Início Site Página 600

Corrida de Rua na Gravidez: como praticar em segurança?

Embora ainda existam muitas polêmicas sobre a prática de exercícios durante a gestação, já é sabido que poucas grávidas realmente precisam de repouso, as demais podem, e devem manter uma rotina de exercícios supervisionados, que garantam o bem-estar e segurança. Para aquelas que gostam de corrida de rua, a notícia também é animadora: é possível continuar com o treino, e porque não, arriscar uma participação em uma maratona, desde que mantenha os cuidados com os limites do corpo e observe, com atenção, as respostas que ele apresenta ao longo da atividade.

É necessário manter o corpo em movimento em todas as etapas da vida e não seria diferente durante a gestação. Praticar a corrida pode trazer inúmeros benefícios durante o período gestacional. “Existem importantes estudos que comprovam a importância de manter as atividades físicas, mesmo com as alterações do corpo, durante a gravidez. Porém, é necessário que os exercícios sejam adaptados para uma intensidade leve ou moderada, que tragam maior segurança.

Saber definir esses parâmetros é o que gera maior questionamento entre as futuras mães e podem levar uma prática saudável a um risco iminente para a mulher e seu bebê”, comenta o Fisiologista e Personal Trainer Ricardo Aguas. Para ele, a reação do organismo e o histórico de atividades, além de Avaliações Específicas de cada caso, é o que determina o nível de intensidade para cada mulher. “Alguns pontos devem ficar sempre em nosso radar, como por exemplo: realizar os treinos de acordo com os seus batimentos cardíacos ideais, respiração muito ofegante, dificuldade ao falar durante o treino. Nesse caso, podemos considerar como um exercício de alta intensidade. Sendo assim, aumenta o risco para um eventual problema”.

No caso da corrida, é possível dizer que é um bom esporte para ser praticado durante o início e um pouco mais da metade da gestação, podendo variar de acordo com a evolução de cada uma. Entre os principais benefícios estão o alívio das dores, melhora da respiração, estabilização do humor, além de um melhor condicionamento cardíaco e físico da mãe.

Porém, para quem faz o treino nas ruas, Personal Ricardo Aguas, faz alguns alertas “existe uma alteração natural no eixo de equilíbrio da mulher, além da frouxidão dos ligamentos, causados pelas constantes mudanças que ocorrem durante os nove meses, o que pode facilitar a queda, o que também reforça a necessidade de se ter um programa de fortalecimento muscular no período gestacional.

A mudança hormonal também é uma grande influenciadora no desempenho dos exercícios. Sendo assim, o ideal é buscar ruas planas, com pouco movimento e sem buracos, além de uma supervisão que possa garantir uma execução correta. Se no dia a dia já existe uma completa adaptação, não tem como ser diferente na prática dos exercícios”.

Para o fisiologista, é necessário que, antes de qualquer iniciativa, exista liberação médica. “Apenas com os exames adequados é possível determinar quais exercícios podem fazer parte da rotina de treinos e, inclusive, quando devem ser alterados, a fim de evitar um parto prematuro, ou até mesmo um aborto. Por isso é tão importante ter o acompanhamento do obstetra durante toda a gestação”.

12 dicas que podem ajudar a manter uma corrida mais segura:

1 – Alimentar-se corretamente antes dos exercícios.
2 – Utilizar sempre uma roupa leve e confortável.
3 – Escolher um tênis que traga maior estabilidade e que também proteja o calcanhar e joelhos de um alto impacto.
4 – Hidratar-se durante e após o treino.
5 – Optar por locais e horários mais frescos.
6 – Parar imediatamente a qualquer sintoma de vertigem/tontura.
7 – Não fazer exercícios físicos se estiver doente.
8 – Parar imediatamente ao sentir dificuldade na respiração.
9 – Não exagerar na intensidade dos treinos.
10- Manter uma regularidade de dias de treinos, somente assim você terá os benefícios dos exercícios.
11 – Manter a corrida entre 30 minutos e 1 hora.
12 – Procurar sempre orientação profissional para saber a frequência cardíaca ideal para os seus treinos.


Ricardo Aguas é fisiologista e personal trainer, Graduado em Educação Física– FEFISA — 2004 -Pós Graduado em Treinamento Desportivo pela UGF e Membro do Grupo de Estudo USP Treinamento Desportivo. Trabalhou na Equipe Olímpica de Boxe do Brasil como Fisiologista e Preparador Fisico, no Esporte Clube Santo André exerceu as mesmas funções anteriores, atuou no Laboratório de Fisiologia do Exercício NEPAF — Fisiologista do Exercício, foi coordenador da Fisiologia do exercício na Academia Italy (scs). Desenvolve trabalhos personalizados para exercício de auto impacto, rendimento, condicionamento físico e motor, emagrecimento, fortalecimento. Especialista em treinamento para caminhadas, corridas e maratonas.

Festas Juninas com Pizza de Queijo Cremoso e Pipoca

Novidade combina a verdadeira massa Napolitana, com três queijos, muita pipoca e um toque de Grana Padano

Além de pular a fogueira e dançar a quadrilha, as festas juninas também são famosas por reunir várias delícias feitas com milho. Tem bolo, curau, canjica, pamonha e, claro, muita pipoca estourando na panela.

