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O custo da falta de política industrial

Foto: Divulgação/Freepik

*Por Paulo D. Villares

Paulo Villares

A cada novo levantamento sobre o desempenho da indústria brasileira, repete-se o mesmo diagnóstico: estagnação, queda no emprego e falta de direção. Os dados mais recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam uma produção praticamente parada e a retração no número de trabalhadores.

Esses índices são apenas mais um sintoma de um problema estrutural que se arrasta há décadas: a ausência de uma política industrial consistente, estável e de longo prazo.

O Brasil vive há anos preso a um ciclo vicioso de improviso. A cada governo, novos programas são lançados com grande entusiasmo e pouca continuidade. Falta planejamento integrado entre Estado, empresas e universidades; sobram medidas pontuais, incentivos desarticulados e uma crença ingênua de que o mercado resolverá sozinho os gargalos de competitividade.

O Brasil vive há anos preso a um ciclo vicioso de improviso. Foto: Pierre Pierre por Pixabay

Enquanto isso, outros países constroem estratégias de Estado, apostam em inovação e formam gerações de engenheiros, técnicos e pesquisadores capazes de sustentar políticas industriais robustas.

Além disso, parte relevante da indústria nacional, com as devidas exceções, não investiu o suficiente para se tornar realmente competitiva. Muitas empresas ainda não entendem que competitividade está diretamente ligada à capacidade de exportar. Exportar é o termômetro.

Para isso, é indispensável apostar em inovação e, por um período determinado e bem planejado, contar com incentivos governamentais que fortaleçam setores estratégicos.

Após atingida a competitividade, esses incentivos devem ser reduzidos ou eliminados, exatamente como fizeram países que hoje são referência industrial.

Um país competitivo se constrói com visão de longo prazo, estabilidade regulatória e compromisso coletivo com a produtividade. Foto: Pixabay

Uma política industrial eficiente precisa combinar diretrizes setoriais com fatores horizontais, como redução do chamado Custo Brasil e maior estabilidade cambial. No entanto, o ponto-chave é que as empresas compreendam seu papel nessa agenda: é necessário trabalhar em cooperação com o Estado e a academia, com metas claras de produtividade, internacionalização e desenvolvimento tecnológico.

Proteções podem existir, desde que temporárias e vinculadas ao ganho real de eficiência, jamais como muletas permanentes.

Não há atalhos. Um país competitivo se constrói com visão de longo prazo, estabilidade regulatória e compromisso coletivo com a produtividade. Precisamos de uma política industrial que vá além de subsídios e protecionismos, que incentive a inovação e premie quem investe em eficiência.

O Brasil tem talento, criatividade e recursos, mas o que falta é coordenação estratégica e coragem para pensar grande.

Perseguir utopias é, em certo sentido, o que move o progresso. Mas é preciso transformar a utopia de uma nação industrial forte em projeto concreto. Enquanto tratarmos a indústria como tema secundário, continuaremos estagnados, acumulando estoques em vez de conquistas.

Paulo D. Villares é empresário e engenheiro, referência na indústria nacional e autor de “Perseguindo Utopias”

Livia Nunes exalta mulheres mexicanas em novo projeto

Foto: Enrique Leyva

A influenciadora e criadora de conteúdo Livia Nunes apresentou seu mais novo projeto autoral, intitulado Arquivo Vivo. Nascido de um olhar contemplativo sobre o México, o editorial de moda e comportamento presta uma homenagem à riqueza cultural do país e à força das pessoas que mantêm essa ancestralidade ativa.

As imagens do projeto foram capturadas na histórica Casa de Cultura Jesús Reyes Heroles, localizada na Cidade do México. A arquitetura do século XVIII serve como cenário para o fio condutor das fotografias: a transmissão da cultura e da memória por meio da figura feminina ao longo das gerações.

Em uma das cenas centrais, uma mulher trança o cabelo de outra mais velha, ambas vestindo trajes tradicionais de Oaxaca. O gesto simboliza a passagem de saberes, identidade e afeto entre gerações conduzida por mãos femininas.

Em uma das cenas centrais, uma mulher trança o cabelo de outra mais velha, ambas vestindo trajes tradicionais de Oaxaca. Foto: Enrique Leyva

Reverência à tradição e ao design local

Na composição visual, Livia Nunes se posiciona em segundo plano para atuar como testemunha e admiradora. Enquanto as modelos mexicanas vestem trajes inspirados nas tradições regionais, Livia utiliza uma criação exclusiva. A peça foi desenvolvida do zero em parceria com o stylist Rafael Linares — morador do México desde a infância — a partir de materiais adquiridos na tradicional feira de artesanato La Ciudadela.

A beleza do editorial traz a assinatura da artista Maiana Pama, que combinou tranças clássicas nas modelos a penteados autorais ornados com elementos manuais.

“A escolha busca reforçar a potência criativa da moda mexicana atual e sua profunda conexão com as raízes do país, uma celebração à cultura latino-americana que transcende fronteiras e períodos. Na beleza, essa dualidade também está presente”, destaca Livia sobre a direção criativa.

Na composição visual, Livia Nunes se posiciona em segundo plano para atuar como testemunha e admiradora. Foto: Enrique Leyva

Equipe 100% mexicana

A cultura mexicana é uma referência constante no processo criativo de Livia, que idealizou o Arquivo Vivo como uma forma de celebrar essa inspiração.

“Estou cada vez mais feliz com essa experiência de estar por trás da narrativa. Foi uma honra e prazer enorme poder usar a arte para dar voz e valorizar as verdadeiras guardiãs dessa cultura. O editorial é sobre contemplar a tradição enquanto também reverenciamos o trabalho incrível dos designers independentes mexicanos que estão traduzindo suas raízes sob um olhar contemporâneo”, explica.

