Início Site Página 713

O agente de viagem do Século XIV

Adonai Aires de Arruda Filho*

Em tempos de crise, as mudanças aceleram. A famosa digitalização deixou de ser clichê para ser uma obrigação. A necessidade de redução de custos e governança, ou seja, a profissionalização. Apesar de todas as tristezas que vieram e que ainda estão nos impactando, seja com mortes de pessoas ou pela crise econômica, trouxe a oportunidade da reorganização, de olhar para dentro e de se reinventar ou iniciar esse processo.

Muitos ainda aproveitaram para aprender por meio dos milhares de cursos que ficaram disponíveis e de lives sobre os mais variados temas. O pioneirismo fez algumas empresas se destacarem. As que vieram “no vácuo”, começaram a trazer mais do mesmo e perderam audiência. Felizmente, pudemos observar que muitos evoluíram e compreenderam as contas do turismo, principalmente no que toca à relação comercial operadora x agência. Em consequência disso, mesmo com pandemia, seguimos obtendo crescimento de forma sustentável e, cada vez mais, parceiros mais próximos de muitas agências.

Tivemos a oportunidade de explicar um pouco mais sobre as contas de markup, comissionamentos, repasses, câmbios… talvez não tenhamos conseguido alcançar a todos, outros não deram abertura ou ouvidos e, infelizmente, nos deparamos diariamente com agentes do século XIV.

Provavelmente alguns venham a se sentir ofendidos mas, na verdade, a analogia usada é um comparativo histórico do início do século XIV com o que estamos vivendo atualmente. Aquele período ficou famoso pela trilogia da morte, composta pela peste negra, a fome e a guerra. Facilmente conseguimos explicar que vivemos as três situações, com as devidas atualizações da modernidade.

Embora o processo histórico já fale por si só, atualmente temos o vício dos 14%. Existem agentes que caíram nesse discurso e, em todo processo de venda, vem a pergunta: “vocês pagam 14%?”, seguido do argumento: “porque a operadora Y paga! E a Z também!” Entendemos a necessidade de melhoria de margens, mas quando ela é predatória, os efeitos são ainda mais avassaladores!

Não preciso trazer exemplos do que aconteceu com as operadoras do século XIV, inclusive recentemente, colocando a culpa na pandemia. Num processo no qual a conta não fecha, quanto mais você vende, maior é o buraco. Trago ainda mais um alerta e ponto de reflexão.

Até o ano passado, operadoras do século XIV vendiam quase 100% de turismo internacional – porque era o que dava mais dinheiro. Nunca se preocuparam com a diversificação do negócio. Existe um número altíssimo de créditos de clientes a serem pagos lá fora quando abrirem as fronteiras e as remarcações.

E aquele dólar de R$ 4,15 agora custa R$ 5,70. Será que esse caixa gerado por meio da compra de mercado baseado em comissão será suficiente para pagar o giro e ainda sustentar remarcações com uma média de 25% de déficit ou teremos mais uma vez agências do século XIV pedindo ajuda para reacomodar clientes que ficaram no chão?

Vejo que o pior ainda está por vir. E espero não encontrar amigos e parceiros nessa situação. Estamos à disposição para fazermos contas juntos e crescermos – não só em faturamento, mas de forma sustentável e como pessoas. Obrigado a todos que sempre confiaram e seguem confiando. E para aqueles que aprendem a passar a tempestade, vem a bonança.

* Adonai Aires de Arruda Filho é presidente da BWT Operadora.

Samsung inicia venda oficial da linha Galaxy S21 5G, Galaxy Buds Pro e Galaxy SmartTag no Brasil

Novos dispositivos do Ecossistema Galaxy já estão disponíveis nas lojas físicas e online da Samsung , redes varejistas e operadoras parceiras

A Samsung inicia, nesta sexta-feira (05), a venda oficial da linha Galaxy S21 5G¹, do fone de ouvido sem fio Galaxy Buds Pro e a Galaxy SmartTag no Brasil. Até este domingo (07), quem comprar um dos novos smartphones ou fone de ouvido receberá benefícios e descontos para utilizar em outros produtos nas lojas da Samsung.

“Os novos dispositivos do Ecossistema Galaxy oferecem o que há de mais avançado em tecnologia e sofisticação, permitindo que as pessoas aproveitem ao máximo cada momento. Além disso, a linha Galaxy S21 5G e o Galaxy Buds Pro proporcionam uma experiência conectada, auxiliando os usuários nos mais diversos momentos do dia a dia” afirmou Renato Citrini, gerente sênior de produto da divisão de dispositivos móveis da Samsung Brasil.

A linha Galaxy S21 5G¹ empodera as pessoas para que compartilhem e se conectem facilmente com câmera e vídeo de última geração, novo design arrojado e soluções de conectividade. Além de recursos como gravação em 8K², Single Take (14 formas diferentes)³ e Superestabilizador4, os novos smartphones contam com Visão do Diretor (Director’s View), que permite que você veja câmeras simultaneamente, alterne e selecione a melhor lente para registrar um momento, para capturar vídeos com as câmeras frontal e traseira ao mesmo tempo, e Miniaturas ao Vivo (Live Thumbnails), para ver ou alterar o ângulo, aproximar ou afastar o zoom sem perder nenhum detalhe.

