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Land Rover apresenta o Discovery 2021, a partir de R$ 586.450,00

A Land Rover anuncia a chegada do Novo Discovery ao mercado brasileiro. O SUV premium de sete lugares mais versátil, que está entre os SUVs grandes mais vendidos do Brasil, chega em sua configuração para 2021 combinando uma evolução excepcional de design com um interior versátil e tecnologia embarcada, incorporando o espírito de aventura familiar que tem caracterizado o SUV da família Land Rover por mais de 30 anos.

O Novo Discovery oferece níveis de sofisticação, desejo e eficiência, mantendo sua habitual amplitude de capacidade dentro e fora de estrada, além de força e desempenho. O design mais refinado traz uma transformação nas linhas do exterior e maior luxo e versatilidade para a cabine.

“O Novo Discovery, sem dúvidas, é o SUV perfeito para a família, com o espaço e a comodidade essenciais para viajar com os sete lugares ocupados com todo o conforto e luxo de um Land Rover. Este ano, com a nova motorização a diesel, o modelo está ainda mais completo, com mais força e eficiência, além de reimaginar o design, mantendo as características clássicas que marcaram a história do Discovery”, comenta Paulo Manzano, Diretor de Marketing e Produto da Jaguar Land Rover do Brasil.

Força e eficiência

O conjunto de força a diesel do Novo Discovery carrega a tecnologia mais avançada da Land Rover com a configuração Ingenium D300, seis cilindros em linha, 3,0 litros, turbo diesel, gerando 300 cv de potência e impressionantes 66,3 kgfm de torque, entre 1.500 e 2.500 rpm. Atrelado a uma transmissão automática de oito velocidades, o sistema apresenta uma construção leve de alumínio com um design de baixo atrito que substitui o diesel TDV6 anterior de 258 cv.

Carro em estrada de terra

Além disso, a suspensão a ar de série proporciona conforto em todos os tipos de terreno e possui controle de velocidade automático, melhorando a eficiência aerodinâmica e de combustível ao trafegar em rodovias. A tecnologia de amortecedor Adaptive Dynamics – presente em todos os modelos – monitora os movimentos dos veículos até 500 vezes por segundo, reagindo aos direcionamentos do motorista ou desníveis da estrada quase instantaneamente para maior controle da carroceria, garantindo uma viagem ainda mais estável.

 

Design sofisticado e versátil

O caráter distinto e as proporções otimizadas do Novo Discovery abrangem mais de três décadas de evolução do design. Os traços clássicos da carroceria – incluindo o capô envolvente, o teto flutuante e a coluna C alta e visível – se mantêm, mas a configuração para 2021 oferece uma evolução nas linhas, dando mais modernidade e estilo ao conjunto.

Os faróis em LED contam com nova assinatura diurna, junto ao indicador de seta dinâmico que se conectam ao novo para-choque dianteiro, mais agressivo e com maior ventilação, acentuando o novo conjunto de design do Novo Discovery.

Na traseira, as novas lanternas com assinatura em LED, que se unem por um novo painel em preto brilhante. Seguindo a filosofia de design minimalista da Land Rover, este painel passa a incorporar a marca registrada do Discovery, entregando um design mais limpo na traseira.

 

Nos acabamentos, a paleta de cores conta com três novas opções – Bronze Lantau, Prata Hakuba e Cinza Charente – que completam as 12 opções disponíveis.

No interior, o Novo Discovery traz melhorias significativas para o desenho do painel, totalmente novo e com acabamento refinado, acompanhando o volante e manopla de câmbio repensadas, agora com maior facilidade de manuseio.

Outro destaque para a linha 2021 é o sistema de infoentretenimento PIVI PRO. O console central abriga a tela de 11,4 polegadas sensível ao toque com interface rápida e intuitiva, com estrutura de menu simplificada e pioneira em design, oferecendo respostas imediatas – mesmo ao ligar o veículo pela primeira vez – graças a sua bateria de suporte incorporada no sistema, reduzindo o tempo de espera para inicialização.

A integração com smartphones é mais simples do que nunca, com a possibilidade de conectar dois aparelhos simultaneamente via bluetooth, ou através dos sistemas Apple CarPlay e Android Auto, de série em todas as versões.

 

Interligado ao sistema PIVI, o painel de instrumentos digital de 12,3 polegadas, fornece mapeamento 3D de alta definição, mantendo a tela central livre para controlar outras funções, além de diversas combinações de mostradores, permitindo que os motoristas personalizem a exibição, adequando-a à sua preferência.

O Novo Discovery vem equipado de série com sistema de som Meridian de 400W de potência – na versão SE – e o Meridian Surround de 700W, disponível na versão HSE.

Quanto ao conforto na cabine, a ventilação, suportada pelo sistema de ionização de ar, agora conta com tecnologia de filtragem PM2,5 opcional, que escaneia ativamente o ar de entrada, medindo sua qualidade e usando automaticamente filtros avançados para reduzir o nível de alérgenos, toxinas e partículas prejudiciais na cabine, melhorando o bem-estar do motorista.