A cultura mexicana é uma referência constante no processo criativo de Livia, que idealizou o Arquivo Vivo como uma forma de celebrar essa inspiração. Foto: Enrique Leyva

Para assegurar a autenticidade do projeto, a produção contou com uma equipe formada integralmente por profissionais mexicanos:

  • Direção Criativa/Idealização: Livia Nunes
  • Fotografia: Enrique Leyva, profissional nascido em Oaxaca, listado pelo BoF e eleito Fotógrafo de Moda do Ano pelo Latin American Fashion Awards.
  • Styling: Rafael Linares.
  • Beleza: Maiana Pama.
  • Cenografia: Peças e objetos desenvolvidos por artesãos regionais.
  • Locação: Casa de Cultura Jesús Reyes Heroles

Lancheira saudável: fuja do açúcar oculto

O objetivo da lancheira é nutrir, dar energia para o aprendizado e formar um paladar consciente. Foto: Magnific

Com o retorno da rotina escolar, a montagem da lancheira volta a ser um desafio diário para pais e responsáveis. Na busca por praticidade, é comum recorrer a produtos industrializados que estampam embalagens coloridas e promessas de energia. No entanto, por trás de termos técnicos e disfarces nos rótulos, esconde-se o açúcar oculto.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de açúcar adicionado para crianças não deve ultrapassar 25 gramas diárias — o equivalente a cerca de seis colheres de chá. Segundo a nutricionista Geovana Orlando, da Lowçucar, essa meta costuma ser ultrapassada em uma única refeição no intervalo das aulas.

“Um achocolatado de caixinha comum contém cerca de 18g a 20g de açúcar. Se acompanhado de três biscoitos recheados tradicionais, a criança consome mais de 35g de açúcar em uma única refeição. Isso gera picos hiperglicêmicos, agitação seguida de cansaço no aprendizado e educa o paladar infantil para a dependência do ultraprocessado”, alerta a especialista.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de açúcar adicionado para crianças não deve ultrapassar 25 gramas diárias — o equivalente a cerca de seis colheres de chá. Foto: Magnific

Como identificar o açúcar mascarado nos rótulos

Para orientar os consumidores no momento da compra, a nutricionista reuniu os pontos de atenção mais comuns nas embalagens dos snacks infantis:

  • Nomes mascarados: Maltodextrina, xarope de milho, xarope de frutose, açúcar invertido, sacarose, néctar e melaço são denominações usadas para o açúcar.
  • A regra dos três primeiros: A legislação exige que os ingredientes apareçam em ordem decrescente de quantidade. Se algum xarope ou tipo de açúcar estiver entre os três primeiros itens da lista, o produto é predominantemente composto por açúcar.
  • Atenção aos termos “fit” ou “zero”: É necessário checar se o produto é zero açúcar ou apenas zero gordura.
A legislação exige que os ingredientes apareçam em ordem decrescente de quantidade. Foto: Magnific

Cardápio prático: 3 ideias de lancheiras equilibradas

Cortar o excesso de açúcar não exige longos preparos na cozinha. A estratégia consiste na substituição limpa (clean swap): trocar opções com calorias vazias por alternativas formuladas sem açúcar e sem lactose, atendendo também crianças com restrições alimentares.

A nutricionista sugere três combinações para a semana:

  • Segunda-feira (foco em saciedade): Água de coco + 1 mexerica + 1 porção de Biscoito Maisena Lowçucar.
  • Benefício: Lanche clássico, rico em vitaminas do complexo B, que evita picos rápidos de insulina e garante saciedade prolongada para a atenção nas aulas.
  • Quarta-feira (opção inclusiva): Suco natural de maracujá + uvas sem semente + 1 porção de Biscoito Recheado Lowçucar.
  • Benefício: Garante o sabor apreciado pelas crianças, mas sem adição de açúcar e sem lactose, prevenindo desconfortos abdominais em intolerantes e picos de glicemia.
  • Sexta-feira (crocância e leveza): Pedaços de melancia + chá gelado de camomila + 1 porção de Wafer Lowçucar.
  • Benefício: Alternativa refrescante para o fim da semana, entregando a textura crocante sem a presença de calorias vazias do açúcar comum.
Cortar o excesso de açúcar não exige longos preparos na cozinha. Foto: Magnific

“O objetivo da lancheira é nutrir, dar energia para o aprendizado e formar um paladar consciente. Quando oferecemos trocas inteligentes sem açúcar e sem lactose, eliminamos o excesso calórico mantendo o prazer da merenda com os amigos”, finaliza Geovana.

Entre Paris e Veneza, trem histórico transforma o tempo em experiência de luxo

Com vagões restaurados das décadas de 1920 e 1930, gastronomia sofisticada e acomodações que chegam a ocupar um carro inteiro, o Venice Simplon-Orient-Express mantém viva a atmosfera da era de ouro das viagens ferroviárias.

Em uma época marcada pela velocidade, por conexões imediatas e por viagens planejadas para reduzir ao máximo o tempo de deslocamento, o Venice Simplon-Orient-Express segue na direção contrária. A bordo do trem, chegar rapidamente deixa de ser prioridade. O verdadeiro luxo está em percorrer o caminho sem pressa.

A bordo do trem Venice Simplon-Orient-Express, chegar rapidamente deixa de ser prioridade. O verdadeiro luxo está em percorrer o caminho sem pressa. Foto: Ludovic Balay/Belmond

A viagem clássica entre Paris e Veneza dura uma noite. O embarque na capital francesa está previsto para o fim da tarde, por volta das 16 horas, e a chegada à cidade italiana acontece aproximadamente às 17h30 do dia seguinte. Durante o percurso, as paisagens europeias surgem pelas janelas enquanto os passageiros participam de uma experiência construída para recuperar o glamour das grandes viagens ferroviárias.

O Venice Simplon-Orient-Express não é o mesmo serviço regular inaugurado em 1883, quando o primeiro Orient Express partiu de Paris em direção a Constantinopla, atual Istambul. O trem operado pela Belmond nasceu de um projeto iniciado pelo empresário norte-americano James Sherwood, que começou a adquirir vagões históricos em um leilão realizado em Monte Carlo, em 1977.

