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O novo papel dos bancos em tempos atuais

Imagem de mindandi no Freepik

*Por Charles Aboulafia

A digitalização do sistema financeiro é um caminho sem volta. Mas ela não avança sozinha, caminha lado a lado com a descentralização, desafiando estruturas tradicionais e criando exigências para instituições bancárias. A grande questão hoje não é se os bancos sobreviverão a esse processo, mas como irão se transformar para continuar sendo relevantes no ecossistema financeiro.

O futuro não será puramente digital, nem apenas fiduciário. Será híbrido. Em um cenário onde blockchains, stablecoins e tokens convivem com fundos, custódia fiduciária e sistemas como SWIFT, os bancos deixam de ser intermediários para se tornarem infraestrutura. Uma infraestrutura capaz de conectar mundos que até pouco tempo atrás pareciam opostos.

Segundo relatório da Chainalysis, realizado no ano passado, a América Latina liderou o crescimento global da adoção de criptoativos em 2023, com um aumento de 147% nas transações envolvendo ativos digitais. Já o Fórum Econômico Mundial aponta que 10% do PIB global poderá estar tokenizado até 2030. Nesse ambiente em rápida evolução, instituições financeiras precisam oferecer muito mais do que contas correntes: precisam prover lastro jurídico, estrutura regulatória e soluções técnicas para um novo tipo de cliente.

A América Latina liderou o crescimento global da adoção de criptoativos em 2023. Imagem de frimufilms no Freepik

Bancos que entenderam esse movimento já atuam como pontes entre a economia tradicional e a criptoeconomia, integrando compliance, liquidez e flexibilidade. São parceiros estratégicos de fintechs, empresas de tecnologia, gestoras de criptoativos e estruturas familiares globais que precisam operar em ambientes regulados — sem renunciar à inovação.

Um exemplo concreto dessa convergência é o consórcio BRL1, formado pelo Grupo Bancário Cainvest em parceria com grandes players do mercado cripto. A iniciativa representa, na prática, a integração entre o sistema financeiro tradicional e o universo dos ativos digitais. A BRL1 é uma stablecoin pareada ao real, lastreada em moeda fiduciária e títulos públicos brasileiros, e opera em redes blockchain como Ethereum e Polygon unindo a estabilidade do dinheiro tradicional à agilidade das finanças descentralizadas.

Além de prover liquidez para a BRL1, a Cainvest agrega governança e uma infraestrutura bancária robusta ao projeto, garantindo segurança e credibilidade. A BRL1 se consolida não apenas como um ativo digital, mas como um elo seguro entre dois mundos que antes caminhavam em paralelo o da regulação e o da inovação.

Essa nova geração de bancos combina a robustez do sistema financeiro tradicional com a adaptabilidade exigida pelos mercados descentralizados.

A existência e expansão da BRL1 mostram, na prática, como o sistema financeiro pode se tornar verdadeiramente híbrido: combinando a solidez de ativos lastreados em moeda fiduciária com a eficiência e a interoperabilidade das redes descentralizadas. O consórcio demonstra que é possível criar soluções financeiras seguras, acessíveis e alinhadas com a regulação sem renunciar à inovação tecnológica que impulsiona os criptoativos.

Essa nova geração de bancos combina a robustez do sistema financeiro tradicional com a adaptabilidade exigida pelos mercados descentralizados. Oferecem, ao mesmo tempo, acesso ao sistema bancário internacional, serviços de custódia fiduciária e estruturação de negócios tokenizados. E fazem isso com governança, conhecimento regulatório e visão de longo prazo.

A descentralização não é o fim dos bancos. É a oportunidade de reposicioná-los como provedores de infraestrutura segura em um ecossistema mais ágil, transparente e inclusivo. O banco do futuro não será aquele que escolhe entre o fiduciário e o digital, mas o que consegue operar com excelência nos dois mundos.

Charles Aboulafia é CEO do Grupo Cainvest

Mitos e verdades sobre o uso de óculos

Oftalmologista comenta sobre os mitos e verdades sobre o uso de óculos. Foto: Divulgação

A saúde ocular ainda é cercada por mitos e desinformações. No Brasil, mais de 36,5 milhões de pessoas usam óculos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas muitos ainda têm dúvidas sobre como e quando utilizar corretamente o acessório. Para esclarecer as principais questões e combater fake news relacionadas ao tema, Celso Cunha (CRM-MT 2934), médico oftalmologista e consultor da Hoya Vision Care, preparou uma lista com oito mitos e verdades sobre o uso de óculos. Confira!

1. Todo mundo vai usar óculos um dia

Mito. O uso dos óculos está ligado à presença de alterações visuais associadas aos erros refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia. Nem todas as pessoas desenvolverão essas condições ao longo da vida.