Imagem meramente ilustrativa

Até este domingo (07), quem comprar o Galaxy S21 Ultra 5G¹ e se cadastrar no site Samsung Para Você entre 05/03/2021 e 04/04/2021, ganhará5 um voucher de R﹩ 2.000,00 para compras de produtos da Samsung, além de um Galaxy SmartTag. Já quem comprar um Galaxy S21+ 5G¹ e seguir o mesmo procedimento ganhará5 um voucher de R﹩ 1.500,00 para compras de produtos da Samsung e um Galaxy SmartTag, enquanto quem adquirir um Galaxy S21 5G¹ e se cadastrar no site Samsung Para Você no mesmo período, ganhará5 um voucher³ de R﹩ 1.000,00 e um Galaxy SmartTag.

Além dos smartphones, a Samsung também oferece benefícios para quem comprar um Galaxy Buds Pro até este domingo (07), com um voucher de R﹩ 400,00 para compras em produtos Samsung6 para quem adquirir o fone de ouvido sem fio e se cadastrar no Samsung Para Você.

A SmartTag, por sua vez, também já está disponível, na cor preta, com preço sugerido de R﹩ 199,00. Com o novo localizador Bluetooth da Samsung, basta anexar o SmartTag às chaves, bolsa ou até mesmo à coleira do seu animal de estimação, por exemplo, para obter a localização rapidamente.

 

Accelerate: A nova estratégia da Volkswagen

A Volkswagen está acelerando sua transformação como provedora de mobilidade movida por software. Ao colocar em ação a estratégia Accelerate apresentada hoje, a empresa vai se preparar de forma sistemática para as profundas mudanças na indústria automotiva em seu devido momento. Assim como a Volkswagen assumiu a liderança com sua ofensiva elétrica global, está acelerando agora outras áreas de grande importância no futuro: integração do software no veículo e a experiência digital do cliente. Na implementação de modelos de negócios baseados em dados, a empresa está procurando atrair novos grupos de clientes e criar fontes de faturamento adicionais. A Volkswagen também tornará a condução autônoma disponível para muitas pessoas antes do final da década. “A mobilidade elétrica foi apenas o começo: a transformação real ainda está por vir. Com nossa estratégia, vamos acelerar rumo ao futuro digital”, declarou Ralf Brandstätter, CEO da Volkswagen. “Nos próximos anos, vamos mudar a Volkswagen como nunca antes.”

Em 2016, a Volkswagen deu início à sua transformação de longo alcance e à maior ofensiva elétrica da indústria com a estratégia Transform 2025+. Com a nova estratégia Accelerate, a Volkswagen quer agora transformar-se na “marca mais atraente de mobilidade sustentável”. A empresa está seguindo três impulsionadores de valores estratégicos para uma transformação acelerada – “valor da marca”, “plataformas escaláveis” e “empresa valiosa”. Todos eles se fundamentam em medidas específicas e objetivos ambiciosos.

Integração de software se tornará uma competência central da Volkswagen

Os altos volumes da empresa garantirão a necessária escalada do software no Grupo. Assim, a integração do software ao veículo e a experiência digital do cliente passarão a ser competências centrais da Volkswagen. Para isso, a Volkswagen está encabeçando o desenvolvimento do ecossistema digital centrado no cliente, com a Família ID. desbravando o caminho. Com essa intenção, a Volkswagen implantou a ágil unidade de projetos ID. Digital, que irá fornecer atualizações de programas “over-the-air” a cada 12 semanas, começando no verão europeu deste ano. Isso irá permitir que o veículo se mantenha atualizado durante todo o seu ciclo de vida e melhore cada vez mais com as novas funções. Uma frota totalmente ligada por rede de mais de 500 mil veículos deverá chegar às ruas e estradas em apenas dois anos, por meio do qual a Volkswagen será capaz de transmitir feedback direto do cliente sobre as novas funções.

Modelo de negócios 2.0: novos clientes e fontes adicionais de faturamento

Ao transformar o veículo num produto baseado em software, a Volkswagen está preparando o cenário para novos modelos de negócios baseados em dados destinados a diminuir as barreiras de entrada para a mobilidade individual, oferecendo ao mesmo tempo aos clientes pacotes de serviços muito atraentes. A Volkswagen almeja assim gerar um faturamento adicional ao longo da vida útil do veículo com serviços de recarga e energia, por meio de funções baseadas em software que os clientes poderão reservar quando necessárias, ou mediante à condução automatizada.

A empresa também vai tornar a estrutura de seu portfólio de veículos muito menos complexa. As futuras gerações de automóveis serão produzidas com um número de versões muito menor. As configurações individuais não serão mais definidas pelo hardware quando o veículo for adquirido. O veículo terá praticamente tudo a bordo e os clientes poderão adicionar as funções desejadas sob demanda a qualquer momento usando o ecossistema digital. Isso reduzirá significativamente a complexidade da produção.

Um plano claro para aumentar a lucratividade

A Volkswagen reservou cerca de 16 bilhões de euros para investimentos nas futuras tendências da mobilidade elétrica, hibridização e digitalização até 2025. Para poder financiar os investimentos futuros, a empresa vai trabalhar sistematicamente para aumentar sua eficiência com a estratégia Accelerate.  A meta de margem operacional de pelo menos 6% deve ser alcançada até 2023 e garantida no longo prazo.