O Venice Simplon-Orient-Express não é o mesmo serviço regular inaugurado em 1883, quando o primeiro Orient Express partiu de Paris em direção a Constantinopla, atual Istambul. Foto: Instagram / @vsoetrain / Reprodução

Sherwood localizou outros carros ferroviários espalhados pela Europa e iniciou um cuidadoso processo de restauração. Artesãos especializados recuperaram painéis de madeira, trabalhos de marchetaria, luminárias, vidros, tecidos e elementos decorativos. Em 1982, o conjunto voltou aos trilhos com o nome Venice Simplon-Orient-Express.

Os vagões utilizados atualmente foram construídos entre 1926 e 1949. Cada um preserva detalhes e histórias próprias. O carro-leito 3309, por exemplo, ficou preso durante dez dias em uma nevasca ocorrida em 1929 e é associado ao episódio que inspirou Agatha Christie a escrever “Assassinato no Expresso do Oriente”.

O cuidado com a memória pode ser percebido nos corredores estreitos, nas luminárias Art Déco, nos painéis de madeira e nas peças produzidas por artesãos europeus. Durante os períodos em que o trem não circula, os vagões são encaminhados a oficinas na França e na Itália, onde passam por inspeções, limpeza e restauração.

Os vagões utilizados atualmente foram construídos entre 1926 e 1949. Cada um preserva detalhes e histórias próprias. Foto: Divulgação

A bordo, existem diferentes categorias de acomodação. As 32 cabines históricas são a opção mais próxima da experiência vivida pelos passageiros na década de 1920. Durante o dia, possuem assentos junto à janela; à noite, os funcionários transformam o ambiente em dormitório com camas sobrepostas. Cada cabine conta com lavatório próprio, mas os banheiros são compartilhados e ficam no final do vagão.

As 16 suítes oferecem uma interpretação mais contemporânea desse patrimônio. Com cama de casal ou duas camas individuais, possuem sala de estar durante o dia e banheiro privativo revestido em mármore. Cores, tecidos e padrões foram inspirados nas florestas, montanhas, lagos e paisagens rurais observadas ao longo das viagens europeias.

Em um nível superior estão as seis Suítes Grand, batizadas com nomes de cidades ligadas à história do trem: Paris, Veneza, Viena, Praga, Budapeste e Istambul. Cada uma possui identidade visual própria, área de estar separada, cama fixa e banheiro privativo em mármore com chuveiro.

Em um nível superior estão as seis Suítes Grand, batizadas com nomes de cidades ligadas à história do trem: Paris, Veneza, Viena, Praga, Budapeste e Istambul. Foto: Divulgação

A experiência nas Suítes Grand inclui serviço de mordomo 24 horas, refeições servidas na própria acomodação, traslados privativos e champanhe durante toda a viagem. Os interiores combinam tecidos bordados, vidros produzidos artesanalmente, mosaicos, metais dourados e trabalhos de marchetaria.

A acomodação mais exclusiva é L’Observatoire, um vagão inteiro concebido pelo artista e fotógrafo francês JR. Com aproximadamente 31 metros quadrados e capacidade para duas pessoas, o espaço foi criado como uma obra de arte em movimento.

L’Observatoire reúne quarto, banheira independente, banheiro de mármore, lounge, biblioteca, toca-discos e uma seleção de discos escolhida pelo artista. Uma porta secreta instalada atrás da biblioteca conduz a uma pequena sala de chá, equipada com lareira e uma miniatura de trem.

A acomodação mais exclusiva é L’Observatoire, um vagão inteiro concebido pelo artista e fotógrafo francês JR. Foto: LUDOVIC BALAY

Claraboias circulares permitem observar o céu, enquanto móveis modulares transformam parte do lounge em uma sala de jantar para até cinco pessoas. O serviço inclui mordomo exclusivo, refeições privativas, vinhos, champanhes, destilados, traslados e experiências personalizadas. O uso exclusivo do vagão parte de 60 mil libras.

Independentemente da categoria escolhida, parte importante da experiência acontece fora das cabines. O trem possui três carros-restaurantes, nos quais são servidos um jantar de quatro etapas, café da manhã francês e almoço de três etapas, acompanhados por vinhos selecionados pelo sommelier.

Os salões preservam porcelanas, cristais, talheres e detalhes decorativos inspirados na tradição ferroviária europeia. As mesas são preparadas com o mesmo cuidado encontrado em restaurantes de alta gastronomia, enquanto o movimento do trem acrescenta uma dinâmica particular ao serviço.

Depois do jantar, muitos passageiros seguem para o carro-bar, onde coquetéis e champanhe são servidos ao som de piano. O espaço torna-se ponto de encontro para conversas que atravessam a madrugada, mantendo a atmosfera social que ajudou a transformar o antigo Orient Express em símbolo de elegância e mistério.

O código de vestimenta também faz parte do ritual. Durante o dia, recomenda-se uma produção elegante e confortável. Para o jantar, o traje é formal, e muitos homens escolhem smoking enquanto as mulheres usam vestidos longos ou produções de noite. Jeans não são aceitos a bordo.

Até o uso de celulares é tratado com discrição. Embora exista conexão Wi-Fi, a orientação é restringir aparelhos eletrônicos às cabines para preservar o ambiente nos vagões sociais. A proposta é fazer com que os passageiros se concentrem na paisagem, nas refeições e nas pessoas ao redor.

Ao chegar a Veneza, a viagem termina, mas a sensação é a de ter atravessado não apenas países, mas também diferentes épocas. O passageiro deixa Paris do século XXI e passa uma noite cercado por referências que remetem aos anos 1920 antes de desembarcar em uma das cidades mais históricas da Europa.

O Venice Simplon-Orient-Express demonstra que a sofisticação não depende apenas de tecnologia, espaço ou serviços exclusivos. Ela pode estar no silêncio de uma cabine, no cuidado de uma mesa posta, na paisagem observada pela janela e na liberdade de passar horas sem a urgência de chegar.

Mais do que um meio de transporte, o trem preserva uma forma de viajar que parecia destinada ao passado. Entre Paris e Veneza, o luxo não está apenas no destino ou na acomodação escolhida. Está no próprio tempo dedicado ao percurso.

