
*Por Nathali Vieira
Antes de viajar, todos nós fazemos um check-up completo de tudo que precisamos: documentos, remédios, passagens, vacinas e hospedagens. Quando os nossos pets nos acompanham, os mesmos cuidados também precisam ser tomados em relação à sua saúde, garantindo sua segurança e bem-estar independentemente do local em que estejam. Mas, você sabe o que contempla todos esses cuidados com os nossos bichinhos?
Todo pai e mãe de pet sabe que, nem sempre, é fácil deixar nossos animaizinhos em casa sendo devidamente cuidados, o que também vem impulsionando que os levem juntos em certas viagens. Informações divulgadas pela Dogster, como prova disso, mostraram que 54% dos tutores planejam viajar com seus animais de estimação este ano, ainda mais com o crescimento de hotéis e demais hospedagens que passaram a aceitar pets na intenção de expandir seu público-alvo.

Mas, antes de pôr o pé na estrada, é preciso ter certeza de que sua saúde está boa para que consiga embarcar sem riscos, seja qual for a idade ou raça. Um check-up pet completo, nesse sentido, inclui exames sistêmicos como hemograma, vacinas em dia, remédios para controle de pulgas e sarnas, sorologia de raiva, assim como controle de parasitas. A depender da região, é importante pesquisar as doenças mais comuns do local que podem acometer os animais, para que também reforcem sua proteção com as devidas medicações.
Do contrário, além de correrem o risco de adquirirem alguma doença, também podem pegar alguma zoonose altamente transmissível aos seres humanos. Um exemplo clássico disso é a Leishmaniose, zoonose grave e crônica que afeta cães e pode causar emagrecimento, lesões na pele e falência de órgãos. Porém, mesmo sendo uma doença já bastante conhecida, muitos tutores ainda acabam viajando com seus pets para regiões de grande quantidade de casos registrados, sem tomar as devidas prevenções vacinais.

Em média, são registrados cerca de 21.000 casos/ano no país, segundo dados do Governo Federal – contudo, sua distribuição não é uniforme. Enquanto a Região Norte apresenta o maior coeficiente (46,4/100.000), a Nordeste chega a cerca de 8/100.000. Ou seja, em regiões de poucos casos registrados, se torna mais difícil chegar a este diagnóstico, uma vez que muitas outras doenças costumam ser cogitadas primeiramente, antes de serem excluídas e chegadas até o problema real enfrentado.
Mesmo os animais que tenham problemas específicos de saúde, isso não precisa ser um impeditivo para que viagem com segurança, desde que estejam com os exames e vacinações em dia atestados pelo veterinário, assim como realizando as medicações de uso contínuo, se necessário. Porém, se estiver descompensado nesse sentido, o risco acaba sendo maior.
Levar seu pet para viajar é uma escolha. Fazer o check-up antes, é um dever. Essa pode ser uma experiência incrível — desde que seja planejada com consciência. O check-up não é um obstáculo, mas o primeiro passo para que a viagem seja boa para todos, minimizando qualquer perigo de pegarem uma doença que possa ser transmitida até mesmo para outros seres humanos. A prevenção sempre será a melhor decisão.