O foco nesse aspecto será tornar-se mais resiliente ante flutuações do mercado. Para conseguir isso, a Volkswagen está procurando cortar seus custos fixos em 5% antes de 2023, aumentar a produtividade das fábricas em 5% ao ano, otimizar os custos com materiais em 7% e trazer todas as regiões a números lucrativos de longo prazo. Na América do Sul e Estados Unidos, a Volkswagen está se esforçando para chegar ao equilíbrio ainda neste ano fiscal. A empresa agora pode registrar lucro na América do Norte, com uma queda no volume de vendas de cerca de 15% e na América do Sul, com os volumes caindo em até 30%.

Expansão mais rápida da mobilidade elétrica

A Volkswagen planeja acelerar rapidamente a campanha elétrica global mais uma vez: até 2030, a marca aumentará sua participação no mercado para mais de 70% das entregas de carros totalmente elétricos na Europa – o dobro da meta de 35% anteriormente planejada. Nos Estados Unidos e China, a marca está visando uma participação no mercado de veículos elétricos, no mesmo período, de mais de 50%. Para conseguir isso, a Volkswagen irá lançar pelo menos um novo modelo por ano da plataforma BEV. O ID.4 GTX* com tração nas quatro rodas vai dar início a isso no primeiro semestre de 2021, seguido pelo esportivo ID.5*, no segundo semestre do ano. O ID.6 X / Cross*, um SUV elétrico de sete lugares para o mercado chinês, será lançado no outono. Os planos para um carro elétrico abaixo do ID.3** – com preço de entrada começando em 20 mil euros – foram postergados por dois anos, para 2025.

A Volkswagen otimizará continuamente Plataforma Modular para Propulsão Elétrica (MEB) com melhorias na aceleração, capacidade de carga e alcance. A Volkswagen também usará seus pontos fortes como campeã de plataforma na próxima geração de um kit de ferramentas de acionamento totalmente elétrico de alto desempenho para veículos “flats” – a Plataforma de Sistemas Escaláveis. Isso será implantado em 2026 pela primeira vez no projeto carro-chefe da Volkswagen, Trinity.

A frota com motores a combustão também ganhará mais desenvolvimento, paralelamente à aceleração da campanha elétrica. Todos os modelos base, incluindo o Golf, Tiguan, Passat, Tayron e T-ROC, terão outros sucessores. Ralf Brandstätter: “Continuaremos precisando de motores a combustão por algum tempo, mas eles têm que ser tão eficientes quanto possível. É por isso que a nova geração de nossos principais produtos – que são todos modelos globais – também será equipada com a última geração de tecnologia híbrida plug-in, com uma autonomia elétrica de até 100 quilômetros.”

Trinity vai expandir a condução autônoma

Tudo o que a Volkswagen planeja para o futuro, os clientes poderão experimentar num veículo pela primeira vez em 2026. No Trinity, todos os elementos estarão reunidos. O veículo vai estabelecer novos parâmetros em três pontos: tecnologicamente, em termos do modelo de negócios 2.0, e com novos procedimentos de produção na fábrica de Wolfsburg.

O Trinity irá proporcionar condução automatizada de Nível 2+ no lançamento e Nível 4 no futuro. ” O Trinity se tornará uma espécie de máquina do tempo para nossos clientes, economizando tempo e estresse. No entanto, essa tecnologia não deve se tornar domínio exclusivo de uma elite seleta, por isso estamos trabalhando nisso para torná-la disponível para muitas pessoas”, disse Brandstätter.

A venda de cerca de 6 milhões de unidades por ano dá à empresa a massa crítica necessária para impulsionar a condução autônoma, cujo desenvolvimento é sofisticado, e expandi-la mundialmente Começando com a Trinity em 2026, a Volkswagen assumirá a liderança no Grupo Volkswagen, estabelecendo uma rede neural em toda a sua frota de veículos totalmente interconectada, sobre a qual os veículos trocarão dados continuamente, por exemplo, sobre a situação do tráfego, obstáculos ou acidentes. Isso permitirá que a Volkswagen crie um sistema de autoaprendizagem com milhões de veículos que beneficiará os clientes de todas as marcas do Grupo.

Ralf Brandstätter:

” A Volkswagen passará por mudanças profundas. Representaremos não apenas a mobilidade elétrica climaticamente amigável, mas também experiências digitais fascinantes para o cliente, novos modelos de negócios e direção autônoma para muitas pessoas. Construímos uma base sólida para isso nos últimos anos. Agora, com Accelerate daremos um novo impulso à digitalização.”

*Os veículos não estão à venda.

 

Madrid, a capital do futebol mundial

Cidade receberá um dos maiores clássicos do futebol espanhol: o embate entre Atlético e Real, no Wanda Metropolitano, válido pela 26ª rodada da LaLiga Santander 2020/2021; Derby de Madrid está marcado para o próximo domingo (07), às 12h15 (de Brasília)

Justamente chamada de ‘capital do futebol mundial’ nos últimos anos, Madrid ama o esporte como nenhuma outra cidade no mundo, com lembretes da LaLiga sempre presente enquanto você se move pelas ruas.

Santiago Bernabéu, do Real Madrid, e Wanda Metropolitano, do Atlético de Madrid, recebem jogos em fins de semana alternados durante toda a temporada da LaLiga Santander. Se você gosta de algo diferente do ‘big 2’ na capital, o Getafe CF também está na elite nacional este ano, enquanto CD Leganés, Alcorcón, Rayo Vallecano e CF Fuenlabrada estão atuando no segundo nível do futebol espanhol, a LaLiga SmartBank, nesta temporada.