O Venice Simplon-Orient-Express demonstra que a sofisticação não depende apenas de tecnologia, espaço ou serviços exclusivos. Foto: Divulgação

… Bom dia! “O homem que não tem imaginação, não tem asas.”

… Um abraço aos aniversariantes de hoje: Sonia Raslan Pettengill, Sandra Mazorla, Cristiane Gonçalves Pimentel, Gilma Corrêa Hermeto, Luciano Lands, Raimundo Girelli, Marlene Pinheiro Lima, Katia Maldonado dos Santos e Eunice Limonge. Happy birthday!

Domingo em Maceió tem encontro marcado na orla da Pajuçara

Trechos entre Pajuçara e Ponta Verde ganham clima de grande área de convivência, reunindo moradores e turistas com gastronomia, música e atividades ao ar livre

Por: Jefferson de Almeida

Aos domingos, um dos principais pontos de encontro de Maceió está na orla da Pajuçara. Desde as primeiras horas do dia, moradores e turistas ocupam o calçadão e os trechos destinados ao lazer para caminhar, pedalar, praticar atividades físicas ou simplesmente aproveitar a paisagem à beira-mar.

A movimentação se estende pela orla, em conexão com Ponta Verde, onde parte da avenida é fechada ao tráfego de veículos e transformada em uma ampla área de convivência. Sem a circulação dos carros, famílias com crianças, grupos de amigos, atletas e visitantes dividem o espaço em um ambiente descontraído e democrático.

A movimentação se estende pela orla, em conexão com Ponta Verde, onde parte da avenida é fechada ao tráfego de veículos e transformada em uma ampla área de convivência. Foto: Arquivo Semscs

A programação vai além da praia. Trailers gastronômicos e pontos de alimentação oferecem diferentes opções de comidas, bebidas e sabores regionais. Em alguns trechos, apresentações musicais e shows ajudam a criar o clima animado que marca os domingos na capital alagoana.

A proximidade com a tradicional Feira de Artesanato da Pajuçara também amplia as possibilidades do passeio. Depois de aproveitar a orla, o visitante pode conhecer o trabalho dos artesãos locais, comprar lembranças e encontrar peças que traduzem as cores e a identidade cultural de Alagoas.

A proximidade com a tradicional Feira de Artesanato da Pajuçara também amplia as possibilidades do passeio. Foto: Divulgação

O movimento segue durante a tarde e ganha ainda mais charme com a chegada do pôr do sol. É quando a orla se transforma em uma grande vitrine do modo de viver de Maceió, aproximando quem mora na cidade de quem está visitando pela primeira vez.

Durante minha passagem por Maceió, a convite da operadora CVC Turismo, pude acompanhar essa movimentação e perceber por que a região se tornou um dos pontos mais agradáveis para aproveitar o domingo. Na Pajuçara, a praia é apenas o começo de uma experiência que reúne lazer, gastronomia, música, artesanato e o encontro entre moradores e turistas.

Aproveitando o domingo na orla da Pajuçara. Foto: Divulgação

Brunello Cucinelli transforma Solomeo em expressão de um luxo com propósito

Conhecido mundialmente como o “rei da caxemira”, o empresário italiano construiu uma das marcas mais sofisticadas da moda enquanto recuperava uma vila medieval e defendia um modelo de negócios baseado na beleza, na cultura e na dignidade do trabalho.

No alto das colinas da Úmbria, região conhecida como o coração verde da Itália, uma pequena vila medieval tornou-se a tradução física de uma maneira particular de compreender o luxo. Solomeo preserva construções de pedra, ruas estreitas, jardins, oliveiras e uma paisagem marcada pela serenidade. É nesse cenário, próximo a Perugia e Assis, que Brunello Cucinelli instalou a sede de sua marca e colocou em prática o conceito que chama de capitalismo humanista.

Solomeo preserva construções de pedra, ruas estreitas, jardins, oliveiras e uma paisagem marcada pela serenidade. Foto: Divulgação

A trajetória do empresário começou longe dos grandes centros da moda. Nascido em 1953, em Castel Rigone, Cucinelli cresceu em uma família de agricultores. A casa não tinha eletricidade, e a rotina era orientada pelas estações, pelo trabalho no campo e por uma relação direta com a natureza. O avô costumava separar a primeira parte da colheita para a comunidade, gesto que ele recordaria mais tarde como uma lição sobre a necessidade de devolver parte do que se recebe.

A mudança da família para a cidade colocou seu pai diante de uma realidade diferente. Ele passou a trabalhar em uma fábrica e, segundo Cucinelli, chegava em casa humilhado pela maneira como era tratado. Ainda jovem, Brunello começou a se perguntar por que o trabalho, que deveria oferecer dignidade, poderia ferir as pessoas. Essa experiência se tornaria uma das origens de sua futura filosofia empresarial.

Brunello Cucinelli DR
A trajetória do empresário começou longe dos grandes centros da moda. Nascido em 1953, em Castel Rigone, Cucinelli cresceu em uma família de agricultores. Foto: Divulgação

Depois de iniciar estudos em engenharia, que não concluiu, Cucinelli aproximou-se da moda. Aos 25 anos, teve a ideia que definiria sua carreira: produzir suéteres femininos de caxemira em cores vivas. Na década de 1970, o material era associado principalmente a peças clássicas, discretas e masculinas. Ao tingi-lo com tonalidades contemporâneas, ele percebeu a possibilidade de renovar um produto tradicional sem comprometer sua qualidade.

A empresa foi fundada em 1978, inicialmente com uma estrutura pequena. Cucinelli apostou no trabalho artesanal italiano, na qualidade da matéria-prima e na construção de peças destinadas ao segmento que mais tarde passaria a chamar de “luxo absoluto”. Não se tratava de acompanhar rapidamente as tendências, mas de criar roupas que pudessem atravessar os anos.