Ainda nas assistências da cabine, o modelo também se beneficia de câmeras 360º com visualização 3D e da tecnologia Capô Transparente, fornecendo ao motorista uma visão do solo diretamente abaixo do capô, usando a tela do PIVI PRO.

O Novo Discovery oferece, também, a tecnologia Terrain Response 2, exclusiva da Land Rover e item de série em todos os modelos, que permite que os motoristas selecionem modos de condução que ajustam itens como o mapeamento do acelerador, pontos de trocas de marcha, configurações de direção e suspensão para atender às suas preferências e requisitos, personalizando a experiência de condução fora de estrada.

Na parte de trás, os assentos da segunda fileira foram cuidadosamente redesenhados para maior conforto. O suporte lateral melhorado, as almofadas mais grossas e o perfil cuidadoso do assento contribuem para maior suporte na parte inferior da coxa e melhor postura para os ocupantes.

A terceira fileira de bancos, conta com dois assentos extras que completam os 7 lugares espaçosos do Discovery, contam com sistema inteligente de rebatimento dos bancos traseiros, possibilitando a reconfiguração do layout sem esforço, por meio da tela do sistema de infoentretenimento.

Sob a tampa elétrica do porta-malas, estão à disposição 2.485 litros de espaço, na configuração de 5 lugares. E, mesmo com sete assentos em uso, o porta-malas ainda fornece 258 litros de capacidade.

Com a chegada do Novo Discovery, a Land Rover completa a linha de modelos para 2021 com os SUVs mais desejados e capazes do mercado, unindo o requinte e luxo do Range Rover Sport, Range Rover Velar e Range Rover Evoque, com a versatilidade do Discovery Sport e Novo Discovery e a capacidade inigualável do Defender.

A gama de versões do Novo Discovery será composta por duas variações: SE e HSE, todas equipadas com o motor Ingenium D300 a diesel. Na configuração SE, os preços partem de R$ 586.450,00.

Como lidar com a compulsão?

Exagero ou Compulsão? Excesso de comida, álcool e compras online podem ser um sintoma psiquiátrico e precisam de tratamento

Para algumas pessoas, a pandemia provocou alguns descontroles: seja no abuso do álcool, no excesso de comida, compras online ou até mesmo de jogos. Contudo, o aparente exagero pode ser um comportamento compulsivo que merece acompanhamento psiquiátrico e tratamento. O sintoma será abordado no bate-papo online da Clínica Holiste com os psicólogos Liz Fernanda e Marcelo Magnelli, na próxima quarta-feira (7), às 19h30 (horário de Brasília), no instagram @HolistePsiquiatria.

Os especialistas vão abordar estratégias e tratamentos para lidar com os comportamentos obsessivo-compulsivos. “Há uma mudança no social e as pessoas estão usando isso para poder beber mais, por exemplo. Essa insegurança e o tédio vão tomando conta da pessoa e ela acaba descontando isso na droga, na comida, entre outras. Isso é uma forma de compulsão, uma falta de controle diante desse momento que não sabemos lidar com a ansiedade e com a angústia”, explica a psicóloga Liz Fernanda.

O bate-papo pretende esclarecer algumas dúvidas sobre o que caracteriza uma compulsão, como identificá-la e, principalmente, como lidar e quando pedir ajuda. Além disso, os profissionais pretendem ouvir os relatos do público e proporcionar um diálogo aberto sobre Saúde Mental na quarentena.

Serviço

O que: Live da Holiste
Tema: Como lidar com a Compulsão?
Quando: 07 de abril (quarta-feira), às 19h30 (Horário de Brasília)
Onde: Instagram (@holistepsiquiatria)

Dia mundial do esporte: a Huawei traz uma variedade de acessórios que todo atleta precisa

Ecossistema de produtos Huawei é ideal para quem busca foco em performance, desempenho nos treinos, estilo de vida fitness e qualidade de vida

A tecnologia tem transformado a vida de muitas pessoas, desde os hábitos mais simples como cozinhar, realizar afazeres domésticos ou estudar, até em um cotidiano mais complexo da prática de esportes. Para o Dia Internacional do Esporte do Desenvolvimento e a Paz, a Huawei traz acessórios para mudar a vida dos atletas, pois facilitam o monitoramento dos movimentos com uma maior precisão, o que permite fazer adaptações de treinos em qualquer lugar e onde quiser e, assim, obtendo os melhores resultados.

Grandes aliados dos esportistas são os smartwatches que se tornaram os companheiros de treino ideais porque são pequenos, leves e eficientes. Além disso, a Huawei tem trabalhado para acrescentar várias funções para todos os tipos de atividade física, pois um smartwatch é, sem dúvida, um fator que deve ser considerado essencial para as pessoas que querem iniciar seus treinos e monitorar o seu desempenho.

Para mostrar algumas opções de vestíveis, temos o Huawei Watch Fit, que tem 96 modos de treino, 11 dos quais são para esportes profissionais e 85 modos personalizados para explorar o seu potencial. Com ele você pode registrar sua frequência cardíaca em tempo real, bem como as calorias queimadas e a duração do seu treino. Graças aos seus sensores, ele identificará o início e o tipo de exercício, seja na água ou em terra. Dessa forma, ele o ajudará a melhorar seus resultados por meio de métricas em tempo real, avaliações científicas e orientação profissional detalhada no aplicativo Huawei Health.