O uso dos óculos está ligado à presença de alterações visuais associadas aos erros refrativos, como miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia. Foto: Pixabay

2. Não tem problema pedir óculos emprestado

Mito. Óculos com grau são itens personalizados e devem ser usados apenas por quem tem a receita médica correspondente. Compartilhá-los pode causar desconforto, tontura e até prejudicar a visão.

3. Usar óculos o tempo todo faz mal aos olhos

Mito. Quando indicados por um oftalmologista, os óculos permitem a correta focalização da imagem na retina e melhoram a qualidade de vida. O uso contínuo não causa danos e, em muitos casos, é fundamental para tratar problemas refrativos.

Quando indicados por um oftalmologista, os óculos permitem a correta focalização da imagem na retina e melhoram a qualidade de vida. Foto: Pexels por Pixabay

4. É necessário trocar as lentes dos óculos todos os anos

Mito. A troca das lentes deve acontecer apenas quando há alteração no grau ou desgaste significativo. “Muitos pacientes mantêm o grau por anos. Nesses casos, o mais importante é observar o estado físico das lentes e da armação”, explica Dr. Cunha.

5. Óculos são melhores que lentes de contato

Mito. Essa escolha depende de fatores pessoais e da rotina do usuário. Lentes e óculos têm a mesma função: corrigir a visão. O mais importante é seguir as recomendações do oftalmologista.

6. Calor excessivo pode danificar os óculos

Verdade. Lentes com antirreflexo, proteção UV ou tecnologia fotossensível são sensíveis a altas temperaturas. Armações feitas de acetato também podem deformar. Assim, é importante evitar deixar os óculos expostos ao sol ou dentro do carro.

Esses modelos pré-fabricados não consideram medidas essenciais como a distância interpupilar e não corrigem os astigmatismos. Foto: Freepik

7. Óculos vendidos em farmácias têm a mesma eficácia

Mito. Esses modelos pré-fabricados não consideram medidas essenciais como a distância interpupilar e não corrigem os astigmatismos. Seu uso pode causar fadiga ocular, dor de cabeça e tonturas, sem corrigir adequadamente a visão.

8. Óculos multifocais causam tontura

Mito. Na realidade, durante o período de adaptação a um novo modo de focalizar os objetos mais próximos, o usuário utiliza áreas incorretas de focalização dessas lentes, o que ocasiona sintomas de desconforto visual diversos, que podem ser confundidos com tonturas leves. Se o incômodo persistir, pode haver erro na fabricação das lentes ou na prescrição do grau nesse caso, é importante procurar um especialista.

Petiscos Diários: Fazem bem ou mal para os pets?

Muito além de uma recompensa, os snacks são ferramentas para fortalecer vínculos e reforço positivo de comportamentos de forma interativa e deliciosa. Foto: Divulgação

É impossível ignorar a reação de um cão quando ele ouve o som inconfundível de um saquinho de petiscos sendo aberto. Em poucos segundos, ele já está ao lado do tutor, com os olhos brilhando, o rabo balançando e a carinha de quero um, pronto para receber aquela recompensa especial. Essa cena é comum no dia a dia de quem tem um pet, e os petiscos fazem parte desses momentos de conexão e carinho. Mas será que oferecer esses agrados com frequência é bom para a saúde do cão?

Os petiscos vão muito além de uma simples recompensa: são ferramentas para fortalecer vínculos, ensinar comportamentos e até proporcionar conforto e bem-estar. “Petiscos não servem apenas para agradar o paladar dos pets. Eles desempenham um papel importante na alimentação emocional, ajudam a estimular comportamentos positivos e até mesmo aliviar a saudade do dono, após um longo dia distante, como parte de um momento de interação, ou enriquecimento ambiental”, reforça a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

Os petiscos vão muito além de uma simples recompensa. Foto: Pexels

No cotidiano, os petiscos podem ser utilizados para diversas finalidades, como: durante o treinamento, são excelentes reforços positivos, ajudando o cão a associar comandos ou comportamentos a experiências agradáveis. Para esses momentos, o ideal é optar por petiscos pequenos e de fácil mastigação, garantindo que o aprendizado seja fluido e dinâmico. Em situações desafiadoras, como visitas ao médico-veterinário ou em viagens, os petiscos desempenham um papel importante, tornando a experiência mais confortável para o animal. Além disso, são ótimos aliados no enriquecimento ambiental, estimulando o cão mental e fisicamente, como forma de interação ao esconder petiscos em brinquedos ou em diferentes locais da casa para entreter o pet, promovendo assim desafios que combatem o tédio e aumentam o bem-estar.