Isso é apenas o começo, no entanto. Por toda a cidade há lembretes de que o futebol se confunde com a história de Madrid há mais de um século, esperando que torcedores de todos os times os procurem.

1. Museus de Santiago Bernabéu e Wanda Metropolitano

Assistir a um jogo da LaLiga no Bernabéu ou no moderno Wanda Metropolitano será uma prioridade no itinerário de qualquer torcedor de futebol que venha a Madrid. Mas os visitantes também podem estar ansiosos para saber que ambos os estádios estão abertos durante a semana para permitir a visita dos torcedores quando os jogos não estão sendo disputados.

O tour pelo estádio Santiago Bernabéu é o terceiro destino turístico mais visitado em Madrid, o que não é fácil, considerando os outros pontos turísticos de classe mundial que a cidade tem a oferecer.

O museu do clube exibe desde as chuteiras usadas pelo próprio Santiago Bernabéu, ídolo do Real, até instalações multimídia que colocam você em campo ao lado de estrelas como Eden Hazard e Karim Benzema. Você também pode seguir os passos dos jogadores, descendo o túnel e saindo para a grama sagrada e fazer perguntas na zona mista de imprensa.

O tour do estádio Wanda Metropolitano oferece acesso semelhante à nova casa supermoderna do Atlético, com os fãs sendo bem-vindos ao vestiário e outras áreas de bastidores, onde jogadores como Luis Suárez e João Félix se preparam para cada jogo. Você também pode se sentar no banco do técnico Diego Simeone e posar para selfies com o próprio mascote do clube do rojiblanco, Indi.

2. Cibeles e Neptuno

A quatro quilômetros do Bernabéu, descendo o frondoso Paseo de la Castellana, fica a Fuente de Cibeles. Os fãs Blancos saberão que esta fonte neoclássica do século 18, apresentando a deusa grega Mãe Terra em uma carruagem sendo puxada por dois leões rugindo, desempenha um papel fundamental em cada celebração de troféu conquistado.

A tradição do capitão do time Real envolvendo um lenço do clube em volta dos ombros da deusa data de meados da década de 1980, e está particularmente associada ao time de ‘Quinta del Buitre’ que ganhou cinco títulos consecutivos da LaLiga – com o atual diretor do clube Emilio Butragueño no ataque. O atual capitão Sergio Ramos cumpriu o dever em maio de 2017, quando seu clube selou o 33º título da LaLiga Santander. Afinal, por conta da pandemia, não houve comemorações por motivos sanitários após o 34º título em 2020.

A rivalidade do derby de Madrid está tão próxima, que apenas 500 metros adiante está a Fuente de Neptuno, com o deus grego do mar em mármore sacudindo seu poderoso tridente em frente ao mundialmente conhecido museu de arte do Prado. Os torcedores do Atlético de Madrid vêm aqui para comemorar sucessos, como o título mais recente da LaLiga em 2013/2014.

3. Puerta del Sol e Palácio Real

Bem no centro de Madrid está a praça Puerta del Sol, o ‘quilômetro zero’ de onde todas as distâncias rodoviárias na Espanha são medidas, e um local movimentado cheio de vida e energia 24 horas por dia.

Tanto Real quanto Atlético têm lojas oficiais nas proximidades – úteis para ingressos de jogos, lembranças, enquanto os visitantes com olhos de águia também verão a estátua de granito ‘Oso y Madroño’ [Urso e Morango] do emblema do clube do Atlético no canto nordeste da Praça. Do outro lado, fica a Real Casa de Correos, que já foi o correio real, mas agora é a sede do governo regional, de cuja varanda os jogadores do Real Madrid e do Atlético se dirigem aos fãs no dia seguinte à conquista de cada troféu.

Uma curta caminhada pela Calle Mayor leva você ao Palácio Real, residência oficial dos Reis da Espanha por séculos, embora o Palácio de Zarzuela seja a verdadeira casa do Rei Felipe VI, um grande apoiador do Atlético desde sua juventude e presidente honorário do clube desde 2003. O pai de Felipe, Juan Carlos, Rei de 1975 a 2014, é um torcedor convicto do Real Madrid e foi um visitante regular do Bernabéu. Deve ter contribuído para conversas familiares interessantes nos dias de Derby ao longo dos anos…

4. Rastro de Madrid e o parque ‘Madrid Río’

Os caçadores de recordações do futebol não vão querer perder o mercado de pulgas Rastro de Madrid. ‘Mercado de Pulgas’ nada mais é que um local onde diversos vendedores se reúnem para comercializar bens antigos, usados e outras mercadorias, inclusive de fabricação artesanal. No Nordeste brasileiro é conhecido como “feira do rolo”. Em Madrid, ele se estende da Plaza de Cascorro pela La Ribera de Curtidores e pelas ruas ao redor. Todos os domingos de manhã, barracas ao ar livre vendem tudo o que se possa imaginar, incluindo todos os tipos de memorabilia do futebol, desde programas de jogos autênticos a figuras comemorativas e camisas de réplicas vintage.

A um curto passeio mais ao sul do centro da cidade está o rio Manzanares, onde o antigo Estádio Vicente Calderón foi colocado e agora totalmente demolido, onde o Atlético jogou de 1966 a 2017. Estendendo-se em cada direção está o parque ‘Madrid Río’, uma recreação e área de cultura repleta de coisas para fazer para as crianças. Existem também campos públicos de futebol de cinco, onde os visitantes que trazem as suas próprias chuteiras podem participar de jogos.