Para deixar essa tradição ainda mais gostosa o Chef Gino Contin, que comanda o forno do Maverick Thematic Music Bar, em Limeira, São Paulo,  criou uma Pizza de Queijo Cremoso e Pipoca onde combinou sua receita de massa napolitana de longa fermentação com três queijos e, claro, pipoca quentinha.

“Criei essa pizza junina unindo duas grandes paixões, a pipoca e a pizza e o resultado foi surpreendente! Ela combina toda untuosidade do creme de queijos com a textura crocante da pipoca. É uma pizza divertida para se fazer em família que deve ser preparada não só nas Festas Juninas, mas sempre, por muito gostosa”, explica o chef.

Para quem quer saborear essa delícia, Gino gravou um vídeo com o passo a passo da receita que também pode ser feita com um disco de massa pronta para dar tempo de comemorar o Dia de São João.

Confira a sugestão em https://www.instagram.com/tv/CQRFpAqAzn-/?utm_medium=share_sheet

Ingredientes:

1 disco de massa longa fermentação de 350g

Cream cheese

Catupiry

Cheddar

Queijo Grana Padano ralado

Pipoca estourada sem tempero

Pimenta calabresa à gosto

Modo de preparo:

Abra a massa e polvilhe pimenta calabresa sobre ela. Cubra com uma camada de catupiry, em seguida, coloque uma camada de cheddar e, para finalizar, cream cheese. Leve a pizza para assar até os queijos derreterem. Tire do forno e cubra com as pipocas estouradas e dê uma pressionada para elas se fundirem com o queijo. Finalize com um toque de queijo Grana Padano ralado e um pouco mais de pimenta.

Massa de pizza de longa fermentação

Ingredientes:

1kg de farinha de trigo, de preferência italiana 00

600ml de água

3g de fermento seco

30g de sal

Semolina ou fubá para abrir a massa

Modo de preparo:

Massa:

Separe um pouco da água para dissolver o sal. Coloque o restante da água numa tigela e acrescente os ingredientes secos aos poucos. Quando chegar na metade dos ingredientes, coloque a água com sal e depois o restante da farinha.

Sove a massa e deixe descansar em recipiente fechado por 12h. Caso queira fazer longa fermentação, deixe por mais 12 horas na geladeira. Divida a massa fermentada em quatro partes e boleie. Polvilhe uma superfície com semolina ou fubá e abra uma das partes da massa com as mãos marcando a borda da pizza com os dedos. Coloque em uma forma de pizza, cubra com o recheio desejado e leve para assar em forno alto por 10 a 15 minutos.

 

 

Quais são as práticas e tendências do consumer experience

Por Natasha de Caiado Castro*, CEO da Wish International

No ano de 2020, os ventos mudaram de direção e transformaram diversos segmentos, o que levou a rápida e dolorosa adaptação para sobreviver à pandemia. Nesse sentido, um dos setores que mais sentiu o impacto foi o varejo, com a imediata adaptação.

Enquanto nós consumidores, estávamos acostumados à forma padrão de compra em loja física, levando o produto no mesmo instante, tal modelo foi modificado drasticamente.Já para as marcas, a mudança não foi nada fácil. Muitas enfrentaram dificuldades para vender e precisaram migrar para o online.

Nesse cenário de mudanças inesperadas, os anseios e desejos do consumidor mudou, mas não só isso: as tendências adotadas na pandemia seguirão além do ano de 2020.

O que irá permanecer?

Como forma de prevenção, as pessoas têm evitado as lojas físicas e estão cada vez mais presentes no online. De acordo com a pesquisa da companhia de consultoria EY Parthenon, feita no Brasil entre junho e julho de 2020, como consequência do fechamento do varejo, 62% dos brasileiros visitaram menos lojas físicas.

Nesse sentido, o público se acostumou a comprar de forma remota e, mesmo após o isolamento social, deve continuar a adquirir produtos pela internet.

No Brasil, houve um aumento de vendas C2C por meio das redes sociais juntamente com empresas de logística, como o Mercado Livre, que ofereceram entregas com maior segurança e praticidade.

Ainda sobre experiências de compra em casa, o segmento de beleza criou avatares – representação de uma pessoa na internet- para simular a cor de um batom ou maquiagem no consumidor. O cliente consegue imaginar como ficaria o produto no sofá e conforto de casa.

Hoje, as marcas estão mais preparadas para a venda online, o que torna os métodos de entrega muito mais rápidos.

Um dos destaques é o live streaming shop, apresentação ao vivo de produtos pela internet que permite o cliente ter uma experiência mais próxima, incluindo a possibilidade de comentar e fazer perguntas, o que traz facilidade de compra com poucos cliques na tela.

Uma das vantagens é que a plataforma oferece o produto de acordo com os gostos do cliente. Já para as marcas, uma das dicas é convidar digital influencers, o que torna o investimento baixo e possibilita marcas venderem melhor.