A escolha do snack ideal deve levar em consideração as características e necessidades específicas de cada cão, como idade, porte, nível de atividade e possíveis restrições alimentares. “Enquanto filhotes e cães idosos podem precisar de opções mais macias para mastigação, cães adultos e mais ativos apreciam petiscos crocantes, que também auxiliam na limpeza dental. Priorizar petiscos com antioxidantes naturais, sem corantes e aditivos químicos, e rico em nutrientes é a opção mais recomendada para aqueles que buscam aliar o agrado ao cuidado com as necessidades nutricionais do pet”, explica a profissional.

A escolha do snack ideal deve levar em consideração as características e necessidades específicas de cada cão, como idade, porte, nível de atividade e possíveis restrições alimentares. Foto: Pixabay

Contudo, o uso diário exige alguns cuidados para garantir que o agrado contribua positivamente para a saúde e o bem-estar do animal. “A recomendação é oferecê-los de forma controlada e escolher opções adequadas para evitar condições como obesidade ou desequilíbrios nutricionais. Assim como, a oferta de snacks não deve ultrapassar 10% do total de kilocalorias ingeridas diariamente pelo cão. Consulte o médico-veterinário de confiança, para avaliação e orientação das melhores opções e quantidade de petisco indicada de acordo com o perfil do animal”, elucida Bruna.

Os petiscos, quando oferecidos de forma consciente e equilibrada, tornam-se mais do que um simples agrado: são uma ferramenta de aprendizado, interação e bem-estar para os cães. Seguindo as recomendações adequadas, eles podem ser utilizados como uma forma de demonstrar amor e cuidado. Afinal, poucos momentos são tão especiais quanto ver um cão, cheio de expectativa, esperando por um agrado e saber que isso está sendo feito da maneira certa.

Conheça os cinco destinos internacionais mais procurados

Com o calendário de 2025 contabilizando 11 feriados, sendo nove deles prolongados, muitos turistas brasileiros começam a planejar suas viagens internacionais, seja para curto ou longo prazo, com destaque para os Estados Unidos, Europa e América Latina. No entanto, ao planejar uma viagem para esses destinos, é fundamental estar atento às exigências de seguro viagem.

De acordo com dados recentes divulgados pela Decolar, os dez destinos mais procurados em 2024 foram: Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Lisboa (Portugal), Miami (EUA), Paris (França), Roma (Itália), Madri (Espanha), Lima (Peru), Milão (Itália) e Montevidéu (Uruguai). Cinco dos dez destinos mais procurados, divulgados pela pesquisa exigem a contratação de seguro viagem, como Lisboa, Paris, Roma, Madri e Milão.

Metade dos dez destinos mais procurados por turistas exigem a obtenção de seguro viagem. Foto: Divulgação

Maurício Amaral, CEO da Universal Assistance no Brasil, marca da Zurich Seguros, destaca a importância de contratar o seguro viagem, mesmo para destinos onde ele não é obrigatório. “Com o aumento dos feriados em 2025 e o crescimento da procura pelas viagens internacionais, os turistas devem estar atentos à necessidade do seguro, que garante proteção essencial, independentemente do destino. Embora tenham países que não exijam essa cobertura, ela é importante lembrar que a assistência 24h proporciona suporte contínuo ao viajante nos mais diversos casos”, afirmou Amaral.

Existem razões importantes para considerar a contratação: os custos médicos e odontológicos podem ser elevados para estrangeiros. O seguro cobre emergências médicas e hospitalares em caso de urgência, além de oferecer proteção em outras situações, como acidentes, seguro de acidentes pessoais, cancelamento de viagem e extravio de bagagem.

A seguir, veja alguns destinos procurados pelos brasileiros e as respectivas exigências, que incluem tanto a obtenção de visto quanto os requisitos específicos para entrada, como o seguro viagem:

Argentina

A Argentina recomenda que os turistas provenientes de países com acordo bilateral de turismo, como o Brasil, tenham um seguro viagem com cobertura mínima para emergências médicas. Essa orientação visa garantir que os turistas tenham acesso a atendimento médico adequado em caso de imprevistos durante a estada.

Argentina. Foto: LuisValiente por Pixabay

Espaço Schengen (União Europeia)

Em relação à União Europeia, tanto nos países mais visitados, como França, Alemanha, Espanha, Itália, Portugal, como no restante do Espaço Schengen, os turistas estrangeiros precisam apresentar um seguro viagem para a ingressar na Europa. O seguro deve cobrir despesas médicas e repatriação, com uma cobertura mínima de €30.000.

Torre Eiffel Paris Foto: Pete Linforth por Pixabay

Estados Unidos

Apesar dos EUA não exigir seguro viagem para turistas brasileiros, ele é altamente recomendado. O custo da assistência médica no país é um dos mais altos do mundo, e qualquer atendimento hospitalar pode gerar despesas significativas para estrangeiros sem cobertura.

