cada governador e prefeito passou a seguir suas fontes próprias de orientação, muitas vezes desencontradas e exageradas. Para tanto, agarrados nas competências constitucionais comuns e concorrentes com a União, legislaram do modo que puderam, a ponto de municípios vizinhos e divididos por uma avenida estabelecerem decretos diferentes para abertura e fechamento de comércio. Não poderia dar certo mesmo.

O tumulto foi tão significativo que houve necessidade de o STF arbitrar o conflito instalado entre os entes federativos, decidindo que as orientações científicas internacionais relacionadas ao COVID-19 não estavam sendo seguidas pela União, denotando inação, o que acabava por autorizar os Estados e Municípios a cumprirem suas competências comuns de realização da saúde “amparada em evidências científicas” (ADI 6.341/DF).

É dessa confusão que se instalou que hoje ouvimos gritos por todos os lados, cada um colocando a culpa no outro, quando, na verdade, o que o Constituinte de 1988 tentou fazer foi organizar a República Federativa do Brasil entregando à União a responsabilidade de “planejar e promover a defesa contra as calamidades”. Infelizmente o líder do Poder Executivo da União no período dessa pandemia não conseguiu encontrar forças intelectuais ou políticas para exercer o papel que se deveria dele juridicamente esperar: liderança.

Como se sabe, líder é aquele que consegue inspirar e motivar as pessoas a somarem seus esforços em prol de um bem comum, ultrapassando conjuntamente e em sinergia os obstáculos que se apresentam, atenuando os conflitos e encontrando os pontos focais do grupo. Por meio de seus exemplos e palavras, o líder influencia e gera, com naturalidade, a confiança do time, cabendo-lhe reconhecer seus erros, ser convencido pelos liderados e ajustar o planejamento.

A CPI que agora se instaura deparará com os constitucionais dispositivos, incumbindo-lhe destrinchá-los, camada a camada, até chegar à inevitável conclusão da ausência de coesão nacional no momento histórico que o Brasil mais precisava. O pior é que ainda precisamos desesperadamente de tal coesão, mas, pelo visto, estamos longe de consegui-lo.

*Alexandre Aroeira Salles é doutor em Direito e sócio fundador da Aroeira Salles Advogados