5. Ribeyes e Sirloins: restaurantes das Estrelas

Os torcedores que visitam Madri também têm a chance de comer em restaurantes frequentados por estrelas da LaLiga e, se tiverem muita sorte, talvez até avistem um jogador do Real ou do Atlético comendo um bife após a partida.

Meson Txistu na Plaza Angel Carbajo é onde os jogadores do Real tradicionalmente comiam juntos para comemorar as vitórias na LaLiga, conforme confirmado por paredes com fotos de jogadores, treinadores e presidentes dos Blancos antigos e atuais.

Já o vizinho Asador Donostiarra na Calle de la Infanta Mercedes oferece um cardápio similar com muita carne, e as fotos internas confirmam que sediou a festa quando o Atlético ganhou o título em maio de 2014. O atual técnico do Colchonero, Diego Simeone, também é conhecido por visitar a churrascaria Di Maria em Calle Felix Boix.  #HayQueVivirla

 

Novidade da Reebok traz modelos de tênis que combinam uma pegada urbana com um design inovador

Sinta-se dinâmico! Este é o recado da Reebok com o lançamento da linha ZIG DYNAMICA. Destinada a homens e mulheres, a coleção traz tênis que combinam pegada urbana e design inovador.

Inspirados no estilo de corrida progressivo, os sneakers, nas colorways branca, preta e azul, têm detalhes geométricos arrojados na entressola que remetem a um visual futurista. O cabedal construído em malha respirável, macia e flexível – o que facilita a entrada e saída dos pés – é garantia de conforto.

A entressola apresenta a inovadora tecnologia FuelFoam, que devolve energia às passadas e impulsiona como uma mola. O resultado é um amortecimento aprimorado desde o calcanhar até a ponta dos dedos. Em outras palavras: uma sensação ultraconfortável sob os pés o dia todo.

Os tênis da nova coleção Zig Dynamica estão disponíveis em reebok.com.br a partir de R$ 449,99.

Chloé: coleção Outono-Inverno’21

Gabriela Hearst faz sua estreia e apresenta a primeira coleção para a Maison Chloé no dia que a fundadora Gaby Aghion completaria 100 anos. De Gaby para Gabi, duas mulheres ambiciosas interpretando o contexto da feminilidade, cada uma em seu tempo. E de Gabi para Gaby, a garantia de que “Sua casa está em boas mãos”.

Quando a fundadora da Chloé começou a apresentar suas primeiras coleções, chamou alguns convidados para as regiões aonde ficam o Café de Flore e Brasserie Lipp. Hoje, com mudanças e influências culturais profundamente pessoais para Gabi, o significado de Chloé – “Florescendo” em grego – ressoa novamente.

A coleção Outono-Inverno’21 é, portanto, informada e inspirada pela sustentabilidade e comprometida com um bem maior. Surge um conceito sutil no design e ousado na ação. Em cada peça, um senso de propósito.

Ações ambientais

As mudanças, algumas iniciadas antes desta coleção, são apenas um começo. Um plano de sustentabilidade para 2025 foi acelerado com um novo cronograma de um ano.

A mudança para matérias-primas de menor impacto significa que a coleção AW21 pode ser considerada quatro vezes mais sustentável em relação ao ano passado. Para o ready-to-wear, isso inclui: eliminação de fibra sintética virgem (poliéster) ou fibra celulósica artificial (viscose) e aquisição de jeans reciclado, reutilizado e orgânico. Mais de 50% da seda vem da agricultura orgânica e mais de 80% dos fios de cashmere para as malhas é reciclado. Os fornecedores sustentáveis foram introduzidos desde os materiais às embalagens.

Sobre a coleção

“Não havia prêt-à-porter luxuoso; roupas bem feitas com tecidos de qualidade e detalhes finos não existiam.” – Gaby Aghion.

A coleção começou com esta citação e um botão de cerâmica – um pequeno, mas tangível testamento de qualidade. Em cores suaves de mármore com um formato ligeiramente irregular, feitos à mão em uma oficina parisiense podem ser encontrados em peças de tecido e malha. Eles aparecem como pingentes de joias ao mesmo tempo em que decoram bolsas.

A roupa para o dia foi desenvolvida com uma construção precisa. O grupo de malhas, um dos pontos fortes da coleção, é definido por cashmeres reciclados ultra macios e listras multicoloridas que combinam naturalmente com a origem uruguaia de Gabi.

Os emblemáticos códigos de Chloé são reinventados. Primeiramente, o detalhe recortado que Gaby Aghion introduziu a um antigo vestido de algodão piquê em seu desfile de 1960 no Brasserie Lipp. Aqui, ele aparece com uma costura superior em blusas georgette; em pétalas de couro ou patchwork em jeans. O print da estação, um efeito marmorizado colorido, foi concebido em Nova York – cidade natal de Gabi – a partir de uma técnica artesanal usando ingredientes naturais.

Bolsas

“Minha primeira bolsa de luxo foi a bolsa Chloé Edith e é uma peça que ainda amo e queria homenagear”, diz Gabi. Nesta temporada, a bolsa Edith foi reeditada mantendo-se fiel ao seu design original. A nova família Edith inclui bolsas em cashmere reciclado ou em jacquard reciclado, em versão mini, sacola e maleta de médico.