Se o seu esporte é de alto desempenho, a empresa também tem a opção perfeita para você. O Huawei Watch GT 2 Pro incorpora funções de medição para golfe, esqui e snowboard, desde a frequência cardíaca e velocidade média até a inclinação máxima em uma encosta nevada. Por sua vez, o modo de prática de golfe é capaz de analisar a postura do swing de forma inteligente e fornecer referências para melhorar a velocidade e a frequência.

Este smartwatch é o aliado ideal para você manter o equilíbrio enquanto esquia nas montanhas ou quando você se posicionar para uma tacada precisa no campo de golfe. Além disso, ele  permite que você acompanhe 10 percursos de corrida com orientação por voz e mais de 100 modos de treino, como escalada, corrida ao ar livre, remo, surfe, etc.

Se você se exercitar ao ar livre, pode aproveitar sem se preocupar, pois o relógio oferece dados profissionais como VO2max, a taxa máxima de consumo de oxigênio durante o exercício, a função Route Back, que registra sua rota de viagem e usa GPS para encontrar seu caminho de volta, ou ainda informações sobre mudanças repentinas no clima.

Para manter um controle ainda mais rígido, você sempre poderá verificar seu Huawei Health App, que também se sincroniza com outros tipos de dispositivos, como a  BodyScale3. Esta balança traz 11 indicadores corporais essenciais, que ajudará a atingir seus objetivos com base no seu registro de progresso de treino, não importa se é para perder peso ou aumentar a massa muscular.

Você poderá ter uma compreensão completa de suas condições físicas com a análise de 11 indicadores corporais em uma única detecção. Esses tipos de registros são extremamente importantes na vida de um atleta e, graças ao aplicativo da Huawei Health, você terá um relatório de saúde completo.

Agora você sabe, levar um estilo de vida fitness ou praticar o esporte dos seus sonhos não é impossível. Com os acessórios da Huawei, você pode manter um registro específico de seus treinos e melhorar a cada dia. Neste Dia Internacional do Esporte, aproveite os avanços que a tecnologia vem trazendo nessa área, e escolha apenas aquilo que você precisa para começar a atingir seus objetivos e aproveitar os benefícios que o exercício físico traz ao seu corpo.

 

O epílogo da vida nas reflexões do padre Fábio de Melo

Em novo livro “A hora da essência”, o autor analisa a morte na perspectiva de uma paciente e sua relação com uma enfermeira para ensinar a viver melhor, não apenas às vésperas do fim

De pé, Ana. Deitada, Sofia. Enfermeira e paciente. Uma, inteira. A outra, aos pedaços. É a partir deste encontro que o padre Fábio de Melo mergulha em profundas reflexões sobre a morte. O novo livro é, na verdade, uma ode à vida. Em A hora da essência, o sacerdote analisa a importância de reconciliar-se com si mesmo e valorizar a vida antes que seja tarde demais.

Morrer requer liturgia. Da verdade. Viver o rito que nos põe diante de nós. Caem as escamas, vedam-se os caminhos, não sobrando mais respiro para as caricaturas que criamos de nós mesmos. Morrer requer coerência. Fazer o caminho de volta, redescobrir o sabor do manancial da verdade, estar em si, inteiramente reconciliado com as escolhas que lhe tornaram quem é. (…) O resultado de quem sacrifica e celebra é a vida na essência. Nada pode ser mais realizador. Não espere a morte para conquistar tão nobre riqueza. (A hora da essência, p. 3 )

Divulgação/Kleber Alepereira

A história começa antes mesmo de Sofia conhecer sua companheira de quarto, que espontaneamente, sem mais explicações, decide dedicar parte de suas férias para cuidar da paciente recém-chegada. Internada às pressas, a protagonista se depara com a notícia de que não irá sobreviver ao câncer, diagnosticado inicialmente no pâncreas, mas que acometeu também outros órgãos.

O que tenho é a vida, este tempo verbal enfadonhamente
conjugado pelo meu corpo, fadado ao estreitamento
que me leva a deixar de ser. O que tenho é o doído da solidão.
Saber-se aprisionada em mim. Ninguém a notar o que no interior
do coração se passa. O pensamento sem um espaço para
a partilha. O todo da angústia no estreito do peito. A lágrima
que ninguém vê, o grito que ninguém escuta, a dor que ninguém
percebe. Passado e presente. É com eles que preciso me
ajeitar. O futuro que me espera será tão breve quanto o respiro
que agora realizo. (A hora da essência, p. 38 )

Após estes momentos iniciais de solidão, já com a presença da enfermeira ao seu lado, Sofia passa a refletir sobre o passado, emergindo boas lembranças, mas também às cicatrizes deixadas por escolhas que hoje percebe equivocadas. Após um casamento de muitos anos terminar, ela passou erroneamente a culpar o único filho, que acabou fugindo de casa.