Hábitos de consumo mudaram

A pandemia mudou o hábito do consumidor. A incerteza da qualidade de vida levou as pessoas a serem mais cautelosas e a darem mais atenção ao bem estar da família.

Por conta da crise de saúde gerada no ano anterior, a pesquisa citada anteriormente mostra também que as pessoas se tornaram mais com higiene pessoal, um reflexo da necessidade de evitar a contaminação.

Além disso, hoje as pessoas investem mais em produtos e serviços que agregam intelectualmente como cursos para aprender um novo idioma ou artesanato.

Os produtos em destaque durante a quarentena foram itens para casa e serviços que proporcionam conforto, tendência que irá permanecer. Observamos esse consumo a partir das inovações apresentadas na CES (Consumer Electronics Show), no qual foram apresentadas novidades para o ambiente doméstico.

Além disso, a demanda por itens sobre pets e plataformas de streaming – que se tornaram uma das principais opções de lazer – também está crescendo.

A pandemia também intensificou a relação entre o consumidor e as marcas. O coronavírus impactou o bem estar e, por isso, antes de comprar o produto, o consumidor deseja conhecer o que as marcas estão fazendo em prol da sociedade.

O isolamento social mudou também o ato de compra. No pós-pandemia, as idas às lojas serão uma experiência diferente da rotina. Por isso, as lojas devem estar preparadas para receber esse público que sai de casa.

Contudo, os propósitos mudaram, e o consumidor sabe muito melhor o que deseja. E comportamentos que vinham se mostrando lentamente, tiveram forte aceleração na pandemia e devem continuar.

*Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor.

Christian Louboutin se inspira no Brasil em nova coleção masculina

Apresentada por meio de realidade aumentada ontem, quarta-feira (23/06), a coleção Spring Summer 22 traz entre os destaques o tênis Arpoador, inspirado no famoso ponto turístico carioca e uma homenagem do designer francês ao país que tanto ama.

Coleção masculina

Revelar sua coleção masculina Primavera-Verão 2022, Christian Louboutin buscando explorar novos territórios digitais com o LoubiFuture. Após se aventurar em seus avatares no aplicativo de jogo animado Zepeto e com a experiência interativa em 3D de LoubiAirways, LoubiFuture mistura realidades aumentadas e estendidas para criar uma experiência única e envolvente, imersa em uma estética retro-futurística colorida

LoubiTown

Com a presença do cantor francês Julien Granel – conhecido por seu universo pop vívido -, a primeira parte desta animação usa a realidade aumentada para levá-lo por uma odisseia vibrante em muitos mundos. Embalado por uma faixa musical original intitulada Mirage, o vídeo convida o espectador a seguir Julien em um sonho Vaporwaved dos anos 80, nos levando de Skycrapers em neon na LoubiTown, a um pôr do sol na praia, até o Grand Finale no topo de uma torre em uma selva surreal povoada animais selvagens tropicais.

Arpoador

Esta jornada épica leva a um showroom duplo, onde itens da nova coleção estão disponíveis para visualização em realidade aumentada. A primeira sala celebra o novo tênis desta temporada: Arpoador, uma homenagem ao amor de Christian Louboutin pelo Brasil, em clara referência ao famoso ponto turístico carioca localizado entre Ipanema e Copacabana. Esses tênis são inspirados na arquitetura modernista brasileira, e seu amor pelas curvas se materializa na flexibilidade e versatilidade do tênis. Modeladas e inseridas em um ambiente Vaporwave, as 5 cores se desconstroem e se reconstroem de uma forma muito casual.

Leather goods

Os leather goods são apresentados com três novas adições sazonais: a mochila BackParis, a bolsa LoubiTown e a bolsa Ruistote. Todos estes modelos podem ser vivenciados na vida real com realidade aumentada por meio de um código QR para escanear. O item é inserido imediatamente no ambiente que o rodeia e pode ser explorado em todos os ângulos, com um sentido muito preciso dos detalhes queridos do designer.

O amanhã está mais perto do que imagina…

indústria da moda

A lógica de superprodução da indústria da moda impacta diretamente o meio ambiente com uso excessivo de recursos não renováveis e acúmulo de resíduos. Dados do Overproduction: Taboo in Fashion mostram que 30% das roupas produzidas nunca são vendidas e um terço só sai das lojas com desconto. Outro número da empresa de impressão on demand Printful mostra que 1 em cada 5 peças de roupas produzidas são descartadas sem nunca serem usadas

Querida que só,Rosana Messina, comemorando hoje mais um aniversário. Happy birthday!

impactos

Os dados reunidos pela empresa americana ShareCloth mostram os impactos dessa superprodução na indústria da moda: de acordo com o relatório, são produzidas 150 bilhões de peças por ano na indústria da moda global. No entanto, já foi possível confirmar que pelo menos 30% dessas peças nunca são vendidas. O resultado disso é que mais de 12,8 mil toneladas de roupas são enviadas para aterros sanitários anualmente.

