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Estilo de craque: a coleção milionária de Haaland

Enquanto Neymar, Messi e outros astros desembarcam com peças raras de Hermès e Louis Vuitton, acessórios antes vistos como coadjuvantes ganham espaço na construção da imagem dos jogadores fora dos gramados, avalia Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas especializada em mercado de luxo. Foto: Reprodução/Instagram

Os holofotes da Copa do Mundo já não se limitam aos gramados. Entre desembarques, concentrações e aparições públicas, um novo elemento passou a disputar atenção com gols e estatísticas: as bolsas de luxo carregadas pelos principais nomes do futebol mundial.

Se durante anos relógios exclusivos e carros superesportivos dominaram o imaginário da ostentação entre atletas, agora são as bolsas e malas assinadas por grifes como Hermès e Louis Vuitton que ganham protagonismo. O movimento tem em Erling Haaland um dos maiores representantes. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o atacante norueguês reúne uma coleção avaliada em mais de R$ 4 milhões, incluindo modelos raros da Hermès que ultrapassam meio milhão de reais cada.

 Se durante anos relógios exclusivos e carros superesportivos dominaram o imaginário da ostentação entre atletas, agora são as bolsas e malas assinadas por grifes como Hermès e Louis Vuitton que ganham protagonismo. Foto: Reprodução/Instagram

A tendência também aparece entre os craques que disputam a Copa. Neymar foi visto viajando com malas e bolsas Louis Vuitton, enquanto nomes da Seleção Brasileira desembarcaram nos Estados Unidos carregando modelos da Hermès avaliados em até R$ 350 mil.

Para Tamara Lorenzoni, estrategista de marcas com atuação internacional e especialista em mercado de luxo, o fenômeno revela uma transformação profunda na forma como os atletas constroem suas narrativas públicas. “Durante muito tempo, o luxo masculino esteve associado principalmente a relógios e automóveis. Hoje vemos uma expansão desse repertório. Quando um jogador aparece com uma Birkin, uma Kelly ou uma peça exclusiva da Louis Vuitton, ele está comunicando pertencimento a um universo cultural que ultrapassa o esporte. São objetos que carregam história, desejo e escassez”.

A especialista observa que a bolsa deixou de ser apenas um acessório funcional para se tornar um símbolo de posicionamento. “No mercado de luxo, a exclusividade é uma linguagem. Muitas dessas peças não podem simplesmente ser compradas; elas exigem relacionamento com a marca, histórico de consumo e acesso a círculos muito específicos. Quando um atleta exibe uma dessas bolsas, ele reforça sua imagem como alguém que ocupa espaços tradicionalmente reservados a grandes empresários, celebridades globais e colecionadores”.

Se antes as bolsas eram associadas quase exclusivamente ao público feminino, hoje fazem parte do guarda-roupa de artistas, empresários e atletas de elite. Foto: Magnific

O fenômeno acompanha uma mudança cultural mais ampla na moda masculina. Se antes as bolsas eram associadas quase exclusivamente ao público feminino, hoje fazem parte do guarda-roupa de artistas, empresários e atletas de elite.

A Copa de 2026 tem servido como vitrine perfeita para essa transformação. Veículos especializados em moda e negócios passaram a acompanhar os desembarques das seleções com o mesmo interesse dedicado aos looks das semanas de moda internacionais. Reportagens recentes destacaram desde malas Louis Vuitton usadas por Neymar até modelos Hermès carregados por jogadores da Seleção Brasileira, alguns avaliados em valores comparáveis aos de um automóvel de luxo.

Segundo Tamara, existe uma explicação estratégica para esse interesse crescente. “O futebol se tornou uma plataforma global de influência. Um craque não representa apenas um clube ou uma seleção. Ele é uma marca internacional acompanhada por milhões de pessoas. As maisons de luxo entenderam isso há muito tempo e passaram a enxergar esses atletas como embaixadores naturais de um estilo de vida aspiracional.”

Quando um jogador aparece com uma Birkin, uma Kelly ou uma peça exclusiva da Louis Vuitton, ele está comunicando pertencimento a um universo cultural que ultrapassa o esporte. Foto: Reprodução/Instagram

Ela destaca ainda que o impacto vai além do consumo. “Quando vemos jogadores carregando peças tradicionalmente associadas ao universo feminino, percebemos uma mudança importante na forma como o luxo masculino é percebido. Existe mais liberdade estética, mais experimentação e menos preocupação com antigas convenções. Isso torna esses atletas ainda mais relevantes para as marcas”.