Junto a essa reedição, 50 bolsas Edith vintage foram reaproveitadas com sobras de materiais desta coleção. Cada peça é única, “o novo não é sempre melhor.”, diz Gabi.

Sapatos

O calçado corresponde ao conforto interpretando as formas clássicas. Botas Chelsea de couro com sola de crepe e um acabamento que remete o cashmere reciclado, uma nova família de mocassins de diferentes alturas, botas e botinhas tricotadas acima do joelho que são integradas com meia. Uma colaboração com a Moonboots incorpora o material da Chloé e cashmere reciclado, transformando o inverno exagerado em algo lúdico.

Jóias e pequenos acessórios

Os botões de cerâmica transformam-se em pingentes que são combinados com minerais e pedras semipreciosas, como ametista, quartzo rosa e fumê e lápis-lazúli. Grandes pedaços de pedras aparecem incrustados em couro com tiras ajustáveis que podem ser colocados em diferentes chakras.

Ação social

Nesta temporada, 20% do ready-to-wear é fabricado por membros da World Fair Trade Organization. A coleção conta com duas parcerias – Manos del Uruguay e Sheltersuit – como caminho para um impacto social positivo para as mulheres e homens que desenvolvem peças em toda a coleção.

Sobre Sheltersuit

“Este é um projeto que eu estava ansiosa para desenvolver na Chloé, pois me dá a energia que vem do significado e do propósito. Me fundamenta na realidade em que outros estão vivendo hoje”, diz Gabi. “Eu tenho profunda admiração por Bas Timmer da Sheltersuit, um designer amigo e que usa todas suas habilidades a favor dos outros – a forma mais altruísta de usar o design. Bas e sua equipe trabalharam na Maison por 10 dias, onde criaram uma mochila Sheltersuit Chloé em quatro variações de cores reutilizando materiais da casa. O design é lindo, alegre e funcional; é feito de forma consciente e para um bem maior, proporcionando abrigo aos sem teto. ”

Gabi acrescenta: “Isso faz parte da missão da Chloé: tecer propósito para os negócios em um mundo pós-pandemia para ajudar a reconhecer e aliviar as dificuldades dos outros. Uma marca de luxo tem o dever de fazer isso.”

Sobre a Música

Produzida por Juan Campodonico e adaptada por Danilo Astori Sueiro, a trilha remixa os artistas latino-americanos Lido Pimienta e Los Fabulosos Cadillacs em cima de sons eletrônicos que refletem e pulsam com a frente momentum.Campodonico, quatro vezes vencedor do Grammy Latino.

Essa música, tão familiar para Gabi, agora move-se por Chloé que relembra um passeio noturno em Saint-Germain: transformador, energizado, em flor.

 

 

Curtir a vida em Cuyo, região vitivinícola da Argentina: três atividades imperdíveis

Vinho, esportes e cultura: a região de Cuyo, formada pelas províncias de Mendonza, San Juan e San Luis, oferece uma grande variedade de atividades que atraem milhares de turistas.

Conhecida internacionalmente por sua atividade vitivinícola, a região de Cuyo não oferece apenas vinhos que estão entre os mais cobiçados do mundo, mas é escolhida também por sua oferta de esportes como rafting, montanhismo e caminhadas, além de ser escolhida por sua idiossincrasia única, marcada pelo contato com os povos originários da região. Seguem algumas sugestões de atividades a realizar em cada uma das províncias que compõem a região:

Mendonza
A “rota do vinho” é uma das principais atividades desta área, tanto que a Província de Mendonza é uma das grandes capitais do mundo do vinho. Visitar as adegas, percorrer os vinhedos, conhecer os processos de produção e armazenamento e saborear esta bebida milenar são, sem dúvida, motivos para percorrer o caminho do vinho em Cuyo. Os melhores exemplares das vinhas são colhidos nas três províncias que compõem a região: Bonarda, Cabernet sauvignon, Syrah, Tannat, Tempranillo, Malbec, Canarí e Pinot noir para os tintos; Torrontés, Viognier, Chardonnay, Pinot grigio para brancos; já em relação aos rosés, quase 100% pertence à uva Cereza.

No entanto, esta bebida não é a única motivação para visitar a região de Cuyo. Em Mendonza também está o Aconcágua, a montanha mais alta do mundo fora do Sistema Himalaia. Assim, esta região montanhosa da Argentina oferece atividades imperdíveis relacionadas ao montanhismo, esqui, caminhadas e outros esportes radicais e de aventura. Além disso, por suas cordilheiras geram afluentes com águas correndo em alta velocidade, possui os melhores locais para o rafting.

San Juan
É especialmente aconselhável visitar a província durante o mês de março porque, uma vez terminada a vindima – momento em que são colhidas as uvas para esta bebida – existem duas “cavalgadas da fé”, onde milhares de gauchos arreiam os seus cavalos e realizam oferendas, fogões a lenha, comidas típicas, rituais e músicas típicas. Sem dúvida, é uma experiência única para quem gosta de se aprofundar na cultura da região.

No que diz respeito aos passeios a cavalo, o do Valle de Zonda é especialmente atraente: a apenas 25 km da cidade de San Juan, você pode percorrer o Vale a cavalo por três horas, com o fundo de um cenário natural inspirador. É uma viagem ao Cerro Bola, um vulcão extinto localizado na Quebrada Huarpe.