Estados Unidos. Foto: JEROME CLARYSSE por Pixabay

Reino Unido

O Reino Unido não exige seguro viagem para entrada de brasileiros como turistas, mas a recomendação é que os viajantes tenham cobertura para despesas médicas e hospitalares. O sistema de saúde britânico (NHS) pode cobrar por atendimentos de não residentes, tornando o seguro uma medida de precaução importante.

Japão

Embora o Japão não exija seguro viagem para turistas, ele é altamente recomendado, especialmente para quem pretende realizar atividades fora das áreas urbanas, como trilhas ou esportes radicais. O custo de serviços médicos no país pode ser elevado, e o seguro ajuda a cobrir esses gastos.

Monte Fuji, Japão. Foto: Pixabay

Mais informações sobre pacotes turísticos podem ser obtidas na agência de viagens Jefferson de Almeida Turismo e Eventos pelo WhatsApp: 67 98425 6330

BMW Z3 completou 30 anos

Foto: BMW/Divulgação

Completou-se 30 anos desde o início da produção do Z3 na fábrica do BMW Group em Spartanburg, nos Estados Unidos. Esse roadster compacto foi o primeiro BMW a ser produzido fora da Alemanha. Sua história é repleta de sucessos, com 297.087 unidades fabricadas.

Seu primeiro “piloto” foi James Bond, no filme da saga do agente 007 “GoldenEye”. A estreia aconteceu em novembro de 1995 e o BMW Z3 foi o fiel companheiro de Pierce Brosnan nas cenas mais dinâmicas. Curiosamente, o carro que aparece no filme está exposto no Museu da BMW em Munique.

Ainda em 1995, foi lançada no mercado americano uma edição limitada chamada Z3 James Bond Edition, com apenas 20 unidades. O sucesso foi tão grande que a produção teve que ser aumentada para 100 carros. No início de 1996, toda a produção anual do Z3 (15.000 unidades) já estava vendida.

Foto: BMW/Divulgação

Um design que segue a fórmula dos roadsters da BMW

A carroceria do BMW Z3 foi desenhada por Joji Nagashima, que também criou os traços do BMW Série 5 E39 e do Série 3 E90. O Z3 seguiu a clássica fórmula dos roadsters da BMW: capô longo, traseira curta, balanços reduzidos e posição de dirigir recuada, quase sobre o eixo traseiro.

Sem dúvida, o Z3 foi um digno sucessor, em tamanho compacto, do lendário BMW 507 dos anos 1950. Seu design combinava perfeitamente formas modernas e ousadas com detalhes clássicos como as aberturas laterais (brânquias). Atualmente, o design do BMW Z3 é considerado um clássico atemporal e o modelo conta com clubes de fãs ao redor do mundo.

Foto: BMW/Divulgação

Uma gama de motores completa

Quando foi lançado, o BMW Z3 vinha com motores de quatro cilindros, de 115 cv (M43B18) e 143 cv (M44B19). Em abril de 1997, chegou o inesquecível motor de seis cilindros em linha de 2,8 litros com 193 cv (M52B28). Além disso, a divisão BMW M apresentou o Z3 Roadster M com motor S50B32 de 3,2 litros e 321 cv. Com esse propulsor, o mesmo do BMW M3 E36, o Z3 tornou-se um verdadeiro esportivo de alto desempenho.

Em 1999, já haviam sido vendidas quase 170.000 unidades do Z3, e o modelo recebeu um leve facelift, com uma traseira mais musculosa, novas lanternas traseiras e uma dianteira com faróis de bordas cromadas que lhe davam um visual mais sedutor. Mecanicamente, surgiram novidades como o motor 1,9 litro (M43B19) de 117 cv, os seis cilindros 2,0 litros (M52B20) de 150 cv e o 2,2 litros (M52B22) de 170 cv. No topo da gama estavam os seis cilindros de 3,0 litros (M52B30) de 231 cv e a versão M com 325 cv (S54B32).

Foto: BMW/Divulgação

BMW Z3 Coupé: uma carroceria especial

Dentro da história do Z3, merece destaque a versão Coupé, lançada no verão de 1998. Sua traseira tão peculiar remete ao lendário BMW 328 Sportcoupé, com o qual Huschke von Hanstein e Walter Bäumer venceram a Mille Miglia de 1940. Atualmente, o BMW Z3 Coupé é um carro cultuado, com cerca de 18.000 unidades fabricadas.