Entre gols, classificações e disputas históricas, a Copa segue revelando outra competição silenciosa: a da construção de imagem. E, fora das quatro linhas, uma bolsa rara pode dizer tanto sobre um jogador quanto a camisa que ele veste.

O passado ainda pesa

Foto: Pexels

*Por Ricardo Viveiros

O tráfico transatlântico de africanos escravizados permanece como uma das maiores tragédias da história da humanidade. Milhões de pessoas foram sequestradas, arrancadas de suas terras, culturas e famílias para alimentar um sistema econômico construído sobre a violência e a desumanização. Séculos depois, os efeitos da barbárie escravocrata ainda estão presentes. O racismo é uma de suas heranças mais perversas e continua a desafiar sociedades que se consideram democráticas e igualitárias.

A colonização europeia na África aprofundou esse processo. No caso francês, a dominação foi marcada pela exploração econômica, pela imposição cultural e pela negação de direitos às populações locais. Sob o discurso da chamada “missão civilizatória”, a França promoveu a assimilação forçada, difundiu seu idioma, enfraqueceu identidades tradicionais e transformou territórios africanos em fontes de matérias-primas para abastecer a metrópole. Mesmo após as independências conquistadas a partir da década de 1960, muitos estudiosos apontam que mecanismos de influência política e econômica permaneceram ativos, fenômeno conhecido como Françafrique.

A colonização europeia na África aprofundou esse processo. No caso francês, a dominação foi marcada pela exploração econômica. Foto: Magnific

Foi impossível não pensar nesse passado ao assistir a partida entre as seleções da França e do Senegal, antiga colônia francesa. Durante a execução do hino francês, chamou minha atenção o fato de que muitos jogadores negros da seleção francesa não cantavam a letra. Alguns mantinham a cabeça baixa. Cada atleta, é natural, tem suas razões pessoais, não cabe presumir sentimentos. Ainda assim, a cena despertou uma reflexão sobre identidade, pertencimento e memória histórica.

A atual seleção francesa é formada na maioria por atletas negros, descendentes de povos oriundos de antigas colônias africanas. São franceses por nascimento, cidadania e direito. Contudo, a presença marcante de nomes e sobrenomes ligados a diferentes regiões da África revela uma história que atravessa gerações e conecta o presente a um passado colonial nem sempre plenamente reconhecido, e corrigido. Há sobrenomes que remetem ao Senegal: Konaté, Kanté e Dembélé. Outros a Camarões, Zaire, Congo, Costa do Marfim, Mali, Benim, Guiné.

A atual seleção francesa é formada na maioria por atletas negros, descendentes de povos oriundos de antigas colônias africanas. Foto: Magnific

O futebol, como expressão social, frequentemente expõe questões que vão muito além das quatro linhas. O elenco da equipe francesa demonstra a contribuição decisiva dos descendentes da imigração para a construção da identidade nacional contemporânea. Ao mesmo tempo, lembra que integração não significa apagamento de origens, memórias ou experiências coletivas.

O mundo avançou muito no combate às discriminações, mas ainda convive com diversas formas de intolerância. Racismo, sexismo, misoginia, LGBTfobia, sectarismo religioso, capacitismo, xenofobia e preconceito de classe continuam a ferir a dignidade humana. Combater essas práticas exige mais do que discursos: requer coragem, respeito, educação e empatia para enfrentar as marcas deixadas pela crueldade do passado colonizador.

Talvez o maior desafio do nosso tempo seja transformar memória em aprendizado. Conhecer o passado não significa permanecer preso a ele, mas impedir que suas injustiças se repitam. Que chegue o dia em que ninguém precise sentir o peso da colonização sobre sua identidade. E que nenhum cidadão, em qualquer parte do mundo, abaixe a cabeça constrangido ao ouvir o hino do país que um dia sequestrou, escravizou e dominou seus ancestrais.

Alerta de saúde: casos de Alzheimer devem triplicar no Brasil

Foto: Magnific

Mais de 50 milhões de pessoas vivem com Alzheimer no mundo, e esse número deve triplicar até 2050. No Brasil, dados do Conselho Nacional de Saúde (CNS) indicam que 1,8 milhão de pessoas foram diagnosticadas com a demência até 2019. A projeção para 2050 é de 5,7 milhões de brasileiros, o que representa um aumento de 206%.