Brunello Cucinelli coloca a alfaiataria em destaque na sua coleção primavera/verão 2024
Com o crescimento do negócio, a marca ampliou sua atuação para coleções femininas e masculinas, acessórios e uma proposta completa de estilo de vida. Foto: ImaxTree

Com o crescimento do negócio, a marca ampliou sua atuação para coleções femininas e masculinas, acessórios e uma proposta completa de estilo de vida. A cartela de cores tornou-se mais neutra, com beges, cinzas, brancos e tons terrosos, enquanto a sofisticação passou a aparecer nos tecidos, no caimento e nos detalhes discretos. Essa estética ajudou a transformar Brunello Cucinelli em uma referência internacional de luxo sem ostentação.

O capítulo mais simbólico dessa história começou em 1985, quando o empresário escolheu Solomeo para abrigar sua empresa. A vila, com origens no século XIV, apresentava construções degradadas e áreas que necessitavam de recuperação. Em vez de erguer um complexo industrial distante da identidade local, ele decidiu restaurar o patrimônio existente.

O capítulo mais simbólico dessa história começou em 1985, quando o empresário escolheu Solomeo para abrigar sua empresa. Foto: Divulgação

Ao longo de décadas, edifícios foram recuperados, espaços públicos revitalizados e oficinas incorporadas à paisagem. A presença da empresa não deveria apagar a história de Solomeo, mas contribuir para preservá-la. Antigas construções passaram a receber atividades administrativas e artesanais, enquanto terrenos ocupados por estruturas industriais foram devolvidos à agricultura, com vinhedos, oliveiras, pomares e plantações de trigo.

A recuperação ultrapassou os limites da fábrica. Solomeo ganhou teatro, anfiteatro, jardins, biblioteca e espaços dedicados à convivência. Inaugurado em 2008, o Teatro Cucinelli tornou-se o centro do Fórum das Artes e passou a receber apresentações de música, dança e dramaturgia. No mesmo ano, uma biblioteca de obras clássicas e modernas abriu as portas na Academia Neo-Humanista Aureliana.

Em 2010, Brunello e sua esposa, Federica, criaram uma fundação voltada à cultura, à preservação do território e à valorização do conhecimento. Anos depois, o Projeto para a Beleza transformou a área abaixo da vila em parques e espaços agrícolas. A iniciativa priorizou a recuperação da paisagem e a retirada de antigas construções industriais consideradas incompatíveis com o ambiente.

Inaugurado em 2008, o Teatro Cucinelli tornou-se o centro do Fórum das Artes e passou a receber apresentações de música, dança e dramaturgia. Foto: Divulgação

Outro projeto importante foi a criação, em 2013, das Escolas de Estilo e Alta Manufatura de Solomeo. Inspiradas em pensadores como William Morris e John Ruskin, elas oferecem formação em atividades artesanais e procuram despertar nos jovens o interesse por ofícios que dependem da habilidade das mãos. Costura, modelagem, corte e outras técnicas são tratadas não como funções menores, mas como formas de conhecimento que precisam ser preservadas.

Cucinelli defende que uma empresa deve gerar lucro, mas chama atenção para a maneira como esse resultado é alcançado. Para ele, o crescimento precisa respeitar as pessoas, o território e o tempo necessário para produzir algo de qualidade. Em Solomeo, os ambientes de trabalho recebem luz natural, as refeições ocupam um espaço importante na rotina e o expediente procura respeitar os limites entre a vida profissional e a vida pessoal. O envio de mensagens depois do horário de trabalho é desencorajado.

Essa filosofia ganhou o nome de capitalismo humanista. O conceito não rejeita o mercado nem a rentabilidade. Ao contrário, defende o que o empresário chama de “lucro justo”, capaz de remunerar investidores e garantir o desenvolvimento da companhia sem reduzir os trabalhadores a instrumentos de produção.

Em 2012, a Brunello Cucinelli abriu seu capital na Bolsa de Milão. A entrada no mercado financeiro foi acompanhada pela defesa de um “crescimento gracioso”, expressão utilizada para descrever uma expansão controlada, sem banalizar a marca ou comprometer os valores apresentados desde sua origem.

Hoje, as roupas produzidas em Solomeo são vendidas nas principais capitais internacionais e vestem empresários, artistas e personalidades. O prestígio, porém, não está ligado a logotipos evidentes. A marca construiu sua identidade por meio da qualidade dos materiais, do acabamento artesanal e de uma elegância que procura ser percebida sem precisar ser anunciada.

A trajetória do empresário também chegou ao cinema no filme “Brunello: The Gracious Visionary”, dirigido por Giuseppe Tornatore, cineasta premiado com o Oscar por “Cinema Paradiso”. A produção acompanha sua vida e apresenta Solomeo como cenário de um projeto que reúne moda, filosofia, arquitetura e responsabilidade social.

Entre seus novos sonhos está a Biblioteca Universal de Solomeo, concebida para reunir obras de filosofia, arquitetura e literatura de diferentes partes do mundo. O projeto ocupa uma construção do século XVIII próxima ao teatro e foi pensado como um presente para as próximas gerações, com livros impressos e espaços destinados à leitura, ao estudo e à contemplação.

O modelo criado por Cucinelli desperta admiração, mas também provoca uma pergunta importante: seria possível aplicar os mesmos princípios fora de uma marca posicionada no segmento mais elevado do luxo? Não existe uma resposta simples. Ainda assim, Solomeo demonstra que crescimento econômico, preservação cultural e qualidade de vida não precisam ser objetivos incompatíveis.

Mais do que a sede de uma empresa, a vila tornou-se parte essencial daquilo que a marca representa. Em Solomeo, o luxo não se limita à caxemira, ao preço de uma peça ou ao prestígio de uma etiqueta. Ele aparece no tempo dedicado ao trabalho bem executado, no respeito à paisagem, na transmissão dos saberes e na tentativa de colocar a dignidade humana no centro das decisões.

Brunello Cucinelli construiu uma empresa internacional, mas escolheu permanecer ligado ao lugar onde encontrou sua inspiração. Ao restaurar uma vila medieval, também apresentou uma ideia de futuro: a de que a beleza pode gerar valor, a cultura pode orientar os negócios e o sucesso pode ser medido não apenas pelo que se acumula, mas pelo que se preserva e se devolve ao mundo.