Resíduos sólidos

Também são produzidos, anualmente, 92 milhões de toneladas de resíduos sólidos com 98 milhões de toneladas de recursos naturais, além da emissão de 1,2 milhão de toneladas de gases de efeito estufa na produção têxtil. Fora o desperdício na produção, também há a perda desperdício na utilização das peças, especialmente com o conceito de fast fashion ou moda rápida: a economia global perde US$ 460 bilhões por ano porque as pessoas jogam fora roupas que poderiam continuar sendo utilizadas.

Copa Truck 1

Depois de duas corridas disputadíssimas na etapa de abertura da temporada 2021, a Copa Truck volta a se encontrar, agora no autódromo de Interlagos, na zona sul de são Paulo, para a realização da segunda etapa de um campeonato que prevê oito passando também pelos circuitos de Tarumã, Potenza, Cascavel e Curitiba – este último com três etapas agendadas.

Copa Truck 2

A programação prevê três treinos livres – dois na sexta-feira e um no sábado, dia em que também é realizada a classificação para definição do grid de largada, às 11h30. No domingo (27), a transmissão ao vivo começa às 13 horas para as duas corridas do dia, que serão mostradas pela Band, pelo SporTV2 e também pelo canal oficial da Copa Truck no YouTube, (horários de Brasília)

Marilene Coimbra comemorando hoje mais um aniversário. Happy birthday!

… Bom dia!”Nunca coloque a chave de sua vida no bolso de outra pessoa”.

Abraço aos aniversariantes de hoje: Marilene Coimbra, Rosana Messina, Vanessa Rodrigues Tríssia Moraes Oliveira, Sirley Rodrigues, Jane Mandetta, João cavalheiro, Luciana Amaral Rabelo e Edilene Moraes. Happy birthday!

… O astro da música pop Elton John fará 30 shows na Europa e América do Norte como parte da grande turnê de despedida, interrompida pela crise de saúde.

Foto: Anfela Weiss/AFP

…  O cantor britânico, de 74 anos, havia iniciado a turnê “Farewell Yellow Brick Road” em 2018. Ele tinha planejado mais de 300 apresentações em três anos por todo o mundo, mas os planos foram interrompidos pela pandemia de covid-19.

… A turnê será retomada em maio de 2022 em Frankfurt (Alemanha) e terminará seis meses depois em Los Angeles, depois de percorrer a Europa, incluindo as cidades de Milão, Paris e Liverpool, e a América do Norte.  No início de 2023, Elton John deve fazer quatro shows na Austrália e Nova Zelândia. (Fonte Agência AFP)

O Projeto Tribos, apoiado pela Brink’s, empresa líder mundial em logística segura e soluções de segurança, lançará amanhã (25), no Shopping Bosque dos Ipês,  em Campo Grande MS, a exposição fotográfica “Nas Trilhas da Cidadania. O evento trará o resultado do trabalho de capacitação com estudantes da região. A exposição vai até o dia 26 de julho.

Tribos – crédito_ alunos participantes do projeto

…. O projeto é desenvolvido pela ONG Parceiros Voluntários, que tem como objetivo desenvolver o protagonismo de jovens para gerar transformações sociais. Em 2020, estiveram em contato com o programa: 72 escolas públicas, 73 educadores do ensino Fundamental e Médio, 194 estudantes do 7º ano ao 3º do Médio.

… Por conta da pandemia de Covid-19, as discussões e práticas educativas ocorreram em plataformas online, os estudantes tiveram contato com temas como Empreendedorismo, Liderança, Fotografia e Competências Socioemocionais. Os educadores também foram capacitados para com dinâmicas para visaram o aprimoramento do ensino.

Saiba o lado bom das bactérias

Dr. Alessandro Silveira

O transplante de fezes tem o poder de recolonizar o intestino com bactérias boas, microrganismos responsáveis por fortalecer o sistema imune e proteger o organismo de doenças.

Alguns assuntos dificilmente entram na pauta cotidiana das pessoas. O cocô é um deles. No botequim, festas e churrascos talvez vire tema em razão da embriaguez alcóolica que costuma acompanhar essas confraternizações. Por que alguém falaria disso em sã consciência, certo? Trata-se de algo relativo às profundezas do corpo que este precisa e insiste em eliminar. Tem uma aparência repulsiva, um cheiro ruim e, sabemos, é veículo de muitas doenças. Até por isso precisa ser escondido e para se livrar dele (não só dele, certamente), a humanidade inventou o vaso sanitário, a descarga e o sistema de esgoto. Dessa forma, encontramos um meio rápido e indolor, de transportar esse objeto de asco para as profundezas da cidade.

Mas você já deve ter ouvido essa frase: ninguém é 100% bom ou mau. Com o cocô a mesma ideia se aplica. Se é vilão em algumas histórias, em outras é herói, que salva a vida dos indefesos. Vejamos o caso do transplante de fezes, que é descrito em detalhes no livro “O lado bom das bactérias – O poder invisível que fortalece sua defesa natural para ter uma vida mais feliz e longeva” de autoria do farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em microbiologia, Alessandro Silveira. Trata-se de um procedimento que consiste na transferência do cocô de uma pessoa saudável para uma pessoa doente.