Por conta da doença inesperada, Sofia então não teve tempo de conseguir informações sobre o paradeiro do filho, aumentando o tormento naquele que seria seu leito de morte. Neste processo, ela toma atitudes para recuperar o que havia deixado para trás e encontrar sua verdadeira essência.

A hora da essência é um lançamento da Editora Planeta, responsável pela publicação dos outros títulos do padre Fábio de Melo. Um dos maiores autores best-sellers do Brasil, o sacerdote se dedica à evangelização também por meio da arte, como escritor, cantor e compositor, e, ainda, como professor universitário.

Ficha técnica
Título: A hora da essência
Autor: Pe Fábio de Melo
Editora: Planeta
ISBN: 978-65-5535-306-8
Páginas: 264 páginas
Formato: 16×23 brochura
Preço: R$ 54,90
Link de pré-venda: Livrarias Curitiba

Sinopse:

A hora da essência relata a conversa de duas mulheres, uma delas em vias de morrer. Através da conversa entre as duas, padre Fábio propõe uma análise sobre a vida, o que podemos fazer para viver melhor e como é viver a essência – não deixando para cuidar da vida só às vésperas de morrer. Uma das mulheres descobre um câncer incurável, é hospitalizada e, no hospital, conhece uma enfermeira com quem conversa sobre a sua vida, escolhas, etc. E, ainda antes de morrer, toma atitudes para recuperar o que havia deixado para trás ou perdido…

Sobre o autor:

Padre Fábio de Melo é mineiro da cidade de Formiga, graduado em Filosofia e Teologia, pós-graduado em Educação e mestre em Teologia Sistemática. Ele se dedica ao trabalho de evangelização pela arte em diversas áreas de atuação: padre, professor universitário, escritor, cantor e compositor. É autor de vários livros, entre eles: Tempo de Esperas, Orfandades, É sagrado viver, Quem me roubou de mim e Por onde for o teu passo, que lá esteja o teu coração, todos lançados pela Editora Planeta

Hoje comemora-se Dia Mundial da Atividade Física

Sem energia para treinar? Cardiologista aponta vitaminas que auxiliam a boa disposição sem comprometer a saúde cardiovascular

A combinação de exercícios físicos e consumo correto de nutrientes promove a boa saúde, além de favorecer o ganho de massa muscular; Já em relação à energia, aliar a potência da taurina às vitaminas do complexo B pode impulsionar o ritmo das atividades.

Um dos principais objetivos dos praticantes de atividade física é o ganho de condicionamento físico, além da busca por uma melhor qualidade de vida. Porém, o que vem ocorrendo, muito por conta do isolamento social, é uma queda de disposição para os treinos. Como buscar, de forma segura, nutrientes que fornecem energia sem comprometer a saúde cardiovascular? Quem responde é o cardiologista e nutrólogo, Dr. Daniel Magnoni.

“Suplementos com taurina, por exemplo, são uma boa opção. Oferecem praticamente os mesmos efeitos de outros componentes, porém sem os riscos vasculares de estimulantes como a cafeína, por exemplo, e contribui com uma série de outros benefícios como imunidade e seu papel regulador dos níveis de colesterol. Vitaminas do complexo B (B2, B6, B3, B12) e minerais também exercem papel fundamental na modulação e regulação de sinais de todo o processo de síntese proteica. Já existem inclusive estas combinações em formato de gomas, o que confere mais praticidade no momento do consumo, diferente de outros produtos existentes”, acrescenta Dr. Magnoni.

A prática de musculação, por meio de um plano de exercícios com peso, exige a energia como principal capacidade motora, resultando no aumento da força muscular. Por isso, uma alimentação balanceada, adequada tanto de forma quantitativa como qualitativa, com equilíbrio de macro e micronutrientes, torna-se essencial para a formação, reparação e reconstituição do tecido muscular.

A combinação de treinos de força com um aporte correto de nutrientes, como vitaminas, minerais, proteínas e carboidratos, é indispensável para manter-se saudável e bem-disposto. Os cálculos das necessidades de cada nutriente variam conforme cada indivíduo e tempo gasto na atividade. É sempre recomendado buscar orientação médica para avaliar se há déficit, antes de iniciar qualquer programa de atividade física.

“É bem evidenciado na literatura médica que ingestão combinada de vitaminas e minerais, seja antes ou depois do treino, contribui para a síntese de proteína muscular”, comenta o chefe da nutrologia do Instituto Dante Pazzanese e cardiologista do HCor, que faz o acompanhamento nutricional de outros 13 grandes hospitais de São Paulo.

Necessidades diárias

A ingestão dos nutrientes deve ser distribuída de maneira uniforme ao longo do dia, sem a necessidade de consumo imediatamente pós-treino. “Nosso organismo possui um limite de absorção e, desta forma, não convém a ingestão excessiva em um único momento”, explica o nutrólogo.

A taurina, as vitaminas do complexo B e os carboidratos fornecem energia durante o exercício e exercem um importante fator ergogênico, que auxilia com a performance nas atividades físicas e, consequentemente, promove o aumento de massa muscular.