…Bom dia! Qualquer sonho pode se tornar realidade se você tiver disciplina e trabalhar duro.”

…Um abraço aos aniversariantes de hoje: Ana Cristina Castro, Djalma Kerpe Oliveira Junior, Amarildo Carvalho Luz, Luciano Breno Ferreira, Vanessa Leiko Ito, Maria Paula Claderan e Daisy Gonzalez. Happy birthday!

… O Wyndham Garden São Paulo Aclimação começa a receber hóspedes em 28 de setembro. Localizado entre o bairro da Aclimação e a Avenida Paulista, o novo empreendimento terá 71 apartamentos distribuídos em três categorias e será a sétima unidade da Wyndham Hotels & Resorts na capital paulista.

O Wyndham Garden São Paulo Aclimação começa a receber hóspedes em 28 de setembro. Foto: Divulgação | Wyndham Garden São Paulo Aclimação

… Durante o período de abertura, o hotel oferece 15% de desconto para reservas realizadas pelo site oficial, com diárias a partir de R$ 365, café da manhã, entrada antecipada, saída estendida e kit de boas-vindas. A promoção Fuga de Fim de Semana contempla duas noites para duas pessoas, de sexta-feira a domingo, com diárias a partir de R$ 398.

Com a inauguração, a bandeira Wyndham Garden passa a contar com quatro hotéis no Brasil. Foto: Divulgação | Wyndham Garden São Paulo Aclimação

… A estrutura inclui academia, estacionamento com manobrista, internet gratuita e um espaço de 79 m² para reuniões e eventos, com capacidade para até 80 pessoas. O empreendimento também contará com o Restaurante Internacional Oriental, aberto aos hóspedes e ao público da região, com foco na culinária chinesa.

… Com a inauguração, a bandeira Wyndham Garden passa a contar com quatro hotéis no Brasil. A companhia chegará a 36 empreendimentos e mais de 8.400 quartos no país, além de preparar a abertura de uma unidade da bandeira TRYP em Perdizes, prevista para o último trimestre de 2026.

Praia do Gunga: um espetáculo entre o mar, a lagoa e os coqueirais de Alagoas

A viagem pelo litoral sul, partindo de Maceió, antecipa as belezas encontradas em um dos destinos mais emblemáticos do estado

Por: Jefferson de Almeida

Estou em Maceió a convite da operadora CVC Turismo e, nesta semana, estou visitando alguns dos principais destinos de Alagoas em passeios realizados pela agência de receptivos Luck Turismo. Entre os lugares que merecem destaque está a Praia do Gunga, cenário que reúne mar de águas claras, falésias coloridas, extensos coqueirais e a tranquilidade da Lagoa do Roteiro.

Localizada no município de Roteiro, a aproximadamente 40 quilômetros de Maceió, a Praia do Gunga proporciona uma experiência que começa muito antes da chegada. O trajeto pela AL-101 Sul revela diferentes paisagens do litoral alagoano e ajuda a compreender por que essa região conquistou visitantes de várias partes do Brasil.

A Praia do Gunga reúne águas claras, extensa faixa de areia e coqueirais no litoral sul de Alagoas.

Na saída de Maceió, a movimentação urbana gradualmente dá lugar a uma estrada cercada por vegetação tropical. Pelo caminho, surgem os acessos a destinos conhecidos, como Marechal Deodoro e a Praia do Francês. Mais adiante, a passagem pela região da Barra de São Miguel apresenta outro cartão-postal, com águas protegidas por recifes e uma paisagem marcada por casas de veraneio, pousadas e embarcações.

À medida que o percurso avança, os coqueirais tornam-se mais presentes e anunciam a proximidade do Gunga. Uma das paisagens mais impressionantes da região pode ser contemplada no Mirante do Gunga, de onde se observa a extensa faixa de areia desenhada entre o Oceano Atlântico e a Lagoa do Roteiro. Vista do alto, a plantação de coqueiros parece não ter fim e forma uma das imagens mais conhecidas do turismo alagoano.

Durante a travessia de aproximadamente 25 minutos, a paisagem revela bancos de areia e diferentes tonalidades de azul.

Dentro do roteiro realizado pela Luck Turismo, para chegar à Praia do Gunga é necessário fazer uma travessia de embarcação, com duração aproximada de 25 minutos. O percurso permite contemplar a paisagem da região sob outra perspectiva e transforma o próprio deslocamento em parte da experiência.

O valor da embarcação é de R$ 50,00 para pagamento via Pix ou em dinheiro. Para quem optar pelo cartão de crédito, o custo é de R$ 55,00. É importante que o visitante se organize com antecedência para evitar qualquer contratempo no momento do embarque.

Na praia, o encontro das águas cria ambientes diferentes em um mesmo destino.

Na praia, o encontro das águas cria ambientes diferentes em um mesmo destino. De um lado, o mar apresenta tonalidades que variam entre o azul e o verde. Do outro, as águas mais tranquilas da lagoa oferecem um espaço agradável para banho e contemplação. A extensa faixa de areia, os coqueiros e as falésias completam uma paisagem de grande beleza natural.

A Praia do Gunga também possui estrutura de apoio com restaurantes e espaços para aproveitar o dia à beira-mar. Para o pagamento das refeições e dos demais consumos nos restaurantes, o cartão de crédito é aceito normalmente.

Jefferson de Almeida durante a travessia de embarcação com destino à Praia do Gunga, em Alagoas.

Além do visual, o que chama a atenção é a combinação de diferentes elementos naturais em um mesmo lugar. O mar, a lagoa, os coqueirais e as falésias fazem com que cada ângulo revele uma paisagem diferente. É um destino para ser apreciado com calma, observando as cores da água, o movimento das embarcações e a atmosfera do litoral sul alagoano.

A Praia do Gunga é um daqueles lugares em que a natureza se apresenta de forma grandiosa. Somada às belezas encontradas durante o caminho desde Maceió e à experiência da travessia, a visita confirma a força de Alagoas como um dos destinos mais encantadores do turismo brasileiro.