Essa inversão do topo da pirâmide se deve porque a tendência é que, nos próximos vinte anos, teremos mais idosos do que jovens no mundo, já que a longevidade e a qualidade de vida estão crescendo. Como o Alzheimer é uma doença do envelhecimento, o número de casos tende a crescer.

Especialistas apontam que as placas de amiloide, características do Alzheimer, começam a se formar no cérebro cerca de 20 anos antes dos primeiros sintomas de perda de memória. Agora, uma pesquisa da Universidade de Columbia, publicada neste mês na revista The Lancet Regional Health, revela que indícios de risco do Alzheimer já podem ser identificados em adultos na faixa dos 20 anos.

Como o Alzheimer é uma doença do envelhecimento, o número de casos tende a crescer. Imagem de freepik

Para o farmacêutico e gerente de inovação e pesquisa clínica da farmacêutica Prati-Donaduzzi, Liberato Brum Junior, o desenvolvimento de medicamentos enfrenta desafios significativos, principalmente devido à complexidade da doença e à compreensão ainda limitada de suas causas. “Os estudos clínicos são longos, caros e apresentam alto risco de insucesso. Nesse cenário, a identificação precoce da doença, por meio de biomarcadores mais precisos, e o desenvolvimento de modelos experimentais mais representativos são essenciais para avançar nas pesquisas e encontrar tratamentos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes”, explica.

Sinais de alerta

Esquecimentos frequentes estão entre os primeiros e mais comuns indícios da doença, mas o geriatra do Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), Clóvis Cechinel, ressalta que não são os únicos. “Além da perda da memória recente, esquecer informações recém-aprendidas, compromissos ou onde colocou objetos com frequência podem ser um sinal. Também é importante observar dificuldades para planejar e resolver problemas, desorientação no tempo e espaço, perder-se em lugares familiares, confundir onde está e problemas de linguagem”, ressalta o médico.

Outros sintomas incluem mudanças de humor e comportamento, como irritabilidade, depressão, ansiedade, retraimento social, evitar interações, hobbies ou atividades que antes eram prazerosas. “O diagnóstico do Alzheimer é muito complexo, nenhum sinal deve ser desconsiderado. Muitas vezes, o próprio paciente não percebe o declínio cognitivo; os familiares tendem a considerar esse processo natural da idade, e os profissionais de saúde nem sempre estão preparados para reconhecer a doença. Por isso, é fundamental a consulta com especialistas”, afirma Clóvis.

Esquecimentos frequentes estão entre os primeiros e mais comuns indícios da doença. Foto: Matthias Zomer

A família da idosa Amália Theresa da Silva, de 96 anos, vivenciou todas essas etapas até receber o diagnóstico do Alzheimer. “Foi duro, difícil de assimilar, porque o Alzheimer não vem com um manual. Ele é muito demorado, existem muitos outros tipos de demência que se parecem. Foi preciso fazer exames, testes clínicos e buscar o parecer dos médicos”, relembra o neto, um dos cuidadores da dona Amália, Raul Junior.

Diagnosticada aos 88 anos, Amália passou a viver com a família, que assumiu os cuidados. No início, além dos medicamentos, ela fazia terapia, fisioterapia e a família procurava estimular cognitivamente a idosa com brincadeiras, inserindo-a na rotina da casa. Agora, com o estágio mais avançado da doença, as terapias foram substituídas pelo humor. “Nós fomos nos adaptando ao longo do tempo. Eu tinha uma conta na rede social que colocava coisas engraçadas, comecei a mostrar alguns momentos nossos. Assim nasceu a ‘Vó da Pomba’, que tem mais de 10 milhões de seguidores. Ali, mostramos como o bom humor deixa o cuidado mais leve, mas não é fácil cuidar de um idoso com Alzheimer”, conta Raul que compara a tarefa a “cuidar de mais de dez crianças de dois anos”.

No caso da Dona Amália, todos os familiares se envolveram nos cuidados. Cerca de dois anos após o diagnóstico, ela passou a ter memória de 15 segundos, repetindo sempre as mesmas frases. “Quem recebe o diagnóstico na família precisa ter em mente que a doença não vai deixar de existir e que aquela pessoa vai deixar de ser quem sempre foi, dizendo coisas que machucam e, muitas vezes, ficando agressiva. Também é fundamental contar com uma rede de cuidados, sempre que possível, porque é muito difícil cuidar sozinho. E, acima de tudo, é preciso lembrar de cuidar de si mesmo”, reforça Raul.