Referências

-Vitamins and Minerals for Energy, Fatigue and Cognition: A Narrative Review of the Biochemical and Clinical Evidence; Anne-Laure Tardy, Etienne Pouteau, Daniel Marquez, Cansu Yilmaz e Andrew Scholey

-Vitaminas do complexo B; Helio Vannucchi, Selma Freire de Carvalho da Cunha, Paula Lumy Takeuchi

-Efeito da ingestão de taurina no desempenho físico: uma revisão sistemática; J.C. Pereira, R. G. Silva, A.A. Fernandes e J.C.B. Marins

-Nutrição e imunidade no homem; Sandra Gredel

BMW M8 e BMW M2 CS se destacam no campeonato BMW Motorsport SIM Racing

Em mais uma competição histórica, os modelos BMW M continuam ganhando evidência nas pistas. Na corrida BMW SIM GT Cup, os pilotos Enzo Bonito (ITA) e Maximilian Benecke (GER), da Team Redline, venceram o circuito de Suzuka em um BMW M8 GTE e se classificaram para a final de 2021, assim como os companheiros de equipe Jonas Wallmeier (GER) e Gianni Vecchio (GER), que venceram na abertura da temporada. Enquanto isso, no BMW SIM GT Cup, realizado na plataforma de simulação iRacing, o piloto Marcell Csincsik (HUN), da Varga Simracing Team, foi imbatível com o BMW M2 CS e garantiu seu ingresso na final junto com o seu parceiro de equipe Michal Smidl (CZE). Para saber mais sobre os campeonatos, acesse:
http://www.press.bmwgroup.com/global/article/detail/T0328919EN/bmw-sim-news-march-2021

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Sustentabilidade norteia a edição de abril da revista Casa Vogue

Foto: PCA-Stream | Divulgação

A edição, que chega às bancas a partir de 8 de abril, promove uma discussão sobre consciência ecológica na arquitetura e na decoração, e joga luz sobre técnicas, materiais e processos criativos sustentáveis.

Utilização de recursos renováveis, cuidado com a durabilidade, reaproveitamento de materiais e preocupação social estão entre os pontos que norteiam o tema central da edição de abril da revista Casa Vogue: a busca pela sustentabilidade. Profissionais e especialistas do universo da arquitetura e da decoração promovem debates sobre as questões que cercam a temática, falando, inclusive, sobre responsabilidade e consciência nos processos criativos. Uma matéria sobre biomimética, biofilia, bioarquitetura e biourbanismo, o ateliê criativo da artista Sonia Gomes, e a casa macaco de Marko Brajovic são alguns destaques da edição.

1. Voraz e mortal, a Covid-19 começou a assombrar o mundo em 2020. Uma união de forças global sem precedentes conseguiu o inacreditável: vacinas em tempo recorde. A pressa e a mobilização em torno da pandemia fazem falta em outra crise: a climática. Talvez porque essa se compare mais a uma doença crônica, que se instala lentamente. Na arquitetura, porém, já existem remédios para tal questão. Quatro diferentes facetas convergem como forma de saciar a exploração do meio ambiente: bioarquitetura, biofilia, biourbanismo e biomimética. Com prefixo comum, elas engrossam as fileiras pela manutenção da vida e agem sem esperar o próximo alarme tocar.

O setor da construção carrega 40% do consumo dos recursos naturais do planeta, entre água, matérias-primas e energia. Sob o cabideiro da bioarquitetura, nascem as denominações da bioconstrução, arquitetura ecológica e sustentável e bioclimática, todas propondo aliviar os impactos ambientais dos projetos. Na biofilia, o amor à vida resulta em uma reconciliação com anatureza, bem-estar e saúde, comprovando os benefícios de abrigar plantas e animais nos espaços em que se vive. Estes dois conceitos em fusão originam a escala urbana do terceiro conceito: biourbanismo. Por último, a biomimética lança luz sobre a natureza como solução tecnológica para estruturas, adaptação e impermeabilidade. Casas, produtos e materiais que respondem ao imperativo chamado de preservação pela natureza ilustram a reportagem.

2. – O croata Marko Brajovic abre as portas de seu refúgio nas matas de Paraty, no RJ, e ilustra a capa da edição. O arquiteto e designer aposta na biomimética. “A natureza é um designer de 3,8 bilhões de anos”, diz ele, que explica a técnica em poucas palavras: “É a metodologia prática de observar e aplicar a inteligência da natureza, neste caso, na arquitetura”.
– À beira da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, dá vida ao projeto assinado pelo escritório brasiliense Bloco Arquitetos, que alia tecnologias construtivas racionais a saberes da arquitetura vernacular.
– Partindo de Trancoso, na Bahia,, uma parceria entre o Estúdio OR+K e a Todos Arquitetura valoriza o reaproveitamento de materiais e a mão de obra local na reforma de uma construção
– E, por fim, soluções das edificações mouras, como pátios e fontes, refrescam a morada com legado árabe concebida por Paloma Cañizares em Cádiz, na espanhola Andaluzia.
Os projetos estão na seção Universo.

3. Reconhecida internacionalmente por ressignificar itens doados ou encontrados, a artista plástica Sonia Gomes acaba de concluir um extenso trabalho: a remodelação de seu ateliê de 160 m² em São Paulo, cidade que escolheu como lar há quatro anos. Afeto, memória e organicidade estão por trás do projeto, apresentado em detalhes no Em Casa Com.