Os Z3 Coupé foram vendidos apenas com motores de seis cilindros: o Z3 Coupé 2.8i de 193 cv, o 3.0i de 231 cv e as versões M com 321 e 325 cv. Curiosamente, o Z3 M Coupé foi o carro de segurança utilizado na MotoGP durante a temporada do ano 2000. Outro fato curioso é a versão “Millennium Edition”, sorteada entre leitores de uma revista automotiva alemã.

Foto: BMW/Divulgação

Na carroceria roadster, existe uma unidade única e muito especial: o Z3 M V12. Este exemplar, com motor V12 de 326 cv, foi construído para testar a capacidade do compartimento do motor do Z3.

A BMW também produziu algumas versões especiais Individual, com combinações exclusivas de cores e equipamentos. Algumas dessas edições são “British Traditional”, “Dakkar” e “Kyalami”. Mais comuns foram as versões Sport Edition, disponíveis nos Z3 1.9i, 2.2i e 3.0i. Essa edição especial trazia rodas de 17 polegadas (modelos Style 42 ou Style 78), suspensão rebaixada (1,5 cm a menos que um Z3 normal), diferencial auto blocante traseiro e interior com bancos esportivos e detalhes M.

O BMW Z3 já é um clássico

A última unidade fabricada na planta de Spartanburg saiu da linha em 28 de junho de 2002 e está exposta no museu da fábrica. Sem dúvida, uma homenagem a um roadster que proporcionou aos seus motoristas todo o prazer de dirigir característico da BMW. Os entusiastas dos carros esportivos já há alguns anos consideram o BMW Z3 um clássico, e 2025 foi uma data muito especial, marcando seus 30 anos.

Foto: BMW/Divulgação

Luxo e gastronomia elevam Campos do Jordão

Situado em meio à deslumbrante paisagem de Campos do Jordão, o Ort Hotel consagra-se como uma das opções mais luxuosas e sofisticadas da região. Com uma arquitetura que harmoniza elegância contemporânea ao charme da Serra da Mantiqueira, o complexo hoteleiro proporciona uma experiência única para quem busca conforto, exclusividade e momentos inesquecíveis durante as férias de fim de ano. Seja em família, com amigos ou em casal, o Ort é o refúgio perfeito para descansar e desfrutar de estilo e sofisticação.

Reconhecido como um dos melhores hotéis de montanha do Brasil, o Hotel Ort incorpora a essência europeia em cada detalhe. Seus belíssimos jardins integram-se às luxuosas instalações, construídas em estilo bávaro. Com mais de 60 acomodações, incluindo chalés de até 180m², cada espaço é cuidadosamente decorado e equipado com tecnologia de ponta, oferecendo vistas deslumbrantes da natureza ao redor. Detalhes como roupas de cama premium, aquecimento em todos os ambientes e comodidades exclusivas reforçam o compromisso do hotel em proporcionar o máximo de conforto e bem-estar aos seus hóspedes.

Reconhecido como um dos melhores hotéis de montanha do Brasil, o Hotel Ort incorpora a essência europeia em cada detalhe.  Reprodução: Hotel Ort

O lazer foi planejado para encantar todas as idades, com uma infraestrutura completa que combina atividades ao ar livre e experiências de relaxamento. O complexo conta com um SPA que oferece massagens terapêuticas e hidromassagem, piscinas climatizadas, quadras esportivas, sala de cinema, estúdio de yoga e pilates, além de um aconchegante espaço com lareira. Os hóspedes também podem aproveitar trilhas ecológicas, passeios de bicicleta, piqueniques nos jardins ou montanhas e até mesmo contemplar o nascer do sol acompanhado de um café da manhã ao ar livre.

Para os pequenos, o Ort Hotel oferece uma área recreativa especial com parede de escalada, fliperamas, um circuito de aventura suspenso, playground ao ar livre, piscina infantil, passeios a cavalo e uma fazenda com diversos animais, proporcionando uma imersão única na natureza. Além disso, há atividades monitoradas por uma equipe bilíngue, garantindo diversão e segurança, enquanto os pais podem relaxar e usufruir dos diversos ambientes disponíveis.

A gastronomia é outro ponto alto do complexo, que abriga dois dos melhores restaurantes da cidade. O Küche, inspirado na Europa Ocidental, foi classificado como o 8º melhor do Brasil na categoria Restaurantes Finos pelo prêmio Travellers. Já o ÔPA é a melhor pizzaria da região, destacando-se pelo autêntico sabor italiano e sua massa de fermentação natural. O hotel ainda conta com o Musik Bar, um espaço elegante que oferece uma rica carta de drinks e música ao vivo em algumas noites, proporcionando momentos especiais para os hóspedes.

Durante o período de festas, o Hotel Ort se supera ao preparar jantares temáticos e ceias exclusivas, perfeitas para celebrar o Natal e o Réveillon em um ambiente sofisticado e acolhedor. A combinação de serviços de excelência, infraestrutura de luxo e a magia da Serra da Mantiqueira faz do Ort o destino ideal para férias inesquecíveis.