San Luis
Imperdível é o Parque Nacional Sierras de las Quijadas, um magnífico reservatório natural que oferece uma paisagem de vales e quebradas, cujas formas estranhas e encantadoras foram esculpidas por um processo erosivo ao longo de milhões de anos. Trilhas para caminhar por enormes cânions, sítios arqueológicos, pegadas de dinossauros e troncos petrificados. Você pode entrar no Parque das 8h00 às 20h00 de janeiro a março (alta temporada), enquanto de abril a dezembro (baixa temporada) o horário é das 9h00 às 19h00.

A região de Cuyo é uma opção mais do que considerável em todas as épocas – mas ainda mais durante a pandemia de Covid-19 – por três aspectos que a caracterizam: é próxima, é barata e tem atividades para todos os gostos.

 

Próximos passos da Agenda BC#

*João Henrique Batista Pereira, Pedro Duarte Pinho e Vicente Piccoli M. Braga

No último dia 24, o Presidente da República sancionou a lei que garante autonomia ao Banco Central do Brasil (BCB), estabelecendo um novo marco na trajetória do regulador do sistema financeiro. O momento provoca a reflexão de quais serão os próximos passos da Agenda BC# neste novo contexto institucional.

Não há dúvida de que 2020 foi um ano de intensa atividade para o BCB. Para além das diversas medidas referentes ao combate à pandemia da covid-19, foram promovidas uma série de iniciativas para incentivar a inovação, concorrência e modernização do mercado financeiro e de pagamentos. O desenvolvimento da Agenda BC# foi marcado especialmente pela frente de Competitividade, que visa conferir aos mercados brasileiros maior eficiência, integração e abertura para novos modelos de negócios, de forma a beneficiar a indústria e o consumidor de seus serviços.

Dentre as principais mudanças vistas ao longo de 2020, podemos destacar:

a estruturação do Open Banking, que visa promover a concorrência no mercado financeiro por meio do compartilhamento padronizado de dados entre as instituições reguladas com o consentimento dos interessados; a implementação da infraestrutura de registro e negociação de recebíveis de arranjos de pagamento e duplicatas escriturais, destinada a conferir maior segurança às operações realizadas com esses recebíveis; o Pix, que mostrou o afinco com que o BCB deseja promover o desenvolvimento de novos negócios no mercado; a definição das regras do Sandbox Regulatório, o ambiente controlado destinado à experimentação de modelos de negócios inovadores; e o avanço da modernização do mercado de câmbio nacional, com a realização de consulta pública sobre propostas do BCB para reformar as regras do setor, bem como o andamento da tramitação do Projeto de Lei n° 5.387/2019 no Legislativo.

A enxurrada de medidas implementadas no ano passado causou grande impacto nas instituições reguladas, que se viram obrigadas a fazer transformações significativas em seus sistemas, produtos e processos, ao mesmo tempo em que lidavam com todos os desafios da pandemia e do trabalho remoto. Tudo isso, nos prazos e formas impostos pelo BCB.

Força total no novo ano

Diante de todas essas mudanças, elevaram-se as expectativas do mercado quanto ao que esperar de 2021 no cenário regulatório. E os dois primeiros meses deste ano já mostraram que o ritmo tende a se manter.

Em fevereiro, foi lançada a 1ª fase de implementação do Open Banking – que abrange o compartilhamento de informações sobre os canais de atendimento e características dos serviços e produtos oferecidos pelas instituições reguladas. Após a concretização dessa fase, ainda virão mais três que aumentarão gradualmente o escopo do Open Banking e, por consequência, o seu impacto no mercado e dentro das instituições. Estima-se que até dezembro de 2021 o sistema esteja em pleno funcionamento.

Quanto ao início das operações do sistema de registro de recebíveis de cartão, este já foi adiado duas vezes desde outubro do ano passado em razão de alguns agentes mais consolidados do mercado não estarem plenamente adequados à nova dinâmica. Não por acaso, o último adiamento foi seguido da notícia de que a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) havia firmado termo de compromisso com o BCB, pelo qual se obrigou a apresentar um plano de ação para estar adequada às novas necessidades de sistema, bem como a pagar R$ 30 milhões, o que mostra a seriedade da autarquia em relação ao seu cronograma.

Em outro campo importante de reformas, o PL de Câmbio foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 10 de fevereiro deste ano, e, atualmente, o projeto segue para o Senado Federal.

O que esperar de 2021, agora com autonomia?

Considerando a composição atual da diretoria do BCB e o posicionamento público de seus integrantes, para o resto do ano, podemos esperar do BCB, no mínimo, a continuidade desses projetos e dos demais iniciados no ano passado. O que por si só não é pouco.

Veremos o início do Ciclo I do Sandbox Regulatório do BCB, cujos projetos serão selecionados até o dia 25 de junho, bem como o desenrolar dos ciclos organizados pela CVM e pela Susep. Além disso, há previsões de novas funcionalidades do Pix a serem desenvolvidas neste ano, conforme cronograma divulgado na 12ª Reunião plenária do Fórum Pix. Dentre essas, merecem destaque a inclusão da conta salário na lista de contas movimentáveis no arranjo, o Pix garantido (que possibilitará a compra parcelada), o Pix cobrança, o saque Pix e o Pix por aproximação. Por fim, a normatização definitiva das propostas de reforma da regulamentação do mercado de câmbio apresentadas em consulta pública no final do ano passado parece ser questão de tempo.