Feira do Vinho do Comper celebra experiências, cultura e grandes rótulos em Mato Grosso do Sul

Tradicional no calendário dos apreciadores da bebida, a Feira do Vinho do Comper⁠ reúne rótulos nacionais e internacionais, condições especiais de compra e uma verdadeira imersão no universo da enologia. O evento reforça o compromisso da rede em oferecer experiências diferenciadas aos consumidores de Mato Grosso do Sul.

A Feira do Vinho do Comper já se consolidou como um dos eventos mais aguardados pelos amantes da bebida em Mato Grosso do Sul. Muito mais do que uma oportunidade para adquirir vinhos com preços especiais, a ação proporciona uma experiência completa, aproximando o público de diferentes regiões produtoras e apresentando a diversidade de estilos, aromas e sabores que fazem do vinho uma das bebidas mais apreciadas do mundo.

A Feira do Vinho do Comper já se consolidou como um dos eventos mais aguardados pelos amantes da bebida em Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação

Durante o período da feira, os clientes encontram uma ampla seleção de rótulos cuidadosamente escolhidos, incluindo etiquetas consagradas de países como Chile, Argentina, Portugal, Itália, Espanha e França, além de excelentes vinhos brasileiros que vêm conquistando reconhecimento internacional. A iniciativa também valoriza o consumo consciente e a cultura do vinho, incentivando a descoberta de novas harmonizações e experiências gastronômicas.

Durante o período da feira, os clientes encontram uma ampla seleção de rótulos cuidadosamente escolhidos, incluindo etiquetas consagradas de países como Chile, Argentina, Portugal, Itália, Espanha e França. Foto: Divulgação

 

Outro diferencial é a curadoria realizada pela equipe da rede, que busca atender desde os consumidores iniciantes até os mais experientes apreciadores. A variedade de opções permite encontrar desde vinhos leves e descontraídos para encontros entre amigos até rótulos sofisticados para celebrações especiais.

Outro diferencial é a curadoria realizada pela equipe da rede, que busca atender desde os consumidores iniciantes até os mais experientes apreciadores. Foto: Divulgação

Ao longo dos anos, a Feira do Vinho do Comper tornou-se referência no segmento, contribuindo para a popularização da cultura enogastronômica na região e fortalecendo a relação da marca com seus clientes. A cada edição, o evento reafirma a proposta de oferecer qualidade, diversidade e uma experiência de compra diferenciada, transformando a escolha de um bom vinho em um momento de descoberta e prazer.

Para os apaixonados por vinhos, a feira representa uma excelente oportunidade para ampliar conhecimentos, conhecer novos rótulos e celebrar os bons momentos à mesa, sempre acompanhados de boas histórias e grandes experiências.

Para os apaixonados por vinhos, a feira representa uma excelente oportunidade para ampliar conhecimentos, conhecer novos rótulos e celebrar os bons momentos à mesa. Foto: Divulgação

… Bom dia! “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”.

… Um abraço aos aniversariantes de hoje: Joamir Maria Borges da Silva, Trissia Moraes Oliveira, Natália Sanfelice, Ana Cassia Viana, Luciana Amaral Rabelo e Jane Mandetta. Happy birthday!

… Anthony Vaccarello abriu a Paris Fashion Week Masculina no dia 23 de junho com a apresentação da coleção Verão 2027 da Saint Laurent. A proposta reforça uma das maiores tendências do luxo contemporâneo: a elegância silenciosa, onde qualidade, caimento e sofisticação falam mais alto que logotipos e excessos.

… A nova coleção masculina da Saint Laurent aposta em alfaiataria refinada, modelagens fluidas e uma paleta dominada por preto, cinza, marrom e bege. O resultado é um guarda-roupa sofisticado, atemporal e extremamente desejável.

… Mais do que um desfile, a Saint Laurent apresentou uma experiência artística. Os modelos caminharam em meio à instalação de névoa criada pela artista japonesa Fujiko Nakaya, transformando a passarela em um cenário etéreo e sensorial.

… Para Anthony Vaccarello, a verdadeira sedução está na confiança e não na tentativa de impressionar. O conceito marcou toda a coleção, que privilegia a discrição, a autenticidade e o poder do não óbvio.

… A coleção Verão 2027 confirma a Saint Laurent como uma das marcas que melhor traduzem o novo luxo global: menos ostentação, mais personalidade, elegância e propósito.

Agronegócio a caminho da recuperação

Foto: Freepik

* Por Renato de Souza Barros Frascino

O agronegócio enfrentou alguns desafios significativos em 2024, resultando na redução de 3,2% no Produto Interno Bruto da agropecuária, em comparação ao ano anterior.