Carolina Herrera apresenta 212 NY RODEO

Bruna Marquezine e Rauw Alejandro

Nova York. Nas ruas. É noite. Um casal caminha pelas calçadas a caminho da festa perfeita. Eles não passam despercebidos; sua confiança atrai a atenção. Eles são estrelas cowboys noturnos. E eles são os protagonistas de uma história que só pode se desenrolar nas ruas de Manhattan. 212 NY Rodeo, o novo perfume de edição limitada de Carolina Herrera, reimagina os lados mais ousados e sedutores dos dois sucessos globais da marca: 212 VIP Rosé, para ela, e 212 VIP Black, para ele. Um novo design para o frasco é inspirado no mundo do rodeio, um lugar onde as estrelas ocupam o centro do palco. Boas-vindas ao seu eu mais selvagem.

As fragrâncias: uma visão livre e indomável de dois 212 hits globais

As duas fragrâncias da edição limitada 212 NY Rodeo são tão elegantes e ousadas quanto Bruna Marquezine e Rauw Alejandro, os rostos da coleção. Essas novas fórmulas retêm a magia dos originais, mas se aprofundam em suas facetas mais rebeldes, sensuais e noturnas. 212 VIP Black NY Rodeo é uma fragrância aromática e amadeirada com notas de couro. Um verdadeiro elixir para aventureiros noturnos, foi cuidadosamente trabalhado por Juliette Karagueuzoglou e Carlos Benaim. Nas notas de topo, destaca-se o requintado lavandin, evocando a perfumaria masculina clássica antes de fazer a transição para as notas de coração: um acorde de couro que lembra o couro saffano de artigos de luxo e couro espanhol. À medida que essas notas suavizam, a pele revela uma nota de base de vetiver terroso, com facetas esfumaçadas e coriáceas.

Bruna Marquezine

A lembrança inesquecível de uma noite épica. A fragrância feminina, 212 VIP Rosé NY Rodeo, foi criada por Emilie Coppermann. É um perfume foral com nuances frutadas e amadeiradas, explorando o lado mais ousado e amante da feminilidade. A nota de topo explode com frutas vermelhas, com um aroma suculento e fresco envolto em um véu sensual de baunilha. No coração está um acorde de peônia, uma explosão de romantismo juvenil. As notas de base, que permanecem mais tempo na pele, destacam a riqueza e a intensidade do patchuli, adicionando profundidade e densidade a um perfume projetado para deixar uma impressão duradoura. É uma interpretação mais livre e selvagem da icônica fragrância 212 feminina, um aroma brilhante e imbatível há mais de uma década.

Rauw Alejandro

O frasco: uma noite estrelada prêt-à-porter

Esta edição limitada reimagina as silhuetas icônicas de 212 VIP Rosé e 212 VIP Black com estrelas em relevo tingidas diretamente no vidro. O design é ousado e inspirado no espírito indomável da cultura do rodeio. A embalagem também se inspira em cowboys, recriando uma textura de jeans em preto e rosa pálido, com o nome de edição limitada, NY Rodeo, escrito em uma fonte que evoca assinaturas bordadas.

A campanha: duas estrelas na noite de Nova York

Eles são as estrelas da festa. Bruna Marquezine e Rauw Alejandro lideram a campanha, incorporando 212, a família de perfumes mais jovem de todas as categorias de fragrâncias de Carolina Herrera. Uma rainha da moda e da tela; uma heroína da música urbana que está remodelando o mundo. Juntos, eles formam uma dupla irresistível que encapsula o poder revolucionário da juventude.

Receitas deliciosas de Pão de Queijo

Ontem dia 17 de agosto, foi celebrado o Dia Nacional do Pão de Queijo, um alimento tipicamente brasileiro que atravessa gerações e conquistou o paladar de norte a sul do país. Seja na sua versão tradicional ou com recheios doces e salgados, o pão de queijo é um quitute que agrada diversos públicos.

Com origem em Minas Gerais, ele nasceu da criatividade das cozinheiras do interior, que, com poucos ingredientes, como o polvilho e o queijo artesanal, criaram uma receita simples, mas cheia de sabor. Ao longo dos anos, o pão de queijo ultrapassou as fronteiras mineiras, ganhou o Brasil e outros países, levando consigo a essência da culinária brasileira.

Está presente em diferentes momentos do dia: no café da manhã, no lanche da tarde ou em uma pausa especial na rotina. É possível saboreá-lo em versões recheadas com ingredientes salgados, como requeijão, frango ou calabresa, além de variações doces, com goiabada ou chocolate. Também há opções mais saudáveis, como as versões com multigrãos ou queijos vegetais, que atendem às novas preferências do consumidor moderno, mantendo o sabor e a tradição.