4. Professor de design para sustentabilidade e inovação social, o argentino radicado no Brasil Christian Ullmann desmitifica a economia circular, questiona a formação dos designers e os provoca a repensarem seu papel na construção de um mundo mais verde: “Qual a primeira coisa que precisamos fazer antes de criar uma cadeira de madeira? A resposta é plantar árvores”. Confira esse e outros questionamentos em Entrevista.

5. Em Arte, inspirado por vozes e visões ancestrais, o artista sul-africano Andile Dyalvane molda assentos munidos de símbolos que reverenciam a cultura e a história de seu povo. E em Design, descubra como experimentações com substâncias vegetais e sobras da indústria e da agricultura dão origem às novas m

Ácidos graxos saturados podem aumentar risco cardiovascular

Publicado pela SBC, novo Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular norteia profissionais de saúde a traçar condutas mais assertivas e mostra a importância de se escolher padrões alimentares saudáveis e não valorizar alimentos de forma individual

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) seguem sendo o principal desafio de saúde pública em nível mundial. No Brasil, as doenças cardiovasculares, a obesidade, a hipertensão arterial sistêmica e o diabetes mellitus tipo 2, isoladamente ou associados, acarretam a denominada síndrome metabólica e são responsáveis por mais de 70% da mortalidade na população brasileira.

Evidências científicas reforçam sobre a necessidade urgente de ações preventivas iniciadas nos primeiros anos e mantidas ao longo de toda a vida. A adoção de um estilo de vida saudável, livre de tabagismo, com reduzido consumo de álcool, associado à alimentação adequada e atividade física têm sido os pilares voltados à manutenção da saúde, prevenção e manejo das DCNT. Nesse conjunto de ações, a dieta exerce papel singular tanto pela capacidade em promover saúde, como, também, por contribuir para o desenvolvimento de múltiplos fatores de risco para as doenças crônicas.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) publicou, em fevereiro, o novo Posicionamento sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular de 2021 – documento que evidencia a importância da nutrição no contexto da saúde cardiovascular, atualizando a I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular, publicada pela entidade, em 2013, que norteia o profissional de saúde a traçar condutas mais assertivas e baseadas nos mais atuais estudos clínicos.

A publicação elaborada por especialistas de todo o país, traz informações baseadas na ciência atual e tem como objetivo descrever os recentes avanços sobre as ações dos diferentes ácidos graxos, desde a sua influência na microbiota intestinal, metabolismo lipídico hepático e tecido adiposo até os principais aspectos relacionados com o risco e o controle das doenças cardiovasculares (DCV), de forma a orientar os profissionais de saúde a propor medidas dietéticas adequadas visando à prevenção e ao controle dessas enfermidades.

Disposto em 22 capítulos, o novo documento explica a classificação de lipídios, a relação dessas gorduras na ocorrência de doenças cardiovasculares, alimentos com maiores índices desse macronutriente em sua composição, a ligação entre o ovo e os lipídios, a rotulagem de ácidos graxos trans, o papel do ômega 3 e 6 na nutrição e recomendações e evidências de ácidos graxos com riscos cardiovasculares.

De acordo com a autora sênior da publicação, a cardiologista Maria Cristina de Oliveira Izar, professora livre docente do Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a nutrição tem importante papel na gênese das DCNT. Além da quantidade, a qualidade dos alimentos que consumimos (em particular aqueles que são fonte de gorduras) participa tanto na patogênese das doenças cardiovasculares quanto na sua prevenção. Especialistas em todo o mundo têm elaborado, com base em evidências científicas, guias sobre o consumo de gorduras e proposto adequação das quantidades dessa substância, além de limitar o consumo de gorduras saturadas e trans.

“Tem-se priorizado avaliar e propor padrões alimentares mais saudáveis e não valorizar alimentos individualmente, com uma abordagem muito mais racional na prevenção cardiovascular, adequando-se o consumo calórico, a inclusão de grãos, frutas e hortaliças e a restrição de carboidratos refinados, alimentos ultraprocessados, priorizando-se gorduras mais saudáveis, em detrimento das saturadas e trans. O objetivo deste novo posicionamento é transmitir as melhores informações disponíveis para aprimorar a prática clínica em nosso país, de forma clara e objetiva, para a prevenção, o tratamento da doenças cardiovasculares e mostrar que mais importante que a quantidade de alimentos é a qualidade deles”, explica a médica.

Maria Cristina comenta que os primeiros trabalhos, publicados nos anos 1950, mostraram que o aumento do consumo de gorduras se associava significativamente a maior prevalência da aterosclerose (acúmulo de placas de gordura, cálcio e outras substâncias nas artérias). Os estudos preliminares baseavam-se na análise de dados populacionais a partir da utilização de inquérito alimentar, em que se avaliava o efeito da quantidade e dos tipos de ácidos graxos saturados (SAT) e insaturados (INSAT) sobre a mortalidade e as DCV.