O impacto foi resultado, principalmente, da queda dos preços da soja no mercado internacional e de produtividade do setor em função da ocorrência de eventos climáticos adversos, trazendo uma série de dificuldades financeiras explicadas, em sua grande maioria, pela explosão de pedidos de recuperação judicial de empresas.

Foram 1.272 pedidos em 2024, correspondendo a um aumento de 138% em relação a 2023, segundo dados da Serasa Experian. Um aumento expressivo! Porém, se compararmos a quantidade de pedidos de recuperação com a quantidade aproximada de mais de 1,4 milhão de produtores que tomam crédito rural, esse número pode ser até considerado ameno.

O momento conturbado também impactou na performance de pagamento das empresas e produtores rurais. Algumas indústrias de insumos e distribuidoras chegaram a registrar de 8% a 12% de inadimplência (atrasos superiores a 90 dias) em sua base de clientes, um percentual atípico ao compararmos com anos anteriores.

O agronegócio enfrentou alguns desafios significativos em 2024, resultando na redução de 3,2% no Produto Interno Bruto da agropecuária. Foto: Freepik

Um relatório de acompanhamento do crédito rural produzido pelos Sistemas FAESP e Senar em março de 2025 apontou um aumento crescente da inadimplência especialmente a partir do segundo semestre do ano passado, tendência que tem se mantido no início de 2025.

O mesmo fenômeno tem sido observado no pagamento dos créditos securitizados contidos nas carteiras dos FIDCs Agro e CRAs emitidos, geridos e cobrados pela Opea, empresa que tem o maior market share do mercado de securitização. Ao longo de 2024, houve a cobrança de aproximadamente 29 mil créditos (um portfólio composto por modalidades como CDCA, CPR-F, NP, NPR, CPR-Barter, duplicatas, entre outras), em um montante de R$3 bilhões. No final de 2024, havia um total de créditos em aberto de 5,2%, percentual bem maior que nos anos anteriores (1,0% em 2023 e 0,7% em 2022). O percentual se torna inferior se considerarmos os créditos vencidos e não pagos, mas renegociados para pagamento futuro. Ainda assim, trata-se de um aumento significativo.

A crescente utilização de instrumentos de mercado de capitais como alternativa de captação de recursos para o agronegócio pode ser observada pela evolução da matriz de financiamento das atividades do setor, como mostra o gráfico abaixo:

Essa mudança de matriz está diretamente relacionada aos esforços que vem sendo desenvolvidos para a criação de um ecossistema confiável, capaz de se tornar uma via perene de atração de novos recursos para o setor. Entretanto, o agronegócio opera em ciclos. Ao longo da última década, pudemos vivenciar um longo ciclo positivo, sem grandes impactos negativos no setor de grãos, principalmente soja, até que inundações no sul do país, secas, aumento do preço dos insumos e a ruptura no mercado internacional de fertilizantes em função da guerra entre Rússia e Ucrânia, encerram esse referido ciclo positivo.

Mas não há o que se falar em “terra arrasada”, mas sim em como sair de uma situação desafiadora como esta. Cada segmento segue com suas adversidades cíclicas, porém, acrescido dos problemas trazidos do ano anterior em função das questões aqui apontadas. Produtores seguem necessitando de prazos mais longos para diminuírem a alavancagem financeira e, ao mesmo tempo, não comprometerem sua capacidade de investimento para a próxima safra. Nesse sentido, recorrem à venda de ativos, constituição de FIAGROs, operações de “sale and leaseback” e renegociação de suas obrigações junto aos fabricantes e distribuidoras de insumos.

Olhando para o futuro, é esperado que o setor se recupere a partir deste ano, impulsionado pelo aumento da produção. Foto: Jordi Humberto Reyes Comonfort por Pixabay

Os distribuidores, por sua vez, dependem de financiamentos dos fabricantes ou do mercado de capitais, já que não possuem acesso direto ao crédito rural. O aumento da inadimplência devido às dificuldades enfrentadas pelos produtores afetou diretamente o capital de giro das distribuidoras, levando a um crescimento nos pedidos de recuperação judicial e, consequentemente, a redução do apetite dos investidores para novas emissões voltadas para o agro.