Para entender porque a doação de cocô realmente funciona e pode mudar vidas é preciso estar ciente de que é no intestino que vive a maioria esmagadora das bactérias boas. Conforme Silveira, a chamada microbiota intestinal é responsável por 80% da resposta imune do organismo. O pós-doutor em microbiologia informa que o intestino é a principal fonte de contato com o microrganismo indesejado, que chega também por meio da alimentação. “As bactérias presentes no órgão formam uma camada protetora, uma barreira física mesmo, na qual as toxinas e agentes patológicos se grudam, ficando assim impossibilitados de infectarem a célula e adoecerem o corpo”, explica.

É por isso que, apesar de as pessoas acharem nojento, dar uma olhada no cocô no vaso sanitário é uma ação que pode prevenir doenças. Silveira explica que ao observar as características do próprio cocô, a pessoa pode detectar a disbiose, que nada mais é do que o desequilíbrio da flora bacteriana intestinal. Conforme o pós-doutor em microbiologia, quem não evacua, por exemplo, já tem um diagnóstico de que algo está errado, já quem evacua demais, pode avaliar a consistência, cor e aspecto, para saber como está a saúde. “As pessoas que convivem comigo sabem que sempre que evacuo observo como estão as minhas fezes. É um hábito que espero que todo adquiram um dia”, diz.

Tudo bem, você gostou da ideia, está com alguns problemas intestinais – caganeira ou prisão de ventre – e acha que encontrou a solução: é só receber um transplante de cocô. Bom, não é bem assim. De acordo com Silveira, apesar de o transplante de fezes ser um procedimento de fácil realização, com resultados instantâneos, ele deve ser realizado somente para tratar condições clínicas específicas. Por exemplo, por quem tomou antibióticos durante muito tempo como se fosse água e, por isso, causou estragos permanentes às bactérias do intestino, por pessoas com autismo, por quem está com depressão e por quem sofre de obesidade.

Se pessoas nesta condição, tentaram outros tratamentos, chegando a mudar a alimentação e o estilo de vida – consumindo menos industrializados e fazendo mais exercício físico – e mesmo assim não conseguiram mudar o perfil de suas bactérias intestinais, o transplante pode ser a única saída. “O procedimento funciona como se a pessoa estivesse reiniciando o sistema operacional do computador”, explica Silveira. O contato com o cocô saudável resulta na retirada de todas as bactérias prejudiciais e numa nova colonização por bactérias boas.

Além disso, há outros trâmites que tornam a intervenção um pouco mais complicada do que uma mera troca de cocô. Por exemplo, é necessário encontrar um doador com um perfil bacteriano específico. E quando falo específico quero dizer alguém que tenha uma vida acima de qualquer suspeita. Tenha tratado bem seu corpo ao longo dos anos e por isso apresente uma flora intestinal bacteriana como se fosse novinha em folha.

Contudo, aparentar saúde não significa tê-la de verdade. Por isso quem almeja ser doador precisa ter sua história de vida passada a limpo. Informações sobre o tipo de nascimento (parto normal ou cesárea), a dieta alimentar, o histórico de doenças – se exames detectaram hepatite, HIV, Rotavírus, Giardia e outras parasitoses – tudo isso deve ser levado em conta para que o receptor do novo cocô não tenha uma amarga surpresa depois que o transplante for realizado. Não à toa, para evitar esse verdadeira odisseia, muitos escolhem algum familiar, cuja história de vida é conhecida. O que nem sempre significa sucesso, afinal de contas, esse membro da família pode ser um contumaz devorador de salgadinhos e refrigerante.

Mas o transplante propriamente dito, como é feito? Envolve a utilização de bisturi? É preciso incisão ou sutura? Há sangue? Não, nada disso. O procedimento é bem simples e pode ser realizado por meio de uma colonoscopia. O cocô do doador (preparado por um microbiologista) é colocado em um mixer, onde é batido e posteriormente diluído em soro. A mistura então é inserida em uma seringa e borrifada durante meia hora nos intestinos grosso e delgado do receptor. Conforme o pós-doutor em microbiologia, não obstante a sua singeleza, o processo pode ser efetuado somente após indicação clínica e sob supervisão médica direta.

Como Silveira explica os resultados são satisfatórios e imediatos. Um amigo do bioquímico, que sofria há algum tempo as agruras de uma microbiota doente, resolveu, com o auxílio de seu gastroenterologista, receber um transplante de fezes e rapidamente experimentou as delícias ocasionadas pelo procedimento. “Além da inflamação do corpo ter diminuído, o intestino voltou a funcionar normalmente, o sono melhorou, a glicose voltou ao lugar e a mente ficou mais focada”, relata.

Por mostrar resultados positivos é que o transplante de cocô já é utilizado em muitos países no auxílio ao tratamento de doenças físicas e mentais, tais como obesidade, depressão, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e autismo. No Brasil, entretanto, explica Silveira, o tratamento é autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apenas como recurso terapêutico para combate a infecção intestinal causada por Clostridioides difficile, bactéria responsável por doenças gastrointestinais associadas a antibióticos. Isso não significa que não seja possível realizá-lo no país mesmo sem padecer das doenças ocasionadas pela bactéria. “Desde que seja recomendado e avalizado por um médico, o transplante de fezes não é proibido”, diz.