Porém, a cardiologista e professora conta que as investigações na área da nutrição apresentam muitos resultados controversos, em virtude da inconsistência observada nos protocolos quanto ao tempo de estudo, população estudada, tamanho da amostra e tipo de nutriente utilizado como comparação.

“A substituição das calorias provenientes de SAT por poli-insaturados (POLI) e monoinsaturados (MONO) diminui o risco cardiovascular, enquanto resultado oposto é observado quando os ácidos graxos saturados são substituídos por carboidratos refinados, como o açúcar. Além disso, os SAT podem ser encontrados em ampla diversidade de alimentos, que variam em estrutura e composição, tais como carnes, leite e derivados, óleos e alimentos industrializados”, esclarece a especialista, que explica que é recomendado um limite de ingestão de saturados para uma dieta saudável.

Outro ponto importante que pode interferir na análise do papel dos ácidos graxos é o padrão alimentar no qual se inserem. Os SAT, de acordo com o novo posicionamento, podem se associar a efeitos deletérios do ponto de vista cardiovascular, quando inseridos em um contexto de dieta rica em açúcares e pobre em fibras, ao passo que, no contexto de modelo alimentar saudável, seu impacto negativo pode ser menor.

Mas Maria Cristina, que também é ex-presidente do Departamento de Aterosclerose da SBC (biênio 2018-2019), revela que embora, de forma genérica, os ácidos graxos saturados se associem a maior risco cardiovascular, é importante salientar que nem todos os SAT elevam da mesma maneira a concentração plasmática de colesterol e o risco cardiovascular. Além disso, diversos estudos mostram que o aumento do seu consumo pode induzir aumento do bom colesterol (HDLc). No entanto, essa informação deve ser vista com cautela, pondera a cardiologista, “uma vez que essas partículas de HDL se enriquecem com proteínas inflamatórias, podendo diminuir a sua funcionalidade e prejudicar outras etapas, além do transporte reverso de colesterol”.

Padrão alimentar

A médica comenta que as diretrizes internacionais apontam para a importância do seguimento de padrões alimentares saudáveis, como o Padrão Mediterrâneo e a dieta DASH (Dietary Approach to Stop Hypertension). O Guia Alimentar para a População Brasileira também evidencia a importância do seguimento de padrões alimentares saudáveis e enfatiza que simplesmente estudar os nutrientes de forma isolada não esclarece por completo a influência da alimentação na saúde. Explica ainda que os benefícios devem ser atribuídos menos a um alimento individualmente, e mais ao conjunto que integra o padrão alimentar.

O Brasil fez parte dos 195 países que foram incluídos no estudo Global Burden of Disease Study 2017, cujo principal objetivo foi avaliar o impacto da alimentação sobre morbidade e mortalidade associadas às doenças crônicas não transmissíveis. Entre as principais causas de mortalidade cardiovascular atribuídas à dieta, destacam-se o alto consumo de sódio e gorduras trans e o baixo consumo de frutas, hortaliças, grãos e alimentos fontes de ácidos graxos poli-insaturados. Nesse estudo, o principal fator de risco alimentar associado à morbimortalidade cardiovascular no Brasil foi o baixo consumo de grãos, que, em nossa população, é representado principalmente pelo feijão.

Apesar do impacto deletério da gordura trans sobre o risco cardiovascular, o estudo “Informações sobre rotulagem de gordura trans em alimentos embalados brasileiros”, publicado em 2019, revela que um quinto dos alimentos empacotados ainda são preparados com este ácido graxo. Além disso, explica Maria Cristina, outros alimentos consumidos em lanchonetes em substituição às refeições, tais como salgados fritos ou assados, folhados, tortas, entre outros, são frequentemente preparados com trans. “Nesse sentido, a dieta praticada atualmente por parte dos brasileiros contraria as atuais recomendações internacionais sobre o seguimento de padrões alimentares saudáveis.”

Intervenção nutricional

Maria Cristina defende que a composição nutricional da dieta deve ser ajustada de acordo com os objetivos propostos para cada indivíduo, considerando as necessidades calóricas e preferências individuais e culturais. Diversas estratégias nutricionais são capazes de contribuir para prevenção cardiovascular, tendo como preceito a exclusão das gordura trans, adequação ao consumo de ácidos graxos saturados e, proporcionalmente, maior consumo de gorduras insaturadas, além de incentivo ao consumo de frutas, hortaliças e grãos integrais.

“A orientação nutricional deve capacitar o indivíduo quanto ao conhecimento da composição dos alimentos, especialmente os processados, uma vez que um mesmo produto pode apresentar variações na quantidade e tipo de nutrientes, especialmente gorduras, em função de seu fabricante”, orienta a cardiologista.

Nesse contexto, a especialista reforça que a adequada rotulagem dos alimentos se torna fundamental para os processos de educação nutricional e liberdade de escolha do consumidor. Também deve ser considerada a forma de preparo dos alimentos, pois quando fritos podem incorporar grande quantidade de gordura, aumentando consideravelmente o valor calórico.

“Importante enfatizar que óleos vegetais, fontes de ômega 3 e ômega 6, não devem ser substituídos por óleos tropicais (palma e coco), ou por gorduras de origem animal (banha e manteiga), por serem ricos em SAT e por não fornecerem quantidades adequadas de ácidos graxos essenciais à dieta”, reitera a cardiologista.