Olhando para o futuro, é esperado que o setor se recupere a partir deste ano, impulsionado pelo aumento da produção, que deverá atingir níveis recordes em algumas regiões, além de uma melhora nos preços de soja e milho. O cenário ainda é complicado por conta da persistência de juros elevados e do alto endividamento de alguns produtores, o que pode dificultar a captação de novos recursos via mercado de capitais e, consequentemente, prolongar o processo de recuperação.

Mas apesar desse cenário desafiador, estruturas como CRAs pulverizados, FIDCs e FIAGROs DC com mecanismos de subordinação adequados, gatilhos de avaliação de continuidade, seguro de crédito, entre outras, continuam proporcionando proteção aos investidores nas operações securitizadas, mitigando o impacto da inadimplência. Mesmo após um ano crítico como 2024, essas estruturas têm ajudado a manter a estabilidade das operações e oferecem uma boa perspectiva para o segmento em 2025. Fé no agro!

 Renato de Souza Barros Frascino é head de agronegócios da Opea, hub de soluções de crédito estruturado

O fim da globalização? as novas fronteiras da economia

Foto: NastyaSensei

*Por Alessandro Batista

Alessandro Batista

A nova presidência americana está chacoalhando o mundo. O presidente Donald Trump está implementando políticas econômicas e fiscais protecionistas que buscam valorizar a produtividade dentro do território americano. O fundamento é plausível, a globalização econômica não gerou compartilhamento de riquezas, tampouco equilíbrio econômico-financeiro entre as nações. Embora tenham avançado alianças no mundo todo constituindo, o conceito globalista não impediu a manutenção, renovação e criação de acordos bilaterais que na prática acabam por contrariar a ideia de comum acordo comercial global.

Os EUA apontam decréscimo de sua economia em decorrência das políticas globalistas de interconexão econômica. O caldo cultural também é relevante, inclusive, nas questões econômicas e de consumo. Alguns outros países pegaram carona com os EUA e, revendo as suas próprias conexões econômicas, iniciaram ações fiscais protetivas.

Os EUA apontam decréscimo de sua economia em decorrência das políticas globalistas de interconexão econômica. Foto: Steve Buissinne por Pixabay

A administração de Trump adotou uma política protecionista, com destaque para a guerra comercial com a China e o aumento de tarifas sobre produtos como aço, alumínio e bens tecnológicos. Os impactos nos EUA foram o crescimento do setor manufatureiro doméstico: algumas indústrias, como a siderúrgica, se beneficiaram no curto prazo.

Houve inflação em alguns produtos, de modo que tarifas sobre importações da China aumentaram os custos para consumidores e empresas. Outro efeito consiste em retaliações comerciais com os países afetados (China, UE, México, Canadá) respondendo com tarifas sobre produtos americanos. E ocorreu um deslocamento de cadeias produtivas no momento em que empresas buscaram fornecedores em países não afetados pelas tarifas, a exemplo do Vietnã e da Índia que cresceram como fornecedores de tecnologia.

O desvio de comércio fez com que países não envolvidos nas tarifas aproveitassem novas oportunidades de exportação. Foto: Markus Winkler por Pixabay

Já no comércio global, temos como efeitos a desaceleração da economia do planeta com uma guerra comercial entre EUA e China que afetou cadeias produtivas e reduziu o crescimento do PIB mundial. O desvio de comércio fez com que países não envolvidos nas tarifas aproveitassem novas oportunidades de exportação. E há uma insegurança no mercado financeiro: as políticas protecionistas aumentaram a volatilidade em bolsas e moedas.

A implementação dos ideais globalistas não gerou adequação e equilíbrio nas relações comerciais mundiais, e isso é fato. O Brasil, por exemplo, possui disputas comerciais há décadas que se mantém sem solução. O Agro Brasileiro é constantemente vitimado por ações protecionistas da União Europeia. Provavelmente as relações comerciais mundiais passarão por revisões, que podem ser profundas ou rasas. O Brasil tem histórico de respostas extemporâneas, letárgicas e por isso é provável que não assistamos nenhuma mudança efetiva de postura do Brasil em curto e médio prazo.

No entanto, o impacto destas novas políticas fiscais certamente chegará ao Brasil e exigirá planejamento fiscal e financeiro. Buscar a elisão dos efeitos das novas políticas de taxação é uma missão para as empresas Brasileiras, inclusive aquelas que não estão diretamente ligadas ao mercado internacional.