Da primeira patente ao luxo do futuro: Mercedes-Benz celebra 140 anos

Marca que nasceu com a invenção do automóvel atravessa gerações unindo engenharia, design, segurança e prestígio, enquanto prepara uma nova etapa marcada pela eletrificação, pela inteligência digital e por uma das maiores ofensivas de produtos de sua história.

Em 29 de janeiro de 1886, o engenheiro alemão Carl Benz registrou a patente de um veículo de três rodas movido por um motor a combustão. O documento DRP 37435 ficaria conhecido como a certidão de nascimento do automóvel. Naquele momento, era difícil imaginar que a invenção transformaria as cidades, encurtaria distâncias e daria origem a uma das marcas mais admiradas do mundo.

Em 2026, a Mercedes-Benz celebra 140 anos de uma trajetória diretamente ligada à evolução da mobilidade. A história começou com o Benz Patent-Motorwagen, construído como um conjunto totalmente novo, e não como uma simples carruagem adaptada. O veículo tinha estrutura leve, motor monocilíndrico e potência inferior a um cavalo, números modestos diante dos automóveis atuais, mas suficientes para iniciar uma revolução.

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A história começou com o Benz Patent-Motorwagen, construído como um conjunto totalmente novo, e não como uma simples carruagem adaptada. Foto: Reprodução

No mesmo período, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach trabalhavam no desenvolvimento de motores e construíram uma carruagem motorizada de quatro rodas. As trajetórias de Benz e Daimler avançaram separadamente durante décadas, até que as empresas fundadas pelos dois pioneiros se uniram, em 1926, dando origem à Mercedes-Benz.

Antes dessa união, uma mulher teve papel fundamental na consolidação do automóvel. Em 1888, Bertha Benz, esposa de Carl, realizou sem o conhecimento do marido a primeira viagem de longa distância feita em um carro. Ao lado dos filhos, percorreu o trajeto entre Mannheim e Pforzheim, na Alemanha, demonstrando que a invenção poderia ser utilizada muito além de pequenos testes. Durante o caminho, improvisou soluções para problemas mecânicos e ajudou a identificar melhorias necessárias. Sua coragem transformou a viagem em um dos capítulos mais importantes da indústria automobilística.

O nome Mercedes surgiu no início do século XX por influência do empresário e entusiasta de automóveis Emil Jellinek. Ele encomendava veículos à Daimler-Motoren-Gesellschaft e utilizava o nome de sua filha, Mercédès, nas competições das quais participava. O sucesso dos carros fez com que a denominação fosse adotada comercialmente. Anos depois, a união com a empresa de Carl Benz formaria o nome que atravessaria gerações.

O nome Mercedes surgiu no início do século XX por influência do empresário e entusiasta de automóveis Emil Jellinek. Foto: Divulgação

A estrela de três pontas também se tornou um dos símbolos mais reconhecidos do mundo. Originalmente associada à ambição de levar os motores Daimler à terra, ao mar e ao ar, ela passou a representar excelência, engenharia e prestígio. Poucas marcas conseguiram construir uma identidade visual tão forte e imediatamente reconhecível.

Ao longo de 140 anos, a Mercedes-Benz não se limitou a acompanhar as mudanças do automóvel. Em diferentes momentos, ajudou a defini-las. Uma das áreas mais importantes dessa trajetória foi a segurança. Em 1959, a marca introduziu em um veículo de produção a carroceria concebida pelo engenheiro Béla Barényi, com célula rígida para os passageiros e zonas de deformação nas partes dianteira e traseira. A proposta permitia que determinadas áreas absorvessem parte da energia de um impacto, ajudando a proteger os ocupantes.

Primeiro carro batizado com o nome Mercedes, o modelo 35 PS. Foto: Divulgação

Outras tecnologias que hoje parecem indispensáveis também tiveram na Mercedes-Benz uma importante plataforma de desenvolvimento e popularização. O sistema antitravamento dos freios, conhecido como ABS, chegou à produção em série em 1978. Em 1981, a Classe S apresentou o airbag para o motorista combinado ao tensionador do cinto de segurança. Sistemas de controle de estabilidade, assistência à condução e monitoramento do ambiente ampliaram essa busca por veículos mais seguros.

Paralelamente à engenharia, o design foi responsável por transformar diferentes modelos em objetos de desejo. Apresentado em 1954, o Mercedes-Benz 300 SL conquistou o mundo com suas portas que se abriam para cima, lembrando asas de gaivota. Produzido em quantidade limitada, o automóvel unia desempenho, tecnologia e uma silhueta que permanece atual. Atualmente, exemplares preservados alcançam valores expressivos e ocupam lugar de destaque nas grandes coleções internacionais.

Mercedes-Benz 300 SL Gullwing
Apresentado em 1954, o Mercedes-Benz 300 SL conquistou o mundo com suas portas que se abriam para cima, lembrando asas de gaivota. Foto: Divulgação

A Classe S tornou-se uma referência entre os sedãs de luxo e uma vitrine para tecnologias que, posteriormente, chegariam a outras categorias. A Classe G, criada originalmente para enfrentar terrenos difíceis, ultrapassou sua função inicial e se transformou em símbolo de status. Já a divisão Mercedes-AMG aproximou o luxo do universo da alta performance, conquistando clientes que buscam conforto sem abrir mão da esportividade.

Essa combinação ajudou a construir um conceito de luxo que não depende apenas de materiais nobres ou acabamentos sofisticados. Na Mercedes-Benz, o prestígio sempre esteve associado à engenharia, à sensação de segurança, ao silêncio a bordo e à capacidade de antecipar o que o motorista ainda nem sabia que desejava.

A divisão Mercedes-AMG aproximou o luxo do universo da alta performance, conquistando clientes que buscam conforto sem abrir mão da esportividade. Foto: Divulgação

Para marcar os 140 anos, a empresa lançou a iniciativa “140 Years. 140 Places”. Três unidades da nova Classe S percorrem 140 destinos distribuídos por seis continentes, conectando locais relacionados à história, à presença internacional e ao espírito de inovação da marca. A viagem deverá seguir até outubro e simboliza o encontro entre o passado e o futuro.