Entusiasta do transplante de cocô, Silveira defende que a Anvisa autorize o uso do procedimento no Brasil para tratamento de outras doenças, além das causadas pela Clostridioides difficile. Conforme o pós-doutor em microbiologia, isso seria simples de ocorrer, desde que houvesse uma forte regulamentação, obedecendo critérios rigorosos para a seleção dos doadores. “Para doar sangue é preciso, inicialmente, responder um longo questionário e, depois de aprovado, passar por rigorosos exames de sangue. Por que não podemos ter um protocolo semelhante para o transplante de fezes?”, indaga.

O bioquímico sonha com um mundo em que o transplante de fezes seja uma prática tão comum quanto a diálise. Na Europa, por exemplo, cita Silveira, alguns consórcios já trabalham com banco de fezes nos moldes do banco de sangue. “Imagina a melhor profissão do mundo: você tem uma vida regrada, alimentação saudável, pratica exercícios periodicamente, dorme bem e não tem aquela cobrança constante pelo cumprimento de metas. Tudo o que precisa fazer é coletar diariamente seu cocô e levar para doação”, diz.

Sobre Dr. Alessandro Silveira

Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Ciência Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-doutor em Análises Clínicas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

 

O inverno chegou! Conheça cinco alimentos queridinhos da imunidade

O inverno começou no hemisfério sul, oficialmente, em 21 de junho. E com a chegada dos dias frios e secos, certos cuidados se mostram mais necessários, desde a hidratação do corpo à alimentação, que pode ser uma importante aliada na melhora do sistema imunológico. Para combater doenças como gripes, resfriados e outras doenças respiratórias, Cyntia Maureen, nutricionista da Superbom, marca pioneira na produção de alimentos saudáveis, separou grupos alimentares ricos em nutrientes como vitamina C, fibras, cálcio e magnésio. A profissional explica:

“O frio é conhecido por diminuir a imunidade e, com isso, nosso organismo fica mais propenso aos vírus. Associar uma boa alimentação com outras práticas como exercícios físicos, consumo adequado de água e uma boa rotina de sono podem ser a resposta para aqueles que querem evitar os famosos sintomas – corizas, dores no corpo e fadiga – que as doenças da estação trazem. E não é nenhum bicho de sete cabeças: com uma simples ida ao supermercado conseguimos encontrar todos esses alimentos.”

Abaixo, a nutricionista separou cinco alimentos conhecidos por darem aquele “up” na imunidade. Confira:

• Laranja: A laranja e outras frutas cítricas como tangerina, kiwi e limão, são ricas em vitamina C. “O nutriente é conhecido por atuar diretamente nas nossas células de defesa e combater os causadores de doenças, fortalecendo o sistema imunológico”, comenta Cyntia. A profissional continua: “a laranja ainda contribui no retardo do envelhecimento e prevenção da anemia, podendo ser consumida in natura ou até mesmo em sucos e geleias. Para os dias mais frios, seu consumo diário é mais do que indicado”.

• Aveia:

Uma das queridinhas do café da manhã, a aveia é rica em fibras responsáveis por otimizarem o sistema imunológico, além de dar mais energia e melhorar o humor. “Começar o dia com esse cereal é a pedida certa para o inverno. Para deixá-lo ainda mais gostoso e nutritivo, é válido preparar os famosos bowls de frutas para uma refeição completa logo ao acordar”, acrescenta a nutricionista .A aveia ainda é rica em

• Mel com Própolis: O mel, além de ser uma ótima opção de adoçante para aqueles que estão evitando o açúcar, ainda traz benefícios como características antimicrobianas e atuação nas vias respiratórias. Junto do própolis, ele conta com soluções antibacterianas, antivirais e anti-inflamatórias, sendo ideal para os dias mais frios. Cyntia explica: “o melhor do mel com própolis está em sua praticidade: vendido em pequenas embalagens, eles podem ser facilmente transportados para a rua, escola e trabalho. Uma ótima opção para aqueles que desejam optar por remédios naturais”.

• Castanha do Pará : A oleaginosa é rica em selênio, antioxidante que combate os efeitos danosos dos radicais livres. Já para o fortalecimento do sistema imunológico, seus nutrientes como vitamina E, cálcio e magnésio, fazem o trabalho. “Além disso, a castanha-do-pará ainda é uma excelente fonte de energia e favorece a saúde do coração. Sua dose diária recomendada é entre uma e duas unidades, ou seja, um pequeno pacote chega a durar uma semana em ambientes arejados. Com todos os benefícios que a oleaginosa proporciona – junto do fato de ser rica em gorduras boas -, vale a pena o investimento”, aconselha a profissional.

• Sopas quentes: “Essa é um clássico na casa das avós”, brinca Cyntia. Ela explica que os alimentos quentes, como as sopas ao final do dia, são perfeitos para aqueles que estão com sintomas de gripe e/ou resfriado já que aumentam o fluxo de secreções nasais, ajudando a aliviar os sintomas das doenças. “Abóbora com gengibre, feijão e o famoso caldo verde são ótimas opções de receitas para aqueles que estão se sentindo indispostos. Uma dica é caprichar no alho na hora do preparo pois o tempero, além de saboroso, é rico em vitamina A e C que vão favorecer o funcionamento do sistema imunológico”.