No portfólio da Yoki, marca da General Mills presente na mesa da família brasileira há mais de 30 anos, a linha de farináceos oferece o polvilho nas versões doce e azedo, ingrediente essencial da receita tradicional do pão de queijo. Isso reforça o compromisso da empresa com a qualidade, a autenticidade e a valorização dos sabores regionais.

E para comemorar esta data com um toque de sabor e originalidade, a marca sugere receitas que demonstram a adaptabilidade do pão de queijo em diversas versões. Mais que um alimento, o pão de queijo representa aconchego, carinho e a essência do Brasil.

Receitas

Pão de Queijo Mineiro

Foto: Divulgação/Yoki

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de leite
  • ½ xícara (chá) de óleo
  • 1 colher (chá) de sal
  • 500 g de Polvilho Doce
  • 2 ovos
  • 200 g de queijo ralado Minas padrão

Modo de preparo

Ferva o leite, o óleo e o sal. Em uma tigela grande, despeje o líquido quente sobre o polvilho doce e misture bem com uma colher até formar uma massa úmida. Quando a massa estiver morna, adicione os ovos e misture bem.

Depois, acrescente o queijo ralado e misture até a massa ficar homogênea. Unte as mãos com um pouco de óleo e modele bolinhas de massa.

Coloque em uma assadeira untada ou forrada com papel manteiga. Leve ao forno preaquecido a 200°C por cerca de 25 minutos, ou até os pãezinhos estarem levemente dourados.

Tempo de preparo total: 40 minutos total (15 minutos para a massa / 25 minutos para assar)

Rendimento: 20 unidades (médias)

Pão de Queijo com Recheio de Goiabada

Foto: Divulgação/Yoki

Ingredientes

Massa

  • 1 xícara (chá) de leite
  • ½ xícara (chá) de óleo
  • 1 colher (chá) de sal
  • 250g de Polvilho Doce
  • 250g de Polvilho Azedo
  • 2 ovos
  • 200 g de queijo meia cura ralado (ou queijo parmesão, se preferir)

Recheio

Goiabada cortada em cubos pequenos (firme, de preferência)

Modo de preparo

Em uma panela, aqueça o leite com o óleo e o sal até levantar fervura. Em uma tigela, misture os dois tipos de polvilho e despeje a mistura quente por cima. Mexa bem até formar uma mistura úmida e morna.

Acrescente os ovos, um de cada vez, e vá misturando até incorporar. Junte o queijo ralado e amasse até obter uma massa lisa e homogênea. Pegue porções da massa, abra na palma da mão, coloque um cubinho de goiabada no centro e feche bem, modelando uma bolinha.

Insira os pãezinhos em uma assadeira untada (ou forrada com papel manteiga) e leve ao forno preaquecido a 180°C por cerca de 25 a 30 minutos, ou até ficarem dourados.

Tempo de preparo: 50 minutos total (20 minutos para a massa + 30 minutos para assar)

Rendimento: 30 unidades (médias)

Pão de Queijo Multigrãos

Foto: Divulgação/Yoki

Ingredientes

  • 1 xícara (chá) de leite (pode ser vegetal, como aveia ou amêndoas)
  • ½ xícara (chá) de óleo vegetal (canola, girassol ou coco)
  • 1 colher (chá) de sal
  • 250g de Polvilho Doce
  • 250g de Polvilho Azedo
  • 2 ovos
  • 200g de queijo meia cura ralado
  • 3 colheres (sopa) de mix de grãos (como chia, linhaça, gergelim, aveia em flocos, sementes de girassol ou abóbora)

Modo de Preparo

Aqueça o leite, o óleo e o sal até ferver. Em uma tigela, misture os polvilhos e adicione o líquido quente, mexendo bem. Deixe a massa amornar. Em seguida, insira os ovos misturando bem a cada adição. Junte o queijo e o mix de grãos até obter uma massa homogênea. Com as mãos levemente untadas, modele as bolinhas e coloque-as em uma assadeira. Asse em forno preaquecido a 200°C por cerca de 25 minutos, ou até dourarem.

Os impactos do tarifaço dos EUA no setor tecnológico brasileiro

Foto: Freepik

*Por Bruna Puga

A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros por parte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu tensões comerciais e provocou uma resposta imediata do governo brasileiro, que ameaçou aplicar medidas retaliatórias amparadas na recém-aprovada Lei da Reciprocidade. Mas o que está em jogo vai muito além do embate político entre governos: uma escalada tarifária tem efeitos concretos sobre preços, cadeias produtivas e estabilidade macroeconômica. E, mais uma vez, quem deve pagar essa conta é o setor produtivo, com destaque para as empresas de base tecnológica.