A nova geração da Classe S ocupa posição central nas comemorações. Refinado em design, conforto e tecnologia, o modelo reafirma o papel da linha como referência no segmento de luxo. Ao mesmo tempo, a Mercedes-Benz conduz uma ampla renovação de seu portfólio, com modelos elétricos, sistemas digitais mais avançados, inteligência artificial e recursos de assistência capazes de tornar a interação entre motorista e automóvel cada vez mais intuitiva.

Mercedes-Benz Class S ganha visual renovado
A nova geração da Classe S ocupa posição central nas comemorações. Refinado em design, conforto e tecnologia, o modelo reafirma o papel da linha como referência no segmento de luxo. Foto: Divulgação

A transição para a mobilidade elétrica representa um dos maiores desafios de toda a indústria. Para uma marca com uma história tão longa, o movimento exige preservar elementos reconhecidos pelos clientes enquanto se desenvolvem novas formas de desempenho, autonomia e experiência a bordo. O som dos motores passa a dividir espaço com o silêncio da eletrificação, mas o compromisso com conforto, design e inovação permanece como parte essencial da identidade.

Mais do que celebrar uma data, os 140 anos da Mercedes-Benz mostram como uma empresa pode transformar tradição em impulso para continuar avançando. Do veículo de três rodas de Carl Benz às atuais máquinas conectadas e eletrificadas, existe uma linha contínua de inventividade e ambição.

A patente registrada em 1886 não deu origem apenas a um automóvel. Inaugurou uma nova maneira de viver, viajar e compreender as distâncias. Cento e quarenta anos depois, a estrela de três pontas continua associada a uma ideia que atravessou épocas: o verdadeiro luxo não está somente na aparência, mas na capacidade de unir beleza, engenharia e futuro.

Mais do que celebrar uma data, os 140 anos da Mercedes-Benz mostram como uma empresa pode transformar tradição em impulso para continuar avançando. Foto: Divulgação

… Bom dia! “O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus próprios sonhos”.

… Abraço aos aniversariantes de hoje: Gil Carlos de Camillo, Solange Brum, Valquiria Caramalac, Ruth Avelino Cavalcanti, Marta Teixeira, Marlene Souza, Adevassa Hosana Freitas e Tulio Martins. Happy birthday!

… A LATAM investirá mais de US$ 25 milhões na instalação de conectividade via satélite multiórbita em mais de 60 novas aeronaves Airbus e Embraer. A tecnologia permitirá acesso à internet rápida, estável e com ampla cobertura durante os voos, independentemente da rota ou da localização da aeronave.

… A solução da SES será incorporada nos próximos anos aos modelos A320neo, A321XLR e E195-E2. Atualmente, a LATAM possui mais de 250 aeronaves equipadas com Wi-Fi, formando a maior frota conectada da América Latina.

O acesso à internet continuará gratuito para os membros do programa de fidelidade LATAM Pass
O acesso à internet continuará gratuito para os membros do programa de fidelidade LATAM Pass – Foto: Divulgação

… Os associados do LATAM Pass poderão utilizar gratuitamente o serviço de internet a bordo para trabalhar, conversar ou acessar conteúdos digitais.

… A conectividade complementará o LATAM Play, plataforma que oferece mais de 2 mil horas de entretenimento, com filmes, séries, músicas, produções infantis e conteúdos de leitura.

Conheça o novo 212 Men Parfum de Carolina Herrera

A elegância atrevida e hedonista de um "príncipe dourado" permeia este novo "eau de parfum" com frasco dourado e notas de madeiras, âmbar e especiarias. Foto: Divulgação

A marca Carolina Herrera apresentou o 212 Men Parfum, novidade que marca a evolução de uma das franquias de perfumes masculinos mais conhecidas do mercado. Trata-se do primeiro eau de parfum da linha 212 Men, originalmente criada na Nova York dos anos 1990, agora reapresentada com nova embalagem e composição olfativa intensificada.

A campanha do lançamento traz como embaixador o modelo Valentin Humbroich, ao lado da modelo Mia Armstrong. A proposta do conceito visual e do produto reflete uma visão contemporânea de sucesso associada ao bem-estar e ao aproveitamento pessoal, alinhada à frase histórica de Reinaldo Herrera: “O prazer é a única regra que vale a pena manter”.

A campanha do lançamento traz como embaixador o modelo Valentin Humbroich, ao lado da modelo Mia Armstrong. Foto: Divulgação

Carolina A. Herrera, diretora criativa da Herrera Beauty, destaca a proposta do lançamento no portfólio da marca: “212 Men Parfum é um lançamento muito ambicioso que reflete nossa paixão pela juventude, que sempre foi o DNA do conceito 212. Nossa inspiração vem da ousadia, a naturalidade e a sensualidade de um homem que sabe se divertir; um príncipe dourado de Nova York, a cidade mais vibrante e fascinante do mundo.”

Design e arquitetura art déco

No visual, a nova edição atualiza o tradicional acabamento em aço escovado das versões anteriores para um tom metálico dourado com textura canelada. As linhas arquitetônicas do frasco mantêm o formato cilíndrico característico da linha, inspirando-se nos elementos da arquitetura art déco nova-iorquina.

No visual, a nova edição atualiza o tradicional acabamento em aço escovado das versões anteriores para um tom metálico dourado com textura canelada.

Composição olfativa

Classificado como um eau de parfum amadeirado, o 212 Men Parfum combina acordes ambarados e especiados:

  • Notas de topo: Abertura marcada pela presença do gengibre.
  • Notas de coração: Combinação de lavanda com nuances doces e caramelizadas.
  • Notas de fundo: Base estruturada em madeiras resinosas, que conferem maior fixação e profundidade à fragrância.

A novidade reforça a presença da linha 212 no mercado global de perfumaria fina, aliando a tradição da marca a escolhas olfativas voltadas para o público contemporâneo.