Alessandro Batista é advogado especialista em Direito Tributário e sócio do ABN Advogados

Lacoste transforma o icônico crocodilo nas cores de 13 países

Suas cores, sua polo. A linha homenageia treze países com versões exclusivas da clássica polo L.12.12. Foto: Divulgação/Lacoste

A Lacoste apresenta a Country Polo, uma coleção cápsula exclusiva inspirada na energia, na emoção e no sentimento de pertencimento que fazem do futebol um dos esportes mais apaixonantes do mundo. A partir de releituras da icônica polo L.12.12, a marca francesa celebra algumas das principais nações do cenário futebolístico mundial por meio de versões especiais que unem tradição esportiva e elegância atemporal.

Composta por treze modelos exclusivos, a coleção traz polos inspiradas nas cores de Brasil, Argentina, Japão, França, Inglaterra, Bélgica, Espanha, Alemanha, Portugal, Itália, Canadá, Holanda e Estados Unidos. Em cada peça, o tradicional crocodilo da Lacoste ganha uma nova interpretação visual ao incorporar as cores das bandeiras nacionais, criando um detalhe sofisticado que homenageia a identidade de cada país.

Foto: Divulgação/Lacoste

Mais do que uma celebração ao esporte, a Country Polo traduz o espírito de união e orgulho que atravessa gerações e fronteiras. A coleção convida os consumidores a demonstrarem sua paixão de forma elegante, por meio de uma das silhuetas mais emblemáticas da história da moda esportiva.

Criada originalmente por René Lacoste em 1933, a polo L.12.12 revolucionou o vestuário esportivo ao unir liberdade de movimento, sofisticação e funcionalidade. Décadas depois, o modelo segue como símbolo do estilo casual refinado e ganha uma nova camada de significado com a coleção Country Polo.

Foto: Divulgação/Lacoste

As peças mantêm todos os elementos clássicos da polo Lacoste: confeccionadas em Petit Piqué de algodão, possuem corte clássico e confortável, gola e punhos canelados, botões de madrepérola genuína, fendas laterais e o icônico crocodilo bordado no busto, reinterpretado com as cores de cada país.

Disponível do XS ao XXL, as peças da coleção Country Polo já estão disponíveis nas lojas físicas da Lacoste e no e-commerce da marca, reforçando a presença da Lacoste nos territórios do esporte, da moda e da cultura.

Saide Mattar e Alceu Vasone celebram união em casamento dos sonhos na Ilha Capivari

Em um dos cenários mais deslumbrantes do litoral brasileiro, a mineira Saide Mattar e o empresário Alceu Vasone Jr. reuniram familiares e amigos para celebrar sua união em grande estilo na exclusiva Ilha Capivari, em Angra dos Reis (RJ). Cercada por belezas naturais e uma atmosfera sofisticada, a cerimônia transformou a ilha em palco de uma celebração inesquecível, marcada por emoção, elegância e uma impecável operação logística para receber cerca de 450 convidados.

Ligada a uma das famílias empresariais mais tradicionais do país, Saide escolheu ao lado do noivo um local que já fazia parte da história do casal. Desde o início do relacionamento, em 2023, Angra dos Reis tornou-se cenário de momentos especiais, encontros familiares e projetos construídos a dois. A escolha da Ilha Capivari refletiu exatamente esse vínculo afetivo, transformando o casamento em uma extensão natural da trajetória compartilhada por eles.

A comemoração foi planejada como uma verdadeira experiência de imersão, com três dias de festividades. Os convidados foram recebidos com uma animada welcome party na véspera da cerimônia, seguida pelo casamento e uma programação cuidadosamente elaborada para celebrar a união em um ambiente de descontração e sofisticação. Toda a infraestrutura necessária para o evento precisou ser transportada por balsas até a ilha, em uma operação que envolveu mobiliário, decoração, equipamentos e estruturas temporárias especialmente desenvolvidas para a ocasião.

Pais das gêmeas Maria e Sofia, Saide e Alceu fizeram da celebração uma homenagem à família que construíram juntos.

Pais das gêmeas Maria e Sofia, Saide e Alceu fizeram da celebração uma homenagem à família que construíram juntos. A história do casal foi marcada por desafios e superações, especialmente após o nascimento prematuro das filhas, experiência que fortaleceu ainda mais os laços entre eles.

A identidade visual do casamento privilegiou leveza, contemporaneidade e conexão com o cenário paradisíaco de Angra dos Reis. Cada detalhe foi pensado para traduzir a personalidade dos noivos, desde a decoração até a gastronomia e os looks escolhidos por Saide para os diferentes momentos da celebração.