Diferentemente de setores tradicionais, que operam com cadeias produtivas amplamente diversificadas, o setor de tecnologia brasileiro ainda possui alta dependência de insumos, serviços e infraestrutura fornecidos por empresas americanas. Dados da Brasscom mostram que 60% das empresas de tecnologia no país utilizam serviços de nuvem de grandes corporações dos EUA, como Amazon Web Services, Google Cloud e Microsoft Azure. A taxação de insumos importados, sejam eles softwares, servidores, componentes eletrônicos ou serviços especializados, pode gerar um efeito em cascata que encarece operações, reduz margens e compromete modelos de negócios já pressionados pela volatilidade cambial e pelo custo Brasil.

A retórica adotada pelo governo brasileiro para justificar eventuais retaliações é centrada na ideia de “defesa da soberania” e “reciprocidade comercial”. Foto: Freepik

Em um momento em que o país tenta se firmar como polo de inovação na América Latina, medidas que encarecem o acesso a tecnologias estratégicas atuam na contramão do desenvolvimento. Startups e empresas de base tecnológica, que dependem de escalabilidade, interoperabilidade e serviços externos para operar, serão as primeiras a sentir os efeitos dessa nova pressão tarifária. O risco, além do aumento de custos, inclui o desestímulo a investimentos internacionais, o congelamento de parcerias em curso e até mesmo a saída de grandes players do mercado brasileiro, preocupados com instabilidade regulatória e insegurança jurídica.

A retórica adotada pelo governo brasileiro para justificar eventuais retaliações é centrada na ideia de “defesa da soberania” e “reciprocidade comercial”. No entanto, a simetria jurídica não se traduz em simetria econômica. Enquanto os Estados Unidos mantêm uma posição dominante nas cadeias globais de valor tecnológico, o Brasil ocupa, em muitos casos, o papel de consumidor ou integrador secundário. Medidas que visem retaliar empresas americanas podem parecer, à primeira vista, um ato de firmeza diplomática, mas o efeito prático tende a recair sobre empresas brasileiras que dependem dessas relações para operar com competitividade.

A Lei da Reciprocidade (Lei nº 15.122, de 11 de abril de 2025) foi pensada como um instrumento de proteção diante de práticas discriminatórias no comércio internacional. Contudo, seu uso como ferramenta de resposta política, e não técnica, revela um descompasso entre o objetivo original da norma e a condução atual da política comercial brasileira. Em vez de gerar estabilidade e previsibilidade, a retaliação inflamada tende a acirrar incertezas e comprometer ainda mais a posição do Brasil em cadeias globais que exigem cooperação, confiança e ambiente regulatório seguro.

A Lei da Reciprocidade (Lei nº 15.122, de 11 de abril de 2025) foi pensada como um instrumento de proteção diante de práticas discriminatórias no comércio internacional. Foto: Freepik

Por outro lado, alternativas mais estratégicas já foram debatidas no próprio governo, como a proposta de redução de tarifas de importação de equipamentos tecnológicos prevista no Plano Nacional de Data Centers (ReDATA), apresentado em maio. O plano, que visa incentivar a instalação e modernização de infraestruturas digitais no país, aponta para uma abordagem mais pragmática e orientada ao desenvolvimento, capaz de mitigar a dependência tecnológica sem romper pontes comerciais. A adoção desse tipo de política industrial pode gerar efeitos estruturais positivos, inclusive no longo prazo.

O Brasil enfrenta, portanto, um dilema entre a reação impulsiva e a construção de um projeto consistente de autonomia tecnológica. Embora a retaliação imediata possa render dividendos políticos internos, seu custo econômico pode ser alto demais, especialmente em um setor que movimenta bilhões e é vital para o crescimento sustentável do país. Ignorar a complexidade das interdependências globais e tratar a economia como um campo de batalha ideológica enfraquece a posição do Brasil e compromete a confiança dos investidores.

Diante desse cenário, é fundamental que a política comercial brasileira seja guiada por critérios técnicos e responsabilidade institucional, e não por ideologias ou disputas de narrativas. A aplicação de instrumentos jurídicos criados para proteger o país deve estar alinhada à sua finalidade, e não ser conduzida de forma a ampliar a instabilidade. Para o setor de tecnologia, o momento exige serenidade, articulação estratégica com parceiros e investimentos em infraestrutura e capacitação. O futuro da inovação no Brasil não pode ser decidido a partir de uma disputa de narrativas, mas sim por decisões que promovam estabilidade, competitividade e inserção global.

Bruna Puga é sócia do escritório BP/F Advogados, especialista em contratos empresariais e estruturação de negócios.