Kurotel tem Programa Mind Detox

O Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, em Gramado – RS, é uma excelente opção para as férias, neste momento em que cuidar da saúde é ainda mais primordial.

As férias de julho deste ano certamente serão diferentes: a Pandemia deu uma desorganizada no calendário escolar e nem todos vão poder programar viagens em família. Mas a verdade é que aquele descanso temporário de uma atividade habitual é fundamental para que corpo e mente deem aquele reset tão necessário para a vida. Ainda mais, nestes tempos em que estamos vivendo, quando estresse e ansiedade estão em seu grau máximo.

Por isso, vale muito a pena tirar alguns dias para fazer um descanso e aproveitar para cuidar da saúde no Kurotel, que fica em Gramado, na Serra Gaúcha. Acessível de carro, a duas horas da capital Porto Alegre, o local é referência nacional e internacional, há quase quarenta anos, em saúde e bem-estar, e tem opções de vários programas focados nos objetivos dos clientes, como detox de corpo e mente, relaxar, emagrecer, melhorar a memória, melhorar a qualidade do sono, melhora nos exames laboratoriais, check-up, melhora da imunidade, pós-covid etc.

O “Mind Detox”, expressão que significa desintoxicar a mente, nunca foi tão procurado em função do significativo aumento dos níveis de estresse desde março de 2020, seja por adaptações de rotinas, transições empresariais, familiares e sociais consequências da Pandemia. Este plano é indicado para quem deseja alcançar o equilíbrio entre corpo e mente, restabelecer a energia e retornar para casa revigorado, com uma melhora do estado de saúde físico e emocional. Com aplicação de técnicas para gerenciar as emoções, este programa ajuda no controle do estresse e da ansiedade, através de um método próprio de relaxamento e renovação com as terapias e atividades propostas.

Reflexoterapia digestiva, atividades físicas, atividades na Estação das Águas do Kur, massagens, programação de cultura e lazer, talks sobre saúde e bem-estar e até aulas de culinária saudável fazem parte do programa. Tudo isso com um diferencial: acompanhado pelo corpo clínico do local composto por especialistas no assunto, alguns inclusive com graduação no exterior.

Além do tudo, o Kurotel reforçou ainda mais as medidas preventivas para clientes equipe e fornecedores, neste momento de pandemia: teste de Ag (antígeno) no check in, sanitização dos ambientes e bagagens com produtos de padrão internacional, apartamentos esterilizados diariamente com equipamentos gerador de ozônio, que elimina odores, ácaros, vírus e bactérias, ocupação limitada, locais arejados, entre outros protocolos.

Para mais detalhes do Mind Detox, acesse o link da live onde o diretor da B4TCOMM, Alberto Martins, conversou com a Dra Mariela Silveira, do Kurotel:

https://www.instagram.com/tv/CQPPm9hJVII/?utm_medium=copy_link

 

Aprenda preparar a canjica com chocolate

Ingredientes

500g de milho para canjica branca

Água

250ml de leite

200ml de leite de coco

380g de leite condensado

30g de cacau em pó alcalino

100g de creme de leite

100g de cobertura premium de chocolate meio amargo

Flocos macios de chocolate para decorar

Modo de preparo

Em um recipiente, coloque o milho para canjica, cubra com água e deixe de molho por 4 horas. Feito isso, escorra a água, coloque o milho para canjica em uma panela, coloque água até cobrir e cozinhe até que fique macia. Acrescente o leite, o leite de coco e o leite condensado, depois deixe ferver até ficar cremosa. Em outro recipiente, misture o cacau em pó e o creme de leite até dissolver, depois junte na canjica. Por último, coloque a cobertura meio amarga até derreter. Finalize com os flocos macios de chocolate.

Tempo de preparo: 5 horas

Fonte: Divino Fogão – https://www.divinofogao.com.br

Câmara aprova Lei Geral de Licenciamento Ambiental

Por Rebeca Stefanini, Isabella Pollari e Letícia Guimarães*

Rebeca Stefanini

O texto base da Lei Geral de Licenciamento Ambiental foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 13 de maio de 2021. Após 17 anos de tramitação, incluindo diversos arquivamentos e propostas de substitutivos, o texto foi aprovado com a previsão de regras gerais para desburocratizar o licenciamento ambiental, dotando-o de celeridade e eficácia. Agora, o projeto de lei aguarda votação no Senado Federal.

Dentre as principais, destaca-se a dispensa do licenciamento ambiental 13 atividades: (i) obras de serviço público de distribuição de energia elétrica (até o nível de tensão de 69 Kv); (ii) estações de tratamento de água e esgoto sanitário; (iii) obras de intervenções emergenciais e de manutenção para empreendimentos de infraestrutura; (iv) algumas atividades agropecuárias; (v) pontos de entrega voluntária, usinas de triagem de resíduos sólidos, pátios, estruturas e equipamentos para compostagem de resíduos orgânicos, usinas de reciclagem de resíduos da construção civil, bem como ecopontos e ecocentros.