Um dos pontos altos da noite foi o show exclusivo da banda Jota Quest. A apresentação teve significado especial para a noiva, que cresceu em Minas Gerais ouvindo os sucessos do grupo e fez questão de incluir a atração na comemoração. O repertório embalou convidados até altas horas, encerrando com chave de ouro uma celebração marcada por afeto, história e memórias que certamente permanecerão para sempre na lembrança de todos os presentes. Fotos: Rodrigo Sack

… Bom dia! “Uma jornada de mil milhas começa com um simples passo.” – Lao Tzu

… Um abraço aos aniversariantes de hoje: Iza Insuela, Ana Cristina Cançado Soares, Rachel Santos Moretti, Valdir Cespede, João Vicente Guimarães de Melo, Alessandra Martins, Catila Soares, Líbini Suelen Bial da Pache, Vera Lucia Wentz, Ingrid Eleonore Luck, Jefferson Villa Nova, Simone Viana Storti, Selma Regina Silveira Moreira, Maria Helena Loureiro e William Sobrinho. Happy birthday!

Sushi para todos: como o prato deixou de ser exclusivo

Foto: Pexels

*Por Ricardo Leme

Por muito tempo, pedir sushi era algo reservado para ocasiões especiais. Era o jantar de comemoração, o encontro de fim de semana ou aquela experiência em restaurantes sofisticados. Mas essa percepção mudou, e os números ajudam a explicar isso.

Em 2025, a culinária japonesa ultrapassou a marca de 43 milhões de pedidos no iFood, movimentando cerca de R$ 2 bilhões em delivery. Foram mais de 122 mil pedidos diários de sushi, sashimi e temakis. O dado mostra que o sushi entrou na rotina do brasileiro.

Em 2025, a culinária japonesa ultrapassou a marca de 43 milhões de pedidos no iFood, movimentando cerca de R$ 2 bilhões em delivery. Foto: Pixabay

Parte dessa mudança está ligada ao crescimento da cultura asiática no país. O interesse por animes, séries, filmes e música da cultura pop oriental cresceu nos últimos anos e ajudou a aproximar o consumidor de experiências que antes pareciam distantes. O sushi aproveitou esse ritmo e passou a fazer parte da mesa de diferentes gerações.

Existe também outro ponto essencial nesse aumento de consumo. Agora, o mercado aprendeu a escalar essa operação.

Tecnologia sustentou o crescimento do setor

Muita gente olha para a expansão da comida japonesa e pensa apenas em demanda. Mas existe uma evolução operacional muito grande por trás disso. Diferentemente de outros segmentos do delivery, trabalhar com sushi exige um nível alto de controle, pois estamos falando de ingredientes extremamente sensíveis.

E esse crescimento só se tornou possível graças ao desenvolvimento de tecnologia aplicada à operação. Quando uma cozinha trabalha com alto volume de pedidos e ingredientes perecíveis, processos manuais deixam de ser suficientes. Hoje, sistemas ajudam a controlar estoque, rastrear insumos, acompanhar temperaturas, prever demanda, organizar produção e reduzir falhas operacionais em tempo real.

Muita gente olha para a expansão da comida japonesa e pensa apenas em demanda. Foto: Pexels

O objetivo, além da velocidade, é manter um padrão elevado de qualidade enquanto a escala aumenta. Sem esse suporte tecnológico, cresce o risco de desperdícios, atrasos ou inconsistências.

Peixe cru precisa de rastreabilidade, controle de temperatura, armazenamento correto e processos rígidos desde a chegada do produto até a entrega ao consumidor. Não existe espaço para improviso. Uma falha pequena na cadeia logística pode comprometer a qualidade do alimento e a experiência inteira.

Por isso, certificações e protocolos sanitários ganham ainda mais importância. Implantação de Boas Práticas de Manipulação (BPM), Manual de Boas Práticas e Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) documentados ajudam a reforçar a credibilidade de uma rede. O consumidor se acostumou a pedir sushi em casa, mas também ficou mais atento à procedência do produto.

Por isso, certificações e protocolos sanitários ganham ainda mais importância. Foto: Pexels

A pergunta para o mercado hoje já não é mais se o sushi é luxo, mas como tornar uma experiência que exige tanta técnica mais acessível sem perder qualidade?

No fim, o que mudou foi o acesso. Graças à evolução tecnológica e logística, o sushi passou a ocupar um espaço que poucos imaginavam há alguns anos atrás: o da rotina.

Ricardo Leme é cofundador do Sushi Garden, restaurante japonês criado em 2019 com operação 100% voltada ao delivery.