Fora isso, a Agenda BC# ainda tem muitos projetos importantes que podem ser concretizados ou iniciados ainda neste ano. Dentre eles, merecem destaque o sistema de registro de duplicatas escriturais, cuja respectiva convenção referente à autorregulação entre registradoras aguarda aprovação pelo BCB, o PLP de Resolução Bancária (Projeto de Lei Complementar 281/2019), que aguarda aprovação na Câmara dos Deputados e a elaboração da Lei das Infraestruturas de Mercado Financeiro, que ganhou importância na pauta após o Comitê de Pagamentos e Infraestruturas de Mercados e a Organização Internacional das Comissões de Valores sugerirem aprimoramentos ao nosso arcabouço jurídico para infraestruturas de mercado em seu último assessment de cumprimento dos PFMI pelo Brasil.

Seja como for, o ano de 2021 promete ser tão movimentado para a regulação financeira quanto foi o de 2020. Para os consumidores, isso significará mais mudanças significativas diretas e indiretas nos produtos e serviços financeiros que contratam; para as instituições, novas oportunidades de aproveitar o espaço criado pelas novas estruturas regulatórias e ganhar mercado com produtos inovadores; e para os advogados (internos ou externos), bem, boa sorte a todos nós!

Autores:

Vicente Piccoli M. Braga, sócio do FAS Advogados na área de Bancário, Meios de Pagamento e Fintechs

Pedro Duarte Pinho, advogado do FAS Advogados na área de Bancário, Meios de Pagamento e Fintechs

João Henrique Batista Pereira Leite, estagiário do FAS Advogados na área de Bancário, Meios de Pagamento e Fintechs

 

 

A realização da mulher: do cansaço ao florescimento

*Dijanira Silva


Se você é mulher ou convive com uma, provavelmente já observou ou sentiu os efeitos do cansaço que tem nos atingido nos últimos tempos! Estamos constantemente agitadas, fazendo ou planejando algo, e isso fica mais evidente com as mudanças causadas pela pandemia da Covid-19, onde muitas tiveram que se desdobrar, para conciliar as atividades da casa, a atenção à família e o trabalho em modo home office.

De maneira geral, nós mulheres, já éramos responsáveis pela maior parte das atividades domésticas, contudo as exigências da pandemia acabaram gerando uma sobrecarga mental e com isso criando ou acentuando diversos sintomas, como angústia, excesso de preocupação, pensamentos acelerados, medos e cansaço físico constante. A questão é, o que podemos fazer para sanar ou pelo menos aliviar esta situação?

Certamente não existe uma resposta pronta e universal, mas o primeiro passo talvez seja reconhecer que o excesso de responsabilização das mulheres não é algo natural. “A mulher não foi criada para a funcionalidade”, ensina o Papa Francisco, ela é harmonia e ternura. Reconhecer que não fomos pensadas simplesmente para fazer coisas, mas para ser sinal do amor no lugar onde estamos, contribui diretamente com o projeto de Deus a respeito da vocação da mulher. O segundo passo pode ser, procurar fazer uma coisa de cada vez e dentro das nossas reais possibilidades, isso é fundamental para que aconteça a transformação harmônica que consciente ou não, toda alma feminina deseja.

Por outro lado, também é importante considerar que no cansaço está a oportunidade de crescermos em intimidade com Deus, numa vida ordenada para o amor. Às vezes, Ele permite que sejamos provadas, para alcançarmos a grandeza à qual Ele nos destinou. Assim como o ferro adquire a forma de uma bela obra de arte depois de passar muitas vezes pelo fogo e pela água e de receber os ajustes necessários pelas mãos do artista, nós também, ao passarmos pelo “fogo das provações” cotidianas e sermos banhadas pela água viva do Espírito Santo, vamos sendo moldadas pelas mãos do grande artista que é o próprio Deus e nos tornamos a mulher forte e terna que somos chamadas a ser.

Santa Edith Stein, expressa bem essa realidade, quando descreve de maneira singular sua visão a respeito do papel da mulher na humanidade: “A alma da mulher deve ser ampla a tudo o que é humano. Deve ser cheia de paz, porque as fracas chamas se apagam na tempestade; deve ser quente para não enregelar as pequeninas sementes; deve ser luminosa para que, nos cantos escuros, não cresçam ervas daninhas… Deve ser, acima de tudo, dona de si e do próprio corpo para que sua personalidade esteja sempre pronta a servir em cada necessidade”.

Conheço várias mulheres de alma assim, bem ampla, e pode até ser que você seja uma delas! Porém, se hoje o que sobressai em sua vida é o cansaço, tudo bem. Não se culpe. Deus nos ama e nos compreende independente do estado em que estamos. Por outro lado, é sempre uma grande graça podermos unir nossas fragilidades à Sua força.

Aliás, é assim que florescemos! Esta experiência faz brotar do nosso coração novas atitudes, pensamentos e atos impulsionados pelo amor que recebemos. E assim, sabendo que somos incondicionalmente amadas, podemos oferecer nosso melhor ao mundo e buscarmos nossos próprios sonhos, na certeza de que não estamos sozinhas, pois Deus está conosco e alivia nossos fardos. “Vinde a mim, vós que estais cansados, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28). Alicerçadas nessa verdade, você e eu podemos vencer todo o cansaço e florescermos por onde formos!

* Dijanira Silva é missionária da Comunidade Canção Nova