Por fim, Maria Cristina esclarece que se deve ter cautela quanto à recomendação do uso de suplementos alimentares que não tenham o seu benefício comprovado cientificamente.

“Estratégias não farmacológicas para redução do risco cardiovascular devem considerar as evidências disponíveis que apontem para benefício, segurança, custo, tolerabilidade, além de possíveis efeitos de interação fármaco-nutriente. O uso indevido de suplementos poder comprometer a aderência tanto ao tratamento farmacológico indicado como ao nutricional”, conclui.

SOBRE A SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA

Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.

 

A extrafiscalidade sob a ótica da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

Rebeca Stefanini e Henrique Araújo*

O ICMS Ecológico ou Ambiental é um mecanismo tributário que garante às prefeituras que investem em conservação ambiental uma fatia maior do ICMS repassado a elas. Buscando conferir maior incentivo à proteção ambiental, no dia 11 de março, o Governador do Estado de São Paulo sancionou a Lei Estadual nº 17.348/2021, relativa ao ICMS Ambiental.

O PSA é um instrumento econômico baseado no princípio do protetor-recebedor, que recompensa e incentiva aqueles que provêm serviços ambientais, garantindo rentabilidade às atividades de proteção e uso sustentável dos recursos naturais.

A grande maioria dos programas de PSA destina-se aos entes privados. Não obstante, conforme preconiza a Constituição Federal, os entes públicos também possuem o dever de proteção ambiental e, assim, programas de PSA começam a ser desenhados e fortalecidos como forma de incentivo às medidas adotadas pelo próprio Poder Público.

Além da função fiscal do tributo, relativa ao custeio das despesas básicas e necessárias do Estado, o ente estatal deve incentivar comportamentos econômicos que almejem resguardar valores sociais e ambientais. Neste contexto, insere-se o ICMS Ecológico, cada vez mais difundido entre as legislações estaduais.

O ICMS é um tributo estadual que representa grande parte da arrecadação destes entes. Do valor total arrecadado pelo Estado, os Municípios têm direito a 25% (vinte e cinco por cento) de repasse, conforme determina o art. 158, IV, da Constituição Federal. A Constituição Federal admite a possibilidade de que cada Estado edite normas especificas aumentando o repasse para 35% (trinta e cinco por cento), mediante a estipulação de critérios específicos.

Neste tocante, o ICMS Ecológico vem sendo utilizado para denominar, na legislação dos estados sobre repartição do ICMS aos municípios, as normas destinadas a compensar e estimular a conservação e o uso sustentável dos recursos ambientais. Na adoção do ICMS Ecológico, o critério da preservação ambiental é utilizado para definição da redistribuição do imposto aos Municípios, premiando os entes que alcançam maiores metas de preservação do meio ambiente e da biodiversidade. A partir desse mecanismo cria-se uma oportunidade para o Estado influir, diretamente, no processo de desenvolvimento sustentável dos municípios, premiando algumas atividades e coibindo outras.

Duas são as funções principais do ICMS Ecológico: estimular os Municípios a adotar iniciativas de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável, e a incorporar propostas de atividades que promovam o equilíbrio ecológico, a equidade social e o desenvolvimento econômico. A finalidade é incentivar investimentos em saneamento ambiental, gestão de resíduos sólidos, segurança hídrica e preservação de áreas ambientalmente relevantes, bem como compensar os Municípios que sofrem restrições de ocupação e uso de parte de seus territórios em função de Unidades de Conservação.

Sem dúvidas, o instituto da extrafiscalidade possui papel de relevo na garantia de maior proteção ambiental e indução de medidas sustentáveis. Em 11 de março de 2021, o governo do Estado de São Paulo sancionou a lei do novo ICMS Ambiental (Lei Estadual nº 17.348/2021), com a atualização dos critérios relativos à restauração e à proteção vegetal, geração de energia, abastecimento de água, gestão de resíduos sólidos, conservação e restauração da biodiversidade.

A legislação paulista inova ao prever a participação municipal no rateio do imposto por meio de avaliação de desempenho nas diretrizes pré-estabelecidas pelo plano do governo estadual. Constitui verdadeira política meritocrática na fixação do ICMS distribuído aos municípios.

Fazendo um paralelo com a legislação editada pelos outros Estados da federação, ressaltamos que com base em levantamento realizado em 2020 no Estado do Rio de Janeiro, dos 92 (noventa e dois) municípios fluminenses, 65 (sessenta e cinco) aderiram à pesquisa do ICMS Ecológico, com índice de satisfação da política tributária estadual relativa ao tema acima da média de 6 (seis) pontos, na escala de 10 (dez). Diversos outros estados, como Minas Gerais, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul, também possuem ICMS Ecológico.

Os times de Direito Ambiental e Tributário do Cescon Barrieu seguem acompanhando o assunto e empenhados em prestar esclarecimentos.

* Rebeca Stefanini e Henrique Araújo são associados na área de Direito Ambiental do Cescon Barrieu