Em relação à dispensa de licenciamento para obras de intervenções emergenciais e de manutenção para empreendimentos de infraestrutura, a proposta de lei complementa a legislação atual que já dispensava o licenciamento as atividades de manutenção de faixa de domínio em rodovias e ferrovias, bem como dispensa a autorização para intervir em APP em travessias de rios.

Uma novidade é a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso para empreendimentos de baixo impacto ambiental, de acordo com a regulamentação do ente federativo competente para o licenciamento. E, também o licenciamento simplificado, prevendo a junção de duas licenças em uma, para empreendimentos compatíveis, conforme avaliação motivada da autoridade licenciadora.

Neste tocante, seria desejável que o projeto de lei dispusesse sobre as características de empreendimentos ou atividades sujeitos a um a outro regime para, realmente, garantir um tratamento uniforme no país. Da forma como está posta a matéria, sem este balizamento, há espaço para regulamentação por estados e municípios (como, aliás, já ocorre), em evidente contrariedade ao intuito da norma geral que se acaba de aprovar.

O texto prevê também a concessão de Licença de Operação Corretiva (LOC) para empreendimentos e atividades sem licença quando da data da publicação da lei, excepcionando-se expressamente irregularidades futuras. A norma dispõe que o licenciamento ambiental corretivo poderá ocorrer por adesão e compromisso quando a atividade ou empreendimento: (i) não for potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente; (ii) não ocorrer supressão de vegetação nativa; e (iii) serem conhecidas as características, condições e impactos ambientais da atividade.

Sobre o assunto, lembramos que recentemente o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais decidiu que os empreendimentos sem licença ambiental não poderiam se regularizar mediante a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (“TAC”), tal como previa a Lei Estadual n. 7.772/80.

Os estudos ambientais serão preparados com base em Termo de Referência (“TR”) emitido pelo órgão licenciador ou, caso o órgão licenciador não emita o TR dentro do prazo de 30 dias contados da data do requerimento, com base em padrão da respectiva tipologia de empreendimento ou atividade.

Há previsão de que, em até 4 anos contados da entrada em vigor da Lei, o Sistema Nacional de Informações sobre Meio Ambiente (SINIMA) passará a conter informações sobre os processos de licenciamento realizados nos âmbitos federal, estadual, distrital e municipal, bem como as bases de dados mantidas pelas respectivas autoridades licenciadoras, resguardados os casos de sigilo.

A norma confirma que a ausência de manifestação de órgãos intervenientes não obsta o andamento do processo de licenciamento nem a emissão da licença, tal como já sinalizava a Lei Complementar 140/2011. Sobre o tema, a norma exclui terras indígenas não demarcadas e territórios quilombolas não titulados da análise de impactos ambientais.

Há, ainda, disposição prevendo a necessidade de fundamentação técnica que aponte o nexo causal entre as condicionantes ambientais e os impactos relacionados ao empreendimento. A previsão de inter-relação entre as condicionantes e os potenciais impactos do empreendimento está de acordo com o previsto na Lei da Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019) que tratou do assunto ao dispor sobre a impossibilidade de exigência de compensações ambientais abusivas.

Além disso, a previsão vai de encontro com a jurisprudência que tem rechaçado a imposição de condicionantes relacionadas à implantação de equipamentos públicos de infraestrutura, alheia aos impactos diretos gerados pelo empreendimento ou atividade licenciados.

Outra disposição importante refere-se à ausência de responsabilidade das instituições financeiras públicas e privadas por eventuais danos decorrentes da atividade ou do empreendimento financiado, se as mesmas tiverem exigido as licenças ambientais para comprovação da regularidade do tomador, sem avaliação do conteúdo ou adequação das licenças e condicionantes previstas.

A possibilidade das instituições financeiras serem responsabilizadas por danos ambientais causados pelo tomador de crédito é justificada, geralmente, pelo artigo 3º, IV da Política Nacional do Meio Ambiental (Lei 6.938/1981), que prevê a responsabilização dos poluidores indiretos, e no artigo 12 da mesma lei, que prescreve que as instituições financeiras governamentais devem condicionar a aprovação crédito ao licenciamento e ao cumprimento das normas ambientais.

A proposta de lei busca isentar as instituições financeiras e de fomento de responsabilidade com vistas a promover o desenvolvimento nacional e a concessão de crédito. O novo texto extrapola as exigências da Política Nacional de Meio Ambiente, incluindo as instituições financeiras privadas e determinando que também exijam a prova de regularidade do licenciamento ambiental – o que, na prática, já ocorre por adesão voluntaria destas instituições a mecanismos de autorregulação.

Caso o projeto seja aprovado pelo Senado Federal, após a sanção do Presidente da República, os processos de licenciamento ambiental em curso deverão se adequar: as obrigações e cronogramas já estabelecidos devem ser cumpridos até a etapa atual do processo e os procedimentos e prazos das etapas subsequentes serão dispostos pela nova legislação.

* Rebeca Stefanini, Isabella Pollari e Letícia Guimarães são advogadas do Cescon Barrieu